Momentos-chave
- Ventura pede a todos os candidatos do Chega nas autárquicas para governarem sem "corrupção": "O nosso povo merece"
- Pizarro ataca Montenegro e Pedro Duarte: "Não quero ser presidente da Câmara Municipal do Porto para estar alinhado com ninguém"
- Das críticas à "extrema-esquerda reles" aos imigrantes, Ventura acusa PS e PSD de tornarem Portugal um "país frouxo e a brincar"
- José Luís Carneiro novamente sobre declarações de Montenegro: "É a ilustração do que não deve ser a vida política"
- Carneiro recorda "desavenças democráticas" com Pizarro e espera "presidente da Câmara muito rebelde": "Estou tramado como primeiro-ministro"
- Mascarenhas: "Eles nem sabem o que aí vem. Mais tarde ou mais cedo, Lisboa será nossa"
- Filipe Araújo: "Falácia do voto útil beneficia só dois partidos e a democracia vai muito além deles"
- Acordos de esquerda a repetir? Leitão diz apenas que "convergência é muito positiva em Lisboa"
- Carneiro assegura que candidatos do PS "são a garantia dos valores fundamentais" da Constituição
- Alexandra Leitão não pede maioria absoluta em Lisboa, mas antes "o maior número possível de vereadores"
- Montenegro apelou ao voto em autarcas alinhados com o Governo? "Cometeu um crime", acusa Carneiro
- Montenegro defende o "bom" Orçamento para 2026 e diz que oposição teve "dificuldades" em criticá-lo
- Tik Tok responde a Ventura que restrições são aplicadas em casos de “múltiplas infrações”
- Mariana Leitão diz que vai "tirar conclusões" dos resultados, mas está confiante de que mais eleitores "vão aderir às ideias" da IL
- Moedas: "Lisboa não é ódio ou a raiva da extrema-esquerda"
- Montenegro diz que eventual bom resultado do PSD nas autárquicas "reforça condições do Governo de executar o seu programa"
- Miguel Corte-Real: "Eleição de um vereador é uma derrota"
- Moedas: “Espero obviamente ter um resultado melhor”
- "Dia 12 é mesmo importante, dia 13 será tarde". Leitão puxa por mulheres e ataca Moedas entregue à IL
- Ventura apela a eleitores de direita que concentrem votos no Chega
- João Ferreira ataca ideia de "chantagem" de escolher entre o "menor dos dois males": "Não gera entusiasmo"
- Paulo Raimundo responde a Alexandra Leitão. João Ferreira "não veio para dividir nada" e veio para "construir"
- Carneiro sobre pedido de maioria absoluta de Montenegro: "Há muito que digo que está desligado da realidade"
- Esquerda junta-se no Chiado, mas não jura repetir coligações. "Confio na Alexandra neste cargo", diz Mortágua
- César diz que legislativas foram "tsunami" e autárquicas vão servir para ver que "edifícios o PS conseguiu reconstruir"
- PAN acusa Governo de “dar a mão a quem não precisa e a quem mais lucra”
- De volta ao Bolhão, Montenegro diz que maioria absoluta no Porto é "possível"
- Ventura diz que o único apagão foi o do PS nas legislativas
- Tavares defende que Montenegro não é um político que leve a peito a justiça social
- Moedas: “Não há cultura de direita ou de esquerda. Há uma cultura”
- Carneiro em Lisboa fala sobre elevador da Glória para criticar Moedas por não ter contactado vítimas do acidente
- Alexandra Leitão: "Há caos em Lisboa, mas não é provocado pela 'Che Guevara de saias'"
- Basílio Horta para Leitão: "Dizer que a sôtora é o Che Guevara de saias e vem dar cabo das coisas não tem sentido"
- Mariana Mortágua “muito confiante” num bom resultado domingo
- Carneiro garante que maiorias do PS vão respeitar oposições
- Rui Moreira critica "bota abaixo" e candidatos que "inspiram perceções negativas" e "populistas"
- Raimundo: "Se resultados eleitorais traduzissem o que tenho visto nas ruas teríamos resultado histórico"
- Moedas não se compromete com maioria absoluta: "O que eu peço é mais um voto"
- CNE alerta para proibição de propaganda no dia da votação
- Maioria dos líderes partidários fecha campanha a Norte
Histórico de atualizações
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Boa noite,
muito obrigado por ter acompanhado o liveblog do último dia da campanha das eleições autárquicas.
