Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, continuarão a apoiar a Ucrânia, mas com a expectativa de recuperar o dinheiro investido, através de um acordo relacionado com terras raras. A afirmação de que os EUA vão obter “talvez até mais” do dinheiro gasto foi feita por Trump a bordo do Air Force One.
    • O Presidente dos EUA expressou ceticismo em relação ao alegado ataque ucraniano à residência de Vladimir Putin, rejeitando a ideia de que tal incidente tenha realmente ocorrido. Anteriormente, Trump expressou desaprovação perante o possível ataque, mas agora reforça a ideia de que não acredita na concretização do mesmo.
    • A capital da Ucrânia, Kiev, sofreu um novo ataque russo durante a noite, resultando em dois mortos e várias pessoas feridas num edifício de quatro andares que servia como instalação médica. Este incidente é parte de uma série de ataques contínuos que têm afetado a infraestrutura crítica e civil na região.
    • Vasyl Maliuk, Chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, demitiu-se após pressões do Presidente Zelensky, constando tensões com Andrii Yermak, que anteriormente ocupava uma posição de destaque no gabinete do Presidente e está envolvido num escândalo de corrupção. Esta mudança ocorre num contexto de reestruturações internas na Ucrânia durante o conflito com a Rússia.

  • Ucrânia diz ter atingido o número mais elevado de sistemas de defesa aérea e radares russos em dezembro

    As forças ucranianas atingiram 128 sistemas de defesa aérea e estações de radar russas, com recurso a sistemas não tripulados, de acordo com Mykhailo Fedorov, vice-primeiro-ministro ucraniano e titular da pasta da Transformação Digital, numa publicação na rede social Facebook.

    Num aumento de 31% em relação ao mês de novembro, Fedorov garante que este foi o número mais elevado de sistemas de defesa aérea e radares russos atingidos num único mês. O “valor histórico” ronda os 107.000 alvos atingidos e conta ainda com mais de 30.000 mortes de militares russos.

  • Zelensky nomeia Serhii Kyslytsia para novo chefe-adjunto do seu gabinete

    O gabinete do Presidente ucraniano, liderado por Kyrylo Budanov, contará com Serhii Kyslytsia como novo chefe-adjunto presidencial, de acordo com decreto publicado no site oficial do Presidente da Ucrânia noticiado pelo European Pravda.

    Kyslytsia, um dos principais negociadores ucranianos no processo de paz, foi exonerado do cargo de primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia para “reforçar a dimensão diplomática no Gabinete do Presidente”, escreveu Zelensky no Telegram.

  • Rússia terá oferecido o controlo da Venezuela aos EUA em troca de carta-branca na Ucrânia

    Fiona Hill, responsável pelos assuntos russos e europeus no Conselho de Segurança norte-americano durante a primeira administração Trump, revelou que Moscovo tentou utilizar a Venezuela como moeda de troca para atuar na Ucrânia.

    Num testemunho no Congresso dos EUA em outubro de 2019, agora recuperado pela imprensa norte-americana, Fiona Hill sinalizou que a Rússia estaria disposta a permitir que Washington atuasse livremente na Venezuela, em troca de carta-branca para o Kremlin na Ucrânia.

    Segundo declarações citadas pelo New York Times, Hill afirmou que os russos “estavam a sinalizar de forma muito clara que queriam estabelecer uma espécie de acordo de troca muito estranho entre a Venezuela e a Ucrânia”.

    “Vocês querem que saiamos do vosso quintal”, resumiu Hill referindo-se à posição russa. As propostas teriam um caráter informal, sendo veiculadas através de comentadores e artigos de imprensa.

    A então responsável no Conselho de Segurança afirmou ter-se deslocado pessoalmente a Moscovo para rejeitar a proposta, apresentada num contexto de tensões entre Caracas e Washington.

  • Rússia proíbe entrada de 28 cidadãos canadianos por alegado apoio ao neo-nazismo

    “Em resposta às restrições ilegais de entrada anti-russas, anteriormente anunciadas por Otava, será imposta uma proibição permanente de entrada a 28 cidadãos canadianos”, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado citado pela agência TASS.

    Ainda de acordo com o ministério russo, os indivíduos incluídos na lista de sancionados desenvolviam “atividades em organizações pró-Bandera” com vista a “promover a ideologia criminosa neo-nazi atualmente defendida pelo regime de Kiev”.

