Momentos-chave
- Mau tempo deixa 18 famílias desalojadas em Camarate (Loures)
- Presidente da E-Redes assume "retrocesso" na recuperação e anuncia 167 mil clientes sem energia
- Marcelo compara voto deste domingo às eleições de 2021 durante a pandemia
- Marcelo enaltece "resistência e coragem" das pessoas afetadas pelo mau tempo e diz que voto no domingo chama-se "liberdade"
- Freguesia de Salvaterra de Magos também adia votação para as presidenciais
- Ana Abrunhosa revela que Coimbra soma já sete pessoas desalojadas devido ao mau tempo
- Forças Armadas assumem que comunicação da atuação dos militares "tem de ser melhorada"
- Proteção Civil descarta reforço de meios no domingo por causa das eleições presidenciais
- Mau tempo já causou pelo menos 1.163 pessoas deslocadas, segundo a Proteção Civil
- Mais de 10 mil ocorrências registadas pela Proteção Civil
- Concelho de Arruda dos Vinhos está praticamente isolado e já regista 42 desalojados
- Centro de Montemor-o-Velho em risco de ficar isolado devido à subida do nível da água
- Para evitar roubos, PSP de Leiria instala câmaras de videovigilância em instalações críticas
- Câmara de Gondomar alerta para rajadas de 100 km/h entre as 18h00 e 21h00
- Até agora, eleições foram adiadas em 16 freguesias em que estão inscritos 31.862 eleitores, revela CNE
- Ministério da Administração Interna manifesta “profundo pesar e consternação” por morte de bombeiro
- Domingo “mais pacífico” em vento mas ainda com chuva, prevê IPMA
- Região Oeste com 226 deslocados e 35 desalojados desde 28 de janeiro
- Marinha Grande altera um dos locais de voto em Vieira de Leiria
- Ascensor da Nazaré com circulação suspensa por motivos de segurança
- Marcelo Rebelo de Sousa manifesta "pesar" pela morte de bombeiro em Campo Maior
- Bombeiro de 46 anos morre em serviço numa operação de patrulhamento e vigilância em Campo Maior
- Autarca de Alenquer pede ao Governo que decrete estado de calamidade no concelho
- Cortada Estrada Nacional 378 que liga Seixal a Sesimbra em Fernão Ferro
- Falta de água deve ficar regularizada até domingo em Torres Vedras, garante empresa
- Efeitos de tempestades são “preço muito elevado” que pedem nova política, alerta associação Zero
- OesteCim pede declaração de calamidade para mais três concelhos
- Deslizamento de terras na Costa da Caparica obriga à retirada de 35 pessoas
- Presidente da APA diz que barragens vão ter "pouco tempo" para se preparar para nova "intempérie" — que chega já terça-feira
- Derrocada corta estrada municipal na Guarda
- Situação no Tejo e afluentes estabilizou, mas há mais de cem vias condicionadas ou submersas
- Já 1.650 empresas pediram acesso às linhas de crédito, diz Montenegro
- Tempestade Marta. Proteção civil registou 256 ocorrências até entre a meia noite e as 10h00 da manhã
- Castelo de São Jorge, mercados e monumentos fechados em Lisboa, Cascais e Sintra
- E-Redes reporta 63 mil clientes sem abastecimento elétrico
- Mais de 1.600 militares envolvidos no apoio à população afetada pelo mau tempo
- Casa onde nasceu e viveu ex-primeiro ministro Mota Pinto demolida por razões de segurança
- 13 distritos sob alerta laranja devido a chuva persistente e vento forte
Histórico de atualizações
-
Encerramos aqui este liveblog.
Para saber todas as informações mais revelantes sobre as consequências do mau tempo, pode consultar o nosso novo liveblog aqui.
Obrigado.
-
Rico elevado de cheias leva Arcos de Valdevez a ativar plano municipal de emergência
A Câmara de Arcos de Valdevez ativou este sábado, pelas 21h00, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, face “ao risco elevado de cheias, inundações e instabilidade de taludes no concelho”.
Em comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, no distrito de Viana do Castelo, referiu que “o município se encontra em contingência, com efeitos retroativos entre as 00h00 de quinta-feira e as 23h59 do dia 15 face ao risco elevado de cheias, inundações e instabilidade de taludes no concelho”.
