Momentos-chave
- Bruno Sá assegura que "direção sombra" já "não está" no Sporting e não descarta recandidatura em 2030: "Os sócios é que vão decidir"
- Frederico Varandas diz que "o futuro está garantido" e garante que decisão sobre Rui Borges "está tomada"
- Frederico Varandas: "O momento mais importante de cuidar do clube é vir votar"
- Bruno Sá: "É muito importante não dar carta branca a esta direção. O importante é o presente e o futuro"
- Sá quer "captar investimento" no desporto feminino. Varandas garante "não investir de forma irracional"
- Varandas responde a Sá: "Estes órgãos sociais nunca se auto-aumentaram seis vezes"
- Sá pretende "investir numa academia de modalidades"
- Sá diz que Sporting "perdeu Polo EUL para o Benfica" e Varandas refuta com "novo investimento de três milhões"
- "Cresci com os outros a fazer penta e tetra e o Sporting está a caminho do tricampeonato", diz Frederico Varandas
- Varandas ironiza com "fim de ciclo" e atira: "Dizer bem de Ruben Amorim é dizer bem da minha direção"
- Varandas responde a polémica fotografia de Jesé: "As minhas clínicas estavam melhor equipadas do que o Sporting "
- Sá fala em Sporting "pré e pós Amorim" e ataca Varandas: "Há a ausência de um rumo"
- Varandas: "Sabe porque é que o sócio hoje é feliz? Porque ganha e vê os nossos rivais abaixo"
- "Este Sporting é de clientes, o meu é de sócios". Bruno Sá quer "voltar a abraçar a família leonina"
- Sá e Varandas voltam a entrar em discórdia: "Sempre dissemos que a maioria do capital deve continuar no clube"
- "Tenho receio que eu tenha de ser a Troika do Sporting", atira Sá. "Se quero ganhar, se calhar vou investir um bocadinho mais", diz Varandas
- "Tínhamos dívidas a fornecedores de 35 milhões de euros. Agora estamos nos 119 milhões", confronta Bruno Sá
- Sá confronta Varandas com eventuais ilegalidades nas eleições. "Não faço ideia de como é este boletim eleitoral", responde o incumbente
- "Tivemos 82 milhões de euros de lucro acumulado nos últimos quatro exercícios", atira Varandas
- Bruno Sá acusa Varadas de "não visitar Núcleos": "Não me candidato contra ninguém, candidato-me pela democracia"
- Varandas critica "falta de sensibilidade" de Sá e diz que Sporting "é o clube que lidera o desporto em Portugal"
- Arranca o único debate antes das eleições no Sporting
Histórico de atualizações
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E por hoje é tudo! Voltamos no próximo sábado à companhia dos nossos leitores para acompanhar as eleições do Sporting, entre Frederico Varandas e Bruno Sá. Até lá, boa noite!
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Eleições Sporting. O debate que se tornou numa entrevista com dois jornalistas (um candidato) onde o "entrevistado" falou mais meia hora
Único debate eleitoral do Sporting foi tudo menos “debate”, variando entre entrevista a dois e quase interrogatório. Mais do que uma alternativa, a era Varandas foi a exame – e os factos deram a nota.
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Bruno Sá assegura que "direção sombra" já "não está" no Sporting e não descarta recandidatura em 2030: "Os sócios é que vão decidir"
Agora é a vez de Bruno Sá falar aos jornalistas em Alvalade. “Vim representar as pessoas que não podem debater e falam para pouca gente. Sinto-me preparado para ganhar. É importante que quem ganhe não tenha carta branca. É importante ter uma boa votação. Já apresentei um programa mais aceitável do que o atual presidente. Em relação ao que tenho para apresentar, já apresentei no programa”, explica o candidato.
“Rui Borges? Se eu fosse o dr. Frederico Varandas, já teria renovado. Caso vença, vou entrar nesta fase da época e tenho que analisar. Se Rui Borges não vencer, teremos de nos sentar e decidir. Quero é que o Sporting seja tricampeão. É importante que as pessoas venham votar. 2030? Não posso fazer essa promessa, os sócios é que vão decidir isso. Vai depender da votação. Se eu não vencer e os sócios me derem uma boa votação, há vontade da minha parte, mas os sócios é que vão decidir tudo”, respondeu Sá, questionado pela Rádio Observador sobre o seu futuro.
