Momentos-chave
- Exército israelita estende ofensiva terrestre ao sul de Gaza
- Amnistia Internacional critica UE por “tentativa vergonhosa” de justificar genocídio em Gaza
- Milhares de israelitas protestam à chuva em frente ao gabinete de Netanyahu em Jerusalém devido à demissão iminente do líder do Shin Bet
- O que se sabe até agora
- 591 mortos nos ataques israelitas nas últimas 72 horas
- Exército de Israel intercetou míssil do Iémen
- Líderes europeus apelam ao "regresso imediato do acordo de cessar-fogo"
- "Gaza não está sozinha": Hamas saúda ataque dos Houthis a Israel
- "Trump apoia totalmente as ações israelitas em Gaza", diz Casa Branca
- Estados Unidos: "Hamas é responsável pelo recomeço da guerra"
- Em Bruxelas, Guterres disse estar "chocado com regresso da destruição em Gaza"
- 506 mortos e 809 feridos em Gaza desde 18 de março, segundo Ministério da Saúde de Gaza
- Ministério da Saúde de Gaza confirma 85 mortos em ataques israelitas a Gaza nesta quinta-feira
- Três rockets foram lançados sobre Telavive, sem quaisquer vítimas. Hamas reinvindicou ataque
- Hamas diz que ambas as partes estavam próximas de um acordo antes dos ataques israelitas
- Cinco funcionários da UNRWA foram mortos em Gaza nos últimos dias, segundo chefe da agência
- Sobe para 58 o número de mortos dos ataques israelitas contra Gaza realizados durante a noite
- Forças israelitas recomeçaram operações no terreno em Gaza
- Hamas anuncia que estão a decorrer negociações com mediadores para pôr fim a ofensiva israelita em Gaza
- 710 mortos e 900 feridos em Gaza nas últimas 48 horas
- Número de mortos na Faixa de Gaza vítimas dos ataques israelitas sobe para 40 mortos
- Israel interceta segundo míssil do Iémen após fim do cessar-fogo em Gaza
- Ataques israelitas causam mais dez mortos na Faixa de Gaza
Histórico de atualizações
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O que se sabe até agora
- No momento, está a decorrer uma ofensiva israelita intensificada na Faixa de Gaza, com ataques aéreos e tropas terrestres a operar no terreno. Estes ataques resultaram em centenas de mortos e feridos entre a população palestiniana, com um número significativo de vítimas a serem mulheres e crianças. O mais recente balanço providenciado pelas autoridades de Gaza aponta para 591 vítimas mortais. As operações israelitas estão a ser justificadas como uma resposta às ações do Hamas, que é acusado de reiniciar as hostilidades e continuar a reter reféns, apesar de negociações de cessar-fogo.
- Os Estados Unidos, representados pelo Presidente Donald Trump e a embaixadora nas Nações Unidas Dorothy Shea, manifestaram apoio total às ações de Israel, acusando o Hamas de ser o principal responsável pelo atual conflito. Segundo os EUA, o Hamas é culpado de cometer atos terroristas e a sua recusa em libertar reféns justifica as ações militares de Israel.
- O Hamas, por seu lado, afirma que estava perto de chegar a um acordo de cessar-fogo antes da retomada dos ataques israelitas e denuncia a continuidade das negociações com mediadores para reestabelecer a trégua. Entretanto, o Hamas saudou o apoio de forças aliadas, como os rebeldes iemenitas Houthis, que têm lançado mísseis contra Israel em solidariedade à causa palestiniana.
- A comunidade internacional, incluindo figuras como o secretário-geral da ONU António Guterres, expressa preocupação com a reescalada da violência e o aumento das vítimas civis em Gaza. O Conselho Europeu lamentou a quebra do cessar-fogo e apelou ao reestabelecimento imediato do acordo, bem como à proteção dos civis e ao fornecimento de assistência humanitária à população da Faixa de Gaza.
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Encerramos aqui o liveblog desta quinta-feita. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos no Médio Oriente e o quarto dia da nova ofensiva terrestre de Israel contra a Faixa de Gaza neste outro artigo em direto.
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Governo israelita aprova demissão do chefe do Serviço de Segurança Interna
O governo israelita aprovou esta noite a demissão do chefe do Serviço de Segurança Interna (Shin Bet), Ronen Bar. A revelação foi feita pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, segundo o The Times of Israel.