“Temos vales com muita inclinação, temos de prevenir”, reforçou o autarca, considerando que “há muitas derrocadas e trabalho pela frente”.
“Atendendo às condições meteorológicas adversas, apelamos à colaboração de todos os cidadãos e recomendamos que evitem a circulação em zonas ribeirinhas, passagens inundáveis e áreas sinalizadas como de risco”, referiu.
-
Mau tempo deixa 18 famílias desalojadas em Camarate (Loures)
Dezoito famílias de Camarate (concelho de Loures), num total de 45 adultos e 24 crianças, foram este sábado reencaminhadas para uma zona de concentração e apoio à população, devido a danos nas habitações causados pelo mau tempo.
Numa nota divulgada esta noite, a Câmara Municipal de Loures informou que acompanha em permanência a situação no Bairro São Benedito, em Camarate, e que foi preciso “interditar o acesso a um número alargado de habitações”.
A autarquia especificou, na nota, que a maioria dos agregados identificados encontrou solução provisória junto da rede familiar. E disse que, adicionalmente, um casal de idosos foi encaminhado para uma estrutura residencial “adequada às suas necessidades” e duas famílias foram encaminhadas para uma unidade hoteleira.
“Na próxima semana, está prevista a transferência dos munícipes que se encontram num pavilhão municipal para um outro espaço igualmente temporário”, indica a Câmara na nota, na qual se sublinha que as habitações em causa são ilegais e ficam “numa zona há muito identificada como insuscetível de reconversão urbanística e com risco para pessoas e bens”.
-
Câmara de Vila Verde ativa plano municipal de emergência
A Câmara Municipal de Vila Verde, distrito de Braga, ativou hoje o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, face ao mau tempo, informou a autarquia. A presidente da Câmara, Júlia Fernandes justifica a ativação do plano com a “previsão de ocorrência de condições meteorológicas adversas suscetíveis de colocar em risco significativo as pessoas, bens e o ambiente”.
A autarca refere especialmente as condições meteorológicas adversas entre o período de 05 a 15 de fevereiro, “com potencial impacto relevante” no território do concelho de Vila Verde. Por isso, considera que é preciso “assegurar a adoção de medidas excecionais de prevenção, planeamento, coordenação e resposta operacional”, para salvaguardar a segurança de pessoas e bens e minimizar danos.
No documento assinado hoje, a autarca determina também que a Comissão Municipal de Proteção Civil de Vila Verde permaneça em permanente articulação e prontidão, “assegurando a coordenação institucional e operacional das entidades intervenientes” para que sejam implementadas as ações previstas no Plano Municipal de Emergência.
-
Noite deverá ser marcada por nova subida do caudal do rio Tejo
Os caudais do Tejo vão subir ligeiramente durante a noite e madrugada de domingo, podendo atingir cerca de 7.500 m³/s em Almourol, após um sábado com valores estabilizados nos 7.000 m³/s, alertou a Proteção Civil de Santarém.
“Pela informação disponibilizada esta noite pela Agência Portuguesa do Ambiente e pelo Subcomando Regional da Proteção Civil do Médio Tejo, prevê-se um ligeiro aumento dos caudais debitados pelas barragens e, consequentemente, um aumento dos níveis registados no rio Tejo”, afirmou à Lusa Manuel Jorge Valamatos, presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém.
Segundo o responsável, este aumento poderá traduzir-se num acréscimo na ordem dos 500 metros cúbicos por segundo face aos valores registados ao longo do dia de hoje, que refletiram um período de estabilização dos caudais.
O presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil indicou que a informação já está a ser transmitida às zonas mais sensíveis do distrito, através das juntas de freguesia e das estruturas locais de proteção civil, podendo esta subida das águas verificar-se ao longo das próximas 12 horas.
-
Governador do Banco de Portugal critica resposta ao mau tempo: "Não é aceitável ter populações semanas sem luz e comunicações"
O governador do Banco de Portugal deixou várias críticas à demora na resposta às consequências do mau tempo das últimas duas semanas e apontou baterias à ausência de um trabalho preventivo contra catástrofes em Portugal. “Continuamos a correr atrás do prejuízo”, atira.
