Histórico de atualizações
  • Fechamos aqui este liveblog no qual estivemos a acompanhar as decisões do BCE na sua reunião de política monetária. As taxas de juro não foram alteradas.

    Pode ler o especial sobre a reunião e as reações no texto que agora publicamos.

    Acabaram os cortes de juros, confirma o BCE, que promete socorrer França nos mercados “se for necessário”

    Obrigada por nos ter acompanhado.

  • Lagarde termina conferência de imprensa a recusar dar pistas sobre futuras decisões de política monetária

    Na reta final da conferência de imprensa, Christine Lagarde recusou encurralar-se no que diz respeito a futuras decisões de taxas de juro, repetindo que o BCE está atento a “desafios” como um possível regresso das tensões comerciais ou uma flutuação excessiva no valor do euro nos mercados cambiais.

    Evitando dar pistas sobre se esta “pausa” nas taxas de juro – nos 2% desde há duas reuniões do conselho do BCE – vai continuar, Lagarde diz que a cúpula da autoridade monetária concordou em tomar decisões com base nos dados, olhar para esses dados reunião a reunião, sem se comprometer com um trajeto pré-definido para as taxas de juro.

  • Lagarde garante não houve, "de todo", um debate sobre o TPI, o programa que pode intervir nos mercados de dívida

    Christine Lagarde garante que neste conselho do BCE não foi discutido, “de todo”, o TPI, o programa que pode intervir nos mercados de dívida caso surjam turbulências nos mercados de dívida soberana na zona euro.

    Sobre esse programa, que nunca foi usado na prática desde que foi criado (há cerca de um ano), Lagarde diz que “temos de nos lembrar sempre que há um conjunto de critérios: 1) a avaliação do mercado e 2) a decisão do conselho do BCE”. “Não há uma regra automática, há sempre uma decisão” por parte do conselho do BCE no sentido de intervir nos mercados se for necessário para, por exemplo, conter os juros de França.

  • "Estamos sempre a monitorizar os desenvolvimentos nos mercados", lembra Lagarde, admitindo intervir "se necessário"

    Questionada sobre a crise política em França, Lagarde sublinha que não comenta países em particular, porque o BCE é um organismo europeu que não “estreita” as suas análises a países individuais. Mas a presidente da autoridade monetária diz-se “confiante de que os países, todos eles, vão querer respeitar as regras orçamentais“.

    “Estou confiante de que os responsáveis políticos vão querer reduzir a incerteza o mais possível”, referiu Christine Lagarde, procurando alargar os seus comentários a todos os países. Lagarde lembra que “há um conjunto de regras orçamentais que são as regras internas que os países têm de respeitar” e afirma que “todos os governos, estejam onde estiverem, vão querer operar de acordo com essas regras“.

    Numa outra questão sobre se admite comprar dívida francesa, Lagarde voltou a fugir a comentários específicos. “Estamos sempre a monitorizar os desenvolvimentos dos mercados e, neste momento, os mercados de dívida soberana europeia estão a funcionar de forma ordenada e fluída, como boa liquidez”, afirmou Lagarde.

    “Mas nós precisamos de estabilidade financeira para assegurar uma boa transmissão da política monetária – e estamos convencidos de que temos todos os instrumentos para, se necessário, intervir caso essa transmissão não seja eficiente em toda a zona euro”, sublinha a presidente do BCE.

  • "A inflação está onde queremos que ela esteja", diz Christine Lagarde. "O processo desinflacionista terminou"

    “O processo desinflacionista terminou“, afirma Christine Lagarde, explicitando que está a referir-se “às causas de inflação que vimos nos últimos trimestres”. A declaração está a ser lida pelos analistas como um sinal de que terminou o ciclo de descidas de taxas de juro (e o próximo movimento, aconteça ele quando acontecer, pode ser em alta).

    Recuperando a formulação feita anteriormente, que sinalizou a “pausa” que foi decidida nos últimos meses, Lagarde pergunta a si própria: “Ainda estamos numa boa posição? Continuamos, sim, numa boa posição, porque a inflação está onde queremos que ela esteja”.

    “A economia interna mostra resiliência, o mercado de trabalho
    Mas isso não quer dizer que estejamos numa posição “pré-determinada”, diz Lagarde, acrescentando que o BCE irá “decidir de acordo com os dados para garantir que continuamos a estar numa boa posição”.

    Lagarde acrescenta que “houve uma decisão unânime no conselho do BCE para deixar as taxas de juro inalteradas, debatemos as projeções e os riscos mas aquilo que vos digo é algo que foi unânime à volta da mesa”.

  • Acordos comerciais reduziram um pouco a incerteza mas Lagarde continua preocupada com tarifas

    Os acordos comerciais com a administração Trump reduziram um pouco a incerteza mas esse ainda é um fator que preocupa o BCE, tal como são o risco de turbulência nos mercados financeiros e nos conflitos como a guerra na Ucrânia.

    Christine Lagarde mostra-se preocupada com os riscos no comércio externo para a inflação – tanto no sentido de poder baixá-la demasiado como fazê-la subir. Por outro lado, embora possam ter um impacto positivo na economia, os planos de investimentos em defesa e infraestruturas podem fazer subir a inflação.

  • Lagarde vê "algum ímpeto positivo" na evolução da economia europeia apesar de indefinição no comércio externo

    Christine Lagarde diz que “a economia cresceu 0,7% em termos acumulados na primeira metade do ano, graças à resiliência na procura interna”. O crescimento foi mais robusto no primeiro trimestre do que no segundo, em parte devido a uma antecipação que houve face às tarifas (no primeiro trimestre) que, depois, se inverteu no segundo trimestre.