Estava previsto que o último dia de Ronen Bar no cargo fosse a 20 de abril, mas o governo israelita antecipou-o para 10 de abril. Ainda assim, segundo a imprensa do país, o chefe do Serviço de Segurança Interna pode “sair” ainda mais cedo se os ministros aprovarem um substituto.
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Houthis relatam "agressão" dos EUA com ataques a regiões iemenitas
A cadeia televisiva iemenita Al-Massirah, controlada pelos houthis, noticiou esta quinta-feira que foram realizados novos ataques em duas regiões controladas por estes rebeldes do Iémen, referindo uma “agressão americana”.
Segundo a Al-Massirah, quatro ataques incidiram sobre o governo de Hodeida, no Mar Vermelho, e um quinto sobre Saada, “berço” do movimento no norte do país.
Os ataques ocorreram pouco depois de os militares israelitas terem dito que intercetaram um míssil disparado do Iémen.
Os Houthis mencionaram vários ataques feitos pelos EUA, depois de um bombardeamento no sábado, que os norte-americanos garantiram que mataram vários dirigentes do grupo. Por seu lado, os Houthis mencionaram que estes ataques causaram 53 mortos e 98 feridos.
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Presidente israelita desafia Netanyahu e questiona ataques na Faixa de Gaza
O Presidente israelita, Isaac Herzog, manifestou-se esta quinta-feira “profundamente perturbado” com o recomeço dos ataques na Faixa de Gaza e consequências destes no regresso dos reféns ali mantidos pelo Hamas, desafiando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
“É impossível não ficar profundamente perturbado com a dura realidade que se desenrola perante os nossos olhos”, afirmou Herzog numa declaração em vídeo, sem mencionar o nome do primeiro-ministro.
“É impensável retomar os combates enquanto se prossegue a missão sagrada de repatriar os nossos reféns”, acrescentou o chefe de Estado, cargo a que não competem poderes, mas que é geralmente respeitado.
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Exército israelita estende ofensiva terrestre ao sul de Gaza
O Exército israelita anunciou hoje estar a estender a sua ofensiva terrestre ao sul da Faixa de Gaza, à área de Rafah, após disparos de ‘rockets’ pelo movimento islamita palestiniano Hamas sobre Telavive.
O Hamas disparou vários ‘rockets’ em retaliação ao crescente número de civis palestinianos mortos e feridos nas últimas 72 horas, desde a retomada das operações militares israelitas.
“Nas últimas horas, as tropas realizaram operações terrestres na zona de Shabura, em Rafah”, declarou o Exército em comunicado, acrescentando que as suas operações prosseguem igualmente “no norte e no centro do território palestiniano”.
Após dois meses de uma trégua frágil, as tropas do Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, iniciaram na quarta-feira uma ofensiva terrestre em vários pontos próximos da fronteira com a Faixa de Gaza, depois de terem rompido o cessar-fogo na madrugada de terça-feira, com uma série de bombardeamentos, com o objetivo de pressionar o movimento islamita a libertar os últimos reféns sequestrados durante o ataque de 07 de outubro de 2023 a Israel.
O balanço desde o recomeço das hostilidades é de pelo menos 591 palestinianos mortos e 1.042 feridos, segundo o Governo de Gaza, liderado pelo Hamas.
Algumas horas antes, o braço armado do Hamas afirmou ter visado Telavive, a grande cidade do centro de Israel, com ‘rockets’, em resposta aos “massacres de civis” segundo o movimento cometidos por Israel em Gaza.
A Força Aérea israelita indicou ter intercetado um projétil e acrescentou que outros dois caíram em áreas desabitadas.
Ao fim da tarde, as sirenes de alerta antiaéreo soaram em Jerusalém. O Exército indicou que tinham sido desencadeadas por “um projétil disparado do Iémen”, país em grande parte controlado pelos rebeldes Huthis, aliados do Hamas.
Após semanas de impasse, Israel efetuou na terça-feira os ataques mais mortíferos na Faixa de Gaza desde o início da trégua com o Hamas, a 19 de janeiro.
O diretor da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos no Médio Oriente (UNRWA), Philippe Lazzarini, lamentou hoje “um desencadear sem fim das mais desumanas provações” para a população, cercada e atingida por uma grave crise humanitária.
“Estamos sitiados, confrontados com a morte e o sofrimento. Estamos exaustos. Todos os dias nos deslocamos de um sítio para outro, de uma tenda para outra, de uma casa para outra”, declarou Maysaa Abu Nasr, uma mulher cuja casa de família foi destruída por bombardeamentos em Beit Lahia, no norte de Gaza, citada pela agência de notícias francesa, AFP.