    As pessoas sancionadas “ao ignorarem os factos históricos e a verdade sobre os acontecimentos da Grande Guerra Patriótica, têm procurado reforçar os laços do Canadá com os nacionalistas mais radicais e intransigentes da Ucrânia”, acrescenta ainda o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em declarações citadas pela agência TASS.

  • Mais de 90 mil soldados russos mortos nos últimos três meses, avança Zelensky

    Os números são avançados pelo Presidente ucraniano numa publicação no Telegram, em que dá conta de terem sido “verificados e confirmados em vídeo 35.000 ocupantes eliminados” no mês de dezembro, 30.ooo em novembro e 26.000 em outubro.

    “O fornecimento de drones às tropas está a aumentar significativamente”, num esforço de modernização do setor de defesa ucraniano que o chefe de Estado diz estar já em curso.

    Embora Zelensky garanta querer “pôr fim a esta guerra o mais rapidamente possível”, a aposta na transformação do setor servirá para contrariar a abordagem russa que “prolonga a agressão”.

  • Macron vai reunir-se com representantes do Senado, da Assembleia Nacional e dos partidos para discutir garantias de segurança à Ucrânia

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, reunir-se-á na quinta-feira, às 17h (18h em Lisboa), com os presidentes e os representantes dos partidos das duas casas do parlamento, segundo anunciou o jornal francês Le Monde citando o Palácio do Eliseu.

    De acordo com a presidência francesa, citada pelo Le Monde, o encontro ocorrerá como “continuação” da reunião de negociações sobre a Ucrânia que será realizada na terça-feira em Paris.

  • Ataque russo a hospital em Kiev faz um morto e quatro feridos

    O ataque com drones atingiu um hospital privado na capital ucraniana, anunciou no Telegram o presidente da câmara Vitali Klitschko. De acordo com Klitschko, dois dos quatro feridos estão em estado grave.

    Os doentes tiveram de ser evacuados da instalação de caráter “absolutamente civil”, como sublinhou o Presidente Zelensky, que afirma terem sido utilizados 165 drones na noite passada, dos quais cerca de 100 eram os iranianos Shahed.

    Também no Telegram, os serviços de emergência da Ucrânia adiantam que o impacto ocorreu no segundo piso do edifício de quatro andares da unidade de saúde, onde funcionava um serviço de internamento.

  • Ucrânia avisa que forças russas têm atacado "sistematicamente" empresas norte-americanas no país

    O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, afirmou hoje que o ataque à fábrica da norte-americana Bunge “não foi um erro”, mas antes uma ação deliberada.

    “Os russos tentaram atingir esta instalação várias vezes” naquilo que o chefe da diplomacia da Ucrânia diz ser um ataque sistemático às empresas norte-americanas no país, de acordo com a publicação na rede social X.

    “No ano passado, ataques russos danificaram escritórios da Boeing em Kyiv, um grande fabricante de eletrónica de capital norte-americano na Zakarpattia”, bem como causaram “danos ou destruição” em instalações que pertenciam a membros da Câmara de Comércio dos EUA, acrescenta ainda.

  • Rússia aumenta pressão em Pokrovsk, cidade bastião no leste da Ucrânia

    O exército russo continua a aumentar a pressão sobre Pokrovsk, na província de Donestk, informaram hoje as Forças Armadas ucranianas no Telegram, citando o 7.º Corpo da Operação das Forças Conjuntas.

    De acordo com o exército da Ucrânia, que dá conta de terem sido mortos mais de 30 militares russos e atingidas cerca de 10 unidades de equipamento, as forças russas têm tentado “contornar” as defesas ucranianas, “devido à impossibilidade” de lançarem ataques frontais.

    Os ataques de aviação à cidade bastião do leste ucraniano “mantêm-se num nível bastante elevado”, contabilizando 220 bombas aéreas lançadas entre 28 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, lê-se ainda na publicação.

    A cidade que decide o destino do Donbass. Porque é que Pokrovsk é tão importante para a Ucrânia e para a Rússia?

  • Primeira parcela do empréstimo europeu deverá ser paga à Ucrânia no segundo trimestre

    A porta-voz da Comissão Europeia, Maciej Berestecki, anunciou hoje que a primeira parcela do empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros concedido à Ucrânia será paga até ao segundo trimestre deste ano.

