Momentos-chave
- Síria prolonga cessar-fogo com forças curdas
- Irão rejeita resolução das Nações Unidas a condenar morte de manifestantes
- Casa Branca acredita que encontro entre Putin e Zelensky está "muito perto" de acontecer
- Próxima reunião trilateral deve acontecer a 1 de fevereiro
- Meloni exige respeito a Trump pelo papel das forças da NATO no Afeganistão
- Macron grato a tropas francesas após declarações “inaceitáveis” de Trump sobre Afeganistão
- Alemanha lembra “preço alto” do conflito no Afeganistão e repudia críticas de Trump
- Ministra russa acusa Ucrânia de atacar médicos durante reunião em Abu Dhabi
- Líder supremo do Irão levado para "bunker" escondido face a receios de um ataque pelos EUA
- Trump ameaça Canadá com tarifas de 100% caso assine acordo comercial com a China
- Zelensky diz que negociações foram "construtivas" e admite mais encontros já na próxima semana
- Houve "interação direta" entre representantes da Ucrânia e da Rússia na reunião de hoje
- Negociações em Abu Dhabi já terminaram, por hoje, diz a Reuters
- Irão tem "o dedo no gatilho", avisa comandante da Guarda Revolucionária de Teerão
- Moscovo diz que atacou Ucrânia "em resposta" a alegados ataques de Kiev a "alvos civis na Rússia"
- Qualquer ataque dos EUA será considerado "uma guerra total", avisa o Irão
- Kiev critica Moscovo por estar a bombardear a Ucrânia enquanto decorrem negociações
- EUA atacam navio alegadamente envolvido em tráfico de droga no Pacífico, o primeiro caso (conhecido) desde captura de Maduro
- Recomeçaram as negociações trilaterais em Abu Dhabi
- Pentágono anuncia prioridade da segurança interna e apoio “mais limitado” aos aliados dos EUA
- Bombardeamentos russos sobre Kiev e Kharkiv fazem um morto e 15 feridos
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com as tensões geopolíticas mundiais ao longo do dia de ontem, sábado.
“Os dias de Delcy Rodríguez estão contados”, diz venezuelana María Corina Machado
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Síria prolonga cessar-fogo com forças curdas
Foi prolongado para 15 dias o acordo de cessar-fogo de apenas quatro dias (que acabava na noite deste sábado) em vigor entre a Síria e as forças curdas, revelou o ministro da Defesa sírio, citado pelo Times of Israel.
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O que aconteceu até agora
- A Casa Branca está otimista quanto à possibilidade de um encontro entre o Presidente Vladimir Putin e o Presidente Volodymyr Zelensky, afirmando que essas negociações diretas estão “muito perto” de acontecer. Durante a última reunião trilateral entre a Rússia, a Ucrânia e os EUA, todos demonstraram “muito respeito” na procura por soluções;
- No mesmo sentido, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que as negociações em Abu Dhabi foram “construtivas”, com todos os intervenientes a concordarem apresentar relatórios sobre os aspetos discutidos. A Ucrânia expressou disponibilidade para continuar as negociações, com a possibilidade de novos encontros agendados para a próxima semana (1 de fevereiro);
- Em contrapartida, o Kremlin justificou os ataques noturnos à Ucrânia como uma resposta a alegados ataques de Kiev a alvos civis na Rússia. Estes bombardeamentos causaram mortes e deixaram a população ucraniana sem eletricidade, numa altura em que decorriam as negociações de paz em Abu Dhabi;
- O Presidente Donald Trump foi criticado por vários líderes europeus por comentários que minimizaram o papel dos aliados na NATO durante o conflito no Afeganistão. Personalidades como a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, repudiaram publicamente as declarações, recordando o sacrifício de soldados dos seus países durante a missão internacional no Afeganistão.
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Irão rejeita resolução das Nações Unidas a condenar morte de manifestantes
Teerão rejeitou uma resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas a condenar veementemente a “repressão violenta de protestos pacíficos” pelas forças de segurança que já fizeram milhares de mortos.
25 membros do conselho votaram a favor da resolução de censura. Sete países, incluindo China, Índia e Paquistão, votaram contra e 14 abstiveram-se.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas pediu ao Irão para parar a detenção e a morte dos manifestantes. Teerão respondeu que os patrocinadores ocidentais da reunião desse Conselho das Nações Unidas nunca se preocupou genuinamente com os direitos humanos no Irão, revelou a Al Jazeera.
