Momentos-chave
- "Se assalto ao Chega tiver sido simulado, credibilidade passa a ser de menos dois"
- Notícia sobre ultimato do Presidente sobre Neves é "estranha". "O que seria mandar recados ao Governo por amigos"
- "Neves foi a escolha natural e acertada para MAI"
- "É estranhíssimo Ventura não falar do assalto ao seu gabinete", atira Hugo Soares
- "Neves tem sido um extraordinário ministro", diz Hugo Soares
- "Neves conduz o carro de um traficante. Queriam que fosse de um empresário de sucesso?"
- "Moção de censura é ridícula", diz Hugo Soares
- Parlamento decide esta quinta-feira data para discutir moção de censura
- Bugalho pergunta se Ventura tem medo dos resultados das investigações a Neves
- "Alguém quer eleições além de André Ventura?", pergunta Sebastião Bugalho
- "Luís Neves não é um peso morto no Governo", garante Bugalho
- Bugalho: "Parece-me irresponsável quererem falar pelo Presidente da República"
- Sebastião Bugalho: "Moção de censura será derrota parlamentar do Chega"
- "Se o PS não votar favoravelmente, fica politicamente agarrado à ideia de que quer manter Neves em funções"
- Ventura: "Montenegro já conta muito pouco para Neves". E vai falar com Aguiar-Branco para definir data da moção
- Ventura: "Se Neves dependesse de mim já não estava no cargo, se dependesse de Seguro acho que também não"
- Ventura avança na mesma com comissão de inquérito e antecipa que PS ficará "colado a Neves"
- Ventura anuncia que Chega já entregou moção de censura no Parlamento
- Ventura: "Combater o Chega não é a função de um MAI. Se continuar, passa a ser o primeiro-ministro"
- "A lógica e a linguagem de Neves são um perigo para a democracia"
- Ventura: "O ministro pode tentar fazer disto uma luta pessoal. A mim ninguém me intimida"
- Ventura: "Neves entendeu que não tinha de responder a nada porque vinha com estrela de rockstar"
- Carneiro diz que não será pelo PS que haverá “crise política” em Portugal
- André Ventura anuncia decisão sobre moção de censura às 16h30
- Oposição na Câmara de Lisboa unânime a acusar Moedas de desresponsabilização
- André Ventura anuncia hoje decisão sobre moção de censura
Histórico de atualizações
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"Se assalto ao Chega tiver sido simulado, credibilidade passa a ser de menos dois"
Hugo Soares insiste que Carneiro e Ventura são “iguais”, dando o exemplo da “demagogia” de Carneiro quando falou das férias do primeiro-ministro, embora admita que em termos de acordos é mais “fiável” o PS. “Falaremos igual com os dois”, promete.
Sobre o Orçamento, diz que vai ser bom e não o dá já por viabilizado.
Acrescenta depois que o maior ataque às instituições é um assalto como o que aconteceu no gabinete de André Ventura. “É mesmo uma questão de regime”. “Acho estranhíssimo que um líder da oposição que fez da segurança um dos principais motivos da sua atuação política tenha deixado cair o tema. Será que sou só eu?”.
“Se fosse no meu gabinete caía o Carmo e a Trindade”, garante. E diz que se o assalto tiver sido simulado o Chega ficaria com uma credibilidade de “menos dois”.
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Notícia sobre ultimato do Presidente sobre Neves é "estranha". "O que seria mandar recados ao Governo por amigos"
Sobre as exigências do Presidente da República, Hugo Soares diz que a responsabilidade do primeiro-ministro é garantir que o MAI é “extraordinário” e que as instituições cumpram o seu papel.
A notícia do Sol sobre o ultimato do PR, diz, não é assinada, o que “estranha”. Diz “não fazer ideia” de se o ultimato existiu. Já a posição de Adalberto Campos Fernandes é “a dele, só”. “É visto como uma personagem próxima de Seguro. Quem é o mais alto magistrado da República se mandar recados ao Governo por um amigo? O que seria. Isto era mesmo uma república das bananas, não era? O que conheço da persona política… eu não acredito”.
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"Neves foi a escolha natural e acertada para MAI"
Hugo Soares diz agora que os governos de Montenegro tiveram antes duas ministras desta pasta, pessoas “inatacáveis” que foram substituídas. E que não se lembra de ninguém ter criticado a escolha de Luís Neves. Sobre a hesitação de Montenegro em reconduzi-lo na PJ, diz que as questões não são de “lana caprina”.
Neves foi “a escolha natural e acertada” para MAI.