    Mas Lagarde mostra-se otimista. Os indicadores para a indústria e serviços continuam a indicar que estes setores estão a crescer, “sinalizando algum ímpeto positivo” na economia europeia.

    “A força do mercado de trabalho dá sinais de algum enfraquecimento mas continua robusta”, considera a presidente do BCE.

    Ainda preocupada com as alterações no comércio mundial, provocadas por Trump, Lagarde diz que “é crucial tornar mais robusta e produtiva a economia europeia, tendo em conta a indefinição geopolítica”. Os governos devem avançar na aplicação das recomendações do Relatório Draghi, recomenda.

  • BCE, como tem sido hábito, não se compromete com futuras decisões de política monetária

    No início da conferência de imprensa de Christine Lagarde, lê o comunicado que já foi emitido publicamente há cerca de 30 minutos e reforça que as próximas decisões de política monetária “irão depender da avaliação da inflação e dos riscos à sua volta”.

    Por outro lado, essas decisões irão basear-se nas dinâmicas da inflação subjacente (excluindo preços da energia) e na robustez da transmissão da política monetária – o que significa o grau de efeito que as decisões de política monetária têm na economia real que o BCE quer provocar.

    Como tem sido hábito nos últimos meses, o BCE não se compromete com futuras decisões de política monetária.

  • BCE prevê inflação um pouco mais alta em 2025 e 2026 mas mais baixa em 2027

    Também nas novas previsões macroeconómicas, o BCE prevê que a inflação seja um pouco mais alta em 2025 e 2026 mas mais baixa em 2027.

    A taxa de inflação em 2025 deverá ser de 2,1% em 2025, uma décima mais do que o previsto em junho (2%). Depois, em 2026, a previsão é que a inflação baixe para 1,7% (1,6% era a anterior previsão).

    Em 2027, porém, a taxa de inflação ficará em 1,9%, um pouco abaixo dos 2% que estavam anteriormente estimados.

  • Alô, investidores na dívida de França? Logo no comunicado, BCE lembra que está disponível para intervir nos mercados

    Era previsível que Christine Lagarde dissesse isso em viva voz, na conferência de imprensa, mas o BCE decidiu colocar logo no comunicado uma referência ao Instrumento de Proteção da Transmissão (Transmission Protection Instrument, ou TPI) e à possibilidade de ele ser usado para combater quaisquer “perturbações indesejáveis” nos mercados financeiros.

    Na prática, o BCE recorda que este instrumento está disponível para intervir nos mercados com a compra de dívida pública, por exemplo, para combater um agravamento significativo dos juros de França. O banco central tem vindo a comprar cada vez menos dívida pública dos países, ao longo dos últimos anos, mas este é um programa que nunca foi usado, na prática, mas que pode entrar em cena se o BCE assim entender, comprando dívida dos países e evitando (ou limitando) a desvalorização do preço dessas obrigações (e a consequente dilatação dos respetivos juros implícitos).

    “O Conselho do BCE está pronto para ajustar todos os seus instrumentos dentro do seu mandato, de forma a garantir que a inflação estabiliza na sua meta de 2% a médio prazo e a preservar o bom funcionamento da transmissão da política monetária”, refere o comunicado. “Além disso, o Instrumento de Proteção da Transmissão está disponível para combater dinâmicas de mercado injustificadas e desordenadas que representem uma séria ameaça à transmissão da política monetária em todos os países da área do euro”, acrescenta-se.

  • BCE melhora previsões de crescimento da economia da zona euro em 2025

    Nas previsões macroeconómicas atualizadas, os economistas do BCE melhoraram as previsões de crescimento da economia da zona euro em 2025 – passa a ser previsto um crescimento de 1,2%, acima dos 0,9% previstos em junho.

    Já o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi revisto ligeiramente em baixa, para 1% e a previsão para 2027 mantém-se inalterada em 1,3%.

  • BCE mantém taxa de juro inalterada em 2%, como era esperado

    O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira manter feira s taxa de juro inalterada em 2%, pela segunda reunião consecutiva, numa altura em que prevê que o crescimento continue e a inflação se mantenha estável.

    Os mercados e analistas já previam que o BCE iria manter a taxa de juro inalterada nestes 2%, um valor considerado neutro para a zona euro, ou seja, que não estimula nem trava o crescimento económico.

    Esta reunião do BCE realizou-se depois da nova queda de um Governo em França na segunda-feira e o recrudescimento das guerras da Rússia na Ucrânia, com o ataque à Polónia, e no Médio Oriente, com o ataque de Israel em território do Catar.

  • Boa tarde,

    Abrimos este artigo liveblog para acompanhar a conferência de imprensa de Christine Lagarde, após a reunião do BCE – que deverá ser a última em que participou Mário Centeno, como governador do Banco de Portugal. A conferência começa pelas 13h45, hora em Lisboa, com a decisão sobre taxas de juro revelada meia hora antes.

    A expectativa dos analistas é que o BCE deverá manter a taxa de juro dos depósitos (a mais importante para a política monetária da zona euro) inalterada em 2%.

    As atenções estarão viradas para as pistas que Lagarde poderá dar sobre mudanças futuras na taxa de juro, sobre as previsões económicas atualizadas e, também, sobre a crise política em França.

    A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou na última segunda-feira que os riscos de um colapso governamental em qualquer país da zona euro são preocupantes – poucas horas, caía o governo francês.

    Presidente do BCE alerta sobre riscos da crise política em França

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