“É irónico que estados cuja história se mancha de genocídios e crimes de guerra agora tente ensinar direitos humanos e controlo social”, disse Ali Bahreini, enviado especial do Irão para o encontro.
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Casa Branca acredita que encontro entre Putin e Zelensky está "muito perto" de acontecer
Um membro da administração Trump revelou que está “muito perto” de haver um encontro entre o Presidente da Rússia e o homólogo da Ucrânia, revelou o Independent. Questionado sobre a possibilidade de acontecer um encontro bilateral ou trilateral entre Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, essa fonte respondeu: “Eu diria que estamos muito perto”.
Durante o encontro trilateral deste sábado, outra fonte da Casa Branca, citada pela Reuters, diz que houve “muito respeito” entre todas as partes, “porque todos procuram soluções”.
Um porta-voz do governo dos Emirados Árabes Unidos, onde decorreu a reunião, disse que houve conversas cara a cara entre os representantes da Ucrânia e da Rússia — o que tem sido raro desde que começou a guerra.
“Estes encontros têm que acontecer, do nosso ponto de vista, antes de termos um encontro bilateral entre Putin e Zelensky ou trilateral entre Putin, Zelensky e Trump. Mas eu acho que não estamos muito longe de isso acontecer”, disse uma fonte norte-americana citada pela Reuters.
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Próxima reunião trilateral deve acontecer a 1 de fevereiro
Depois da reunião deste sábado entre Rússia, EUA e Ucrânia, os representantes dos três países devem sentar-se à mesa de negociações, novamente, no próximo domingo, 1 de fevereiro, escreveu o jornalista Barak Ravid, que cita fontes oficiais da Casa Branca.
Trilateral negotiations between U.S., Russia and Ukraine will resume next Sunday (8 days from now) in Abu Dhabi, U.S. official says https://t.co/4MGtqO1Mxo
— Barak Ravid (@BarakRavid) January 24, 2026
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Meloni exige respeito a Trump pelo papel das forças da NATO no Afeganistão
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou surpresa pelas declarações de Donald Trump a minimizar o papel das tropas da NATO no Afeganistão e exigiu respeito ao Presidente norte-americano.
“O Governo italiano tomou conhecimento com espanto das declarações do presidente Trump de que os aliados da NATO ‘ficaram para trás’ durante as operações no Afeganistão”, escreveu Meloni, que sempre se manifestou próxima de Donald Trump, num comunicado do Governo italiano.
“A Itália e os Estados Unidos estão unidos por uma forte amizade […] que se torna ainda mais necessária face aos muitos desafios que hoje enfrentamos. Mas, a amizade exige respeito, condição fundamental para continuarmos a garantir a solidariedade que é a base da Aliança Atlântica”, acrescentou Meloni.
A líder do Governo ultraconservador de Itália recordou que, “após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, a NATO ativou o artigo 5.º pela primeira e única vez na sua história: um ato extraordinário de solidariedade para com os Estados Unidos”.
“Itália respondeu imediatamente ao lado dos seus aliados, enviando milhares de soldados e assumindo a total responsabilidade pelo Comando Regional Ocidental, uma das áreas operacionais mais importantes de toda a missão internacional”, continuou Meloni.
A primeira-ministra italiana recordou ainda “o preço pago” pelo país: “53 soldados italianos foram mortos em combate e mais de 700 ficaram feridos enquanto participavam em operações de combate, missões de segurança e programas de treino para as forças afegãs”.
“É por isso que as declarações que minimizam a contribuição dos países da NATO no Afeganistão são inaceitáveis, especialmente quando vêm de um país aliado”, concluiu Meloni.
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Macron grato a tropas francesas após declarações “inaceitáveis” de Trump sobre Afeganistão
O Presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou a “gratidão” às famílias dos soldados franceses mortos no Afeganistão, após as declarações “inaceitáveis” feitas por Donald Trump, que questionou o empenho das tropas dos aliados da NATO, anunciou este sábado fonte da presidência francesa.