“Amorim? Havia um conjunto de pessoas que tomavam decisões no Sporting. O projeto do Frederico Varandas foi muito assente no Ruben Amorim e nessas pessoas. Os sócios têm noção de quem são. Modalidades? O Sporting está muito fechado ao investimento, deixou de ser um clube aberto. Todos aqueles que querem ajudar o clube são bem-vindos. Direção sombra? Houve no Sporting, mas agora já não há porque essa família já cá não está”, concluiu o candidato da lista A.
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Frederico Varandas diz que "o futuro está garantido" e garante que decisão sobre Rui Borges "está tomada"
Depois do término do debate, Frederico Varandas falou aos jornalistas. “Temos uma visão clara. Aguardamos o juízo final dos sócios, que decidem o futuro do clube. Quem gosta, quem cuida, este é o momento mais importante, o ato eleitoral. Sou muito pragmático e racional”, começa por dizer.
Questionado pelos protestos que se seguiram à goleada na Noruega, o presidente incumbente diz que “não reparou”. “Hoje o sócio do Sporting está habituado a ganhar, o que é ótimo. Ontem perdeu-se bem e é normal ter havido descontentamento. Rui Borges? Não é por acaso que não falo sobre esse assunto. Não vou utilizar uma possível renovação antes de um ato eleitoral. A decisão está tomada, mas vão ter de esperar”, acrescentou.
“Bruno Sá? Acho que é um grande sportinguista, tem as suas ideias. Se fosse sócio acho que votava em mim (risos). Falta de investimento? Este foi o ano em que o Sporting investiu mais. Ninguém mete 225 milhões a fundo perdido. Pedimos 225 milhões e quiseram disponibilizar dois mil milhões. O futuro está garantido”, respondeu à pergunta da Rádio Observador sobre o empréstimo de 225 milhões.
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Termina o debate
Chega ao fim o único debate antes das eleições no Sporting, que durou 2h25. Os sócios leoninos são agora chamados a escolher entre Bruno Sá e Frederico Varandas no sábado.
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Frederico Varandas: "O momento mais importante de cuidar do clube é vir votar"
E, por fim, a mensagem final de Frederico Varandas, da lista B.
“Nunca se esqueçam que quem cuida do Sporting são os sócios. O momento mais importante de cuidar do clube é vir votar, seja na lista A ou na lista B”.
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Bruno Sá: "É muito importante não dar carta branca a esta direção. O importante é o presente e o futuro"
Segue-se a mensagem final de Bruno Sá, da lista A.
“O meu debate era esclarecer e apresentar propostas. O Sporting tornou-se num clube fechado. É muito importante não dar carta branca a esta direção. O importante é o presente e o futuro. Acredito que posso ganhar e tratar bem toda a gente. Eu quero um clube de sócios, ele quer um clube de cliente. Ele quer um hub de entertainer, eu quero um clube. Espero tomar posse e dar volta à eliminatória com o Bodö/Glimt na terça-feira”.
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Sá quer "captar investimento" no desporto feminino. Varandas garante "não investir de forma irracional"
Quanto ao desporto feminino, Bruno Sá começa por dizer que o “futebol feminino tem de ser reestruturado”. “Éramos pioneiros e deixámos de o ser. Temos de apostar na formação. Gostava de saber qual é o plano. Acabou com o futsal feminino. O meu plano é captar investimento, voltar a estruturar e apostar na formação e no scouting. Ultimamente não tem havido uma cabeça para pensar o projeto. Em seis anos tivemos um título”.
“No futebol feminino tivemos três títulos desde que chegámos. O futebol feminino é a modalidade em que o Sporting mais investe a seguir ao futebol profissional. Não é por uns investirem mais do dobro do Sporting que eu vou atrás. Para mim era muito fácil abrir uma modalidade feminina e investir 400 mil euros. Queremos ter modalidades que venham da formação. O futebol feminino está muito longe de ser sustentável. A procura de patrocínios está muito aquém, o mercado de transferências é irrisório. Temos de ter calma e prudência. Não vou investir de forma irracional”, explica Frederico Varandas.