“Queremos um cessar-fogo! Somos um povo palestiniano indefeso”, disse Mohammed Hussein, um homem que veio visitar os restos mortais dos seus familiares, mortos no Hospital Indonésio, no norte do território.
Netanyahu, que hoje recebeu “total apoio” do Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou que estes ataques são “apenas o começo” e que a pressão militar é “essencial” para garantir a libertação dos reféns ainda nas mãos do Hamas.
Das 251 pessoas sequestradas durante o ataque de dimensões sem precedentes do Hamas a Israel, 58 continuam detidas em Gaza, 35 das quais foram entretanto declaradas mortas pelo Exército israelita.
Hoje de manhã, o Exército proibiu toda a circulação na estrada Salaheddin, o principal eixo rodoviário que liga o norte ao sul da Faixa de Gaza.
Para fugir do norte do território, centenas de palestinianos tomaram então a estrada Al-Rashid, que corre ao longo da costa, em direção ao sul, alguns a pé, outros em carroças, transportando alguns pertences.
O porta-voz do Governo israelita, David Mencer, afirmou hoje que o Exército “controla agora o centro e o sul de Gaza” e está a criar uma zona tampão “entre o norte e o sul”.
Segundo um responsável do Ministério do Interior do Governo do Hamas, o Exército israelita fechou na quarta-feira o cruzamento dos Mártires, que os israelitas designam como cruzamento de Netzarim, a principal via de ligação entre a cidade de Gaza e o sul do território, situada na estrada de Salaheddin, e destacou tanques para o local.
O Exército anunciou também ter matado o chefe da segurança interna do Hamas em Gaza, num ataque realizado nos últimos dias.
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Amnistia Internacional critica UE por “tentativa vergonhosa” de justificar genocídio em Gaza
A Amnistia Internacional criticou hoje a ausência de qualquer referência a Israel nas conclusões do Conselho Europeu sobre o cessar-fogo em Gaza, quebrado por Telavive, considerando tratar-se de uma “tentativa vergonhosa” de justificar um genocídio.
“Depois de 17 meses do genocídio de Israel em Gaza, é extraordinário que a União Europeia se recuse a referir a Israel, condenar os bombardeamentos que aniquilaram famílias inteiras ou o bloqueio de ajuda humanitária”, afirmou a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI), em comunicado.
A ONG acrescentou que a ausência de qualquer referência a Israel nas conclusões da cimeira de líderes é “mais uma tentativa vergonhosa de tentar justificar o genocídio de Israel e os crimes de guerra contra os palestinianos”.
Ao criticar que desde outubro de 2023, a UE continua dividida face à operação militar israelita em Gaza, a AI pediu aos Estados-membros que continuam a apoiar Israel para deixarem de enviar armamento para o país, “quebrando as obrigações para prevenir um genocídio”.
Reunido em Bruxelas, o Conselho Europeu deplorou a quebra do cessar-fogo na Faixa de Gaza, lamentando o “grande número de vítimas nos recentes bombardeamentos” realizados por Israel.
De acordo com as conclusões da reunião, o Conselho Europeu “deplora a quebra do cessar-fogo em Gaza, que causou um grande número de vítimas nos recentes bombardeamentos” e “a rejeição por parte do [movimento islamita palestinianos] Hamas de entregar os reféns restantes”.
Os líderes dos 27 Estados-membros pediram o regresso imediato do cessar-fogo no enclave palestiniano, em vigor desde janeiro, e que permitiu o acesso de ajuda humanitária à população.
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Israel afirma ter atacado instalações militares do Hezbollah no Líbano
Segundo o Haaretz, as IDF dizem ter atacado instalações militares do Hezbollah no Líbano, uma com infra-estruturas terroristas subterrâneas na zona de Beqaa e outra onde identificaram o Hezbollah a operar no sul do Líbano.
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Milhares de israelitas protestam à chuva em frente ao gabinete de Netanyahu em Jerusalém devido à demissão iminente do líder do Shin Bet
De acordo com o Haaretz, estão concentrados milhares de israelitas em frente ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, onde o governo israelita está reunido para aprovar a demissão do líder do Shin Bet, Ronen Bar.