    O acordo fechado pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) a 19 de dezembro terá ainda de ser aprovado pelo Conselho e Parlamento Europeu.

    Conselho Europeu chega a acordo para apoio de 90 mil milhões de euros à Ucrânia. Montenegro diz que UE deu “boa resposta”

  • Ataque russo atinge ponto de distribuição de ajuda humanitária

    Drones russos atacaram um ponto de distribuição de ajuda humanitária numa povoação na região de Kherson, avançou o Ukrinform com base numa publicação do chefe da Administração Militar Regional de Kherson, no Telegram.

    O ataque matou um homem de 64 anos e feriu outro de 71 e uma mulher de 79, atingidos por estilhaços da explosão, informou ainda Oleksandr Prokudin. “A equipa da ambulância transportou as vítimas para o hospital em estado moderado.”

  • Drones russos atingem fábrica de grupo norte-americano em Dnipro

    O ataque atingiu uma instalação da Bunge de processamento, refinação e engarrafamento de óleo de girassol, tendo causado um derrame de 300 toneladas de óleo nas ruas da cidade, informou hoje o presidente da câmara, no seu canal no Telegram.

    “Os serviços públicos estão a limpar e a espalhar areia, mas o tráfego na Naberezhnya ficará intransitável por dois ou três dias” disse ainda Borys Filatov.

    A fábrica atingida pertence a uma grande produtora agrícola com sede no estado americano do Missouri.

  • Trump diz que os EUA estão vão receber todo o dinheiro enviado à Ucrânia "e até mais"

    A bordo do Air Force One, o presidente dos EUA afirmou que o país vai recuperar todos ou “até mais” dos fundos gastos para ajudar a Ucrânia na guerra.

    Segundo Trump, a guerra na Ucrânia não é uma questão económica para os EUA, porque Washington recebe dinheiro sempre que envia algo para Kiev, reporta o Ukrainska Pravda.

    “Biden deu 350 mil milhões de dólares, deu tudo. Eu agora recuperei grande parte desse dinheiro porque fizemos um acordo sobre as terras raras e vamos recuperar grande parte desse dinheiro. Talvez todo o dinheiro, talvez até mais do que todo o dinheiro, mas agora estamos a ser pagos. Sempre que enviamos alguma coisa, eles pagam”, garantiu.

    Ainda assim, Trump reiterou a vontade de pôr fim ao conflito, apontando que “25 000 soldados” morrem na Ucrânia todos os meses. “E eles não são da América, são da Rússia e da Ucrânia. E se eu pudesse impedir isso, gostaria de impedi-lo. E acho que vamos conseguir”, acrescentou.

  • Witkoff e Kushner vão representar os EUA no encontro de Paris desta terça-feira

    Uma fonte da Casa Branca confirmou esta segunda-feira à Reuters que a comitiva dos EUA para as negociações sobre a Ucrânia a decorrer em Paris esta terça-feira será liderada pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e o seu genro, Jared Kushner.

    Estes encontros, recorde-se, têm como objetivo procurar finalizar o documento sobre as garantias de segurança a conceder à Ucrânia para que se consiga pôr fim à guerra com a Rússia.

  • O que se sabe até agora:

    • Durante a noite, a Rússia voltou a atacar a capital ucraniana, Kiev, causando dois mortos. Um dos ataques atingiu um prédio de quatro andares em Obolonskyi, que servia como instalações médicas, provocando um incêndio que já foi extinto. Além dos dois mortos, vinte e cinco pessoas foram retiradas do local e três ficaram feridas.
    • As forças russas lançaram um forte ataque sobre a região de Kharkiv, danificando significativamente a infraestrutura energética. Isso ocorre em um momento crítico, já que as temperaturas na região estão próximas de -3 °C. As forças ucranianas também alegam que conseguiram impedir uma operação russa em Kupiansk, eliminando 40 das 50 tropas envolvidas.
    • O chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, Vasyl Maliuk, pediu demissão após pressões do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A demissão está relacionada a tensões internas, especialmente com Andrii Yermak, ex-chefe do Gabinete do Presidente, que está envolvido em um escândalo de corrupção mas ainda mantém influência no círculo próximo de Zelensky.
    • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou novamente sobre as alegações de um ataque ucraniano à residência do presidente russo, Vladimir Putin. Trump afirmou não acreditar que o ataque tenha realmente ocorrido, apesar de anteriormente ter criticado Kiev ao saber do incidente.

