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É um original Netflix e tem sido uma companhia preciosa para descontrair e tirar a cabeça da vertigem do Covid-19. “Casa de Papel”? Nada disso, ficção é para meninos. “Tiger King”, o documentário em sete partes sobre o submundo dos jardins zoológicos de beira de estrada com centenas de tigres, volta a provar que a realidade é muito mais chanfrada do que as nossas mais desbragadas invenções. Quando o mundo parece maluco, vê um documentário que te prove que é mais maluco ainda. Estranhamente, talvez te sintas melhor.

A saga do protagonista Joe Exotic e dos seus sócios, amores e inimigos começa com um facto, no mínimo, perturbador: há mais tigres em cativeiro nos Estados Unidos do que no resto do mundo todo junto em estado selvagem. Há mais grandes felinos a servirem para tirar uma selfie do que a perseguir uma gazela. Só por si, um documentário sobre este negócio e sobre o abuso animal já seria perturbador.

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