Rádio Observador

Vhils

Vhils inaugura em fevereiro em Lisboa exposição “Intrínseco”

264

Esta é a primeira exposição do artista na capital desde 2014, altura em que apresentou "Dissecação/Dissection" no Museu da Eletricidade. Pode ser visitada na Galeria Vera Cortês a partir de dia 2.

CARMO CORREIA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O artista português Alexandre Farto (Vhils) inaugura em fevereiro, na Galeria Vera Cortês, em Lisboa, Intrínseco, “uma reflexão na forma de instalação”, que reúne elementos visuais de vários locais do mundo onde o artista já trabalhou. “Intrínseco é uma reflexão na forma de uma instalação, que ocupa o espaço da galeria com um conjunto de peças produzidas em placas de PVC flexível e transparente, suspensas do teto, as quais configuram uma representação interativa que permite ao observador deambular por entre os vários componentes cénicos que a constituem”, refere a Galeria Vera Cortês num comunicado enviado à Agência Lusa.

De acordo com a galeria, cada uma das peças que compõem a instalação “apresenta uma composição visual impressa com vários motivos — incluindo rostos, padrões gráficos e geométricos, paisagens urbanas, ou elementos de sinalização –, isolados ou em aglutinação dissonante”. A instalação, desvenda a galeria, “revela-se como uma experiência mutante onde cada um poderá formar diferentes leituras com várias profundidades em função da sua própria perceção e do seu posicionamento no espaço cénico”.

Esta exposição resulta “de uma recolha de retratos e elementos visuais oriundos de vários pontos do mundo onde o artista tem trabalhado”. Intrínseco estará patente de 2 de fevereiro a 17 de março, e pode ser visitada de terça a sexta-feira, entre as 14h e as 19h, e aos sábados, entre as 10h e as 13h e as 14h e as 19h. Esta será a primeira exposição de Vhils em Lisboa desde 2014, quando inaugurou a sua primeira grande mostra numa instituição nacional, o Museu da Eletricidade, Dissecação/Dissection, que atraiu mais de 65 mil visitantes em três meses.

Nascido em 1987, Alexandre Farto cresceu no Seixal, onde começou por pintar paredes e comboios com graffiti, aos 13 anos, antes de rumar a Londres, para estudar Belas Artes, na Central Saint Martins. Captou a atenção a “escavar” muros com retratos, um trabalho que tem sido reconhecido a nível nacional e internacional e que já levou o artista a vários cantos do mundo. Além de várias criações em Portugal, Alexandre Farto tem trabalhos em países e territórios como a Tailândia, Malásia, Hong Kong, Itália, Estados Unidos, Ucrânia, Macau e Brasil.

Em 2015, o trabalho de Vhils também chegou ao espaço, através da Estação Espacial Internacional, no âmbito do filme “O sentido da vida”, do realizador Miguel Gonçalves Mendes. Alexandre Farto é também o fundador, juntamente com a francesa Pauline Foessel, do projeto cultural Underdogs, que se divide entre arte pública, com pinturas nas paredes da cidade, exposições dentro de portas, no n.º 56 da rua Fernando Palha, um antigo armazém recuperado e transformado em galeria, e a produção de edições artísticas originais.

A plataforma tem também uma loja, na rua da Cintura do Porto de Lisboa, e começou em 2015 a organizar visitas guiadas de Arte Urbana em Lisboa. Entretanto, na primavera deverá abrir ao público o Museu de Arte Urbana e Contemporânea de Cascais (MARCC), que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Cascais e Vhils. O MARCC irá ocupar um espaço com cerca de 1.700 quadrados localizado por baixo da praça D.Diogo de Menezes, perto da marina da cidade.

O museu irá acolher uma exposição permanente, para a qual Vhils doou cerca de 300 obras da sua coleção pessoal, algumas de sua autoria e outras de artistas como os portugueses Abel Manta e Nomen, o britânico Banksy ou o norte-americano Shepard Fairey (Obey), e quatro exposições temporárias por ano.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)