Momentos-chave
- Forças iranianas matam jovem jogador de futsal e mãe em frente aos filhos
- Irão terá detido médicos voluntários que socorreram manifestantes
- Chefe do poder judiciário do Irão promete punir culpados “sem a mínima misericórdia”
- Canadá clarifica que não assinará acordo comercial com a China após ameaças de Trump
- Comerciantes no Irão podem aceder à internet por 20 minutos após 17 dias de apagão digital
- Oitenta presos políticos libertados na Venezuela
- "Maior massacre de civis da História". Manifestantes mortos entre 8 e 9 de janeiro foram mais de 36.000, diz nova estimativa
- "Esmaguem-nos. Disparem a matar e não tenham misericórdia", terá ordenado o líder iraniano, Ali Khamenei, no auge dos protestos
- Zelensky diz que Europa, para seu bem, não pode perder territórios para o controlo russo
- Kremlin recusa negociar com chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e "prefere esperar" por um substituto
- Israel apoia, secretamente, milícias palestinianas que combatem o Hamas em Gaza, diz o The Wall Street Journal
- Mais de 30 mil pessoas terão sido mortas em dois dias nos protestos no Irão, segundo dados do próprio governo
- Rússia abateu 52 drones ucranianos na última noite
- "Os dias de Delcy Rodriguez estão contados", diz a venezuelana María Corina Machado
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Fica por aqui a cobertura das notícias deste domingo relacionadas com as tensões geopolíticas internacionais. Vamos continuar a acompanhar tudo o que se passa, no arranque de uma nova semana, neste novo liveblog.
Fique connosco!
“Os dias de Delcy Rodríguez estão contados”, diz venezuelana María Corina Machado
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O essencial do que aconteceu até agora
- Os protestos no Irão resultaram na morte de mais de 36.000 pessoas em apenas dois dias, entre 8 e 9 de janeiro de 2026. Este dado foi revelado por documentos confidenciais e testemunhos, sendo cerca de 10 vezes superior aos valores oficialmente divulgadas pelo governo iraniano. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria ordenado às forças de segurança para “esmagar” as manifestações, usando expressões como “disparem a matar” e “não tenham misericórdia” para acabar com os protestos.
- A tensão no Médio Oriente continua elevada, com o Irão a prender médicos e voluntários que ajudaram manifestantes feridos. O chefe do poder judicial iraniano prometeu julgamentos rápidos para os manifestantes detidos, exigindo punição sem misericórdia para os culpados. Estas ações seguem a onda de violência que, recentemente, resultou na morte de civis, incluindo uma mãe e um jogador de futsal, durante confrontos com as forças de segurança.
- A situação na região de Gaza mantém-se tensa, com os Estados Unidos e Israel a coordenarem os próximos passos na implementação de um plano para a região. Ao mesmo tempo, ataques israelitas contra alvos associados ao Hamas resultaram em vítimas mortais.
- Na Ucrânia, surgiram relatos de bombardeamentos russos sobre regiões como Kharkiv e Kherson, provocando mortos e feridos. Em resposta, as defesas antiaéreas ucranianas afirmam ter abatido a maioria dos drones e mísseis balísticos russos durante a noite. Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a uma vigilância europeia constante para evitar a perda de territórios para a Rússia, utilizando a Bielorrússia como exemplo de um protetorado russo.
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Forças iranianas matam jovem jogador de futsal e mãe em frente aos filhos
Atena Hosseinian foi morta a tiro a 8 de janeiro pelas autoridades iranianas durante os protestos contra o regime do Irão. A mulher estaria na companhia da sua família, incluindo o filho de nove anos, quando as forças de segurança dispararam diretamente à sua cabeça, revelou a agência Iran International.
Atena estaria em frente ao edifício do Govero, quando a violência escalou e as forças de segurança começaram a disparar contra a multidão. Os relatos ouvidos pela agência garantem que a polícia disparou a partir do edifício governamental, antes de este ser tomado pela multidão e incendiado.