“Estas declarações inaceitáveis não exigem comentários. É às famílias dos soldados caídos que o Chefe de Estado deseja oferecer conforto e reiterar a gratidão e a respeitosa recordação da nação”, afirmou fonte da presidência francesa, citada pela agência France-Presse (AFP).
Numa entrevista dada na quinta-feira ao canal norte-americano Fox News, o presidente norte-americano criticou o papel de outros países membros da NATO durante os 20 anos de conflito no Afeganistão, alegando que os aliados “ficaram um pouco afastados da linha da frente” e que os Estados Unidos “nunca precisaram deles”.
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Alemanha lembra “preço alto” do conflito no Afeganistão e repudia críticas de Trump
O Governo alemão recordou hoje o “preço alto” para a Alemanha do conflito no Afeganistão, repudiando a alegação do Presidente dos EUA, Donald Trump, de que os aliados da NATO ficaram “um pouco afastados das linhas da frente”.
Numa declaração no WhatsApp, o ministro da Defesa alemão lembrou que as forças armadas germânicas (Bundeswehr) “estavam prontas quando os aliados americanos solicitaram apoio” depois do ataque terrorista islamita de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, tendo pago “um preço alto por esse compromisso”.
“Cinquenta e nove soldados e três polícias perderam a vida em combate, atentados ou acidentes”, enquanto “inúmeros outros sofrem ainda hoje com as sequelas físicas e psicológicas desse período”, precisou Boris Pistorius, citado pela agência de notícias France-Presse.
“Prometo-vos: honraremos o compromisso e a coragem dos nossos soldados no Afeganistão, independentemente das críticas”, acrescentou.
Numa entrevista na quinta-feira ao canal norte-americano Fox News, Donald Trump criticou o papel dos outros países membros da NATO durante os 20 anos de conflito (2001-2021) no Afeganistão, assegurando que os Estados Unidos “nunca precisaram deles”.
“Vão dizer que enviaram algumas tropas para o Afeganistão… e conseguiram, mas ficaram um pouco para trás, um pouco afastados das linhas da frente”, disse, afirmando que a NATO não ajudaria os Estados Unidos em caso de necessidade.
As declarações do Presidente norte-americano têm gerado críticas dos aliados europeus, nomeadamente do Reino Unido, que exigiu um pedido de desculpas, assim como dos governos de Itália e Dinamarca.
O antigo ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros português Augusto Santos Silva repudiou igualmente a acusação, elogiando, numa mensagem no Facebook, o “profissionalismo e competência” de milhares de militares portugueses e considerando que as declarações de Donald Trump “insultam também Portugal”.
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Ministra russa acusa Ucrânia de atacar médicos durante reunião em Abu Dhabi
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia de atacar uma ambulância no mesmo dia em que decorriam as conversas trilaterais em Abu Dhabi.
Vladimir Saldo, governador de Kherson, disse que três profissionais de saúde morreram na sequência de um ataque de drone da Ucrânia a uma ambulância. “Condenamos veementemente o ataque intencional das Forças Armadas da Ucrânia a civis e expressamos as nossas condolências às famílias e aos amigos das vítimas”, escreveu o governador, num comunicado citado pela agência russa Tass.
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Pelo menos 5.200 morreram nos protestos no Irão, segundo um novo balanço
O balanço da repressão às recentes manifestações contra o regime iraniano continua a agravar-se, segundo dados divulgados pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização sediada nos EUA. A entidade estima que pelo menos 5.200 pessoas tenham morrido e cerca de 41 mil tenham sido detidas durante a vaga de protestos que marcou o início do mês.
Apesar do “apagão” quase total da internet no Irão há mais de duas semanas, continuam a surgir informações fragmentadas a partir do interior do país. Embora não se registem manifestações significativas nos últimos dias, ativistas alertam que os números de mortos e detidos poderão ainda aumentar, à medida que novos casos sejam confirmados.
A HRANA baseia as suas estimativas numa rede de contactos no terreno e num processo de verificação cruzada que, em episódios anteriores de contestação, se revelou fiável. O número de vítimas mortais apontado pela organização ultrapassa o de qualquer outro ciclo de protestos das últimas décadas, evocando a violência vivida durante a Revolução Islâmica de 1979.
O regime iraniano divulgou esta semana o seu primeiro balanço oficial, apontando para 3.117 mortos. Segundo as autoridades, 2.427 seriam civis e membros das forças de segurança, classificando os restantes como “terroristas”.