  • Rússia lança forte ataque sobre a região de Kharkiv. Ucrânia diz que conseguiu parar operação russa em Kupiansk

    De acordo com o Ukrainska Pravda — que cita o presidente da câmara de Kharkiv —, a Rússia conseguiu causar danos significativos à infraestrutura energética da região, recorrendo a ataques com mísseis esta tarde.

    Não há, para já, relatos de vítimas mortais ou de feridos, mas a operação colocou ainda mais pressão sobre a infraestrutura energética da cidade de três milhões de habitantes e que neste momento enfrenta temperaturas de -3 °C e que deverão baixar ainda mais esta noite.

    “Isto não é apenas um ataque às instalações. É um ataque ao aquecimento, à água, à vida normal das pessoas. Estão a tentar destruir-nos com medo e escuridão, destruir o resultado de meses de trabalho árduo e honesto, apagar o que já reconstruímos várias vezes após os ataques anteriores”, afirmou Ihor Terekhov no Telegram, sem especificar os alvos que foram atingidos.

    Ao mesmo tempo, uma brigada das Forças de Assalto Aéreo da Ucrânia diz ter conseguido impedir uma tentativa das tropas russas de realizar um ataque usando o gasoduto Soyuz — atualmente desativado — na frente de Kupiansk.

    Segundo um comunicado desta brigada, citado pelo Kyiv Independent, a Rússia tentou usar este gasoduto para “uma saída secreta e maior acumulação de forças” na área de Kupiansk. A mesma fonte afirma ter conseguido eliminar 40 das 50 tropas russas que fizeram parte desta operação.

  • Rússia reivindica conquista de Grabovskoye, na região de Sumy

    O Ministério da Defesa da Rússia anunciou esta segunda-feira pelo Telegram que as suas forças militares “assumiram o controlo da aldeia de Grabovskoye, na região de Sumy”.

    Segundo a agência russa Ria Novosti, a aldeia foi tomada depois de submeter as posições ucranianas a ataques de artilharia e de drones FPV, obrigando os defensores a abandonar as suas posições e recuar.

  • Ministro lituano alerta que garantias de segurança oferecidas à Ucrânia não podem ser bluff

    Numa conferência de imprensa organizada após o encontro com o seu homólogo alemão, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Kestutis Budrys, alertou que quaisquer garantias de segurança oferecidas à Ucrânia como parte de um acordo para pôr fim à guerra com a Rússia têm de ser reais.

    “Não podemos estar a fazer bluff… A Rússia não acreditaria nos nossos bluffs. Tem de ser real… As garantias de segurança têm de ser muito claras”, afirmou, citado pela Reuters.

  • Zelensky confirma substituição do chefe do Serviço de Segurança e agradece o seu trabalho

    O presidente da Ucrânia recorreu à rede social X para confirmar publicamente que se reuniu com Vasyl Maliuk e que juntos estiveram a discutir potenciais candidatos para a nomeação como novo chefe do Serviço de Segurança do país.

    “Encarreguei Vasyl Maliuk de tornar as nossas operações assimétricas as mais fortes do mundo. Os recursos necessários e o apoio político estão disponíveis”, afirmou, agradecendo-lhe “pelo seu serviço militar” e propondo “que ele “se concentrasse especificamente nesta área”.

    Maliuk foi nomeado chefe da SBU em fevereiro de 2023, sucedendo a Ivan Bakanov, que foi demitido pela sua incapacidade em eliminar espiões russos. Sob a sua liderança, os serviços ucranianos realizaram várias operações de repercussão internacional, incluindo o ataque com recurso a drones a dezenas de bombardeiros estratégicos russos estacionados a milhares de quilómetros da Ucrânia. Maliuk foi também o responsável pelos ataques à ponte de Kerch, que liga a Crimeia ao território russo.

    Na rede X, Zelensky também foi informando ao longo da manhã que se encontrou com vários membros de alta patente da SBU para discutir questões operacionais, assim como com o seu ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba.

    “Discutimos a situação em torno da Ucrânia, abordando tanto os aspetos políticos como no plano da informação. É fundamental que a perspetiva da Ucrânia sobre os assuntos globais seja representada de forma eficaz e transmitida com força suficiente. Estou contente por Dmytro fazer parte da equipa da Ucrânia e concordámos em definir as orientações para uma maior cooperação”, declarou.

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