Este liveblog fica por aqui.
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Ventura pede a todos os candidatos do Chega nas autárquicas para governarem sem "corrupção": "O nosso povo merece"
O presidente do Chega assinala que o país “está farto” da classe política “politicamente correta” que “não soube fazer nada pelo país”: “Só nos roubou ao longo de 50 anos”.
“É hora de exigirmos justiça para a nossa gente”, defendeu André Ventura, que pede que as autarquias sejam governadas “sem corrupção”.
“Os autarcas do Chega têm de ser o exemplo e de não ceder aos empregos para os amigos, às influências dos grupos económicas e à corrupção”, pediu André Ventura.
“A todos os candidatos: a partir de domingo, governem sem ceder a interesses particulares. Governem sem corrupção. O nosso povo merece que governe sem corrupção em Portugal”, rematou o presidente do Chega.
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Pizarro ataca Montenegro e Pedro Duarte: "Não quero ser presidente da Câmara Municipal do Porto para estar alinhado com ninguém"
Manuel Pizarro, candidato à Câmara Municipal do Porto, no “finzinho” da campanha eleitoral, faz vários agradecimentos, desde logo ao PS, mas também pelo facto de as listas serem “muito mais do que o PS e o melhor que o Porto tem”.
“Onde é que estão os melhores independentes que o Porto tem? Estão na nossa candidatura”, garante, lançando uma farpa a Pedro Duarte — a quem apenas tem “os independentes nos cartazes”.
E prossegue: “Não estamos zangados, não estamos tristes, ninguém nos empurrou para aqui.”
“Esta campanha foi entusiasmante por causa do apoio, da ternura, do carinho e do entusiasmo das pessoas do Porto”, afirma Pizarro, crente de que o PS “merece vencer as eleições” — “Nunca atacámos ninguém, fizemos sempre pela positiva. Não andamos a dizer mal dos outros, a nossa ambição não é criticar, é fazer do Porto uma cidade ainda melhor.”
Pizarro diz que “não [quer] ser presidente da Câmara Municipal do Porto para estar alinhado com ninguém”, numa referência às palavras de Luís Montenegro.
“Ao contrário do meu adversário não vou ser um delegado do Governo no Porto. O Governo, no OE para 2026 prepara-se para, uma vez mais, falhar ao Porto. O delegado andou a prometer que acabavam as portagens para os pesados na CREP e não está nada no Orçamento. Só ouvimos um extraordinário silêncio”, diz, acusando Pedro Duarte de um “silêncio cúmplice”.
“Seja o Governo do PS ou do PSD, não me vou calar”, sublinha, prometendo que a irá “exigir” que acabam as portagens para pesados na CREP e nas vias periféricas. “O Porto não se vai calar.”
E insiste na ideia de que “não é um portuense de ocasião”, comparando-se com Pedro Duarte, que diz ter sido “empurradinho” para a candidatura. “Não consegue propor nada que não sejam disparates épicos ou coisas inócuas cujo sentido não se chega a perceber”, acusa o socialista.
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Das críticas à "extrema-esquerda reles" aos imigrantes, Ventura acusa PS e PSD de tornarem Portugal um "país frouxo e a brincar"
O presidente do Chega, André Ventura, está a fazer o discurso de encerramento da campanha em Viana do Castelo. O líder partidário começa por deixar várias críticas aos membros da flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza: “Foram de férias três ou quatro semanas para Gaza”.
