Momentos-chave
- Cafôfo pede "revolta tranquila" na Madeira e avisa: "Com Albuquerque teremos sempre governo a prazo"
- Luís Montenegro: "Portugueses já perceberam que têm um primeiro-ministro em que podem confiar"
- Pedro Nuno: "Achar que esta notícia encerra o tema é não ter percebido mesmo nada do que aconteceu"
- Pedro Nuno Santos diz que Pedro Duarte fez "declaração patética"
- PS promove cinco sessões para "atualização séria" do programa eleitoral de há um ano
- Pedro Duarte diz que portugueses sentem que crise é "inútil"
- Leitão Amaro: "Eleições vão servir para julgar política migratória da AD"
- Ministro da Presidência pede a líder do PS que se retrate das insinuações contra Montenegro
- Eleições na Madeira: Paulo Cafôfo está confiante que vai liderar solução de governo
- A "duas ou três décimas" de eleger, Bloco pede votos a quem não quiser "deputados moles" na Madeira
- Albuquerque diz que maioria do PSD na Madeira é a "única credível"
- Campanha para as regionais antecipadas da Madeira termina esta sexta-feira
- Sondagem coloca AD cinco pontos percentuais à frente do PS. Indecisos atingem número recorde
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a atualidade política nacional ao longo do dia de ontem, sexta-feira.
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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Presidenciais. Marques Mendes vinca apoio de "mais de 95%" dos presidentes de câmara do PSD
O candidato presidencial Marques Mendes disse esta sexta-feira ter o apoio de “mais de 95 por cento” dos presidentes de câmara do PSD, destacando ainda que terá a “senadora da República” Leonor Beleza como presidente da comissão de honra.
Em declarações aos jornalistas em Vila Verde, distrito de Braga, à margem de uma conferência sobre “O sistema parlamentar português e a construção de governos estáveis: saídas e bloqueios”, Marques Mendes disse não sentir qualquer desconforto com o apoio de algumas figuras do PSD à eventual candidatura de Gouveia e Melo.
“Cada um tem os seus apoios, só posso saudá-los. Eu também estou muito feliz com os apoios que tenho. Mais de 95 % dos presidentes de câmaras do PSD, apoios de vários presidentes de câmaras independentes, até um da área socialista, de personalidades independentes, mas também mais ligadas ao PS ou ligadas ao CDS e ao PSD, evidentemente. E, portanto, saúdo-os a todos. A todos, com todo o gosto”, afirmou.
Garantiu ainda que tem o apoio da “generalidade de todas as distritais” do PSD.
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Presidenciais. Marques Mendes defende "acordo de estabilidade" entre PSD e PS
O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu esta sexta-feira um “acordo de estabilidade” entre o PSD e o PS para garantir a governabilidade do país e evitar a realização de eleições de ano em ano.
Em Vila Verde, distrito de Braga, onde participou numa conferência sobre “O sistema parlamentar português e a construção de governos estáveis: saídas e bloqueios”, Marques Mendes disse que aquele acordo teria de passar pela não apresentação de moções de censura e de confiança e pela negociação dos orçamentos do Estado.
“Esta é a minha proposta para o país, digo aqui a todos com esta clareza, talvez pela primeira vez, com esta clareza total. A minha proposta para o país é um acordo PS/PSD, chamado acordo para a estabilidade, que envolve o compromisso de não apresentar emoções de censura, não apresentar emoções de confiança e negociar os orçamentos”, sublinhou.
Marques Mendes lembrou que “há o risco” de nas Legislativas de maio voltar a sair um Parlamento “muito dividido e fragmentado” e um governo “ultraminoritário”.
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Oposição interna do BE quer que XIV Convenção decorra em junho
Um grupo de críticos da direção do BE, subscritores da moção “S” à XIV Convenção Nacional, defendem que a próxima reunião magna do partido deve decorrer ainda no mês de junho, logo após as legislativas antecipadas.
“Neste momento, os aderentes do BE aguardam que seja retomado o processo da Convenção e as várias etapas ainda por concretizar. Para nós, Moção “S”, tal deve acontecer imediatamente após as eleições legislativas nacionais, devendo a Convenção finalizar-se em datas a marcar até finais de junho”, lê-se num texto publicado pelos subscritores desta moção, no seu site oficial.
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Cafôfo pede "revolta tranquila" na Madeira e avisa: "Com Albuquerque teremos sempre governo a prazo"
No Funchal, Paulo Cafôfo acaba de subir ao palco para o comício de encerramento da campanha do PS. “Estamos a dois dias de ter o encontro que merecemos com a História”, anuncia.