No X, Álvaro Santos Pereira considera que “não é aceitável que tenhamos populações que possam ficar semanas sem luz e comunicações” e defende que “as recentes tempestades puseram a nu algumas das debilidades de planeamento e de falta de prevenção que grassam no nosso país”.
As recentes tempestades puseram a nu algumas das debilidades de planeamento e de falta de prevenção que grassam no nosso País. Obviamente, agora é a hora de minorar os danos e socorrer as populações mais afetadas, garantindo o abastecimento de alimentos e de víveres, bem como o… pic.twitter.com/SdIJyqd9Ug
— Alvaro Santos Pereira (@santospereira_a) February 7, 2026
A publicação foi feita ao início da noite deste sábado. O governador do Banco de Portugal, que assumiu funções em outubro do ano passado, defende, ainda, que “não é aceitável que não existam planos de crise detalhados e simulacros regulares para as áreas com maior propensão para cheias e inundações, que são recorrentes de tempos a tempos”.
Álvaro Santos Pereira nota a fragilidade dos trabalhos de “prevenção” e de “planeamento adequado” para situações como as que o país vive atualmente. “Temos uma cultura reativa e não preventiva. E por isso as catástrofes sucedem-se e nós continuamos a correr atrás do prejuízo.”
Diz, por isso, que “temos de mudar. E mudar radicalmente.” E defende que, já nas próximas semanas, depois de a fase mais crítica das chuvas estar ultrapassada, o país devia “começar a preparar-se para as próximas intempéries, cheias e vendavais, ou outras catástrofes naturais”. Até porque, lembra, Portugal é “um país de considerável risco sísmico” para o qual continua a não estar preparado.
-
E-Redes garante que fez trabalho de prevenção para lidar com o mau tempo
José Ferrari Careto, presidente da E-Redes, assegurou esta noite que a empresa estava preparada para o mau tempo, em particular com a sucessão de tempestades, na qual a Kristin se revelou a mais devastadora até ao momento.
“Sabendo as previsões do tempo, ativámos o nosso plano de operações em crise e que já ativámos várias vezes. Todo o dispositivo ficou de prevenção e reforçámos equipas. Preparámo-nos para a tempestade e para os efeitos da tempestade. A prevenção estava feita, sabíamos que ia haver uma tempestade e atuámos rapidamente no levantamento de estragos”, frisou.
Sublinhando ser necessário “fazer um balanço” dos estragos das últimas duas semanas na rede elétrica, José Ferrari Careto apontou para a importância de revisão dos planos de enterramento das linhas elétricas. “Há planos para enterramento de algumas linhas, acrescentaria que perante esta situação faria sentido rever os planos e tirar conclusões face a esta situação. As condições meteorológicas têm vindo a agravar-se nos últimos 10 anos”, observou, em declarações à RTP Notícias.
-
Presidente da E-Redes assume "retrocesso" na recuperação e anuncia 167 mil clientes sem energia
O presidente da E-Redes, José Ferrari Careto, admitiu esta noite, em entrevista à RTP Notícias, que houve neste sábado um “retrocesso” nos trabalhos de recuperação devido à depressão Marta, triplicando o número de pessoas sem abastecimento de energia.
“Durante a madrugada desta noite alcançámos os 56 mil clientes sem energia. Entretanto, as condições atmosféricas agravaram-se com a Marta e a situação degradou-se. Neste momento temos na zona de impacto 123 mil casas sem energia e no total do país 167 mil clientes sem energia”, afirmou.
De acordo com o líder da E-Redes, a sequência de tempestades que tem assolado o país há quase duas semanas “cria uma situação muito difícil”, face à extensão do período de mau tempo e aos efeitos negativos nos trabalhos. “Tem prejudicado a recuperação do primeiro fenómeno que aconteceu. No início, com a Kristin, tivemos um milhão de clientes sem energia. Estávamos a cumprir os 5% ao início deste sábado, mas tivemos um retrocesso”, notou.