Atacando a “extrema-esquerda reles que está a desaparecer”, André Ventura disse que os membros da flotilha podiam ter ficado em Gaza “para sempre”: “Não nos importávamos nada”.
Neste sentido, André Ventura defendeu que o Chega não é um partido “politicamente correto”. “Dizem que somos racistas e xenófobos. Mas isto não é o Bangladesh”, atirou.
Sobre o caso dos imigrantes marroquinos que chegaram de barco ao Algarve, André Ventura deixou várias críticas ao Governo. “Pagamos mais a esses tipos do que pagamos aos antigos combatentes que lutaram pela pátria portuguesa”, criticou.
Atacando a fuga dos cidadãos marroquinos, André Ventura acusou o PS e o PSD de “se esforçarem para fazer de Portugal um país frouxo e a brincar”. Já o Chega, vai por o “país na ordem, com regras e com lei”.
“Doa a quem doer”, salientou André Ventura, acrescentando: “É isso que nos distingue dos outros. Não temos nada contra os imigrantes, mas temos quando os imigrantes têm mais direitos do que os portugueses. Temos quando um marroquino recebe mais do que um pensionista que trabalhou e descontou a vida toda”.
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José Luís Carneiro novamente sobre declarações de Montenegro: "É a ilustração do que não deve ser a vida política"
José Luís Carneiro volta agora a falar das declarações de Luís Montenegro — por ter dito que bom resultado do PSD domingo “reforça condições do Governo de executar programa”. Depois de ter acusado o primeiro-ministro de ter cometido um crime, refere agora que é a “ilustração do que não deve ser a vida política”.
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Carneiro recorda "desavenças democráticas" com Pizarro e espera "presidente da Câmara muito rebelde": "Estou tramado como primeiro-ministro"
No encerramento da campanha do PS no Porto, Manuel Pizarro conta com o apoio de José Luís Carneiro, no Clube Fenianos Portuenses, onde ambos são recebidos em euforia numa sala cheia. Discursa, já rouco, num “momento muito especial”.
“Estava longe de imaginar que estaria hoje aqui como secretário-geral do PS e habilitando-me a ser primeiro-ministro. E estou às portas de uma vitória de Manuel Pizarro, meu querido amigo”, diz, antes de recordar, entre sorrisos, as “desavenças democráticas” de ambos. Em boa verdade, antes de ser líder socialista, Carneiro também era falado para ser candidato a esta autarquia.
José Luís Carneiro diz que será um “presidente da Câmara muito rebelde”, por já ter apresentado propostas que precisarão do empenho do Governo, acrescentando também que Alexandra Leitão fez o mesmo. O que o leva a antecipar: “Estou tramado como primeiro-ministro!”
Ataque ainda outras candidaturas ao Porto por quererem “uma liberdade que se constrói nas desigualdades, em que os mais fortes se impõe aos mais frágeis”. “Quando te ouvi dizer que não querias uma cidade pequena, fechada sobre ti própria… essa é a nossa visão de país, de sociedade e de cidade”, argumenta, frisando que esta tem de cuidar de quem precisa de um “olhar atento e sensível”.
“Fala quem teve as divergências com ele. Mesmo nas divergências sabe cuidar de todos e separar o trigo do joio”, sublinha.
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Mascarenhas: "Eles nem sabem o que aí vem. Mais tarde ou mais cedo, Lisboa será nossa"
No último discurso da campanha eleitoral, Bruno Mascarenhas desvalorizou a possibilidade do Chega não vencer, já no domingo, a Câmara de Lisboa e apontou baterias para eleições futuras. “Mais tarde ou mais cedo, Lisboa será nossa”, disse num jantar comício na Ajuda, que não conta com a presença de André Ventura nem qualquer outra das figuras mais mediáticas do partido.