“Vamos ter razão no próximo domingo”, promete, falando aos que estão “cansados, chateados e revoltados” e apelando ao seu voto.
“O PSD não é solução porque é instabilidade. Uma vitória será mais instabilidade. Começou em 2023, tivemos em 2024, e não queremos em 2025 ter mais eleições antecipadas. Com Miguel Albuquerque teremos sempre um governo a prazo”, avisa.
Insiste que só com o PS é possível ter um governo duradouro, apresentando um programa “bem estruturado e elogiado por todos os madeirenses e fazedores de opinião”, uma equipa competente e a sua própria experiência executiva.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Depois, nota que na Madeira a classe média está “aflita e asfixiada” e tem dificuldade em pagar as suas contas; que “só os ricos” podem comprar ou arrendar casa e ter saúde; que os pescadores da Madeira “pouco têm para comer”. “Que terra é esta? É a Madeira do PSD, que mais nenhum madeirense quererá. Queremos outra Madeira”.
A escolha no domingo é entre “continuar tudo como está” ou optar por uma solução “responsável e para quatro anos”, defende.
Sobre Albuquerque voltou a insistir: “A qualquer momento vem a justiça e leva-o!” (ouviu-se o som de sirenes: “Já aí vem a polícia!”). Já o PS “precisa de uma maré” até domingo para “virar este regime, e por isso pede que os votos se concentrem: “Não está na hora de desperdiçar votos que não têm hipótese de ser governo”.
Pede à Madeira uma “revolta tranquila, que transforme”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Eleições na Madeira. Pedro Nuno diz que não haverá calma e estabilidade se Albuquerque ganhar
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, apelou esta sexta-feira à mudança de Governo na Madeira e defendeu que “não haverá calma, tranquilidade e estabilidade” se Miguel Albuquerque voltar a ganhar as eleições regionais.
Numa conferência de imprensa para apresentar o processo de atualização do programa eleitoral que o PS vai apresentar às eleições legislativas antecipadas, Pedro Nuno Santos foi questionado sobre as eleições regionais e as sondagens que dão a vitória ao PSD.
“Era importante para os madeirenses e para os porto-santenses termos essa mudança política, que encerre um capítulo da vida política madeirense, que não ficará encerrado se continuarmos a ter Miguel Albuquerque a ganhar eleições”, apelou.
Mostrando “confiança no povo da região autónoma da Madeira” para esta mudança, o líder socialista defendeu que “não haverá calma, tranquilidade e estabilidade na Madeira se Miguel Albuquerque voltar a ganhar as eleições”.
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Montenegro garante estar "muito motivado" e fala em "sondagem encorajadora"
“Muito motivado” para a campanha que se avizinha rumo às eleições legislativas antecipadas de 18 de maio, Luís Montenegro reagiu esta sexta-feira à sondagem Expresso/SIC para a considerar “encorajadora”, mas sem deslumbramentos.
“O que eu posso dizer é que a sondagem é encorajadora, mas é uma sondagem. Ao longo da minha vida política disse sempre uma coisa sobre sondagens: não me deprimo quando elas são más, nem fico deslumbrado quando elas são boas”, disse o primeiro-ministro aos jornalistas.
Os números da sondagem apontam a primazia à AD, com 20% de intenção direta de voto, seguindo-se o PS, com 15%. No entanto, o peso dos inquiridos que se dizem indecisos (“não sabe/não responde”) chega aos 39%.
Sublinhando que a sua obrigação “é esclarecer os portugueses e as portuguesas nas próximas semanas até 18 de maio sobre os propósitos” da candidatura da AD, Montenegro deixou também um apelo sobre qual deve ser o tom da campanha: “Espero que tenhamos uma campanha onde os portugueses possam discernir o que diferencia os candidatos e os projetos. Temos estes 11 meses de trabalho governativo para mostrar aquilo de que somos capazes e projetar o que podemos fazer no futuro”.
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Luís Montenegro: "Portugueses já perceberam que têm um primeiro-ministro em que podem confiar"
Luís Montenegro voltou a abordar o caso Spinumviva para reiterar a transparência da sua atuação e que todas as revelações demonstram que deve merecer novamente a confiança da maioria das pessoas nas próximas eleições de 18 de maio.
“Acredito no discernimento do povo português para perceber os fatores que contribuem para a sua decisão. Os portugueses já perceberam muito bem o que aconteceu e já perceberam que têm um primeiro-ministro em que podem confiar. Foi uma boa governação para a vida das pessoas”, afirmou.
Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do Plano para a Floresta, Montenegro deixou ainda um recado aos partidos da oposição por exigirem mais transparência, ao reclamar para si o estatuto de “primeiro-ministro mais escrutinado de sempre” em Portugal.
“Não tenho medo de nada. Tenho, de resto, a experiência de maior escrutínio a que a democracia portuguesa já assistiu. Até acho alguma graça que haja alguns responsáveis políticos a exigirem ao primeiro-ministro mais escrutinado de sempre mais transparência. Eles próprios deviam aplicar a transparência a si”, frisou.
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Pedro Nuno Santos: "Não haverá calma e estabilidade na Madeira se Miguel Albuquerque voltar a ganhar eleições"
Ainda questionado sobre as eleições na Madeira, o líder do PS desdramatiza sondagens que dão vitória ao PSD e diz que a sua “expectativa é de que possa haver uma mudança política na Madeira” e que “encerre um capítulo da vida política madeirense que não ficará encerrado se continuarmos a ter Miguel Albuquerque a ganhar eleições”.
“Todos percebemos que não haverá calma, tranquilidade e estabilidade na Madeira se Miguel Albuquerque voltar a ganhar as eleições”, diz Pedro Nuno Santos.
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Pedro Nuno: "Achar que esta notícia encerra o tema é não ter percebido mesmo nada do que aconteceu"
O líder socialista diz ainda que “nos últimos dias” houve “uma reação organizada sobre a notícia do Observador que supostamente encerraria o tema”, para logo a seguir acrescentar que “achar que esta noticia encerra o tema é não ter percebido mesmo nada do que aconteceu”.
Pedro Nuno Santos diz que se assim fosse haveria a “situação caricata de os inquiridos escolherem a quem dão os documentos, que documentos dão e em que timings, de que forma“. “Era uma espécie de comissão privada de inquérito que, neste caso, não era feita pelo PS, mas por um órgão de comunicação social”, refere.
O socialista diz ainda que com o que foi revelado “ficam mais duvidas do que esclarecimentos”, apontando que ainda não se sabem os clientes todos da empresa de Montenegro e que os documentos não incluem “sobre o plano de reestruturação e ação que custou à empresa mais de 200 mil euros” a uma gasolineira — tal como refere a notícia do Observador que foi referida. Pedro Nuno queixa-se ainda de “o único advogado que teve acesso aos documentos teve ligação ao CDS”.
Pedro Nuno Santos diz perceber “o esforço que muito dirigentes do PSD têm tido para tentar encerrar o assunto, só que infelizmente adensaram duvidas sobre os temas.”
Sobre a campanha, diz que tem ouvido dizer que “não pode ser sobre isto e a campanha é obviamente sobre o país e os problemas dos portugueses”, diz. “Mas estamos a discutir também as lideranças e a seriedade com que se está na política e na vida e é por isso que PS discutirá o pais mas também o que nos trouxe infelizmente a umas eleições que ninguém desejava”.
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Pedro Nuno Santos diz que Pedro Duarte fez "declaração patética"
Pedro Nuno Santos diz que o ministro dos Assuntos Parlamentares fez “uma declaração patética” nas redes sociais, referindo-se concretamente a um tweet de Pedro Duarte sobre um texto do Observador.
“Não é o PS que tem dúvidas”, diz Pedro Nuno, garantindo que “são os portugueses que têm essas dúvidas em relação à atuação do primeiro-ministro”. “Era importante que estes membros do Governo se sintonizassem com os portugueses”, diz ainda.
Parece que afinal nem 15 dias era preciso para a CPI chegar a conclusões https://t.co/vA8dArOAD4
— Pedro Duarte (@Pedro_Duarte) March 20, 2025
Sobre as sondagens e o número elevado de indecisos, Pedro Nuno Santos responsabiliza “estas semanas de notícias” que “geram indecisão e confusão” e espera que os “portugueses aproveitem estas eleições para um novo ciclo”. “Há um trabalho de esclarecimento que temos vindo a fazer temos dois meses para dialogar com os portugueses e mobilizá-los para uma mudança política em Portugal”.
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Líder do PS: "Queremos envolver a sociedade civil" na elaboração do programa
O trabalho do PS será feito com dirigentes mas também com independentes: “Queremos envolver a sociedade civil.” “O PS tem a obrigação e condições para oferecer um projeto que inspire confiança nos portugueses”, diz o líder socialista.
No entanto, questionado sobre que personalidades vão aparecer nessas sessões, o líder do PS recusa adiantar quem são.