Ventura está com um problema, diz: com o Governo a resolver e a deixar completa a reforma da imigração, os pretextos de Ventura caíram por terra. “Quando não se tem tema arranja-se”, critica.
Defende também que Neves explicou “tudo”, mesmo que não se goste das explicações. “Não há nenhuma ilegalidade e é bom ministro”.
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"É estranhíssimo Ventura não falar do assalto ao seu gabinete", atira Hugo Soares
Hugo Soares continua, na SIC, dizendo que o maior ataque às instituições foi o assalto ao gabinete de André Ventura. “É estranhíssimo André Ventura, que dá conferências de imprensa que lhe dói um dedo, não falar disso”. Diz querer que o caso se investigue até às últimas consequências.
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"Neves tem sido um extraordinário ministro", diz Hugo Soares
Hugo Soares defende agora que as coisas nos incêndios estão a correr como em nenhum outro país. E atribui a Neves o mérito de acabar com o “caos no aeroporto”.
“Tem sido um extraordinário ministro”, frisa.
E lê uma parte da intervenção de Neves sobre não sair do cargo. “O meu líder é o meu primeiro-ministro e é a ele que respondo”, cita. “Claro que sai no dia em que o primeiro-ministro quiser, qual é a dúvida?”. “Vamos todos no engodo de André Ventura”.
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"Neves conduz o carro de um traficante. Queriam que fosse de um empresário de sucesso?"
Hugo Soares defende que hão há problema em Luís Neves andar com um carro apreendido. “É de um traficante. Queriam que fosse de um empresário de sucesso?”, ironiza, dizendo que o conduz “e bem”.
“Quem degrada as instituições é André Ventura a associar um ministro ao tráfico de droga”, ataca.
Diz que o padrão ético do PSD é claro: é preciso uma acusação definitiva para haver um juízo político. Se Neves sai se for arguido, é um critério de Montenegro. “E está muito longe de ser arguido”.
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"Moção de censura é ridícula", diz Hugo Soares
Hugo Soares começa uma entrevista na SIC dizendo que a “moção de censura é ridícula”.”Vamos todos no engodo da silly season do André Ventura”, critica.
“Portugal é um dos países mais bem preparados para enfrentar uma crise, com excedentes, acaba o PRR com 100% de execução”, vai destacando.
“A grande novidade da nossa democracia é o número de entrevistas de Andre Ventura, proporcional ao número de cartazes do Chega”, ironiza.
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Aguiar-Branco remete para líderes parlamentares se moção de censura é debatida a 10 ou 17 de setembro
A conferência de líderes parlamentares vai decidir na quinta-feira se o debate da moção de censura do Chega ao Governo se realiza a 10 ou 17 de setembro, segundo um despacho do presidente da Assembleia da República.
O despacho de José Pedro Aguiar-Branco, a que a Lusa teve acesso, foi enviado a todos os partidos com assento parlamentar e confirma a convocação de uma conferência de líderes extraordinária para as 15:30 de quinta-feira para decidir a data do debate da moção de censura entregue hoje pelo Chega no parlamento ao XXV Governo Constitucional, na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
No texto, refere-se que a apresentação desta moção aconteceu “antes do início do período normal de funcionamento da Assembleia da República”, que segundo a Constituição e o Regimento da Assembleia da República se inicia em 15 de setembro, e “num momento em que o plenário não se encontra em funcionamento efetivo”.
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PCP defende que Governo merece censura, mas critica Chega e reserva sentido de voto
O PCP defendeu esta quarta-feira que o Governo PSD/CDS-PP merece censura, mas criticou o Chega, alegando que só quer “malabarismos políticos” com a sua moção, e reservou para mais tarde o anúncio do seu sentido de voto.
“Nós estamos a apurar [o sentido de voto], estamos em apuramento”, declarou o dirigente do PCP Vladimiro Vale aos jornalistas, na sede nacional deste partido, em Lisboa, referindo, inicialmente, que “estarão todas as opções em aberto”.
Logo de seguida, questionado se o PCP admite votar a favor da moção de censura hoje anunciada pelo Chega, Vladimiro Vale deu a entender que essa posição está excluída: “Não tem sido essa a nossa prática. Temos mantido alguma barreira desse ponto de vista”.
“Portanto, esta minha afirmação acaba por reduzir de alguma forma as opções. Estamos em avaliação”, acrescentou.
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BE diz que moção do Chega falha nos motivos pelos quais Governo merece censura
O coordenador nacional do Bloco de Esquerda (BE) defendeu esta quarta-feira que a moção do Chega falha nos motivos pelos quais o Governo merece censura, apesar de admitir que “Luís Neves se tem tornado um agente de confusão”.