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Varandas responde a Sá: "Estes órgãos sociais nunca se auto-aumentaram seis vezes"
“Em sete anos de modalidades, mais de 140 títulos. Tínhamos um título europeu no hóquei, ganhámos três Champions mais um título de campeão do mundo. No futsal tínhamos zero e hoje temos duas Champions. Batemos o recorde de números de inscritos no multidesportivo, mais de sete mil atletas. Hoje coordenadores, diretores e treinadores têm contrato de trabalho. O financiamento das modalidades é alavancado pela quotização, que passou dos nove milhões para os 15 milhões. Nenhuma modalidade é sustentável por si só”, explica o incumbente.
“Se fez o trabalho de casa, fez mal. Está mal informado. Estes órgãos sociais nunca se auto-aumentaram seis vezes. A AG da SAD tem uma Comissão de Remunerações. Essa comissão contratou uma consultora especialidade em recursos humanos que fez um estudo exaustivo para fazer a melhor prática para os órgãos sociais da SAD. A Sporting SAD tem um projeto claro que não há em Portugal. Se o clube não der lucro, não há prémio variável para ninguém. Anualmente a aprovação dos aumentos passa pelos acionistas. Os nossos rivais não têm este processo”, justifica.
“O primeiro auto-aumento foi feito após um despedimento coletivo de 140 pessoas. É isso que quero que fique claro”, atira Bruno Sá.
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Sá pretende "investir numa academia de modalidades"
Relativamente às modalidades, Bruno Sá apresenta o seu projeto, que passa pela “hegemonia”. “O meu projeto é liderar pela presença. Temos que desenvolver o ecletismo no Sporting. Temos que investir no departamento comercial, premiar pelos títulos e investir numa academia de modalidades. O Sporting em casas para atletas das modalidades gasta mais de 500 mil euros anuais. Se o dr. Frederico Varandas não fechar o clube, há pessoas que querem investir no clube e nas modalidades”, acrescenta.
“Tem que haver rigor. No andebol e no futsal passámos de competir para ganharmos títulos europeus. Temos que angariar patrocínios e investimento”, completa Sá.
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Sá diz que Sporting "perdeu Polo EUL para o Benfica" e Varandas refuta com "novo investimento de três milhões"
Em termos de formação, Bruno Sá começa por explicar o seu projeto.
BS: “Temos que avaliar as infraestruturas. É verdade que os Sub-16 na Academia a meio campo?.
FV: “Treinam consoante o que o treinador entender, a campo inteiro”.
BS: “Os Sub-15 fazem jogos-treino no Seixal com o Benfica? O que pensa fazer no Polo EUL?”
FV: “É mentira. Hoje temos mais campos e mais utilização. Vamos lançar uma obra de três milhões de euros de requalificação do Polo EUL. Não só não perdemos, como temos mais campos, mais campos que o Benfica e mais exposição de tempo. Desde que temos a Academia, 88 jogadores formados na Academia chegaram à equipa A, 43 foram em sete anos. Desses 43, muitos chegaram à equipa A, tiveram rendimento desportivo e foram vendidos”.
BS: “Quem é que chegou à equipa?”.
FV: “João Simões, Blopa, Nuno Mendes…”.
BS: “Que investimento é que fez na Academia”.
FV: “Este ano gastámos mais de dois milhões de euros. Mudámos os relvados, requalificámos os quartos, a ala profissional… O Sporting encaixou mais de 230 milhões de euros em jogadores formados na Academia”.
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"Cresci com os outros a fazer penta e tetra e o Sporting está a caminho do tricampeonato", diz Frederico Varandas
“Contratações? São muito poucos os clubes com a percentagem de sucesso do Sporting. Ruben Amorim não escolhia um jogador, havia diretor desportivo, diretor de scouting e treinador. Quantos titulares o Sporting perdeu? Um, Viktor Gyökeres. Perdi um jogador e fui buscar um titular para substituir um titular. Os resultados falam pelo rumo e pelo projeto desportivo do Sporting. O Sporting está na luta pelo tricampeonato. Cresci com os outros a fazer penta e tetra e o Sporting está a caminho do tricampeonato”, reforça Frederico Varandas.
