Momentos-chave
- O que aconteceu até agora:
- Representantes de diplomacia do Reino Unido e EUA encontraram-se hoje
- Zelensky: Ucrânia recuperou território em contraofensiva no sul do país
- Trump anuncia tarifa global adicional de 10% e ameaça "alternativas" mais pesadas
- Trump diz que decisão do Supremo sobre tarifas é "profundamente desapontante"
- Estados Unidos estariam responsáveis por assegurar cessar-fogo na Ucrânia, afirma Zelensky
- Ataque norte-americano no Irão pode visar líderes do regime, avança Reuters
- Nuno Melo diz que não fala sobre utilização da Base das Lajes porque não é da sua tutela
- Trump admite que está a "considerar um ataque limitado" contra o Irão
- Supremo Tribunal norte-americano rejeita tarifas de Donald Trump
- Trump visita a China entre 31 de março e 2 de abril
- Suécia e Dinamarca iniciaram manobras militares na Gronelândia sob comando da NATO
- Irão afirma que "operação terrorista" durante protestos foi liderada a partir do exterior
- Maior navio de guerra do mundo, o USS Gerald R. Ford, estará a caminho do Médio Oriente
- Acordo sobre programa nuclear é possível num "curto período de tempo", mas exigirá "criatividade", diz Araghchi
- Irão desmente pedido dos EUA para suspensão permanente do enriquecimento de urânio
- "Irão está tão preparado para as negociações como para a guerra", avisa chefe da diplomacia iraniana
- Enviados da UE não chegam a acordo sobre 20º pacote de sanções à Rússia. Nova tentativa no fim de semana
- Zelensky diz que os termos propostos no acordo de paz são "terrorismo"
- Recompensas de 100 mil dólares. Ucrânia deteve 10 suspeitos de prepararem assassinatos de líderes ucranianos
- Desde a invasão do Iraque, em 2003, que os EUA não punham tantos meios militares no Médio Oriente
- Presidente do BCE alerta que ordem mundial está em perigo devido aos EUA
- "Ameaça extraordinária". Trump prolonga sanções à Rússia
Histórico de atualizações
-
O que aconteceu até agora:
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a considerar um “ataque limitado” contra o Irão como forma de pressionar o país a aceitar um acordo nuclear. Esta estratégia surge no contexto de uma intensificação da retórica e presença militar norte-americana no Médio Oriente. As tensões entre os dois países têm subido com Washington a exigir que Teerão ceda nas negociações às suas exigências.
- Donald Trump anunciou recentemente a imposição de uma tarifa global adicional de 10% sobre as já existentes tarifas, reafirmando a sua capacidade de aplicar regulações e embargos económicos para alcançar objetivos nacionais. Esta decisão é uma reação direta à deliberação “desapontante” do Supremo Tribunal dos EUA, que rejeitou as tarifas anteriormente estabelecidas pela administração Trump.
- Num contexto de conflito na Ucrânia, Volodymyr Zelensky anunciou uma nova contraofensiva bem-sucedida ao sul do país, resultando na recuperação de 300 quilómetros quadrados de território. Além disso, Zelensky criticou os termos propostos pela Rússia num potencial acordo de paz, descrevendo-os como “terrorismo”, reiterando a importância de preservar a soberania ucraniana em qualquer negociação.
- A administração Trump prolongou as sanções à Rússia, cuja validade expiraria em março, mantendo a pressão sobre o Kremlin. Este movimento decorre do entendimento de que a Rússia representa uma “ameaça invulgar e extraordinária” para a segurança nacional dos EUA, dado o histórico de ações russas na Crimeia e noutras regiões.
-
Bom dia.
Este liveblog fica por aqui, pode continuar a acompanhar a atualidade internacional neste link.