“Essa moção de censura [a apresentar pelo Chega] não tem nada a ver com aquilo que é essencial censurar na política do Governo. Volto a dizer: é a subida do preço das casas, da conta do supermercado, dos combustíveis. É isso que merece censura, é isso que, na verdade, as pessoas censuram no seu dia a dia”, defendeu José Manuel Pureza.
Em conferência de imprensa, que decorreu ao final da tarde desta quarta-feira em Coimbra, o líder do BE considerou que o ministro da Administração Interna “não pode ser um agente de confusão”, no entanto, entende que a moção de censura anunciada pelo Chega “não tem rigorosamente nada a ver” com as razões que justificam uma censura política ao Governo.
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Parlamento decide esta quinta-feira data para discutir moção de censura
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, diz agora aos jornalistas, em viagem aos Açores, que não lhe compete pronunciar-se sobre a bondade e oportunidade da moção de censura, mas que terá de ser decidida a data da discussão.
Vai convocar para amanhã uma conferência de líderes para definir a data a partir da qual o prazo de três dias para a discussão parlamentar começa a contar. E lembra que ainda estamos em período de interrupção dos trabalhos parlamentares, que normalmente só seriam retomados no dia 15 de setembro.
Aguiar-Branco recebeu uma mensagem de Ventura dando nota de que iria entregar a moção de censura.
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Livre acusa Chega de criar “folclore” e desrespeitar “tempo do parlamento” com censura
A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes acusou esta quarta-feira o Chega de criar “mais um episódio de folclore” com a apresentação de uma moção de censura ao Governo e de desrespeitar “o tempo do parlamento”.
“Assistimos a mais um episódio de folclore. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar, que o primeiro-ministro tem que se pronunciar, mas também é certo que Luís Neves virá ao parlamento dia 8”, sustentou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
No entendimento da líder parlamentar do Livre, citando a Constituição e o Regimento da Assembleia da República, a entrega anunciada hoje de uma moção de censura por parte do Chega atiraria o debate para segunda-feira, dia 7, véspera da audição parlamentar do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Considerando que o Chega está a desrespeitar “o tempo do parlamento”, Isabel Mendes Lopes acusou o partido liderado por André Ventura de “cavalgar sempre a maior polémica para estar sempre na crista da onda e ocupar todo o espaço mediático”, impedindo que se debatam outros temas que “verdadeiramente preocupam o país”.
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Bugalho pergunta se Ventura tem medo dos resultados das investigações a Neves
“Porque é que a intervenção de ontem devia despir Luís Neves da confiança do primeiro-ministro?”, questiona agora Sebastião Bugalho, ainda em entrevista no Observador, defendendo que os ministros não são tecnocratas e que portanto a ambição de derrotar o populismo é legítima. “É um cargo político, pode ter opiniões políticas”.
“O Governo não tem parceiros preferenciais. Também não tem inimigos preferenciais”. Mas o combate aos inimigos da democracia deve até orientar as políticas públicas, argumenta, pelo que não vê problema nessa declaração de Neves. “Isso é mau? Se fosse um ministro do PS estaríamos a criticá-lo?”.
Sobre se o arrastar deste caso prejudica a imagem do ministério e das polícias, diz acreditar que não. “Vejo-os a continuar o seu trabalho. Porque é que isso deve acontecer?”. Explica que o PSD não teria feito uma comissão de inquérito a um diretor da PJ.
Bugalho questiona ainda porque é que o Chega quer fazer uma moção de censura antes das investigações e da sua própria comissão de inquérito, e se terá medo de que as respetivas conclusões não lhe venham a dar razão. “Tem medo dos resultados desses inquéritos?”.
Sebastião Bugalho diz que seria “parvo” se dissesse que o Presidente da República não está preocupado com o caso, evitando responder à pergunta. E diz rever-se nas declarações de Seguro quando disse que é preciso proteger a dignidade das instituições.
Sobre se seria mais fácil para Luís Montenegro demitir o ministro, diz que o facilitismo não é o critério do PSD. E defende que o critério de Montenegro será responsável e atento.
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"Alguém quer eleições além de André Ventura?", pergunta Sebastião Bugalho
O porta-voz do PSD pergunta se “alguém quer eleições além de André Ventura” e se Portugal precisa de instabilidade política, sobretudo antes da aprovação de um Orçamento do Estado fundamental para a credibilidade externa do país.
Diz ainda que é “mentira” que o ministro não tenha dado explicações sobre a questão do atrelado, do carro que está a usar e que foi apreendido a um traficante ou da declaração de rendimentos que teve de corrigir.