“Os rivais investiram mais de 100 milhões. Você não se preparou. Não tem um rumo pós-Amorim”, responde Bruno Sá.
Questionado sobre a renovação de Rui Borges, Varandas não responde: “Não vou utilizar nenhum treinador nem nenhum jogador como bandeira eleitoral. Numa campanha eleitoral não prometo títulos. Venho com um rumo”.
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Varandas ironiza com "fim de ciclo" e atira: "Dizer bem de Ruben Amorim é dizer bem da minha direção"
“Como é que aparece Ruben Amorim? Foi contratado por esta direção. O Bruno foi a favor dos dez milhões de Ruben Amorim? [Sá responde sim] Era uma minoria na altura, fico contente. Hoje é fácil dizer que o Sporting ganha, ganha, ganha. Dizer bem de Ruben Amorim é dizer bem da minha direção. É dos melhores treinadores da história do Sporting. Sabe quais foram os treinadores mais vencedores nos últimos 20 anos? Ruben Amorim e Rui Borges, desta direção. Paulo Bento e Marcel Kaizer. Dos quatro treinadores mais bem sucedidos, três foram escolhidos por esta direção. Estou a sentir esse fim de ciclo de uma forma… como é que não hei-de sentir? Estamos nas 16 melhores equipas da Europa”, diz Frederico Varandas.
“Ruben Amorim vai ser respeitado e adorado por este clube para sempre. Miguel Quaresma e Tomás Morais já estavam em 2019. Isto não é um debate, é um sócio que veio aqui propor ideias ao presidente do Sporting. Esta direção foi buscar Francisco Tavares [coordenador de performance física], que foi convidado por um clube que está no top 4 da Premier League. O top 5 da Premier League quer o meu head de fisio, o meu diretor clínico e o diretor da unidade de performance”, responde a Sá, que reitera que o presidente “já os está a vender”.
“Nenhum treinador escolhe um treinador na formação ou no staff do Sporting. O candidato Bruno diz que não há estratégia. Não dou as mesmas condições [aos treinadores] porque Rui Borges teve o maior investimento da história do Sporting, coisa que Ruben Amorim nunca teve. Esta é a direção mais titulada da história do Sporting, que tem quase 120 anos. Em seis época, tivemos quatro vezes na Champions e, pela primeira vez, estamos abaixo do 20.º lugar no ranking da UEFA. Pelo segundo ano consecutivo, o Sporting tem o plantel mais valioso das ligas fora das big five“, elenca o líder da lista B.
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Varandas responde a polémica fotografia de Jesé: "As minhas clínicas estavam melhor equipadas do que o Sporting "
Bruno Sá apresenta agora uma fotografia “do tempo do Jesé [Rodríguez]”, que estaria a ser tratado numa clínica de Frederico Varandas. O incumbente responde: “É do tempo em que eu era diretor clínico. As minhas clínicas estavam melhor equipadas do que o Sporting e os jogadores faziam exames de borla. De 2015 a 2019, as clínicas tinham melhores condições que o departamento médico. Fui eleito em setembro de 2018 e, em 2019, reorganizei o departamento médico. Nunca mais foi preciso um recurso externo, a não ser o grupo CUF, com o qual temos uma parceria. De 2002 a 2018 houve zero investimento”.
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Sá fala em Sporting "pré e pós Amorim" e ataca Varandas: "Há a ausência de um rumo"
O debate segue para o tema relativo ao futebol. “O grande mentor do projeto de futebol de Frederico Varandas foi o Ruben Amorim. Há um pré-Amorim, uma série de treinadores que foram contratados e despedidos. Depois há a época de Amorim, que recebeu a chave do clube. Já se nota o pós-Amorim, a derrapagem do João Pereira e o Rui Borges, que é uma pessoa de caráter. A corda vai partir com o Rui Borges, já se nota. O ano passado em janeiro contratámos Biel e Rui Silva com 12 lesionados. Este ano substituímos Harder e Gyökeres por Suárez e Ioannidis, dois nomes da lista de Amorim. Agora assistimos a mais um mercado vergonhoso. Há a ausência de um rumo”, começa por dizer Bruno Sá.