Considerando que o trabalho de recuperação é “muito complicado” devido aos danos estruturais em subestações e linhas de alta tensão, José Ferrari Careto assinalou o contributo de outros países no apoio ao atual efetivo com cerca de 2.500 pessoas no terreno. Quanto às zonas de maior preocupação, o presidente da E-Redes salientou Pombal e Leiria, admitindo que são as regiões com mais clientes sem eletricidade.
-
Exército disponibiliza sacos de areia a população de freguesias de Coimbra
O Exército disponibilizou sacos de areia à população da União das Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila, em Coimbra, “com o objetivo de prevenir cheias ou possíveis entradas de água em habitações e espaços”.
Foi a própria junta de freguesia que divulgou essa informação nas redes sociais: “De momento, os sacos de areia encontram-se já disponíveis na zona dos Carregais e Vila Pouca do Campo”, refere a autarquia no Facebook, apelando a que os sacos “sejam utilizados de forma responsável, apenas por quem realmente necessitar”.
-
Força Aérea mantém apoio a populações indo além do reconhecimento aéreo
A Força Aérea continuou hoje no apoio às populações afetadas pelas condições meteorológicas adversas, juntando ao reconhecimento aéreo operações de busca e salvamento e outros apoios, como entrega a populações isoladas em Alcácer de bens essenciais e medicamentos.
Entre as suas ações, realizadas em articulação com as entidades de proteção civil, a Força Aérea destaca a cedência de dois geradores, “equipamentos simples na sua natureza, mas de enorme impacto humano e social”, salienta em comunicado enviada à agência Lusa.
Um destes equipamentos, um gerador de 200 kVA, entregue na Marinha Grande, “permitiu a continuidade da atividade de um complexo industrial cuja produção se encontrava em risco, assegurando o cumprimento de encomendas, a continuidade das empresas e a salvaguarda de postos de trabalho”.
Outro, em Moinhos de Carvide, concelho de Leiria, a chegada de um gerador da Força Aérea garantiu o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica à localidade.
Além de outros apoios no terreno, dois helicópteros realizaram voos de vigilância e reconhecimento nas áreas Norte e Sul, abrangendo a sub-bacia do Mondego, entre Montemor-o-Velho e Soure; o Vouga; bem como as bacias do Tejo e do Sado, “permitindo a recolha de informação vital para a tomada de decisão”, refere.
Hoje, segundo as Forças Armadas, estiveram envolvidos 2.653 militares, 364 viaturas, 29 máquinas de engenharia, 66 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias de reabastecimento em 41 concelhos.
-
Falta de energia poderá impedir presidenciais em Montemor-o-Velho
A falta de energia registada ao início da noite de hoje em várias freguesias de Montemor-o-Velho poderá impedir a realização das eleições presidenciais no domingo, caso o abastecimento não seja reposto, disse o presidente da Câmara.
Ouvido pela Lusa cerca das 20:15 de hoje, José Veríssimo revelou que a passagem da depressão Marta pelo concelho do Baixo Mondego, com chuva e ventos muitos fortes, estará na origem do ‘apagão’, que afetou diversas freguesias, desde localidades da margem esquerda do rio como Formoselha, Santa Varão e Pereira, até outras a norte, como Liceia, Arazede, Carapinheira ou Tentúgal.
Na sede de concelho, porém, a luz elétrica foi restabelecida, depois de ter estado ausente durante algum tempo.
“Está tudo pronto em Montemor para as eleições, mas, se não houver eletricidade, elas não se podem realizar”, afirmou o autarca, avisando que o restabelecimento do fornecimento de energia “poderá demorar algum tempo” dado as equipas técnicas da E-Redes terem sido deslocalizadas para outros pontos, nomeadamente o distrito de Leiria.
Questionado sobre se a subida das águas em Montemor-o-Velho, registada ao longo da tarde e que ameaça isolar o centro da vila, poderá causar problemas às eleições, o autarca recusou que assim seja, já que as secções de voto estão localizadas em zonas mais altas, como a biblioteca ou as piscinas municipais.
Na freguesia da Ereira, isolada desde quarta-feira face à subida das águas — e cujo acesso se faz, desde as 21:00, exclusivamente em botes dos Fuzileiros da Marinha — a votação deverá decorrer como previsto, já que os boletins de voto foram entregues na quinta-feira, quando o trajeto ainda era possível de camião militar ou dos bombeiros.