Noutra data não apurada pela mesma agência, as forças de segurança mataram Mahan Mardani, um jogador de futsal de 23 anos. O jovem, que estava a tirar um mestrado em engenharia industrial, também foi morto durante os protestos.
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Libertada luso-venezuelana condenada a mais de 20 anos de prisão por conspiração contra Maduro. Carla passou mais de cinco anos na cadeia
Depois de mais de cinco anos em prisões da Venezuela, Carla da Silva foi libertada. A luso-venezuelana estava condenada a 21 anos de prisão por conspiração. Mãe chegou a denunciar tortura na prisão.
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Irão terá detido médicos voluntários que socorreram manifestantes
As autoridades iranianas terão detido profissionais e voluntários ligados à área da Saúde que socorreram manifestantes que ficaram feridos durante os protestos no Irão. A polícia invadiu as suas casas e as suas clínicas, denunciou o grupo Iran Human Rights (Direitos Humanos no Irão), com sede na Noruega, avançou a agência Iran International.
O IHR disse que as forças de segurança entraram nas casas, nas clínicas e em abrigos médicos temporários para impedir que estes voluntários continuassem a apoiar os manifestantes feridos e intimidar os médicos. O grupo revelou que o médico Ameneh Soleimani foi preso por tratar pessoas feridas. Khosrow Minaei, voluntário, foi detido depois de as forças de segurança terem invadido a sua casa — partindo vidros, bens e o seu carro.
O grupo de defesa dos direitos humanos dos iranianos disse que pelo menos outros quatro médicos foram presos pelo mesmo motivo, não havendo informação sobre o paradeiro destas pessoas.
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Chefe do poder judiciário do Irão promete punir culpados “sem a mínima misericórdia”
O chefe do poder judiciário do Irão prometeu hoje realizar julgamentos “o mais rapidamente possível” contra os manifestantes detidos durante os protestos contra o regime e punir os culpados “sem a mínima misericórdia”.
“O povo exige, com razão, que os acusados e os principais instigadores dos tumultos e atos terroristas e violentos sejam julgados o mais rapidamente possível”, declarou Gholamhossein Mohseni-Eje’i, citando pela agência Mizan, órgão do poder judiciário.
Prometendo “o máximo rigor” nas investigações, Mohseni-Eje’i disse que “a justiça envolve julgar e punir sem a mínima misericórdia os criminosos que pegaram em armas e mataram pessoas ou propagaram incêndios, destruição e massacres”.
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Canadá clarifica que não assinará acordo comercial com a China após ameaças de Trump
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou este domingo que não tem qualquer intenção de assinar um acordo de comércio livre com a China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado impor tarifas de 100% se assinasse. “De acordo com o USMCA [acordo comercial trilateral que inclui o México, o Canadá e os Estados Unidos], estamos empenhados em não procurar acordos de comércio livre com economias não de mercado sem notificação prévia. Não temos qualquer intenção de o fazer com a China ou qualquer outra economia não de mercado”, explicou, citado pela agência Efe.
As suas declarações surgem um dia depois de Trump ter afirmado nas redes sociais que, se o Canadá concordar com um acordo de comércio livre com a China, irá impor “uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadianos que entrem nos Estados Unidos”. Carney especificou que o objetivo dos acordos assinados durante a sua recente visita a Pequim é “corrigir alguns problemas que surgiram nos últimos anos” no comércio com o gigante asiático em setores como a agricultura, as pescas e os veículos elétricos.
O líder canadiano salientou ainda que Otava acabara de concordar com uma quota anual máxima de 49.000 de automóveis elétricos para entrar no Canadá com tarifas reduzidas. “Isto está totalmente de acordo com o acordo USMCA, com as nossas obrigações, que respeitamos profundamente ao abrigo deste acordo”.
