Há muito que se sussurrava por aí, naquela que seria mais uma movimentação na dança de cadeiras que tem marcado os corredores da Moda. Depois da saída da direção criativa da Loewe, os caminhos rumo às coleções masculinas da francesa Dior ficaram cada vez mais prováveis para o irlandês Jonathan Anderson — nem foi necessária uma ultrapassagem pela direita: em janeiro deste ano, Kim Jones, até aqui nesta posição, saiu de cena depois de sete anos de trabalho.
Esta quinta-feira, por fim, confirmou-se a notícia pré-anunciada. Primeiro, de forma quase casual, durante um encontro anual de acionistas do grupo LVMH, que detém a marca no seu conglomerado de luxo. Quando confrontado sobre quem renderia Jones, o chairman e CEO do grupo Bernard Arnauld acabou por revelar que Anderson já estaria aos comandos.
Contactada pela WWD, a Dior emitiu posteriormente um breve comunicado dirigido à imprensa, referindo que Anderson se encontrava a trabalhar na coleção masculina da primavera de 2026. É já no próximo mês de junho, no dia 27, às 14h30, que o designer de 40 anos apresentará o resultado deste ensaio de estreia, no âmbito da Semana da Moda de Paris (bem diziam desde há meses a Beka Gvishiani, fundador da famosa conta Style Not Com, e presença assídua no meio, que Jonathan estaria a trabalhar para a Dior desde fevereiro):
Foi no passado mês de março que a espanhola Loewe, também detida pela LVMH, anunciou a saída de Anderson, depois de 11 anos de colaboração — e de ter imprimido uma notória marca ao longo do seu percurso, contribuindo para a elevação do hype em torno da casa de moda. Para o seu lugar saltou a não menos celebrada dupla Jack McCollough e Lazaro Hernandez, que deixaram a norte-americana Proenza Schouler em janeiro.
Durante a reunião desta quinta-feira, Arnauld saudou ainda os recém-chegados Sarah Burton (na Givenchy e Michael Rider (na Celine).
Sobre o futuro da maison Dior, nomeadamente o destino de Maria Grazia Chiuri, atualmente ao leme do departamento feminino, os próximos capítulos o dirão. Mas os zunzuzs também já andam por ai muito. Esta semana, em Quioto foi o cenário do desfile Dior Fall 2025, com a designer italiana a explorar o que determina os hábitos de vestuário das culturas do mundo, dando palco ao casaco quimono e prolongando o trabalho de Monsieur Dior que, para o coleção de Fall-Winter de 1957, já tinha pensado no Diorpaletot e no Diorcoat.