“Para o Chega todos os dias são de lamaçal, ele não pode é apresentar moções de censura todos os dias”, critica. E diz que é preciso “desmontar a irracionalidade”, tendo em conta que André Ventura falou da Operação Influencer, que envolvia o Governo do PS, para justificar esta moção de censura.
“Qual é o objetivo disto além de tentar expor o facto de o PS, na cabeça deles, estar colado ao Governo?”.
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"Luís Neves não é um peso morto no Governo", garante Bugalho
Bugalho prossegue dizendo que Luís Neves só seria um “peso morto” se não estivesse a fazer nada, elogiando o seu trabalho na prevenção e combate aos incêndios ou na operação para reduzir as filas de espera no aeroporto de Lisboa.
“Como foi referido pelo insuspeito José Luís Carneiro, o problema não é a ação política. É o escrutínio e as explicações que terá de dar em inquéritos que estão por concluir”. Diz ter noção de que durante esse processo não se vai pronunciar fora do âmbito devido, até porque pareceria uma pressão às instituições que estão a investigar.
Sobre se falar para se defender na cerimónia da PSP, na Madeira, diz que seria questionado em qualquer contexto. “Foi uma escolha comunicacional”. E concorda com a escolha? “Não sou assessor de imprensa”.
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Bugalho: "Parece-me irresponsável quererem falar pelo Presidente da República"
“António José Seguro quando quer falar, fala”, dispara quando questionado sobre as declarações de Adalberto Campos Fernandes, mandatário de Seguro. E pergunta quantos Presidentes demitiram o Governo por causa do argumento do irregular funcionamento das instituições. “Acha mesmo que será Seguro a inaugurar a prática?”.
“Parece-me no mínimo irresponsável que os líderes partidários queiram falar pelo Presidente da República”. E pergunta se a função de André Ventura é falar em nome do Presidente (ou, de resto, em nome do primeiro-ministro).
O porta-voz do PSD, e eurodeputado, admite que o momento de controvérsia política não é bom para o desempenho de Neves — “o próprio reconhecerá que preferia que não tivesse ocorrido”.
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Sebastião Bugalho: "Moção de censura será derrota parlamentar do Chega"
O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, diz que a moção de censura do Chega será chumbada, pelo que não fragiliza o Governo. Será antes uma “derrota parlamentar do Chega”.
“Porque é que a sessão legislativa ainda nem começou e o Chega já anunciou que esgotará todos os instrumentos? Quem fica fragilizado?”, atira.
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"Se o PS não votar favoravelmente, fica politicamente agarrado à ideia de que quer manter Neves em funções"
Ventura defende que este é o último instrumento que tem para esclarecer o caso Luís Neves e que esgotou as alternativas. E diz que o PS só depois de muita insistência falou no caso.
“Se o PS não votar favoravelmente, fica politicamente agarrado à ideia de que quer manter Neves em funções. O PS tem de se entender”, critica. Até porque no caso de Fernando Alexandre queria a demissão, acrescenta.
Para Ventura, Montenegro perdeu autoridade com as declarações de Neves depois de este ter dito que ninguém o afastaria do cargo. “Nunca ouvi um ministro dizer isto. Ou tem um delírio que não percebe como as instituições funcionam, ou tem os poderes agarrados de tal maneira que sabe que ninguém o tira”.
Continua a insistir que Montenegro foge ao problema e que tem de substituir o ministro, uma possível “alternativa” à moção (que disse há minutos que é irreversível).
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Ventura: "Montenegro já conta muito pouco para Neves". E vai falar com Aguiar-Branco para definir data da moção
Ventura admite que a formação de um novo Governo sem Neves não seria uma má opção, mas que o único precedente de uma moção de censura aprovada levou a eleições.
E diz que percebe a tática de Neves, de transformar o caso num problema político e Ventura em adversário para evitar o escrutínio. “Estou sempre pronto para a disputa política, mas isto é uma questão de integridade. Montenegro já conta muito pouco para Neves”.
Parece rejeitar a ideia de fazer perguntas na comissão onde Neves será ouvido no dia 8, e onde Ventura não tem assento, dizendo que o Chega tem lá deputados e Neves não mudará isso.
Esta moção de censura é o “último recurso de um país que quer defender a sua dignidade”, diz. Quanto à data para a sua discussão, lembra que o regimento parlamentar prevê uma discussão ao terceiro dia depois da sua entrega.
Diz que espera falar com José Pedro Aguiar-Branco ainda hoje para se marcar a data.