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PS promove cinco sessões para "atualização séria" do programa eleitoral de há um ano
Pedro Nuno Santos diz que há um ano o PS construiu “um programa sólido”, mas que vai haver “uma atualização séria” e garante que o “PS faz um esforço de aproximação aos problemas que os portugueses enfrentam”.
O PS vai organizar cinco dias de sessões setoriais, a começar na próxima quarta-feira, para atualizar o programa eleitoral do PS. O primeiro dia será dedicado à habitação, com o líder do PS a responsabilizar o Governo pela “aceleração dos preços da habitação”. Nesse dia à tarde, outra sessão dedicada à Saúde, diz Pedro Nuno considerando que a “situação é pior” do que aquela que o PS deixou.
A sessão seguinte será dedicada ao emprego e à transformação da economia portuguesa. “É a maior prioridade do país”, define o líder socialista que coloca este ponto no centro da transformação de uma “economia de baixos salários”.
Na próxima sexta-feira, será a vez da política externa e de defesa europeia. “Uma área que tem ganho maior relevância nos últimos tempos”, diz o socialista que diz ser “importante que Portugal mantenha uma voz respeitada.” Foi, diz, “uma área desvalorizada pelo atual Governo”.
Na semana seguinte, logo na segunda-feira, o PS vai discutir o território e o ambiente. “A política ambiental e de transição climática não tem de ser adversária da economia, pode ser uma oportunidade de desenvolvimento”. Na terça, o dia vai ser dedicado à justiça, “à celeridade da justiça e à ética e transparência na política”, refere o líder do PS.
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"Por mais cambalhotas que ainda ministros dêem é evidente que PS não queria eleições", diz Pedro Nuno Santos
O líder do PS faz agora uma conferência de imprensa da sede do PS, em Lisboa, e diz que “por mais cambalhotas que os ainda ministros deste Governo possam dar é evidente para todos que pelo menos o PS não queria estas eleições”.
Pedro Nuno Santos diz que Montenegro ainda não deu as explicações necessárias sobre o caso Spinumviva.
Faz o balanço deste ano de governação, passando pelos preços da habitação, o crescimento da economia, o investimentos, para dizer que “antes deste Governo estávamos melhor”.
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Pedro Duarte diz que portugueses sentem que crise é "inútil"
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, disse esta quinta que os portugueses “eventualmente sentirão” que a atual crise política é “inútil” e “desnecessária”, depois dos resultados de uma sondagem divulgada e que aponta para um aumento dos indecisos.
O governante, que falou no Porto, à margem de uma conferência promovida pelo jornal Eco, com o tema do futuro da comunicação social, ressalvou que a sondagem (realizada pelo ICS/ISCTE para o Expresso e a SIC), que mostra a AD à frente e um aumento dos indecisos, “é um exercício de adivinhação”, ainda que seja favorável ao atual executivo.
“Os indecisos são isso mesmo. São indecisos e, portanto, eu não sei o que é que isso significa”, referiu, mas apontou que “se há alguma conclusão que se pode tirar, é que confirma um pouco aquilo” que é a visão do Governo.
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Leitão Amaro: "Eleições vão servir para julgar política migratória da AD"
Para Leitão Amaro, as eleições legislativas antecipadas de 18 de maio vão servir também para julgar a política migratória do atual Governo, que regulou as entradas e promoveu a integração.
À margem da conferência “Família, Imigração e Discriminação”, organizada pela Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF), o ministro da Presidência afirmou que “todas as políticas públicas merecem ser discutidas” e “o tema da imigração é, de facto, um dos mais discutidos nos debates políticos nas sociedades”.
“Acho que o país, neste momento, tem nesse plano uma vida muito facilitada: havia à esquerda uma política de portas escancaradas, havia na extrema-direita uma política de ódio e de portas totalmente fechadas”, mas “houve um Governo que mudou a política de imigração”, considerou o governante.
O ministro aproveitou ainda o evento para assinalar a realidade de muitos cidadãos estrangeiros a habitar na mesma morada, o que, segundo ele, indicia crimes associados à imigração ilegal. Admitiu, por isso, alterações às regras de regularização de migrantes.
Nas últimas semanas, tem sido notícia vários casos de cartas para cidadãos estrangeiros que tinham a residência na mesma morada, o que motivou a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) a levar essas situações às autoridades, por ordem do Governo.
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Ministro da Presidência pede a líder do PS que se retrate das insinuações contra Montenegro
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, pediu esta sexta-feira ao líder do PS que se retrate das insinuações de que a Spinumviva, que pertencia ao primeiro-ministro, era uma empresa de fachada.