Confirmou-se, no entanto, a previsão avançada na sexta-feira por José Veríssimo, de que a recolha dos votos, no domingo, após o ato eleitoral, seria feita de barco, face à água ter subido a uma cota superior a 1,2 metros, impossibilitando o transporte de pessoas por estrada.
-
Vila Verde ativa plano municipal de emergência
A Câmara Municipal de Vila Verde, distrito de Braga, ativou hoje o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, face ao mau tempo, informou hoje a autarquia.
A presidente da Câmara, Júlia Fernandes justifica a ativação do plano com a “previsão de ocorrência de condições meteorológicas adversas suscetíveis de colocar em risco significativo as pessoas, bens e o ambiente”.
A autarca refere especialmente as condições meteorológicas adversas entre o período de 05 a 15 de fevereiro, “com potencial impacto relevante” no território do concelho de Vila Verde.
Por isso considera que é preciso “assegurar a adoção de medidas excecionais de prevenção, planeamento, coordenação e resposta operacional”, para salvaguardar a segurança de pessoas e bens e minimizar danos.
No documento assinado hoje a autarca determina também que a Comissão Municipal de Proteção Civil de Vila Verde permaneça em permanente articulação e prontidão, “assegurando a coordenação institucional e operacional das entidades intervenientes” para que sejam implementadas as ações previstas no Plano Municipal de Emergência.
-
Câmara de Coruche alerta para "risco de cheia nas zonas mais baixas" da vila
A Câmara Municipal de Coruche lançou um alerta à população do concelho: em função das descargas nas barragens do Maranhão e Montargil, “existe risco de cheia nas zonas mais baixas” na vila, que se prolonga até à madrugada.
A autarquia apela, por isso, a moradores e proprietários de bens que se encontrem na zona ribeirinha para que garantam “a sua proteção e remoção, de forma a prevenir danos materiais e garantir a segurança de pessoas e bens”.
A Câmara de Coruche apela também a quem tenha espaços comerciais nessa zona para que garantam a proteção desses locais, tendo em conta as previsões de cheias.
Na resposta às necessidades de abrigo da população que tenha ficado impedida de aceder às suas casas ou que tenha visto a habitação invadida pela água, a autarquia lembra que disponibilizou o pavilhão desportivo da Escola EB 2/3 Dr. Armando Lizardo.
-
Marinha e Autoridade Marítima apoiaram mais de 3 mil pessoas
A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) já apoiaram mais de 3 mil pessoas afetadas pelo mau tempo, resgatando até agora 221, segundo um balanço hoje divulgado pela AMN.
Até agora, na sequência da passagem pelo continente de sucessivas depressões, os efetivos da Marinha e da AMN percorreram 3.380 quilómetros em ações de reconhecimento e, além das 221 pessoas resgatadas, foram auxiliadas 42 embarcações no rio Guadiana e removidas 197 toneladas de detritos fluviais.
As duas entidades fizeram ainda a desobstrução de mais de 88 quilómetros de estrada e fizeram o reconhecimento de mais de 22 quilómetros da rede elétrica.
Os profissionais estiveram também envolvidos na reparação e apoio a mais de 70 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, em 88 ações de apoio a equipamentos de produção de energia, e no auxílio a 95 animais, segundo o balanço.
A Marinha, indica o comunicado, tem 47 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, nomeadamente nos rios Mondego, Lis, Tejo, Sorraia, Sado e Arade.
“Estão empenhados 517 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 63 viaturas, 53 embarcações, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão”, indica-se no balanço.
-
Marcelo compara voto deste domingo às eleições de 2021 durante a pandemia
Numa curta mensagem desde o Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou as suas primeiras palavras às pessoas que foram afetadas pelo mau tempo, lembrando “os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, sentiram-se isolados, angustiados ou desesperados”.
“Para essas centenas de milhares, a todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência e coragem. A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas após a calamidade de 28 de janeiro., A vossa resposta foi votarem, votarem em massa e também nas áreas devastadas no voto antecipado. Tal como há cinco anos na pandemia”, recordou.
