Rádio Observador

Arte Urbana

Vhils, Manuel João Vieira e Violant instalam arte urbana em Vila Nova da Barquinha

1.185

Artistas como Vhils, Violant e Manuel João Vieira vão criar e instalar dez trabalhos originais em locais públicos das aldeias de Vila Nova da Barquinha.

A iniciativa, em parceria com o município de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, "visa o acesso à arte, bem como estimular o desenvolvimento local através da realização de obras de arte pública em meio rural"

INÊS GONÇALVES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Artistas como Vhils, Violant e Manuel João Vieira vão criar e instalar 10 trabalhos originais em locais públicos das aldeias de Vila Nova da Barquinha, tendo iniciado esta semana um contacto de apresentação preliminar com a população.

“O objetivo é instalar este ano 10 obras destes artistas na sede de concelho e nas freguesias mais rurais, pelo que o processo de auscultação da população é fundamental para o sucesso da intervenção artística”, disse à Lusa Sandra Santos, coordenadora do projeto Arte Pública Fundação EDP, orientado para territórios de baixa densidade a nível nacional.

A iniciativa, em parceria com o município de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, “visa o acesso à arte, bem como estimular o desenvolvimento local através da realização de obras de arte pública em meio rural”, destacou, tendo revelado que os mesmos podem ser feitos “em postes ou caixas de transformação da EDP, muros, edifícios ou outros locais”, em seleção que será ainda definida pelos artistas.

Esta semana vamos realizar assembleias comunitárias com os artistas Vhils, Manuel João Vieira, Violant e Carlos Vicente, um momento de convívio entre a população local e estes artistas, para dinamização deste projeto na região e para a sempre fundamental interação entre as comunidades residentes”, frisou a coordenadora do projeto.

Em Praia do Ribatejo, onde cerca de 20 cidadãos de várias gerações assistiram na terça-feira à primeira assembleia comunitária, o diálogo com Vhils e Carlos Vicente foi vivo e participado, tendo a população trocado ideias com os artistas, sugerido motivos e locais para as intervenções, num projeto que visa “democratizar o acesso à arte” e permitir o envolvimento da população em novas experiências culturais.

A última palavra do que fazer e onde se vai fazer caberá sempre aos artistas, mas esta primeira sessão foi muito positiva pela interação e participação das pessoas que aqui habitam”, resumiu à Lusa, no final, Sandra Santos.

Nas diferentes localidades de Vila Nova da Barquinha, a exemplo do que sucede nos outros pontos do país onde o projeto está presente, as iniciativas são operacionalizadas pelos parceiros de modo sequencial, sendo a primeira fase a de apresentação de artistas, ao que se seguirá a apresentação de propostas dos mesmos.

A terceira fase será a das intervenções artísticas, propriamente ditas, com os autores em residência artística, e a quarta e última fase com visitas guiadas às 10 obras que serão instaladas no território rural.

O núcleo que se criou em 2017 – ARTEJO -, conta com a assinatura dos artistas Alexandre Farto (aka Vhils), Manuel João Vieira, Violant, Carlos Vicente e alunos do Centro de Estudos de Arte Contemporânea e da Escola D. Maria II, Vila Nova da Barquinha.

O projeto Arte Pública Fundação EDP, que “vai-se estender ainda este ano a Braga”, segundo Sandra Santos, está presente em Trás-os-Montes (Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Miranda do Douro e Mogadouro), Ribatejo (Vila da Marmeleira, Assentiz, São João da Ribeira e Ribeira de São João), Alentejo (Campo Maior, Ouguela e Degolados) e Algarve (Vila do Bispo, Barão de S. João, São Bartolomeu de Messines, Alte e Alportel).

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)