“O Sporting tem de ter um modelo de clube, um scouting de referência, uma formação de excelência e tem de investir nas instalações. Será que os 225 milhões do empréstimo não podiam ser investidos nisto? Acho que também devemos de investir no departamento médico. O treinador é a peça chave, mas o modelo é o clube. Quero ganhar mais, mas tratar sempre bem as pessoas. Eu já teria renovado com Rui Borges, chegando lá, tenho que analisar”, completa.
“Como já disse, tenho quatro pilares e um diretor desportivo. Está identificado e não está a trabalhar. Como o dr. Frederico Varandas fala, as pessoas ainda vivem muito no passado. Estão agora a entender que não há um rumo. Estou preparado para entrar já, mas se não entrar já, tenho que estar vigilante. Nunca um presidente ou um treinador podem ter carta branca. Os jogadores que chegarem têm de conhecer o Campeonato português e entrar no onze. Perdemos o Alisson e vieram jogadores que não sabemos o que é que vai dar. Estamos a ter as dificuldades que se previam face à falta de soluções e ao investimento no mercado. O ano passado tivemos 12 lesões e este ano já vamos em dez. Os jogadores são tratados fora do clube. Temos que ir buscar os melhores profissionais”, conclui.
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Bruno Sá: "Você não quer saber das pessoas e só pensa em negócio"
“Tem que haver diálogo com os adeptos segundo as regras do Sporting. Você não quer saber das pessoas e só pensa em negócio”, responde Bruno Sá.
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Varandas: "Sabe porque é que o sócio hoje é feliz? Porque ganha e vê os nossos rivais abaixo"
“O Sporting em 2018 tinha 74 mil sócios com quotas em dia, hoje tem 125 mil. Existem mais 50 mil sócios com quotas em dia. Temos 190 mil sócios atualmente, vivos. Há pessoas que acham que são os donos morais do amor ao clube. Eu tenho uma forma de ser como presidente, mas sou sportinguista. Há pessoas que não fazem a menor noção do que é estar neste cargo. Sou sócio do Sporting desde que nasci. Vamos falar do que é sentir Sporting”, responde Varandas, que passa a elencar as pessoas da sua família que estiveram e estão ligadas ao clube.
“Sofri a minha vida toda a ver Benfica e FC Porto lá em cima. Sabe porque é que o sócio hoje é feliz? Porque ganha e vê os nossos rivais abaixo, coisa que eu nunca vi, coisa que o meu pai que tem 71 anos nunca viu. Hoje dois terços dos miúdos são sportinguistas. Quem me dera a mim ter um estádio com 120 mil lugares. Hoje temos 30 mil pessoas com Gamebox e 16 mil em espera. Sabemos o grau de satisfação dos sócios. Todos os jogos fazemos um inquérito de satisfação do adepto. Hoje há 14 entradas no estádio, torniquetes de última geração, um fosso que foi fechado, novas cadeiras e azulejos pintados”, acrescenta o incumbente.
“Estou neste Sporting por missão. Entregarei o Sporting melhor do que aquele em que peguei. Está 100 vezes melhor. Não quero o meu nome em lado nenhum, não há o nome Frederico Varandas. O que me interessa são os títulos e que as futuras gerações continuem a ser do Sporting. Muito se fala dos GOA, mas hoje não há nenhum problema com grupos. A nossa política é muito clara: estes grupos de adeptos existem porque existe o Sporting, que é a prioridade. GOA? O Sporting não tem problemas e respeita os grupos. O Sporting quer fazer safe standing. O Sporting acabou com o bilhar [no estádio] e tirou o ténis de mesa porque precisa do espaço. Enquanto estivermos aqui a prioridade é o Sporting”, explica Varandas.