Força aérea dos EUA interceta cinco aeronaves russas perto do Alasca
-
Representantes de diplomacia do Reino Unido e EUA encontraram-se hoje
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e a ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, reuniram-se hoje em Washington. A imprensa norte-americana tinha avançado que a reunião seria focada nas bases militares dos dois países e na possibilidade de os Estados Unidos utilizarem a base de Diego Garcia, no Oceano Índico como possível plataforma de lançamento para um ataque contra o Irão — uma discussão motivada pela declaração de Keir Starmer sobre a transferência de soberania da ilha onde se localiza a base britânica, que foi classificada por Trump como “uma ENORME ESTUPIDEZ”.
Porém, apesar das tensões sobre Diego Garcia, o comunicado do Departamento de Estado não tem qualquer referência a este tema. Na curta nota, o porta-voz de Rubio ressalva que os dois diplomatas discutiram o fim da guerra na Ucrânia, a cooperação na Síria, a implementação da segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza e a necessidade de uma trégua humanitária no Sudão.
-
Zelensky: Ucrânia recuperou território em contraofensiva no sul do país
Volodymyr Zelensky anunciou hoje, em entrevista à AFP, a existência de uma nova contraofensiva das forças ucranianas a sul do país. “Não podemos dizer que estamos a perder a guerra. Sinceramente, não estamos definitivamente a perdê-la. A questão é se vamos ganhar”, começou por dizer à agência, declarações citadas pelo Kyiv Independent.
E continuou: “Eu não vou entrar em detalhes, mas hoje posso dar os parabéns ao nosso Exército em primeiro lugar — todas as forças de Defesa — porque hoje, 300 quilómetros quadrados foram libertados”. O Presidente não apresentou mais detalhes sobre a janela temporal desta contraofensiva ou que territórios concretos foram recuperados.
-
Colonos israelitas incendeiam comunidades na Cisjordânia
Várias pessoas de uma comunidade beduína no centro da Cisjordânia ficaram desalojadas depois de colonos israelitas terem pegado fogo e oito habitações e um campo agrícola. As imagens do incêndio na cidade de Rammun, a leste de Ramallah, foram partilhadas pela imprensa israelita e palestiniana.
דיווחים פלסטיניים כי מתנחלים הציתו בתים ומבנים חקלאיים של משפחות בדואיות בפאתי הכפר ראמון מזרחית לרמאללה
שימוש לפי סעיף 27א' לחוק זכויות יוצרים pic.twitter.com/dyWAvDZ2lU— הארץ חדשות (@haaretznewsvid) February 20, 2026
-
Hamas aberto a forças estrangeiras em Gaza sem ingerências "nos assuntos internos" do território
O movimento islamita palestiniano Hamas declarou-se hoje aberto à presença de forças estrangeiras na Faixa de Gaza, mas sem ingerência “nos assuntos internos” do território.
“A nossa posição sobre as forças internacionais é clara: nós queremos forças de paz que monitorizem o cessar-fogo, que garantam a sua aplicação e que atuem como um tampão entre o Exército de ocupação (israelita) e o nosso povo na Faixa de Gaza, sem ingerência nos assuntos internos”, declarou um porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, citado pela agência de notícias francesa AFP.
-
Ucrânia. Orbán bloqueará 90 mil milhões de euros da UE se petróleo russo não circular
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou hoje que irá bloquear o empréstimo da União Europeia de 90 mil milhões de euros à Ucrânia até que Kiev retome o trânsito de petróleo russo para a Hungria.
O Governo húngaro argumentou que o oleoduto Druzhba, que deixou de funcionar após um ataque russo, já está em condições de retomar o transporte de petróleo russo para a Europa Central e acusou Kiev de atrasá-lo “por motivos políticos”.
A Hungria e a Eslováquia anunciaram na quarta-feira que ativaram as suas reservas de emergência de petróleo devido à interrupção do fornecimento de petróleo russo desde o final de janeiro devido a esses ataques.
“A decisão dos ucranianos de bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba é uma chantagem política descarada. Estão a tentar pressionar-nos para que apoiemos a sua adesão à UE e entreguemos fundos que pertencem às famílias húngaras”, afirmou na quinta-feira na rede social X.
