Teatro São Carlos

Trabalhadores técnicos do Teatro de São Carlos chegam a acordo com administração

Os trabalhadores técnicos do Teatro Nacional de S. Carlos desmarcaram a greve prevista, depois de uma reunião com o conselho de administração do Organismo de Produção Artística.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca disse que há uma solução orçamental para resolver a diferença salarial entre trabalhadores técnicos do Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado

Os trabalhadores técnicos do Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), em Lisboa, desmarcaram a greve prevista, depois da reunião desta sexta-feira com o conselho de administração do Organismo de Produção Artística (Opart), que satisfez as suas reivindicações, anunciou o sindicato. André Albuquerque, do Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE), disse à agência Lusa que as duas partes acordaram que “a harmonização salarial, com os funcionários da Companhia Nacional de Bailado (CNB), deve ser processada em junho” próximo. Fonte do Opart disse, por seu turno, que “acordaram trabalhar nos instrumentos de regulação do trabalho que tornem essa exigência exequível”.

“A duas tutelas [ministérios da Cultura e das Finanças] expressaram que iam constituir um grupo de trabalho para o Regulamento Interno, a estar pronto em abril próximo e, quanto às condições de trabalho, higiene e segurança, vão ser elencadas até ao fim da atual temporada, em todas as zonas técnicas e corredores, para que comece a ser desenvolvido no início da próxima temporada, em setembro”, disse André Albuquerque.

Os trabalhadores técnicos do TNSC reuniram-se hoje à tarde, em plenário, no largo fronteiro ao teatro, fazendo greve ao ensaio público da opereta “L’Étoile”, de Emmanuel Chabrier, que se estreia na segunda-feira. O CENA-STE tinha já reunido, na passada terça-feira, com a ministra da Cultura, tendo ficado definido que iria criar-se um grupo de trabalho constituído pelos ministérios da Cultura e das Finanças, para redigirem um regulamento interno, “o mais breve possível”.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, revelou nessa mesma terça-feira, no Parlamento, que há uma solução orçamental para resolver a diferença salarial entre trabalhadores técnicos do Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado. Graça Fonseca explicou que “está previsto orçamentalmente o que é necessário para ter uma solução”, para que os técnicos dos dois organismos tenham salários equivalentes, em articulação com a secretaria de Estado da Administração e do Emprego Público.

O Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado são duas das entidades artísticas geridas pelo Opart. Em 2009, e por acordo entre o sindicato e o Opart, os técnicos do TNSC, como parte de um compromisso alargado, aceitaram um vencimento base equiparado ao dos técnicos com funções similares da CNB, mas proporcionalmente inferior visto que estes trabalhariam 40 horas semanais e os do TNSC 35 horas semanais. Assim, a redução do horário de trabalho dos técnicos da CNB, em setembro de 2017, para as 35 horas semanais, vinha impor a resolução da diferença salarial.

A opereta “L’Étoile”, de Chabrier, de 1877, estreia-se em Portugal, na próxima segunda-feira, numa encenação de James Bonas, sob a direção musical do maestro João Paulo Santos, com um elenco totalmente português: Dora Rodrigues, Eduarda Melo e Mário Alves, e ainda com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

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