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    Pode continuar a acompanhar os efeitos do mau tempo em Portugal neste outro artigo em direto.

    Suspensos comboios de longo curso entre Porto e Lisboa

  • Morar ao lado da barragem que engoliu a Ponte Salazar e a Foz do Dão. Sem a Aguieira, "o Mondego ficava doido, doidinho"

    A barragem da Aguieira foi construída entre 74 e 78 para controlar o Mondego. Engoliu a ponte Salazar, inaugurada pelo próprio, e uma aldeia. Quem mora ao lado diz que nunca a viu debitar tanta água.

    Morar ao lado da barragem que engoliu a Ponte Salazar e a Foz do Dão. Sem a Aguieira, “o Mondego ficava doido, doidinho”

  • Universidade de Coimbra encerrada na sexta-feira

    As instalações da Universidade de Coimbra vão estar encerradas esta sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas e às indicações da Proteção Civil, adiantou hoje a instituição.

    “Pedimos a todos que se mantenham em segurança”, pode ler-se, na nota da universidade na rede social Facebook.

    Numa nota enviada à comunidade académica, o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, realçou que a decisão foi tomada por “razões de salvaguarda da segurança da comunidade académica”.

    “Os trabalhadores que disponham de condições para realizar a sua atividade remotamente, devem fazê-lo, aos demais, será relevada a falta. A situação continuará a ser monitorizada pela Reitoria e retomarei o contacto por esta via assim que se justifique”, destacou.

  • Comboios suspensos na Linha do Sul devido a inundações

    A circulação ferroviária na Linha do Sul está suspensa entre Luzianes e Amoreiras devido a inundações, adiantou hoje a CP – Comboios de Portugal, que prevê retomar oito comboios de longo curso na Linha do Norte, entre Porto e Lisboa.

    Numa atualização pelas 20h00, a CP indicou que prevê retomar parcialmente na sexta-feira oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.

    A CP prevê também a realização do Comboio Internacional Celta, podendo “ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença – Vigo – Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário”.

  • Forças Armadas em ações para conter caudais e remover escombros

    s Forças Armadas adiantaram hoje que realizaram ações para reforçar a capacidade de contenção de caudais, relocalizar pessoas e bens ou remover escombros e desobstruir vias, empenhando quase 3.200 militares em zonas afetadas pelo mau tempo.

    Em comunicado, o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) indicou que estiveram hoje empenhados 3.198 militares, apoiados por 382 viaturas, 22 máquinas de engenharia, 67 embarcações e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.

    Nas ações de apoio às populações afetadas, os militares reforçaram a capacidade de contenção de caudais; relocalizaram pessoas e bens através de meios anfíbios; reforçaram a capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores e reforçaram a capacidade de remoção de escombros e desobstrução de vias.

    Desde 28 de janeiro, as Forças Armadas empenharam 28.901 militares, com 3.622 viaturas e 264 máquinas de engenharia.

    Entre as diferentes ações de apoio realizadas estão 277 resgates, a instalação ou cedência de 415 coberturas de casa, distribuição de 1492 refeições e disponibilização de 561 instalações para banhos ou a disponibilização de 1.860 camas, em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes unidades das Forças Armadas.

  • Coimbra preparada para retirar mais 9.000 pessoas caso pico de cheia se confirme

    A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.

    Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.

    Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.

  • Marinha em prontidão para apoiar população em zonas com risco de cheias

    A Marinha tem 47 botes “prontos e posicionados” para prestar apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, divulgou hoje este ramo das Forças Armadas.

    “O dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional (AMN) continua empenhado em prestar apoio à população afetada pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingiram diversas regiões do território nacional, devido à passagem das depressões em Portugal Continental”, sublinharam, em comunicado.

    Estas forças destacaram que têm neste momento empenhados cerca de 549 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 69 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão.

  • Pelas 8 ou 9 horas, saber-se-á se a "cheia centenária" foi atingida. Às 15h00, haverá "um pico muito grande"

    Só se saberá amanhã de manhã pelas “8 ou 9 horas” se o máximo de cheia foi atingido. Por essa altura, ter-se-á “a certeza da cheia centenária”, contou Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra.

    “Depois, teremos um pico muito grande às 15h00”, sublinhou ainda.

  • Amanhã há "grande probabilidade" de haver pessoas retiradas amanhã, diz presidente da Câmara

    Segundo a Presidente da Câmara de Coimbra, amanhã de manhã, pelas “8 ou 9 horas”, “há uma grande probabilidade” dos presidentes das juntas de freguesia começarem a “pedir às famílias para sair de casa”.

