A obra A montanha viva, de Nan Shepherd, foi o ponto de partida para a peça As montanhas azuis estão sempre a caminhar que o Teatro do Silêncio estreia dia 16 de setembro no espaço ZDB8, em Marvila, Lisboa, anunciou esta segunda-feira a companhia.

O espetáculo “explora a ideia de que a montanha não é um lugar para onde se sobe, mas um lugar onde se entra, uma fenda que se abre no mundo, onde o consolo e a força das regiões indomadas são postos em cena através da performance”, acrescenta uma nota do Teatro do Silêncio.

Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, A montanha viva, de Nan Shepherd, descreve as viagens da romancista e poetisa escocesa (1893-1981) pelas cordilheiras montanhosas da Escócia, “numa meditação sobre o consolo e a força das regiões indomadas, focando-se nos elementos ocultos da montanha e na relação imaginativa com o mundo selvagem”, acrescenta o teatro.

Em 1940, a publicação do manuscrito é recusada e o texto ficaria guardado numa gaveta durante mais de três décadas.

As montanhas azuis estão sempre a caminhar parte da ideia de Nan Shepherd “de que a montanha não é um topo que se deve subir, mas um lugar onde se entra”, frisa a companhia.

Em cena na ZDB8 até 26 de setembro, a peça tem sessões de quarta-feira a sábado, às 19h30. A 10 de outubro, o espetáculo será representado no Teatro Municipal da Covilhã.

Com direção de Maria Gil e colaboração de Bruno Alexandre, no desenvolvimento inicial do projeto e no apoio à criação esteve James Riordan. A interpretar estão Beatriz Baião, Isabel Xavier e Lupa Fernandes.

O desenho de cena e de música é de Ricardo Jacinto, o desenho de luz de Ângela Bismarck e os figurinos de Tânia Guerreiro.

A peça é uma produção do Teatro do Silêncio, em coprodução com a Negócio ZDB e o Teatro Municipal da Covilhã e conta com o apoio da OSSO (Caldas da Rainha), Junta de Freguesia de Carnide, Câmara Municipal de Lisboa, entre outros.