O candidato do Chega à maior autarquia do país assinalou que a maior parte das pessoas que participaram na campanha são voluntárias. “Este é um trabalho que não acaba no dia 12, este é um trabalho que começa no dia 13, independentemente do resultado”, disse aos membros aos cerca de 100 militantes do Chega que enchem uma sala do Pátio Alfacinha.
Sem apontar a metas concretas para este domingo, Mascarenhas disse que a expectativa é “muito boa”. “Todos vimos a grande força que o nosso presidente nos transmitiu. Ele não deixou de vir a Lisboa, ele não deixou de nos vir apoiar, ele desdobra-se. De repente, ele tinha a necessidade de estar numa série de pontos diferentes, que também são grandes apostas, porque ele é único.”
Por fim, o candidato explicou que o Chega em Lisboa não tem vista curta. “Se não for a conquista no domingo, será a conquista daqui a quatro anos.” E terminou: “Eles nem imaginam o que é que aí vem. Temos uma equipa, temos ambição e como temos ambição. Mais tarde ou mais cedo, Lisboa será nossa.”
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Filipe Araújo: "Falácia do voto útil beneficia só dois partidos e a democracia vai muito além deles"
Filipe Araújo encerra a campanha com um jantar com cerca de 200 apoiantes (“aqui não há autocarros de gente para fazer número), a quem fala em tom emocionado — e chega mesmo a emocionar-se durante o discurso, elogiando a “união, companheirismo e lealdade” da equipa. E fala numa campanha que fica para “a História”.
O independente recorda que foi recusando “cargos e lugares” e frisa que não obedece a “diretórios de partidos e interesses muitas vezes disfarçados em pele de cordeiro”. Além disso, aponta, não caiu nas “promessas” irrealistas dos partidos.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
“Estou muito confiante nos portuenses: não me parece que se tenham deixado enganar e não se vão deixar enganar e amarrar. Isto vai se revelar no domingo”, prevê. “O Porto quer mesmo ser livre e independente como sempre”. E avisa para o risco de, com os “partidos do antigamente”, a cidade “voltar ao tempo da televisão a preto e branco” ou da “telefonia, em que era preciso ligar para Lisboa para alguém passar a chamada”.
“Temos dois partidos de governo, dois ex-ministros com responsabilidades e que não resolveram os problemas, e agora parece que tudo vai ser fácil de resolver. Não devemos deixar-nos enganar porque aqui também vão falhar aos portuenses, garante, falando em promessas de PS e PSD que podem levar o Porto a “perder a independência através das contas certas”: “Gostamos de decidir por nós sem ser pedintes em relação a Lisboa”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
O candidato deixa ainda uma mensagem contra o voto útil: “Os portuenses estão muito habitados à falácia do voto útil, nos últimos 12 anos deram provas disso. A falácia do voto útil beneficia apenas dois partidos e a democracia vai muito além desses dois partidos”, apela.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Mortágua: “Tenho a profunda convicção que Moedas vai perder"
No encerramento da campanha do Bloco de Esquerda, na Amadora, Mariana Mortágua mostra certezas sobre o resultado em Lisboa: “Tenho a profunda convicção que Carlos Moedas vai perder a Câmara Municipal de Lisboa e que Alexandra Leitão vai ganhar.
Depois de afirmar com convicção que Lisboa vai ter uma mudança de presidência, Mortágua explica o que motiva tamanha certeza: “Carlos Moedas deixou Lisboa numa situação desastrosa, foi incapaz de responder pelo seu mandato e foi incapaz de apresentar uma ideia política para lisboa durante toda a campanha. A coligação que o BE íntegra, que é encabeçada por Alexandra Leitão, pelo contrário, mostrou que tem um projeto para a cidade. Um projeto para todos. Um projeto de habitação, de transportes, um projeto que respeita as pessoas. E por isso estou muito convicta na capacidade de Alexandra Leitão de vencer estas eleições autárquicas”
Ouça aqui as declarações de Mariana Mortágua no encerramento da campanha autárquica na Amadora
Mariana Mortágua: “Tenho a profunda convicção que Moedas vai perder Lisboa”
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Acordos de esquerda a repetir? Leitão diz apenas que "convergência é muito positiva em Lisboa"
Ainda em Lisboa, Alexandra Leitão é questionada sobre a junção dos partidos da esquerda (exceto PCP) que liderou e se é uma solução a repetir, mas acaba a limitá-la ao atual contexto.