Em causa está a investigação de Bar a um caso de corrupção que envolve os assessores de Netanyahu e as suas ligações ao Qatar. O primeiro-ministro israelita tem classificado tal atuação como um ataque com motivações políticas e causa para perda de confiança política quanto ao diretor do Shin Bet, que é a agência de segurança interna do país.
Nos protestos — que já decorrem na sequência de uma reforma judicial promovida por Netanyahu e que ameaça a separação de poderes em Israel — as palavras de ordem têm sido contra o que se teme o caminhar do país para uma ditadura.
Carmi Gillon, um antigo chefe do Shin Bet, disse ao Haaretz que é possível que nesta noite estejamos a assistir a um dos últimos protestos democráticos no Estado de Israel”
“Em nome da sua sobrevivência pessoal, Netanyahu está a sacrificar o Shin Bet esta noite, o procurador-geral no domingo e, no final desta semana, a destruição do estatuto do Supremo Tribunal”, atirou.
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Embaixadora israelita no Reino Unido afirma que "Hamas quebrou o cessar-fogo, não Israel"
Em declarações à Sky News, Tzipi Hotovely disse que é o Hamas quem tem “culpa direta” quanto ao mais recente balanço de mortos e feridos na Faixa de Gaza após o reatar do conflito armado de Israel.
Confrontada com a sugestão de que terá sido Israel a parte responsável por não levar as novas negociações de cessar-fogo a bom porto, a embaixadora israelita disse que foi o Hamas a não respeitar os trâmites originalmente estabelecidos.
“O quadro era muito claro. O Hamas tinha de libertar reféns todas as semanas. Esperámos três semanas sem que nenhum refém fosse libertado”, atirou. “Esperam que Israel se sente e não faça nada quando 59 dos nossos cidadãos estão a morrer nos túneis? Esperam que Israel não atue?”, continuou.
“Israel não tem outra escolha. Em vez de exercer pressão sobre uma organização terrorista, não estamos a lidar com um governo britânico simpático. Estamos a lidar com terroristas”, afirmou ainda.
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Palestina condena "desprezível dualidade de critérios" a favor de Israel
O representante da Palestina na ONU condenou esta quinta-feira uma “desprezível dualidade de critérios” em que Israel “tem o direito de matar e deslocar” palestinianos, enquanto o povo de Gaza tem apenas o “direito de morrer e desaparecer”.
Numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) focada nos reféns ainda retidos pelo grupo extremista Hamas, o embaixador da Palestina, Riyad Mansour, afirmou que também Israel está a reter os corpos de centenas de cidadãos palestinianos, negando às suas famílias o direito de dar aos seus entes queridos um enterro digno.
“Israel considera que é uma barbárie apenas se os atos forem atribuídos ao Hamas. Mas é justificada se for cometida por Israel. É barbárie se o ato for contra um israelita. E é legítimo se o ato for contra um palestiniano”, disse Mansour.
“Vejam esta desprezível dualidade de critérios. Israel tem o direito de matar e mutilar. Deter e torturar arbitrariamente. Deslocar, destruir e devastar. E nós temos o direito de morrer e desaparecer. Mas não é assim que o direito internacional funciona”, insistiu, frisando que existem ações proibidas independentemente da identidade dos perpetradores e das vítimas.
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591 mortos nos ataques israelitas nas últimas 72 horas
O número de mortos subiu para 591 nos ataques israelitas nas últimas 72 horas.
De acordo com a Al Jazeera, pelos menos 1042 pessoas ficaram feridas e um número desconhecido de pessoas permanece sob os escombros.
Mais de 70% dos mortos nos últimos dias são mulheres e crianças, segundo a informação avançada.
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Exército de Israel intercetou míssil do Iémen
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) intercetaram um míssil do Iémen.
De acordo com o The Times of Israel, o míssil balístico lançado contra Israel pelos Houthis do Iémen não causou feridos nem danos.
O exército israelita afirmou que o míssil foi abatido antes de atravessar as fronteiras do país. As sirenes soaram em Jerusalém e em várias cidades vizinhas.
Este é o terceiro ataque dos Houthis a Israel nos últimos dois dias e o segundo desde o início da manhã desta quarta-feira.
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Líderes europeus apelam ao "regresso imediato do acordo de cessar-fogo"
“O Conselho Europeu lamenta a rutura do cessar-fogo em Gaza, que causou um grande número de vítimas civis nos recentes ataques aéreos”, afirmou o Conselho em comunicado, citado pelo The Times of Israel. Lamenta, também, “a recusa do Hamas em entregar os restantes reféns”.