Questionado sobre a razão pela qual Trump, que há menos de dez dias tinha manifestado apoio a um acordo entre o Canadá e a China, atacou subitamente Otava, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, pareceu aludir ao recente discurso de Carney no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça. “Não tenho a certeza do que o primeiro-ministro Carney está a fazer, além de tentar parecer virtuoso aos seus amigos globalistas em Davos. Não creio que esteja a fazer o melhor pelo povo canadiano”, disse Bessent em entrevista à ABC, também citada pela agência Efe.
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Médicos Sem Fronteiras diz que vai divulgar o nome de funcionários palestinianos para continuar a poder operar em Gaza e na Cisjordânia
A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou hoje que partilhará com as autoridades israelitas uma lista dos seus funcionários palestinianos, condição exigida para continuar a trabalhar em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Em comunicado, a organização lamenta que Israel “tenha deliberadamente colocado” a organização e os seus colegas palestinianos “na posição impossível de fornecer esta informação ou abandonar as centenas de milhares de palestinianos que necessitam de cuidados médicos vitais”.
No final do ano passado, Israel anunciou a revogação das licenças de funcionamento das ONG internacionais por não cumprirem novos requisitos que os trabalhadores humanitários descreveram como praticamente impossíveis de cumprir.
As autoridades israelitas tinham solicitado às ONG que apresentassem, no prazo de dez meses, uma série de documentos sobre a sua organização e operações, incluindo uma lista de todos os funcionários, no âmbito de um novo regulamento de registo que permite a rejeição de licenças se houver suspeita, por exemplo, de colaboração com “organizações terroristas” designadas como tal por Israel, como o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Agora, e como “medida excecional”, a MSF informou que vai fornecer a Israel “uma lista definida com os nomes dos funcionários palestinianos e internacionais, sujeita a parâmetros claros, dando prioridade à segurança do pessoal”.
“Esta decisão é o resultado de extensas discussões com os nossos colegas palestinianos e só será adotada com o consentimento expresso das pessoas envolvidas”, acrescenta a MSF, na mesma nota, citada pela Europa Press.
A organização não-governamental explica ainda o motivo para a sua relutância: “Estamos legitimamente preocupados em fornecer esta informação num contexto em que 1.700 profissionais de saúde foram mortos, incluindo 15 membros da equipa da MSF, desde outubro de 2023”.
A decisão de partilhar a informação já foi saudada pelo Governo israelita. “O anúncio da MSF é um passo na direção certa”, afirmou o ministro israelita dos Assuntos da Diáspora e da Luta contra o Antissemitismo, Amichai Chickli, em comunicado hoje divulgado, citado pela agência EFE.
“Temos pelo menos dois casos documentados de ativistas da MSF que estiveram diretamente envolvidos em terrorismo, nas organizações Hamas e Jihad Islâmica Palestina”, acrescentou.
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Comerciantes no Irão podem aceder à internet por 20 minutos após 17 dias de apagão digital
Os comerciantes iranianos podem ligar-se à internet durante 20 minutos por dia, na presença de um observador, quando se regista o 17.º dia de apagão digital no Irão, abalado nas últimas semanas por manifestações anti-regime.
“Os comerciantes devem registar-se para usar a Internet e, sob a supervisão de um observador, podem aceder durante cerca de 20 minutos”, anunciou o chefe da Câmara de Comércio Irão-China, Majid Reza Hariri, citado pelo meio Asriran.
Hariri comentou que o limite de tempo “não é ideal” e que, em 20 minutos, os comerciantes só podem consultar alguns e-mails.
A medida para controlar o acesso à Internet responde à preocupação das autoridades com possíveis ciberataques.
No entanto, não se conhece que órgão supervisiona a utilização da rede ou o tipo de conteúdo que pretende controlar.
“Este método não é uma solução adequada para o problema do corte da internet”, observou Hariri, acrescentando que as aplicações de mensagens se tornaram a principal ferramenta de comunicação com parceiros estrangeiros.