    Ana Abrunhosa pediu para as pessoas “salvaguardarem os seus bens” e prepararem uma mala “à mão” com “pertences necessários para estarem fora de casa um, dois dias”.

  • Caso haja uma "cheia centenária", os concelhos de Montemor-o-Velho e Soure serão "muito afetados"

    A autarca de Coimbra deixou ainda uma palavra de “solidariedade” para os concelhos de Montemor-o-Velho e Soure.

    Segundo a própria, esses municípios serão “muito afetados” caso a “cheia centenária” aconteça mesmo.

  • Autarca de Coimbra elogia presidentes "incansáveis" das juntas de Freguesia: "Só consigo dormir tranquila porque sei que estão no terreno"

    Para Ana Abrunhosa, o papel dos presidentes das juntas de freguesia tem sido essencial, apontando que têm sido “incansáveis” em avisar as populações.

    “Só consigo dormir tranquila porque sei que estão no terreno”, sublinhou a autarca, deixando uma palavra de “muito, muito agradecimento”.

  • "Evitar deslocações desnecessárias, se possível", diz Ana Abrunhosa

    A Presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, pediu aos conimbricenses que evitem “deslocações desnecessárias, se possível”.

    “Por favor, sigam as indicações dos vossos presidentes da Junta”, pediu a autarca, alertando os munícipes para “estarem atentos às comunicações da Proteção Civil”, sublinhou.

  • Preocupação desta noite é "retirar pessoas acamadas" e que vivem na rua de zonas inundáveis. Escolas em Coimbra também fecham

    A presidente da Câmara de Coimbra diz que a principal preocupação para esta noite, é retirar pessoas “acamadas” e que vivem na rua de zonas inundáveis, apontando que vão ser transportados.

    “Amanhã também não haverá aulas”, disse ainda Ana Abrunhosa.

  • Há a possibilidade de "roturas em mais partes do dique", disse Ana Abrunhosa

    Os níveis elevados de água na Ponte Açude levam a um “estrangulamento” do rio, abrindo a possibilidade de “roturas em mais partes do dique” que ontem já se tinha rompido, afirmou Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra.

    “Nós temos partes frágeis no dique e, com esta quantidade de água, a probabilidade de termos roturas é grande”, continuou, ressalvando, porém, “que não é de demasiada preocupação” pois afetaria zonas que já estão alagadas.

  • Ana Abrunhosa lista zonas de maior preocupação. Baixa de Coimbra é uma delas

    Perante o cenário de uma eventual “cheia centenária” em Coimbra, Ana Abrunhosa disse que as zonas de maior preocupação eram:

    • Zona ribeirinha de Torres do Mondego,
    • Zona ribeirinha do Ceira,
    • Conraria e Vendas de Ceira,
    • Portela do Mondego e Quinta da Portela
    • Rossio e parte baixa de Santa Clara
    • Ribeira de Cozelhas e de Eiras
    • Ribeira dos Covões
    • Ribeira do Fornos e ribeira dos Casais

  • Pressão mantém-se elevada no Tejo apesar de descida ao final do dia

    O caudal do rio Tejo subiu hoje e oscilou entre 6.000 e 7.000 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Almourol, Vila Nova da Barquinha, mantendo-se elevado, apesar de uma descida ao final da tarde, segundo a Proteção Civil.

    “Os caudais, efetivamente, subiram ao longo do dia, registando oscilação entre os seis e os sete mil m3/s. Desde a manhã subiram mais um pouco, estiveram muito próximos e chegaram a ultrapassar, em alguns momentos, os sete mil m3/s na estação de medição em Almourol. Neste momento, baixaram e o Almourol está com seis mil m3/s”, afirmou à Lusa, cerca das 20:00, o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato.

    Às 07:00, a estação hidrométrica registava 6.100 m3/s, acima dos 4.800 m3/s medidos à mesma hora de quarta-feira. Durante a manhã, as descargas nas barragens a montante totalizavam 6.407 m3/s — 1.125 m3/s em Castelo de Bode, 496 m3/s em Pracana e 4.786 m3/s em Fratel — valores que justificaram a subida verificada ao longo da noite e registada ao final da manhã em Almourol.