“Isto é uma campanha autárquica, portanto aquilo em que precisamos entender-nos é sobre matérias autárquicas” e “foi fácil chegar a um conjunto” para “um programa equilibrado, um programa moderado”. “Essa convergência em Lisboa é muito positiva”, afirmou.
No dia seguinte, se vencer no domingo a CML, repete que João Ferreira, do PCP, “será alguém com quem” terá “todo o gosto em conversar num determinado enquadramento da correlação de forças na Câmara Municipal”.
Quanto às expectativas para domingo, diz estar “confiante” e acredita que a sua campanha “foi em crescendo”. Mas retira dos seus ombros um peso adicional por concorrer a Lisboa e essa ser uma Câmara de peso nas contas nacionais. Remete para José Luís Carneiro: “Quem tem que fazer as ilações nacionais de resultados autárquicos é o secretário-geral do PS e os líderes dos outros partidos”.
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Carneiro assegura que candidatos do PS "são a garantia dos valores fundamentais" da Constituição
Em relação aos candidatos do PS, José Luís Carneiro assegurou que “são a garantia” do cumprimento dos valores fundamentais “da constituição, da pluridade e da democracia”.
“É nisso que acredito quando apoio e quando estou com cada um dos candidatos. É isso que acredito quando me encontro com Paulo Esteves [candidato do PS em Ermesinde], um presidente da câmara isento, imparcial e que exerce o poder com igualdade no exercício das suas funções”, afirmou o líder socialista.
Para José Luís Carneiro, “ninguém pode ser beneficiado ou prejudicado” pelas “opções políticas e ideológicas” no desempenho das suas funções.
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Alexandra Leitão não pede maioria absoluta em Lisboa, mas antes "o maior número possível de vereadores"
Alexandra Leitão está a fechar a sua campanha em Lisboa em Carnide, na Boutique da Cultura, apenas com os membros da caravana e candidatos da lista que junta PS/Livre/BE/PAN. Recusa pôr a fasquia na maioria absoluta, mas diz que “não é por falta de confiança”. Pede antes “o maior número possível de vereadores”.
No fecho da campanha, Leitão respondeu a algumas perguntas dos jornalistas e explicou que não estabelece o objetivo da maioria porque acha “que não se deve estabelecer o objetivo dessa maneira”. “O que queremos é ter uma governação da cidade diferente, mais progressista, mais humanista e mais ecológica” e, para isso, o que pede é “o maior número possível de vereadores para poder aplicar o programa equilibrado e de convergência”.
Nesta recta final da campanha atirou à junção de Carlos Moedas com a IL, apontando às “ideias sobre a venda num mercado comercial de habitações e isso não são coisas abstratas e até de muito mau gosto, sobre caos e sobre radicalismos abstratos que ninguém acredita que sejam verdade”.
“Estas coisas foram ditas por pessoas da Iniciativa Liberal que hoje estão na coligação de Carlos Moedas”, detalhou acrescentado ainda que essa coligação ainda pode vir a estar “apoiada em vereadores ou deputados municipais do Chega. Isso será muitíssimo mau para a cidade de Lisboa”.
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Montenegro apelou ao voto em autarcas alinhados com o Governo? "Cometeu um crime", acusa Carneiro
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, entrou ao ataque contra o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Em Ermesinde, em declarações transmitidas pelas televisões, o líder do PS indignou-se contra o facto de Luís Montenegro ter apelado ao voto em “candidatos mais alinhados com o Governo”.