“Toda a nossa comunicação com outros países é feita através destas plataformas”, disse o responsável.
Afirmou ainda que é necessário encontrar soluções que protejam a infraestrutura do país sem dificultar a atividade económica.
“Devemos permitir que as empresas operem, protegendo ao mesmo tempo a segurança do país”, concluiu.
As autoridades iranianas dizem que ainda não têm dados sobre o custo económico do corte da Internet, que já dura há 17 dias.
No entanto, a NetBlocks, um grupo que monitoriza a Internet, relatou nos primeiros dias após a desconexão que cada dia de interrupção custa ao país mais de 37 milhões de dólares (cerca de 31,3 milhões de euros, ao câmbio atual).
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Oitenta presos políticos libertados na Venezuela
Esta operação, revelada pela ONG Foro Penal, sinaliza um avanço no processo de libertação de detidos, que tem decorrido de forma lenta e sob a pressão de Washington.
“Pelo menos 80 presos políticos, cujos casos estamos a verificar, foram libertados hoje em todo o país. É provável que ocorram outras libertações”, escreveu o diretor da Foro Penal, Alfredo Romero, numa publicação na rede social X.
Al menos 80 presos políticos que estamos verificando han sido excarcelados el día de hoy en todo el país. Probablemente se producen más excarcelaciones.
— Alfredo Romero (@alfredoromero) January 25, 2026
Uma das pessoas libertadas, refere Romero noutro post, é Kennedy Tejeda, “advogado, defensor dos direitos humanos e preso político em Tocorón desde 2 de agosto de 2024”, sendo que “já está em casa com a sua família”.
Excarcelado nuestro querido compañero Kennedy Tejeda, abogado, defensor de derechos humanos, preso político en Tocorón desde el 2 de agosto de 2024. Ya en su casa con su familia. @ForoPenal pic.twitter.com/ApvLwniXyL
— Alfredo Romero (@alfredoromero) January 25, 2026
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Damasco abre corredor humanitário para cidade de maioria curda
O Exército sírio anunciou hoje a abertura de um corredor humanitário para Kobané, uma cidade predominantemente curda no norte da Síria, para onde se dirigiram recentemente deslocados que fogem dos combates e um comboio da ONU com ajuda humanitária.
O Governo sírio anunciou no sábado o prolongamento por mais 15 dias do cessar-fogo com as forças curdas para facilitar a transferência pelos Estados Unidos de detidos do grupo extremista Estado Islâmico para o Iraque.
No início desta semana, habitantes de Kobané disseram à AFP que faltava comida, água e eletricidade e que a cidade estava inundada de pessoas que fugiram do avanço do Exército sírio.
Em comunicado, o Exército indicou que vai abrir dois corredores, um para Kobané e outro na província vizinha de Hassaké, a fim de permitir “a entrada de ajuda”.
“Graças à cooperação do governo sírio (…) um comboio de 24 camiões transportando alimentos essenciais, artigos de emergência e gasóleo” partiu para Kobané, “para fornecer ajuda vital aos civis afetados pelas hostilidades e pelo clima invernal”, declarou Gonzalo Vargas Llosa, representante da agência das Nações Unidas para os refugiados na Síria, citado pela AFP.
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Irão. Manifestantes pedem em Lisboa intervenção internacional contra repressão
Mais de 200 pessoas manifestaram-se hoje em Lisboa contra a repressão dos protestos no Irão, que já causou milhares de mortes, e a pedir a intervenção da comunidade internacional para travar o “holocausto iraniano”.
Os manifestantes empunhavam bandeiras do Irão, de Portugal, Israel e Estados Unidos, bem como cartazes com o rosto do príncipe herdeiro Reza Pahlavi, filho do xá deposto em 1979 pela Revolução Iraniana, e do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, e outros membros do partido participaram na marcha, que partiu do Marquês de Pombal em direção ao Terreiro do Paço pouco depois das 15h00, sob uma chuva intensa.
