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Museu do Abade de Baçal em Bragança reabre ao público com peças raras e únicas

Este artigo tem mais de 6 meses

A reabertura do espaço cultural acontece na sexta-feira e conta com três dias de atividades e entradas gratuitas. Uma das comemorações passa pela exposição temporária "Olhar Portugal".

O museu conta ainda com a antiga capela privada do espaço episcopal, também mandada construir por D. Aleixo. Pela primeira vez, a sacristia está aberta ao público
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▲O museu conta ainda com a antiga capela privada do espaço episcopal, também mandada construir por D. Aleixo. Pela primeira vez, a sacristia está aberta ao público

▲O museu conta ainda com a antiga capela privada do espaço episcopal, também mandada construir por D. Aleixo. Pela primeira vez, a sacristia está aberta ao público

O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, reabre, na sexta-feira, com melhores condições, salas renovadas e peças raras e únicas, mostrou, numa visita guiada aos jornalistas, o diretor do espaço que comemora 110 anos.

O espaço cultural teve obras, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de meio milhão de euros. A empreitada já começou em fevereiro de 2024, mas o museu só fechou ao público em fevereiro deste ano.

Ganhou assim um “novo folego”, com as obras de arte devidamente iluminadas, mas também com mais acessibilidades, em termos infraestruturais e linguísticos, com várias explicações escritas nas paredes e ainda QR, que permitem, através do telemóvel, uma narração em língua gestual.

“Não será um novo museu, mas o objetivo foi destacar aquilo que de melhor tem o museu. O museu existia, a qualidade das coleções existe e o objetivo foi realçá-lo, destacá-lo, valorizá-lo”, sublinhou o diretor Jorge da Costa, acrescentando que o espaço está “cada vez mais inclusivo”.

Todas as salas têm agora obras novas, que funcionam em “diálogo” entre a história e o tempo. Algumas foram resgatadas das reservas do museu, voltando a ver a luz do dia. Outras foram restauradas e outras foram emprestadas por espaços culturais, como o Museu Nacional Solar dos Reis.

Desde logo, a sala do Abade de Baçal sofreu uma transformação, com objetos que revelam a sua identidade, desde fotografias, objetos pessoais e até o bilhete de identidade do transmontano, nascido e criado na aldeia de Baçal.

Abade de Baçal foi sacerdote, arqueólogo e historiador. Fez investigações, desenvolveu pensamentos e executou obras que são incontornáveis para Bragança até aos dias de hoje.

Dia 13 de novembro, quinta-feira, celebram-se os 110 anos do Museu do Abade de Baçal, mas também se assinala os 78 anos da morte do seu fundador.

A reabertura do espaço cultural acontece na sexta-feira e conta com três dias de atividades e entradas gratuitas.

Uma das comemorações passa pela exposição temporária “Olhar Portugal”, composta através das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga.

Mas ao longo do museu podem também ser vistas peças raras, como os dois freios dos maldizentes, únicos no país, mas também a arca dos santos óleos, mandada construir por D. Frei Aleixo, bispo responsável por deslocalizar de Miranda do Douro para Bragança a Diocese Bragança-Miranda.

“Há aqui um conjunto de peças que pela sua raridade merecem ser classificadas e esperamos que venham a ser classificadas como tesouros nacionais. Peças que queremos valorizar e poderão ser motivo de atração”, disse Jorge da Costa.

O museu conta ainda com a antiga capela privada do espaço episcopal, também mandada construir por D. Aleixo. Pela primeira vez, a sacristia está aberta ao público.

Outra das grandes novidades é a sala de pintura a escultura, com obras e pelas dos séculos XVIII e XIX. “Havia lacunas nessa exposição e ao mesmo tempo peças extraordinárias que estavam em reserva e que fazia todo o sentido apresentá-las”, explicou.

O Museu do Abade de Baçal tem ainda muitos outros “objetos extraordinários”, obras de arte, que estarão guardadas para exposições futuras.

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