-
Marcelo diz que Governo acompanha “com proximidade” uso das Lajes
“O senhor ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros [Paulo Rangel] informou-me já há uma semana da possibilidade de vir a existir uma utilização da Base das Lajes nos termos do acordo existente entre Portugal e os Estados Unidos da América”, revelou o Presidente, em declarações a jornalistas em Madrid, sem dar mais detalhes.
Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “agora não vale a pena fazer especulações sobre uma matéria” que o ministro Paulo Rangel “já explicou que é uma matéria que acompanha com proximidade e com conhecimento de causa”.
“Não há aqui surpresas, o Estado português acompanha aquilo que se passa na execução de um acordo que existe há muitos anos com os Estados Unidos da América”, afirmou, depois de questionado sobre um maior movimento de aeronaves militares dos norte-americanos na Base das Lajes, na ilha Terceira, num contexto em que crescem as tensões entre os EUA e o Irão.
-
Comando de Defesa norte-americano acompanhou caças russos a sobrevoar o Alasca
O Comando de Defesa Aeroespacial norte-americano (NORAD), que inclui forças dos Estados Unidos e do Canadá, acompanhou ontem vários aparelhos militares russos que estavam a sobrevoar a Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca (ADIZ), uma zona onde, como o nome indica, as aeronaves são obrigadas a identificar-se antes de entrar nesse espaço aéreo.
O NORAD detetou dois caças Tu-95, dois Su-35 e um A-50 e enviou dois caças F-16, dois F-35, um E-3 e quatro KC-135 que identificaram e acompanharam as aeronaves russas até abandonarem a ADIZ, detalhou o comando norte-americano em comunicado.
PETERSON SPACE FORCE BASE, Colo. – The North American Aerospace Defense Command (NORAD) detected and tracked two Tu-95s, two Su-35s, and one A-50 operating in the Alaskan Air Defense Identification Zone (ADIZ) on Feb.19, 2026.
NORAD launched two F-16s, two F-35s, one E-3, and…
— North American Aerospace Defense Command (@NORADCommand) February 20, 2026
-
Dinamarca denuncia ciberataques na Gronelândia ligados a redes russas
A Agência Dinamarquesa para a Segurança dos Cidadãos denunciou hoje a ocorrência de vários ciberataques contra sites na Gronelândia, alegadamente ligados a redes russas.
Em comunicado, a agência indicou estar a acompanhar de perto a situação e a manter diálogo constante com as autoridades competentes na Dinamarca e na Gronelândia, sem especificar quais os sites afetados.
O governo do território da Gronelândia afirmou que os ataques não representam risco para dados sensíveis, tratando-se de ações que apenas interrompem temporariamente o acesso a páginas na Internet.
Segundo a emissora pública dinamarquesa DR, os ataques, do tipo negação de serviço distribuída (DDoS), foram atribuídos ao grupo de hackers russo NoName 057 (16), associado a múltiplas ações contra países da NATO.
Os ataques ocorreram no mesmo dia em que o rei Frederico realizava uma visita oficial à Gronelândia e quando decorriam os primeiros exercícios da NATO no âmbito da Operação Sentinela Árctica, destinada a reforçar a presença militar no Árctico e no Alto Norte.
-
Trump anuncia tarifa global adicional de 10% e ameaça "alternativas" mais pesadas
Trump repete que tem “alternativas” à utilização da lei de emergência para cobrar tarifas e cumprir os seus objetivos económicos e defende que essas alternativas — que incluem embargos económicos — lhe permitem “cobrar muito mais do que estava a cobrar”. O Presidente cita uma parte do argumento do juiz conservador Brett Kavanaugh, que escreveu que a “decisão pode não limitar substancialmente a capacidade do Presidente de [aplicar] tarifas no futuro”. “Ele tem razão”, declara.
“Portanto, e com efeito imediato, todas as tarifas de segurança nacional continuam ativas. Hoje vou assinar uma ordem [executiva] para impor uma tarifa global de 10% sobrepostas às tarifas que já estão a ser cobradas”, anuncia, terminando assim a breve declaração aos jornalistas.
