Cultura

Os novos e os renovados museus por todo o mundo

164

Visitar um museu já não significa viajar até ao passado: com arquitetura moderna e obras de arte inovadoras, em 2015 e 2016 nascem novos museus e renovam-se antigos. Portugal incluído.

A identidade de um país está na cultura que o mesmo se orgulha de mostrar e uma parte importante está em exposição nos museus por todo o mundo. Nos últimos tempos os museus têm sido notícia pelas melhores razões. Nasceram ou vão nascer novos espaços e outros têm sido ou estão a ser renovados, como é exemplo o Museu dos Coches, em Lisboa. Mas há muitos mais, como mostra a CNN, numa volta pelos museus do mundo inteiro. Portugal incluído.

Museu de Arte Latino-americano, Miami (Estados Unidos) — 2016

Em 2016, Miami vai receber um museu-apartamento: é que este edifício, criado pelo arquiteto mexicano Fernando Romero, não só vai abrigar peças artísticas do mundo latino-americano, como também vai incluir apartamentos para qualquer um habitar. Com mais de 8 mil metros quadrados de área, o Museu de Arte Latino-Americano vai expôr o trabalho de Diego Rivera, Fernando Botero, Roberto Matta ou Rufino Tamayo, entre outros.

Louvre, Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) — 2015 (dezembro)

Este museu resultou de uma parceria entre o Museu do Louvre francês e o governo árabe. Em dezembro deste ano, trezentas peças de vários museus franceses vão estar nos Emirados Árabes Unidos. É o caso das obras de Van Gogh, Andy Warhol, Claude Monet ou Matisse. Jean Nouvel é o autor deste museu: desenhou-o de forma a que toda a estrutura possa ser trespassada pelos raios solares, numa construção com 1800 metros de diâmetro.

MUDEC, Milão (Itália) — 2015 (maio)

Sessenta milhões de euros foi quanto custou o museu com 17 mil metros quadrados que David Chipperfield desenhou em Milão. As linhas rudes não enganam: MUDEC ergueu-se numa zona industrial há dois meses, mesmo a tempo da Expo’2015 em Itália.

Museu de Arte Nacional, Pequim (China) — sem data

Jean Nouvel é mais uma vez o pensador do novo museu chinês, que é sete vezes maior que o Museu de Arte Nacional da China. O resultado é uma construção com 130 mil metros quadrados, mas que ainda não tem data para abertura. No seu interior, foi plantado o maior jardim interno associado a um museu do mundo. E o ambiente varia de acordo com a estação do ano.

Nova Whitney, Nova Iorque (Estados Unidos) — 2015 (maio)

O Museu de Arte Americana de Whitney, em Manhattan, tem um novo edifício. Foi pensado pelo arquiteto Renzo Piano e estreou a 1 de maio deste ano. A estrutura onde o Nova Whitney se inclui existe desde 1931 e foi construída por Gertrude Vanderbilt Whitney para albergar a arte moderna americana: são mais de 21 mil obras de arte de todos os géneros.

Museu de Arte de Oita, Japão — sem data

A ilha de Kyushu foi o terreno escolhido para erguer este novo museu pelo escritório de arquitetos Shigeru Ban. O edifício cúbico com oitenta metros de comprimento produzido a partir de cana de bambu recebe agora todo o tipo de arte japonesa, desde bailado até gastronomia.

Museu Nacional do Qatar, Qatar — 2016

Das mãos de Jean Nouvel vai nascer também o Museu Nacional do Qatar, um edifício de 40 mil metros quadrados que está em construção ao lado do palácio real do país. Pode ser visitado a partir de 2016.

Complexo Cultural de Shenzhen, China — 2017

Em 2017, a China vai estrear um complexo cultural multifunções: desde um museu da Ciência até a um centro de jovens ou um centro comercial, passando por uma galeria de arte, a cidade de Shenzhen foi a nomeada para o edifício do arquiteto Mecanoo. Com 100 mil metros quadrados, o Complexo Cultural de Shenzhen vai estar presente no Parque Longcheng.

Instituição Smithsonian, Washington (Estados Unidos) — 2016

É o maior museu do mundo. O edifício com 20 anos de idade vai ser renovado em parcelas, numa requalificação confiada ao Grupo Bjarne Ingels e que custará 1,8 mil milhões de euros. Essa reconstrução vai começar em 2016.

Projeto Moderno Tate, Londres (Inglaterra) — 2016

O próximo ano vai ficar marcado na histórias dos museus por todo o mundo. Em Londres, o projeto Tate vai acrescentar um novo edifício ao museu original, construído por Herzog & De Meuron. Contando com a chaminé, esta construção vai ter 65 metros de altura.

Museu de Arte de Vidro de Toyama, Japão — 2015 (agosto)

Daqui a três meses, a 22 de agosto, o Japão vai apresentar um edifício feito essencialmente com alumínio e vidro. É uma homenagem ao desenvolvimento industrial do país, com várias zonas de transparência que oferecem um ambiente de espaço aberto.

Centro de Exibições do Planeamento Urbano, Ningbo (China) —  2016

As danças chinesas inspiraram Playze e Schmidhuber a criar o museu neste centro de exibições, na cidade de Ningbo. Trata-se de um edifício que reflete o desenvolvimento urbano e o planeamento citadino. Com perfil ondulado, a modernidade é o pilar deste museu.

Museu Nacional dos Coches, Lisboa (Portugal)

Não precisamos de sair do país para encontrar museus inovadores e de valor histórico. A prova está na nova construção que recebeu o Museu Nacional dos Coches desde este sábado, 23 de maio. O museu original tinha 110 anos, e mudou-se agora para a zona ribeirinha de Belém. O projeto, do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, já tinha 20 anos.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Paris

A morte das catedrais

António Pedro Barreiro
445

A separação forçada entre a beleza e a Fé é lesiva para ambas as partes. O incêndio em Notre-Dame recorda-nos isso. Recorda-nos que as catedrais não são montes de pedras.

Mar

Bruno Bobone: «do medo ao sucesso»

Gonçalo Magalhães Collaço

Não, Portugal não é uma «nação viciada no medo» - mas devia realmente ter «medo», muito «medo», do terrível condicionamento mental a que se encontra sujeito e que tudo vai devastadoramente degradando.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)