“Sabem o que significa? Significa partidarizar o Estado e violar o dever de igualdade, de imparcialidade que é um dever constitucional que o senhor [Luís Montenegro] jurou servir quando tomou posse”, afirmou José Luís Carneiro.
O socialista acusa mesmo Luís Montenegro de ter cometido um “crime”. “Foi o crime de violar o dever de isenção e de imparcialidade que jurou servir quando era primeiro-ministro”, sustentou.
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Montenegro defende o "bom" Orçamento para 2026 e diz que oposição teve "dificuldades" em criticá-lo
Na última ação de campanha, Luís Montenegro voltou a defender que o país deve escolher bem os seus presidentes da câmara.
Em Espinho, o primeiro-ministro voltou a falar sobre o Orçamento do Estado para 2026, que “baixa os impostos, garante o crescimento das pensões, garante o aumento do complemento solidário dos idosos e que garante investimento publico”.
Este orçamento, prosseguiu Luís Montenegro, gerou “dificuldades” à oposição para que encontrassem críticas. “O orçamento é bom. É bom para as famílias, para municípios.”
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Tik Tok responde a Ventura que restrições são aplicadas em casos de “múltiplas infrações”
O Tik Tok esclareceu hoje que aplica restrições aos utilizadores que cometam infrações nas suas publicações, após o líder do Chega, André Ventura, se ter queixado de censura por parte daquela rede social.
Num comunicado enviado à agência Lusa, o Tik Tok sublinha que todas as suas contas estão sujeitas às Regras da Comunidade (Community Guidelines) e que “o conteúdo que as viola é tratado em conformidade”.
“Reconhecemos o papel importante que as contas de governos, políticos e partidos políticos desempenham nos processos cívicos e na vida pública, e aplicamos um conjunto específico de restrições a essas contas em casos de múltiplas infrações, em linha com o nosso compromisso com os direitos humanos e a liberdade de expressão”, refere ainda a rede social no comunicado.
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Nuno Melo termina campanha nos Açores confiante na vitória do CDS em Velas
O líder do CDS-PP, Nuno Melo, esteve hoje no concelho das Velas, na ilha açoriana de São Jorge, onde manifestou a convicção de que o seu partido vai voltar a ser o mais votado nas eleições de domingo.
“Quisemos, precisamente, encerrar a campanha eleitoral aqui nos Açores, onde, com toda a sorte, teremos no domingo os olhos postos neste município, e tenho a certeza de que, cá em Velas, teremos uma extraordinária vitória, uma vez mais”, alvitrou Nuno Melo, durante uma ação de campanha, porta a porta, na Fajã do Ouvidor.
O concelho das Velas, que nos últimos 12 anos foi gerido por Luís Silveira, autarca do CDS, é o único dos Açores e um dos seis do país que veste as cores dos centristas, mas o líder nacional do partido está convicto de que Catarina Cabeceiras, atual deputada do CDS ao parlamento açoriano a cabeça de lista à Câmara Municipal, irá vencer as eleições de domingo.
“A gestão do CDS traz grande resultados às populações, onde quer que o CDS tenha vencido, e com a Catarina, aqui em Velas, não podíamos ter melhor sucessora, porque encarna todo o mérito dessa gestão, que a população reconhece”, insistiu Nuno Melo, em declarações aos jornalistas.
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Mariana Leitão diz que vai "tirar conclusões" dos resultados, mas está confiante de que mais eleitores "vão aderir às ideias" da IL
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, fez um balanço “extremamente positivo” desta campanha para as eleições autárquicas.
Em Matosinhos, onde encerra a campanha e onde a Iniciativa Liberal concorre a solo, Mariana Leitão destacou que conseguiu “fazer chegar a ideias liberais” a mais pessoas, assim como que forma o partido pode “transformar os municípios” em que se candidata.