    Hoje, às 19:00, os dados do Sistema de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos (SVARH) indicavam 6.018 m3/s em Almourol. As descargas nas três barragens somavam 4.958 m3/s — 1.025 m3/s em Castelo de Bode, 178 m3/s em Pracana e 3.755 m3/s em Fratel — refletindo uma redução face ao período da manhã e parte da tarde.

    Segundo David Lobato, a descida ao final da tarde resulta também da diminuição das descargas nas barragens espanholas, embora o cenário permaneça condicionado pela precipitação prevista para a noite de hoje e manhã de sexta-feira.

  • "Teme-se a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra", diz Ana Abrunhosa

    A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, afirmou numa conferência de imprensa que se teme “a possibilidade de uma cheia centenária para Coimbra”.

    “Isto significa que as zonas que hoje já estão alagadas vão ficar ainda mais alagadas” e que a Barragem da Aguieira “está no seu limite”, passando “a debitar toda a água que recebe”.

    A autarca diz que está “a chover muito” nas zonas que canalizam a água para a Aguieira. O limite no Açude Ponte, acrescentou, já foi atingido e pode ser ultrapassado, chegando aos 3000 metros cúbicos por segundo.

    “A partir do momento que se atingem estes valores, a água começa a recuar e a espraiar”, continuou, sublinhando que se começa a ter “problemas” na Casa do Sal, na Estação de Coimbra e na Baixa, em Santa Clara.

    Há ainda outro problema. “A partir do momento em que o Rio Mondego está cheio, as ribeiras começam também a subir”, contou Ana Abrunhosa

  • Medidas de apoio a empresas do distrito de Santarém “aquém das necessidades”, acusa Nersant

    A Nersant – Associação empresarial do distrito de Santarém, considerou hoje insuficientes as medidas de apoio às empresas afetadas pela depressão Kristin, reclamando a necessidade urgente de linhas de crédito, apoios a fundo perdido e reprogramação de incentivos.

    “Até agora, o pacote de medidas apresentado pelo Governo continua a assentar em linhas de crédito sem a intensidade necessária para empresas com prejuízos elevados. É imperativo que os apoios a fundo perdido e a reprogramação de incentivos cheguem rapidamente ao terreno”, disse hoje à Lusa o presidente da Nersant, Rui Serrano.

    A associação esteve na quarta-feira em Leiria numa reunião com a Unidade de Missão nomeada após a passagem da depressão Kristin, a IAPMEI — Agência para a Competitividade e Inovação e o Banco do Fomento, na sequência das medidas e posições públicas defendidas pelos empresários, quer de Santarém, quer de Leiria, que esperavam ver medidas concretas aprovadas nesta sessão de trabalho.

  • PR promulga regimes excecionais de isenção de portagens e simplificação administrativa

    O Presidente da República promulgou hoje os diplomas do Governo que estabelecem regimes excecionais de isenção de portagens e de simplificação administrativa para a reconstrução de zonas afetadas pela tempestade Kristin.

    Estas promulgações foram anunciadas através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet. Os decretos-lei em causa foram aprovados em Conselho de Ministros há uma semana.

  • Centro municipal de socorro de Setúbal registou até hoje 1.196 ocorrências

    O Centro Municipal de Operações de Socorro de Setúbal registou, entre 27 de janeiro e as 11:00 de hoje, um total de 1.196 ocorrências, das quais 429 diretamente relacionadas o mau tempo que assola o país, anunciou a autarquia.

    Em comunicado, a Câmara de Setúbal informou que as 429 ocorrências “diretamente relacionadas com a intempérie” incluem, entre outras, “inundações de superfície devido à acumulação da água da chuva, deslizamento de terras e queda de árvores, de postes de eletricidade e telecomunicações e de estruturas móveis e fixas”.

    “Destas 429 ocorrências, 184 tiveram lugar na União das Freguesias de Setúbal, 120 em Azeitão, 68 em São Sebastião, 37 no Sado e 20 em Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, números que refletem os danos causados pelo mau tempo no território da Serra da Arrábida”, indicou a autarquia.

    Segundo a nota, outro tipo de ocorrências, como abertura de portas, resgate de animais, doenças, intoxicações, traumatismos e quedas também podem estar indiretamente relacionados com o mau tempo.

    “Os serviços operacionais da Câmara Municipal de Setúbal, em articulação com as diversas entidades do sistema de Proteção Civil, continuam a trabalhar, em contínuo e em todo o concelho, na resolução dos problemas resultantes da intempérie”, assegurou a autarquia da Área Metropolitana de Lisboa.

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