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Líder supremo do Irão levado para "bunker" escondido face a receios de um ataque pelos EUA
O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, terá sido levado para um bunker subterrâneo em Teerão por motivos de segurança, segundo avança o site Iran International, ligado à oposição iraniana, via The Times of Israel.
De acordo com informações citadas pelo órgão de comunicação social, responsáveis de alto nível terão alertado para um “risco acrescido” de um eventual ataque dos EUA, o que levou Khamenei a refugiar-se numa instalação fortificada equipada com um sistema de túneis interligados.
Enquanto o líder supremo permanecer num esconderijo, a gestão quotidiana do seu gabinete estará a ser assegurada pelo seu terceiro filho, Masoud Khamenei, que, segundo a mesma fonte, passou a funcionar como principal intermediário entre o gabinete do pai e os restantes dirigentes do regime.
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ONU pede fim dos ataques russos que deixam milhares de ucranianos sem aquecimento nem luz
O coordenador humanitário das Nações Unidas para a Ucrânia condenou hoje veementemente “mais uma vaga de ataques russos” contra infraestruturas energéticas na Ucrânia, em violação do direito internacional humanitário, deixando milhares de pessoas sem aquecimento nem eletricidade.
“Este ciclo sistemático de ataques à infraestrutura energética viola o direito internacional humanitário e deve terminar. Os civis devem estar seguros e quentes nas suas casas e não viver com medo das perdas que a próxima ronda de destruição possa trazer”, afirmou hoje Matthias Schmale, numa mensagem nas redes sociais.
O representante do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) denunciou que a mais recente onda de ataques matou e feriu civis e deixou “milhares expostos ao rigoroso inverno”.
“Desde o início de 2026, os residentes da Ucrânia não sentiram alívio face aos ataques das Forças Armadas Russas”, afirmou.
Segundo o responsável, na noite passada, pelo menos uma pessoa foi reportada como morta, dezenas ficaram feridas e centenas de milhares enfrentam cortes de eletricidade, aquecimento e água.
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Trump ameaça Canadá com tarifas de 100% caso assine acordo comercial com a China
Donald Trump ameaça aplicar ao Canadá tarifas de 100% sobre todos os produtos caso Otava assine o acordo comercial que está a negociar com a China.
Numa publicação na sua rede social Truth Social, Trump dirigiu-se diretamente ao primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, em tom crítico. “Se ele pensa que vai transformar o Canadá num ‘porto de entrega’ para a China enviar mercadorias e produtos para os EUA, está redondamente enganado”, escreveu Trump.
Em causa estão as negociações entre Otava e Pequim com o objetivo de baixar as tarifas cobradas nos carros elétricos chineses que são vendidos no Canadá em troca de taxas mais baixas nos produtos agrícolas canadianos que vão para a China.
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Itália e Dinamarca repudiam críticas de Trump a aliados da NATO no Afeganistão
Os governos italiano e dinamarquês repudiaram hoje críticas do Presidente norte-americano, sobre o papel dos aliados da NATO no Afeganistão, que Donald Trump acusou de terem ficado “um pouco afastados das linhas da frente”.
“É insuportável que o Presidente americano esteja a questionar o compromisso dos soldados aliados no Afeganistão”, escreveu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, na rede social Facebook.
Os comentários da chefe do Governo dinamarquês surgiram depois de a Associação Dinamarquesa de Veteranos ter manifestado indignação com as declarações de Trump.
“Estamos sem palavras. A Dinamarca sempre apoiou os Estados Unidos e estivemos presentes em zonas de crise em todo o mundo quando os Estados Unidos nos pediram para o fazer”, escreveu a associação num comunicado.
Veteranos dinamarqueses apelam a uma marcha silenciosa no sábado, 31 de janeiro, em Copenhaga, para protestar contra os ataques de Trump.
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Zelensky diz que negociações foram "construtivas" e admite mais encontros já na próxima semana
Volodymyr Zelensky afirma que, de acordo com a informação que lhe foi transmitida pela delegação que esteve em Abu Dhabi, as negociações foram “construtivas” – e admite-se uma continuação do trabalho em conjunto “já na próxima semana“.