Questionada sobre sente algum arrependimento de não ter feito mais coligações com o PSD, Mariana Leitão assegurou não haver “nenhum” e destacou ter “confiança em todas as candidaturas” que o partido apresentou.
A líder liberal frisou que “vai tirar conclusões” e vai “perceber” se o partido poderia melhorar os resultados eleitorais.
Ainda assim, Mariana Leitão mostrou-se “muito confiante da qualidade e da competência” dos candidatos liberais. A líder partidária afirma que “mais pessoas vão aderir às ideias” da IL e isso vai “refletir-se no domingo”.
Mariana Leitão recorda também que o partido apresentou mais candidaturas nestas eleições autárquicas do que em 2021. “É também um sinal que temos mais pessoas a aderir e a dar a cara pela IL.”
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João Maria Jonet: “Se não ganharmos, temos de ser a oposição que Cascais nunca teve”
O independente João Maria Jonet apostou no penúltimo dia de campanha, quinta-feira, para mostrar a força da candidatura a Cascais com tempo, “para render o peixe antes do dia de reflexão”, com um jantar que reuniu cerca de 500 apoiantes. E por isso, o último dia campanha foi vivido de maneira mais tranquila, ainda que com ações de contacto com a população na rua, no centro de Cascais e na zona de São Domingos de Rana.
Na ação que começou perto da estação de comboios de Cascais, Jonet começou por destacar as conquistas da candidatura, que garantiu um “sobressalto democrático” num concelho com alta abstenção autárquica, conseguiu reunir 5200 assinaturas, e que “todos os candidatos em todas as listas só estão lá uma vez”.
João Maria Jonet reiterou que o objetivo é ganhar, porque se não o fizer “o mais certo é continuar tudo na mesma”. Se não conseguiu alcançar essa vitória, só vê uma opção: “Temos de ser a oposição que Cascais nunca teve. Ficar em segundo, terceiro ou quarto não interessa muito, interessa-nos é ter o máximo de força possível enquanto alternativa.” Jonet lembrou que PS e Chega aceitaram pelouros no executivo camarário de Carlos Carreiras no último mandato, e que por isso o único voto de mudança real é na coligação Cascais Para Viver.
Sobre o encontro que teve esta quinta-feira com o antigo Governador do Banco de Portugal Mário Centeno, o candidato independente referiu apenas que o antigo ministro socialista é uma pessoa com quem tem boa relação e com quem conversou, remetendo uma eventual declaração de apoio para o próprio Centeno.
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Moedas: "Lisboa não é ódio ou a raiva da extrema-esquerda"
Intervém agora Carlos Moedas, depois de uma descida do Chiado bem preenchida e sempre feita na companhia do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e de Bernardo Blanco, antigo deputado e coqueluche da Iniciativa Liberal.
A partir da Praça do Município, Carlos Moedas disse estar confiante na vitória e apelou à mobilização total até domingo, 12 de outubro. “Faltam dois dias para a vitória.”
Mesmo a terminar, Moedas não deixou de atirar a Alexandra Leitão e à coligação de esquerda. “Lisboa não é ódio ou a raiva da extrema-esquerda. Nós queremos ir para a frente.”
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Montenegro diz que eventual bom resultado do PSD nas autárquicas "reforça condições do Governo de executar o seu programa"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que o “reforço das candidaturas do PSD” nestas eleições autárquicas são “também o reforço das condições do Governo executar o seu programa” e valorizar a vida das pessoas.
Em Aveiro, em declarações transmitidas pela RTP3, a lado do candidato do PSD Luís Souto Miranda, o presidente social-democrata defendeu que não se pode “desperdiçar o esforço que foi feito” nos últimos anos na cidade, enquanto polo “de dinamização social, económica e cultural”.
“A passagem de Ribau Esteves tem de ser para Luís Souto Miranda”, disse Luís Montenegro. O atual candidato dará as “respostas necessárias” a Aveiro e manterá a cidade como uma “referência de inovação e de investigação”, considera o chefe de executivo.