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Drone russo atinge edifício habitacional em Kharkiv
Um drone russo atingiu um edifício residencial de vários andares na cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, provocando vários feridos, segundo as autoridades locais citadas pelo portal Ukrinform.
O presidente da câmara, Ihor Terekhov, explicou que o ataque atingiu uma zona habitacional. Inicialmente, foi avançado que o impacto teria ocorrido num centro comercial no distrito de Saltivskyi, mas as autoridades esclareceram mais tarde que o alvo foi um prédio de habitação situado ali perto.
Não há, para já, um balanço oficial de vítimas mas o autarca confirmou através do Telegram que “há pessoas feridas”.
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Dezenas de detenções após invasão de prisão em Londres por manifestantes
Um grupo de manifestantes entrou na prisão em solidariedade com um recluso pró-Palestina que está em greve de fome. Foram detidas 86 pessoas.
Dezenas de detenções após invasão de prisão em Londres por manifestantes
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EUA e Israel alinhados sobre os próximos passos em Gaza
Estados Unidos e Israel estão alinhados sobre os próximos passos na implementação da segunda fase do plano para Gaza, após uma reunião com o primeiro-ministro israelita, disse hoje o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff.
“Os Estados Unidos e Israel mantêm uma relação sólida e duradoura, baseada numa estreita coordenação e prioridades partilhadas. A conversa foi construtiva e positiva, e ambas as partes concordaram com os próximos passos e com a importância de continuar a cooperação em todas as questões críticas para a região”, afirmou o enviado especial dos Estados Unidos da América para o Médio Oriente, Steve Witkoff na sua conta no X.
As declarações surgem após a reunião com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, este sábado, para avançar com a segunda fase de cessar-fogo em Gaza, que prevê um plano com 20 pontos.
Segundo Witkoff, o encontro, no qual participou uma delegação americana integrada também por Jared Kushner, genro de Trump e conselheiro para o Médio Oriente, Aryeh Lightstone e Josh Gruenbaum, consultadores do Conselho de Paz, abordou o progresso e o planeamento da segunda fase do “plano de paz” para Gaza proposto pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.
A sua mensagem no X acrescenta que “ambos os países estão a impulsionar [o desenvolvimento da segunda fase em Gaza] de forma conjunta”.
Witkoff e Kushner aterraram em Telavive, na tarde deste sábado, e a sua agenda em Israel ainda é desconhecida.
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Hamas acusa Israel de matar duas pessoas com ataque com drone em Gaza
Pelo menos duas pessoas morreram e várias ficaram feridas num ataque com drone israelita no bairro de Tuffah, no leste da Cidade de Gaza, acusa a Defesa Civil controlada pelo Hamas, segundo o The Times of Israel.
A imprensa palestiniana refere que o ataque ocorreu esta manhã numa área sob controlo do Hamas ao longo da linha de cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel não comentaram o incidente, reiterando apenas que este tipo de ações responde a violações do cessar-fogo por parte dos palestinianos.
Uma das vítimas mortais foi identificada como Mahmoud Qassem, descrito como um jovem, cujo corpo foi levado para o hospital Al-Ahli – tal como foram alguns feridos. A segunda vítima foi posteriormente transportada para o hospital Shifa, sem identificação divulgada. A Defesa Civil do Hamas acusa forças israelitas de terem dificultado o acesso das equipas de socorro ao local.
مشاهد لوصول شهيد وعدد من المصابين إلى مستشفى المعمداني إثر قصف إسرائيلي في حي التفاح شرق مدينة #غزة#فيديو pic.twitter.com/NWqCQfpNEO
— قناة الجزيرة (@AJArabic) January 25, 2026
O Ministério da Saúde de Gaza indicou que, nas últimas 24 horas, os hospitais receberam oito feridos e os corpos de três pessoas mortas em ações que são atribuídas ao exército israelita. Noutro incidente, Nur Farid Abu Sitta, de 26 anos, foi morto a tiro a sul de Khan Younis, segundo meios de comunicaçao palestinianos, sem confirmação oficial de Israel.