Numa publicação na rede social X, o Presidente ucraniano dá a reunião que começou sexta-feira e continuou neste sábado como “concluída” e “muito foi discutido“.
Do nosso lado, participaram hoje Rustem Umerov, Kyrylo Budanov, Andrii Hnatov, Davyd Arakhamiia, Sergiy Kyslytsya e Vadym Skibitskyi. Do lado americano, participaram Steve Witkoff, Jared Kushner, Dan Driscoll, Alexus Grynkewich e Josh Gruenbaum. O lado russo foi representado por membros dos serviços secretos militares e das forças armadas”, indica Zelensky.
“Todas as partes concordaram em apresentar relatórios nas respetivas capitais sobre cada aspeto das negociações e em coordenar os próximos passos com os seus líderes”, afirma Zelensky, acrescentando que “assumindo que haverá vontade de avançar – e a Ucrânia está disposta a isso – serão realizadas novas reuniões, possivelmente já na próxima semana”.
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UE assina acordo para criar tribunal que julgará invasão russa na Ucrânia
A União Europeia (UE) e o Conselho da Europa assinaram hoje um acordo para financiar uma equipa avançada, que preparará as bases para a criação de um tribunal que julgará a invasão russa na Ucrânia.
A equipa avançada preparará as bases institucionais, logísticas e organizacionais do Tribunal Especial para o Crime de Agressão contra a Ucrânia (STCA), um órgão que a Ucrânia e o Conselho da Europa concordaram em criar no passado dia 25 de junho, em Paris, refere a agência EFE.
O tribunal terá o mandato de processar altos líderes políticos e militares pela invasão russa à Ucrânia, algo para o qual o Tribunal Penal Internacional (TPI) não tem jurisdição.
“Os crimes impunes apenas incitam a futuras atrocidades. A libertação pela UE dos primeiros 10 milhões de euros para ajudar a estabelecer um Tribunal Especial para o Crime de Agressão contra a Ucrânia é um passo concreto em direção à justiça”, afirmou hoje a alta representante para os Negócios Estrangeiros da UE, Kaja Kallas, num comunicado.
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Exército israelita mata dois adolescentes em Gaza
Dois adolescentes palestinianos foram mortos hoje por um ataque de drone israelita em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, indicaram fontes médicas do enclave palestiniano, enquanto o exército israelita anunciou ter “eliminado vários terroristas”.
Os jovens, com 14 e 15 anos, respetivamente, morreram a oeste da chamada ‘linha amarela’, uma fronteira imaginária estabelecida pelo exército israelita, que normalmente dispara sobre quem se aproxima, pois considera automaticamente uma ameaça.
As forças israelitas afirmaram num comunicado que mataram “vários terroristas palestinianos” que cruzaram a ‘linha amarela’.
“Hoje, tropas do exército que operam no norte da Faixa de Gaza identificaram vários terroristas que atravessaram a Linha Amarela, colocaram um dispositivo explosivo na área e aproximaram-se das tropas, representando uma ameaça imediata para elas”, referia a nota militar.
“Após a identificação, as tropas atacaram e eliminaram os terroristas para eliminar a ameaça”, continuou o comunicado.
Questionada pela agência espanhola EFE, uma porta-voz do
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Houve "interação direta" entre representantes da Ucrânia e da Rússia na reunião de hoje
Houve alguma “interação direta” entre representantes da Ucrânia e da Rússia na reunião de hoje em Abu Dhabi, afirma a Sky News, cujas fontes garantem que essa interação foi “construtiva” e teve uma “atmosfera positiva“.
A julgar pela informação do canal britânico, os representantes dos dois países em guerra partilharam a mesma sala – algo que não foi claro que tenha acontecido ontem, no primeiro dia de negociações. Embora não haja confirmação oficial, admite-se que no primeiro dia a interação tenha sempre acontecido por interposta pessoa, neste caso os representantes dos EUA a mediarem a interação.
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Negociações em Abu Dhabi já terminaram, por hoje, diz a Reuters
As negociações trilaterais em Abu Dhabi já terminaram, por hoje, segundo a agência Reuters – uma informação ainda não confirmada oficialmente.
A agência Reuters cita uma fonte com conhecimento direto das negociações em curso que dá a entender que os trabalhos terminaram por hoje mas não exclui que possam continuar.