Os cinco finalistas da segunda edição do Prémio Europeu de Dança Salavisa, criado pela Fundação Calouste Gulbenkian em conjunto com várias outras organizações internacionais, foram revelados esta quarta-feira, sem qualquer lusófono entre os nomeados.
Segundo comunicado divulgado pela Gulbenkian, os cinco finalistas do prémio, que tem um valor de 150 mil euros, são a italiana Chiara Bersani, o australiano Dan Daw, o neerlandês Jefta van Dinther, o mexicano Lukas Avendaño e a sul-africana Mamela Nyamza.
Os cinco nomes foram escolhidos por representantes de cada instituição que compõe a organização do prémio: Dansehallerne (Dinamarca), Fondazione Fabbrica Europa per le arti contemporanee ETS (Itália), Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal), Joint Adventures (Alemanha), KVS (Bélgica), Maison de la Danse/Biennale de la Danse (França), Mercat de les Flors (Espanha), Sadler’s Wells (Reino Unido) e Tanzquartier Wien (Áustria).
O trabalho dos cinco finalistas vai ser agora avaliado por um júri composto por Ilgaz Gurur Ertem, La Ribot e River Lin.
Na primeira edição, que teve a portuguesa Catarina Miranda entre os finalistas, o prémio Salavisa foi atribuído ao bailarino e coreógrafo moçambicano Idio Chichava e à artista anglo-ruandesa Dorothée Munyaneza.
Como recorda a fundação sediada em Lisboa, o prémio foi criado “com o intuito de homenagear o legado do bailarino, professor e diretor artístico português Jorge Salavisa (1939-2020)”, querendo “afirmar-se como um incentivo a artistas com maturidade artística, sem categoria etária estritamente definida e que ainda não tenham alcançado grande visibilidade no circuito europeu devido ao seu discurso artístico ou à sua origem social e cultural”.