-
Trump vai obedecer ao Supremo, mas afirma que tem outros poderes ao seu dispor para cumprir objetivos económicos
Trump continua as críticas aos juízes “democratas” — ou seja, nomeados por Presidentes democratas — no Tribunal, que classifica como “uma vergonha” para os Estados Unidos Os restantes, alguns nomeados pelo próprio Trump, acusa de estarem a ser “politicamente corretos” e “muito desleais à Constituição”, tendo-se vergado ao que diz serem interesses externos e “barulhentos”.
“Este era um caso importante para mim”, admite o Presidente, que argumenta que foi “modesto” nas tarifas recíprocas que aplicou. Garantindo que vai cumprir a decisão do Tribunal — “Eu quero ser um bom menino”, afirma —, Trump afirma que tem, ao seu dispor, outros regulamentos, instrumentos e poderes presidenciais para conseguir alcançar os seus objetivos.
-
Trump diz que decisão do Supremo sobre tarifas é "profundamente desapontante"
Donald Trump reage agora à decisão do Supremo Tribunal sobre as suas tarifas, que diz ser “profundamente desapontante”, acrescentando que está “envergonhado com alguns membros do Tribunal” e elogiando os três juízes conservadores que votaram a favor da manutenção das tarifas.
“Os países estrangeiros que nos estão a enganar há anos estão em êxtase, estão muito felizes e a danças nas ruas. Mas não vão dançar durante muito tempo, isso posso garantir-vos”, declara o Presidente dos Estados Unidos.
-
Irão. Guterres preocupado com intensificação da retórica e presença militar na região
O secretário-geral da ONU encorajou hoje Estados Unidos e Irão a continuarem a dialogar para resolver as divergências, expressando preocupação com a intensificação da retórica e da presença militar na região do Médio Oriente.
“Posso afirmar e reiterar mais uma vez que estamos muito preocupados com a intensificação da retórica na região, devido ao aumento das atividades militares, dos exercícios militares e da crescente presença naval militar na região”, afirmou o porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric, na conferência de imprensa diária, em Nova Iorque.
“Encorajamos quer os Estados Unidos, quer a República Islâmica do Irão a continuarem a dialogar para resolver as divergências”, sublinhou.
-
Estados Unidos estariam responsáveis por assegurar cessar-fogo na Ucrânia, afirma Zelensky
Volodymyr Zelensky reuniu-se hoje com a delegação ucraniana para ser informado dos progressos nas negociações trilaterais em Genebra, que “não podem ser discutidos por telefone”. Numa publicação nas redes sociais, o Presidente elogiou a “paciência” dos negociadores, afirmando que as conversas com os russos “nem sempre são fáceis ou razoáveis” e sublinhou a necessidade de serem dados passos nas questões humanitárias, nomeadamente na troca de prisioneiros de guerra.
Our negotiating team delivered a detailed report following their meetings in Switzerland. In particular, we discussed aspects that could not be addressed over the phone. I’m grateful to the team for their precise work within the directives, and also for their patience in all… pic.twitter.com/XQ4ZRfLDux
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 20, 2026
Entre os temas que foram discutidos na Suíça conta-se o papel que os Estados Unidos terão na Ucrânia se for assinada uma trégua. “Se houver um cessar-fogo, os americanos serão os principais responsáveis por o monitorizar. Eu considero que este é um resultado muito importante que a nossa equipa trouxe [do encontro]”, declarou aos jornalistas no final da reunião de hoje, citado pelo Kyiv Independent.
-
Portugal arrisca ficar "associado à ação contra o Irão"
Bruno Cardoso Reis entende que EUA que só não precisam de pedir autorização sobre Base das Lajes em caso de ataque no âmbito da NATO. Assume que resposta negativa pode complicar relação com Trump. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
-
Ataque israelita no sul do Líbano mata três pessoas. Exército israelita diz que visou "centro de comando do Hamas"
Três pessoas foram mortas num ataque com um drone do Exército israelita contra o sul do Líbano, relata o Haaretz, que cita os meios de comunicação libaneses. O ataque atingiu o campo de refugiados palestinianos de Ain al-Hilweh, mais especificamente uma cozinha do campo, relata a imprensa, que indica que no local já funcionou no passado uma sede de uma força de segurança palestiniana.