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"Este Sporting é de clientes, o meu é de sócios". Bruno Sá quer "voltar a abraçar a família leonina"
“Parece óbvio para toda a gente menos para o dr. Frederico Varandas que os sócios não têm direitos. Há um desligar dos sócios com esta direção. O lema da campanha dele era ‘unir os sócios’. Agora já não lhe convém dizer. Tinha membros das claques dentro da sua direção, mas depois chateou-se e afastou-se das pessoas. É estranho falar em sócios quando os critérios de bilhética são o que são. Uma pessoa tem Gamebox há 20 anos, uma pessoa chega, compra o Lugar de Leão e tem prioridade. Os Núcleos estão abandonados. Marca jogos para horários em que as pessoas não conseguem vir. Cria uma bancada onde estão pessoas a tirar selfies. Este Sporting é de clientes, o meu é de sócios”, atira Bruno Sá.
“Esta direção é alérgica a pessoas e isso é uma das minhas grandes preocupações. A parte comercial já está criada e o ideal é haver um meio-termo. Houve pessoas que tinham bilhetes de épocas há 20 anos que tiveram de mudar de lugar, as claques passaram para a parte de cima. Na porta 10 não há revista, na porta 8 e 9 entra a meio do jogo. Soluções? Tem que haver uma reunião imediata com os Núcleos, uma reunião com os Grupos Organizados de Adeptos (GOA) e tem que haver um site novo. Temos que voltar a abraçar a família leonina”, acrescenta.
“Ninguém pode ficar de fora. Todos os sócios do Sporting são importantes. Quem tinha lugar no estádio há mais de 20 anos não pode ser excluído. Deve haver uma bancada comum, com bilhetes a dez euros. O Sporting agora está muito virado para o corporate. Os dois mil lugares novos são muito virados para o corporate, para os instagrammers e os influencers”, concluiu.
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Sá e Varandas voltam a entrar em discórdia: "Sempre dissemos que a maioria do capital deve continuar no clube"
Questionado sobre a posição relativo ao eventual investimento externo na SAD, Bruno Sá volta a pedir “transparência”. “Não fala, não esclarece e manda sempre as coisas para a frente. Para mim é claro: tem de passar sempre pelos sócios. Admito a entrada de capital, mas é uma decisão dos sócios. Obviamente que o aumento da dívida do clube à SAD quer dizer que vai entrar capital estrangeiro. Serei presidente da SAD caso seja eleito”, acrescenta.
Frederico Varandas responde ao candidato da lista A. “No nosso plano estratégico a dez anos temos previsto a entrada de um parceiro estratégico que possa alavancar o clube, sempre com respeito pelos valores do Sporting. Não tenho nada de concreto. Sempre dissemos que a maioria do capital deve continuar no clube”.
Bruno Sá (BS) — “Deve ou vai se manter no clube?”.
Frederico Varandas (FV) — “Vai-se manter no clube (risos). Essa decisão será sempre levada à AG do clube, como foi a compra do Alvaláxia. Sabe qual era a média de participação nas AG antes de nós chegarmos? 300 a 400 pessoas por AG. Hoje é de seis mil. Há AG de seis mil, de oito mil… São pessoas que vão lá votar”.
BS — “Isto não é o McDrive. Você quer fazer tudo o que quer sem ouvir os sócios. As pessoas vão votar e vão-se embora”.
FV — “Os sócios estão muito contentes com o Sporting e vamos ver isso daqui a 34 horas”.
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"Tenho receio que eu tenha de ser a Troika do Sporting", atira Sá. "Se quero ganhar, se calhar vou investir um bocadinho mais", diz Varandas
Frederico Varandas (FV) — “Sabe porque é que a dívida a fornecedores aumentou? O Sporting antes tinha um volume de negócios de 120 milhões. Hoje tem de 265 milhões. Se quero ganhar, se calhar vou investir um bocadinho mais”.
Bruno Sá (BS) — “O mercado que fez em janeiro não é de quem quer ser campeão nacional… Tenho comigo Diogo Pinto Sousa, diretor financeiro da Microsoft Suécia. As nossas Assembleias Gerais não têm forma de trocar ideias e de debater. Tenho receio que eu tenha de ser a Troika do Sporting. O Frederico faz-me lembrar uma pessoa do governo que empurrava sempre com a barriga para a frente e depois tivemos de chamar a Troika. Estamos a falar de um passivo de 900 milhões”.
FV — “Isso é profunda ignorância”.