A saga “Star Wars” move multidões. Desde os adultos que viram o nascer da saga em pequeninos até aos filhos destes adultos que cresceram a ouvir os pais falar de Luke, Leia, Yoda e Darth Vader. 2017 é um ano especial para os fãs da saga: para além da estreia de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, a 14 de dezembro, é o ano em que se assinalam os 40 anos do lançamento do primeiro filme. “Star Wars” estreou nos Estados Unidos a 25 de maio de 1977.

Ora, para assinalar a data redonda, o Museu do Caramulo decidiu reunir cerca de mil peças de coleção, produzidas entre 1977 e 1985 e referentes aos três primeiros filmes da saga. Salvador Patrício Gouveia, membro da direção do museu, disse ao Observador que a exposição está a ser planeada há três anos. “Nós tínhamos a coleção há algum tempo guardada nas nossas reservas e era um segredo absolutamente extraordinário, um quase segredo de Estado”, revelou.

Confesso fã da saga “Star Wars”, conta que o plano inicial era abrir a exposição temporária a meio do ano, mas a preparação acabou por atrasar um bocadinho o calendário, já que o museu até construiu vitrinas à medida para expor as peças.

“The Power of the Force”, que abre a 8 de dezembro, inclui todas as figuras originais das personagens icónicas do filme, assim como as suas naves, playsets, embalagens, cartões, merchandising e outra memorabilia como até artigos usados na pré-produção dos brinquedos. Salvador Patrício Gouveia recorda que a saga tem 40 anos e que atualmente “abrange quase todas as pessoas vivas. Não queríamos algo de nicho, queríamos algo que chegasse a toda a gente, o tema é super atrativo e em termos de design é histórico”.

“Foi o ‘Star Wars’, o George Lucas, que criou o tamanho standard das ‘action figures’ que se fazem agora. A trilogia gerou 13 biliões de dólares e nove desses foram em merchandising. Foi um caso histórico e a saga revolucionou tudo na indústria”, explica Salvador Patrício Gouveia.

Para Patrício Gouveia, um dos objetos mais especiais da exposição são os “early bird certificates”. Quando “Star Wars” estreou, em maio de 1977, ninguém estava à espera de um sucesso tão retumbante. A Kenner, empresa responsável pelo merchandising, rapidamente percebeu que não ia ter os produtos prontos a tempo da época de Natal. Para não perder clientes devido aos atrasos na produção, a Kenner vendia estes “early bird certificates”: as crianças recebiam caixas oficiais vazias, com apenas alguns autocolantes, que diziam “as tuas figuras de ‘Star Wars’ ainda não estão prontas. Mas calma – vão aparecer no correio em breve”.

A colecção contempla ainda uma forte vertente internacional, incluindo muitos brinquedos raros produzidos fora dos EUA para consumo nos próprios países a quem eram licenciados os direitos de fabrico como era o caso do Canadá, Japão, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Argentina ou Brasil, entre outros, assim como também um núcleo de versões falsificadas de brinquedos feitos por entidades não autorizadas em países como o México, Polónia, Hungria ou Hong Kong.

A complementar todo este espólio que levará miúdos e graúdos às estrelas, o público poderá ainda apreciar a exposição de cartazes originais dos filmes de várias nacionalidades como EUA, França, Itália, Alemanha, Japão ou Checoslováquia, e a viajar no espaço e no tempo com a revolucionária arte gráfica.

“The Power of the Force: Brinquedos e Cartazes da Guerra das Estrelas 1977-85” vai estar até 27 de maio de 2018 no Museu do Caramulo.