“Nós já estamos naquela fase em que, depois de semanas de insinuações” contra o primeiro-ministro, essas suspeitas “foram e estão a ser desmontadas uma a uma e mostradas como falsas”, pelo que “começa a ser o momento desses dirigentes políticos se retratarem das insinuações e suspeitas que lançaram”, afirmou Leitão Amaro aos jornalistas à margem da conferência “Família, Imigração e Discriminação”, organizada pela Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF).
“Hoje sabemos que a palavra do primeiro-ministro era verdadeira e que as insinuações do líder do Partido Socialista eram falsas”, acrescentou, recordando que “foi conhecida uma reportagem que demonstrou cabalmente e definitivamente que o líder da oposição faltou à verdade nas insinuações que fez quando dizia que o primeiro-ministro tinha tido uma empresa de fachada e sem atividade”, numa referência ao trabalho do Observador, que pormenoriza a existência de trabalhos regulares da empresa, em particular ao grupo hoteleiro e de casinos Solverde.
Investigação. O que mostram os documentos nunca revelados da Spinumviva
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Eleições na Madeira: Paulo Cafôfo está confiante que vai liderar solução de governo
O cabeça de lista do PS às eleições regionais da Madeira, Paulo Cafôfo, manifestou-se esta sexta-feira convicto de que vai liderar uma solução governativa, assumindo que o JPP será o primeiro partido que vai contactar após o sufrágio, no domingo.
“O primeiro partido que vou contactar será o JPP. Eu diria que será, a seguir ao PS, o partido com maior votação. E, se assim for, obviamente irei seguir essa vontade popular”, declarou Paulo Cafôfo aos jornalistas, no Funchal.
O candidato e presidente do PS/Madeira, o maior partido da oposição, percorreu esta sexta-feira novamente a Rua Fernão de Ornelas, uma das mais movimentadas do Funchal, onde ouviu anseios, opiniões, distribuiu canetas e panfletos do partido e pediu aos eleitores para que lhe deem uma oportunidade de governar nas eleições de domingo.
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A "duas ou três décimas" de eleger, Bloco pede votos a quem não quiser "deputados moles" na Madeira
Na reta final da campanha, o Bloco de Esquerda na Madeira recebe uma força extra: entre os militantes que cantam a Grândola e os cânticos do partido (“há aqui anticapitalistas”) encontra-se Mariana Mortágua, que voou para o Funchal.
Está ao lado do candidato do partido, Roberto Almada, que fala primeiro sobre a ambição do Bloco de voltar à Assembleia Regional. Uma ambição que está perto de se concretizar, garante. “O BE está à beira da eleição, a duas ou três décimas”, e precisa de eleger para “fazer frente aos senhores deste regime”, apela.
A mensagem neste dia final de campanha é clara: é preciso sair de casa e ir votar, não ficar pelas reclamações. “Na rua dizem-nos que os que lá estão são muito moles. Se não querem deputados moles, só têm uma coisa a fazer”, atira.
Ao lado, Mariana Mortágua carrega no apelo ao voto: “Um voto muda tudo, elege deputados do Bloco e pode baixar rendas e preços das casas. Por um voto o Bloco pode voltar ao paramento regional”, garante, prometendo que o partido continuará a denunciar a corrupção e a “asfixia democrática” no regime madeirense.
Garantindo que está em “sintonia” com os candidatos da Madeira — “não enviamos líderes nacionais para virem fazer campanha e aparecerem nos cartazes, como o Chega”, dispara — Mortágua não fala concretamente em acordos com outros partidos, mas frisa que o Bloco é “oposição ao regime do PSD”. E por isso “fará tudo para criar uma alternativa”, com foco em medidas como a redução dos preços das casas.
Quanto à notícia que adianta que o partido convidou os fundadores vivos (Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas) para encabeçar listas às legislativas, a coordenadora bloquista diz apenas que o partido tomará decisões a nível distrital e que no domingo, na Mesa Nacional, aprovará os primeiros candidatos, divulgando-os depois.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Albuquerque diz que maioria do PSD na Madeira é a "única credível"
Segundo o candidato, que lidera o executivo madeirense desde 2015, “as pessoas têm a consciência de que é necessária uma maioria para a Madeira e que a única maioria credível para o Governo da Região é do PSD”.
O líder madeirense recusou ainda as acusações de que é fator de instabilidade política na Madeira, adiantando que a realização de duas eleições seguidas se deve “ao sentido de irresponsabilidade da oposição, que sofre de um problema de narcisismo de poder. Mesmo não tendo maioria, querem chegar ao poder. Não tendo a confiança do povo, acham que devem mandar na Madeira, quando a democracia é o contrário”.