O Prémio Abel Manta de Pintura, atribuído pela Câmara de Gouveia, não teve vencedores este ano, tendo júri atribuído apenas duas menções honrosas entre as 94 obras a concurso, segundo a autarquia.

Trata-se das pinturas Cartografia da pós-saudade, acrílico e carvão sobre tela de Ricardo Campos, e Red 03, óleo sobre linho de Cristiano Felismina/Chris DK. “Sob proposta do júri, as duas menções honrosas serão reconhecidas, cada uma, com um prémio de 5.000 euros, tendo a Câmara Municipal de Gouveia aprovado a proposta ontem [segunda-feira], em reunião de Câmara”, adianta a autarquia numa nota enviada à agência Lusa. Integraram o júri a neta do pintor, a arquiteta Isabel Manta, que presidiu, e os artistas plásticos Mónica Nogueira e Osmani Simanca, este último em representação do município de Gouveia.

O júri selecionou, ainda, por unanimidade, 19 obras para a exposição a realizar no Museu Municipal Abel Manta, em Gouveia, bem como para o catálogo da edição de 2025 do Prémio Abel Manta de Pintura. Foram escolhidas as pinturas Traseiras da rua Nau Trindade, Porto — óleo sobre tela de Marco Mendes; Janela das Lágrimas — óleo sobre tela de Sónia Bernardo; Orfeus — óleo sobre linho de Afonso Lardosa; Códigos de cor — policarbonato com tinta de resina híbrida acrílica poliurtrano de Filipa Centeio e Displacement — Acrílico sobre tela e policarbonato, da mesma artista.

Vozes de burro não chegam ao céu e Quando um burro fala o outro baixa as orelhas — óleos sobre tela, ambas de Catarina Mendes; Break On Through — acrílico sobre tela de Nuno Raminhos; Dianthus caryophyllus – acrílico sobre tela de Pedro Espanhol; Cartografia da pós-saudade — acrílico e carvão sobre tela de Ricardo Campos, são outras obras selecionadas para a exposição, a inaugurar em agosto.

Serão também expostas Ruína do Diálogo — técnica mista sobre madeira, de Pedro Ramos; O que está por trás (tríptico), de Miguel Coelho; O ritmo ruim das ruínas 1, de Jos van den Hoogan; Amigos improváveis — tinta acrílica e pastel de óleo, de João Costa; A Dança do Poder — acrílico sobre tela, de Ana Correia e Memória de uma fachada — aguarela, resina, acrílico, de Gonçalo Ghia.

A mostra final do concurso de Pintura Abel Manta 2025 fica completa com 3 Jarras um Prato com limões e As Jarras da Salette, acrílicos sobre tela de Mafalda Amaro; La vie en rose — óleo sobre tela de Daniela Lemos; Red 03 — óleo sobre linho, de Chris DK e Trovador dos olhos tristes — acrílico sobre tela, de Avelino Fernandes. “O município [de Gouveia] congratula-se com a elevada participação de obras a concurso e manifesta o seu reconhecimento a todos os artistas participantes. Reforça ainda o seu compromisso com a promoção das artes plásticas e visuais no âmbito das atividades do Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta”, lê-se ainda na mesma nota.

Esta edição foi lançada em fevereiro de 2025, integrada na programação dos 40 anos do Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, tendo o prazo de candidaturas terminado a 4 de maio.

A entrega das menções honrosas está agendada para 8 de agosto, no Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta.

Na ocasião, será também inaugurada a exposição das obras selecionadas pelo júri, que ficará patente naquele espaço museológico gouveense até 5 de outubro de 2025.

Criado pelo município de Gouveia em 2007, no 25.º aniversário da morte do pintor Abel Manta (1888-1982), natural de Gouveia, este concurso bienal destina-se a promover artistas plásticos nacionais, ou residentes em Portugal, “proporcionando a apresentação pública dos seus trabalhos e valorizando as Artes Plásticas como elemento chave da programação cultural do município”.