O Conselho Europeu apelou a um “regresso imediato do acordo de cessar-fogo e de libertação dos reféns”, bem como ao “acesso sem entraves” e à distribuição sustentada de assistência humanitária à Faixa de Gaza.
“Este acesso e distribuição, bem como o fornecimento de eletricidade a Gaza, incluindo para as centrais de dessalinização de água, devem ser retomados imediatamente”, lê-se na declaração.
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"Gaza não está sozinha": Hamas saúda ataque dos Houthis a Israel
Abu Obaida, o porta-voz das Brigadas Al-Qassam do Hamas, saudou os rebeldes Houthis do Iémen pela “posição honrosa e apoio direto” à população da Faixa de Gaza.
A declaração foi feita depois de os Houthis terem disparado um míssil contra o aeroporto Ben-Gurion, em Israel.
“Hoje, os mísseis iemenitas cruzaram-se com os mísseis de Gaza nos céus de Telavive, confirmando que Gaza não está sozinha”, afirmou Abu Obaida.
O porta-voz das Brigadas Al-Qassam apelou, ainda, ao mundo para que “se envolva na batalha” e continue a apoiar Gaza, num esforço para forçar Israel a parar o “genocídio”.
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"Trump apoia totalmente as ações israelitas em Gaza", diz Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos “apoia totalmente as operações aéreas e terrestres de Israel na Faixa de Gaza”, garantiu a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, segundo o The Times of Israel.
“Donald Trump apoia totalmente Israel, as IDF [Forças de Defesa de Israel] e as ações que realizaram nos últimos dias”, afirmou a porta-voz norte-americana aos jornalistas.
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Estados Unidos: "Hamas é responsável pelo recomeço da guerra"
A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Dorothy Shea, afirmou que o Hamas “é o único responsável pela guerra e pelo recomeço das hostilidades” em Gaza.
Depois de o grupo não ter respondido aos avisos de Donald Trump para libertar todos os reféns, os norte-americanos acusam o Hamas de não querer aceitar propostas para estender o cessar-fogo.
“Temos de reconhecer o Hamas pelo que ele é: uma organização terrorista selvagem que cometeu propositadamente o pior massacre de judeus desde o Holocausto”, sublinhou a embaixadora dos Estados Unidos.
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Forças israelitas anunciam mortes de terroristas em Gaza
As Forças de Defesa de Israel e o Shin Bet, os serviços de informação israelitas, anunciaram num comunicado conjunto que mataram o líder da segurança interna do Hamas, Rashid Jahjuh.
Nesta operação realizada pelas duas organizações, foram assassinados outros terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica em ataques direcionados, noticia o Haaretz.
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Refém israelita acusa Hamas de roubar ajuda humanitária da ONU
O refém israelita libertado Eli Sharabi disse ao Conselho de Segurança da ONU que viu os membros do Hamas que o sequestraram a beneficiar de ajuda humanitária da ONU, de acordo com o Haaretz. “Quando falamos de ajuda humanitária, lembrem-se disto: [os membros do] Hamas comem como reis, enquanto os reféns passam fome”, disse.
“Eu sei que vocês discutem a situação humanitária em Gaza com frequência, mas deixe-me dizer-vos, como testemunha, eu vi o que acontecia a esta ajuda humanitária. Eu vi os terroristas do Hamas a carregar caixas com os emblemas da ONU e da UNRWA para os túneis. Dezenas e dezenas de caixas, pagas pelo vosso governo, a alimentar terroristas que me torturaram e mataram a minha família. Eles comiam várias refeições por dia (a ajuda humanitária da ONU) à nossa frente e nós nunca recebíamos nada”, contou.
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Em Bruxelas, Guterres disse estar "chocado com regresso da destruição em Gaza"
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse estar “chocado com regresso da destruição em Gaza”, com o recomeçar dos bombardeamentos israelitas ao enclave palestiniano.
De visita a Bruxelas no âmbito da reunião do Conselho Europeu, Guterres voltou a pedir para que as hostilidades na região voltassem a cessar numa conferência de imprensa com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
“A população palestiniana já sofreu tanto e por isso renovo o meu apelo para que o cessar-fogo seja respeitado e que haja um acesso humanitário total a todas as áreas da faixa de Gaza e a libertação imediata de todos os reféns”, disse ainda Guterres, sublinhando que uma solução com dois estados era “a única forma de conseguir a paz no Médio Oriente”.