O Exército israelita confirmou o ataque ao campo de refugiados, mas afirmou, em comunicado, que visou um “centro de comando a partir do qual operavam terroristas do Hamas” e que era utilizado para “preparar operações terroristas contra as Forças de Defesa de Israel em território libanês”.
צה"ל תקף מפקדה ממנה פעלו מחבלים מארגון הטרור חמאס בדרום לבנון
צה"ל תקף מוקדם יותר היום מפקדה ממנה פעלו מחבלים מארגון הטרור חמאס במרחב עין אל-חלוה שבדרום לבנון.
המפקדה שהותקפה שימשה לאורך התקופה האחרונה את מחבלי ארגון הטרור חמאס עבור היערכות לפעולות טרור נגד כוחות צה"ל בשטח… pic.twitter.com/IT5xZbGOAL
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) February 20, 2026
-
Ataque norte-americano no Irão pode visar líderes do regime, avança Reuters
Um possível — e cada vez mais provável — ataque dos Estados Unidos contra o regime iraniano terá como alvo uma mudança de regime, ainda que o Presidente norte-americano não tenha expressado publicamente os objetivos inequívocos de uma campanha militar contra Teerão. A informação é avançada pela Reuters, que cita dois responsáveis norte-americanos com conhecimento do processo.
Para alcançar esse objetivo, os Estados Unidos estarão a ponderar atacar figuras cimeiras do regime, avançaram as mesmas fontes. Contudo, estas não adiantaram que indivíduos podem ser visados ou como uma mudança de regime pode ser alcançada apenas com ataques cirúrgicos, sem colocar tropas em solo iraniano.
-
Rei de Espanha pede reforço do “pilar europeu” no quadro da NATO
O Rei de Espanha defendeu hoje o fortalecimento do “pilar europeu no quadro da NATO”, num discurso perante o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em que realçou que países como Portugal entendem a “importância do vínculo transatlântico”.
Depois de lembrar a entrada em simultâneo de Portugal e Espanha na União Europeia, há 40 anos, Felipe VI pediu a defesa dos “valores fundacionais” da comunidade europeia e considerou que é preciso também preservar as relações transatlânticas e a Aliança Atlântica (NATO, a organização de cooperação em defesa de países da Europa e da América do Norte).
“Devemos, em simultâneo, ser capazes de fortalecer o pilar europeu no quadro da Aliança Atlântica, que continua a ser uma referência geopolítica insubstituível. Porque a importância do vínculo atlântico – e poucos países entendem isto melhor do que Portugal – transcende qualquer conjuntura e apoia-se em ideias tão básicas como irrenunciáveis: a democracia, o Estado de Direito e as liberdades individuais”, afirmou.
-
Cinco países europeus lançam iniciativa de defesa com drones de baixo custo
Os ministros da Defesa do grupo E5, formado por Alemanha, França, Itália, Polónia e Reino Unido, anunciaram hoje o lançamento de uma iniciativa para desenvolver drones autónomos de baixo custo, com base na experiência ucraniana.
O programa, designado LEAP (“Low-Cost Effectors and Autonomous Platforms”), foca-se no investimento conjunto na produção e aquisição de capacidades de ataque baseadas em drones e sistemas de defesa económicos.
Segundo o ministro da Defesa polaco, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, o acordo inclui o desenvolvimento de cargas de combate que utilizam inteligência artificial.
O programa, inspirado nas lições táticas da guerra na Ucrânia, procura massificar o uso de tecnologias económicas para neutralizar ameaças avançadas e fortalecer a defesa aérea europeia, segundo as agências espanhola EFE e norte-americana AP.
Pretende ainda superar a lentidão dos ciclos tradicionais de aquisição através de uma cooperação industrial partilhada no quadro da NATO.