-
Marcelo enaltece "resistência e coragem" das pessoas afetadas pelo mau tempo e diz que voto no domingo chama-se "liberdade"
O Presidente da República enalteceu a importância de votar nas eleições presidenciais deste domingo, destacando que são sinónimo de “liberdade”, de “democracia” e de “vencer a calamidade” face aos efeitos do mau tempo.
“Somos assim há 900 anos e por isso somos das nações mais antigas da Europa e do Mundo. Nascemos para resistirmos e resistimos até vencermos. Somos um país de lutadores. Votar amanhã é como votar no estado de emergência na pandemia. Ou agora, quatro dias depois da tragédia. Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade, votar amanhã chama-se democracia. Chama-se, acima de tudo, Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem de apelo ao voto.
-
Cerca de Santo Agostinho, em Coimbra, colapsou este sábado, mas sem fazer feridos
Uma parte da cerca de Santo Agostinho, localizada na zona tampão da área de Património da Unesco em Coimbra, colapsou este sábado, com sete pessoas a serem retiradas por precaução. “Não há feridos”, indicou a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, que deu conta da ocorrência durante a conferência de imprensa de ponto de situação do mau tempo no concelho.
A Cerca de Santo Agostinho, na Couraça dos Apóstolos, está localizada na zona traseira do Mercado Municipal de Coimbra, em zona tampão da área de Património Mundial da Humanidade. Segundo a Proteção Civil Municipal, foram retiradas sete pessoas de prédios situados na Couraça dos Apóstolos por precaução, sendo que foram todas alojadas em casa de familiares.
Ana Abrunhosa indicou que a situação na Cerca de Santo Agostinho estava já a ser acompanhada desde a noite de sexta-feira, depois de ter verificado a existência de “uma fissura muito grande”.
-
Mau tempo afeta, até ao momento, votação em oito municípios
É este o ponto de situação mais recente relativamente aos locais onde o voto para a segunda volta das eleições presidenciais só se fará no dia 15 de fevereiro:
-
GNR avisa para condicionamentos em 14 estradas do distrito do Porto
Cartorze estradas em sete concelhos do distrito do Porto estão condicionadas devido a desmoronamentos e inundações, disse a GNR, num ponto de situação ao princípio da noite.
No segundo balanço do dia, feito às 19h15, a Guarda Nacional Republicana referiu que, na Trofa, a rua 25 de abril, em Guifões, está condicionada devido a um desmoronamento, enquanto, em Gondomar, as inundações provocadas pelo rio Douro deixaram intransitável a rua Beira Rio, em Zebreiros, o mesmo acontecendo no Caminho de acesso ao Parque de Travassos, devido ao rio Sousa, na freguesia da Foz do Sousa.
Por último, em Melres a subida do Douro fechou a Travessa S. Bartolomeu e, em Jovim, a rua Beira Rio. No concelho de Baião, outro desmoronamento fechou a rua 20 de junho, em Santa Marinha do Zêzere, enquanto em Vila Nova de Gaia, as inundações provocadas pelo rio Douro fecharam a rua do Areínho, em Avintes, e a Alameda Praia de Arnelas, no Olival. Em Crestuma, a queda de uma árvore e de um poste de iluminação pública deixou condicionada a rua Eugénio Paiva Freixo.
Em Amarante, são três as estradas condicionadas, todas por causa de desmoronamentos: em Candemil, a Estrada Nacional (EN) 17 no quilómetro 74,800, em Padronelo a EN 101 ao quilómetro 139,90 e em Mancelos a rua Central de Mancelos. No Marco de Canaveses, o aluimento da via deixou sem circulação a rua dos Tapados, o mesmo sucedendo na rua de Sabariz, na freguesia da Lixa, no concelho de Felgueiras.
-
Freguesia de Salvaterra de Magos também adia votação para as presidenciais
A freguesia de Salvaterra de Magos decidiu adiar também a realização da segunda volta das eleições presidenciais, que estão marcadas para este domingo, segundo a CNE.
A presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Helena Pereira das Neves, disse à RTP Notícias que, uma vez que a aldeia de Escaroupim está isolada e as secções de voto estão no centro da freguesia de Salvaterra, “não seria justo tirar o direito de exercer o direito de voto” às pessoas da freguesia, confirmando que a votação será realizada no próximo dia 15.