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Capitão de petroleiro suspeito de pertencer à frota fantasma russa sob custódia francesa
O capitão do petroleiro suspeito de fazer parte da frota fantasma russa, intercetado na quinta-feira no Mediterrâneo pela Marinha francesa, foi colocado sob custódia das autoridades na noite de sábado.
Depois da operação de quinta-feira, em que os comandos foram transportados de helicóptero para o petroleiro, a justiça marselhesa assumiu o caso e iniciou as investigações por falta de pavilhão.
O petroleiro, com o nome Grinch, foi intercetado na quinta-feira e rebocado no sábado para o porto de Marselha-Fos, no sul de França.
Agora, o Ministério Público de Marselha colocou sob custódia o seu capitão, de 58 anos e nacionalidade indiana, enquanto a restante tripulação, também de nacionalidade indiana, continua a bordo do petroleiro, segundo uma fonte citada pela agência France-Presse (AFP).
O petroleiro Grinch, com 249 metros de comprimento, surge com este nome na lista de navios da frota fantasma russa sancionada pelo Reino Unido, mas com o nome Carl na lista estabelecida pela União Europeia e pelos Estados Unidos.
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"Maior massacre de civis da História". Manifestantes mortos entre 8 e 9 de janeiro foram mais de 36.000, diz nova estimativa
Terão sido mortas pelo regime pelo menos 36.000 pessoas no auge dos protestos no Irão, entre 8 e 9 de janeiro, indica uma nova estimativa apontada pelo portal noticioso anti-regime Iran International. A contagem corresponde a cerca de 10 vezes mais mortes do que aquelas oficialmente reconhecidas por Teerão.
Esta é uma estimativa que tem por base “documentos confidenciais, dados recolhidos no terreno e relatos feitos por pessoal médico, testemunhas e famílias de vítimas”. O número é ainda superior às 30.000 mortes denunciadas numa notícia deste domingo, que tinha por base números (não públicos) do Ministério da Saúde local.
Este novo balanço, de pelo menos 36.000 mortes, confirma que “este foi o maior massacre de civis, em manifestações de rua, num período de apenas dois dias, em toda a História”, refere o Iran International
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"Esmaguem-nos. Disparem a matar e não tenham misericórdia", terá ordenado o líder iraniano, Ali Khamenei, no auge dos protestos
“Esmaguem-nos. Disparem a matar e não tenham misericórdia“, terá ordenado o líder iraniano, Ali Khamenei, no auge dos protestos contra o regime que, de acordo com relatos divulgados hoje, terão resultado na morte de mais de 30 mil pessoas só nos dois dias mais intensos (8 e 9 de janeiro).
Segundo a informação do The New York Times, o líder supremo do regime de Teerão deu ordens explícitas às forças de segurança para que “esmagassem” as manifestações “usando quaisquer meios necessários“.
“Disparar a matar” e “não mostrar misericórdia” foram algumas das ordens ouvidas pelos militares que, sobretudo naqueles dois dias mais intensos, terão matado dezenas de milhares de pessoas nas ruas de Teerão e de outras cidades.
Testemunhas indicaram que, naqueles dias, milhões de pessoas estavam nas ruas, em milhares de locais de protesto, quando as autoridades cortaram a internet e todas as outras comunicações com o exterior. Ao mesmo tempo, atiradores furtivos foram postos em telhados e camiões equipados com metralhadoras pesadas abriram fogo sobre os manifestantes
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Papa lamenta ataques contínuos que deixam população ucraniana exposta ao inverno
O papa lamentou hoje os “ataques contínuos” na Ucrânia, que expõem a população à dureza do inverno, e alertou que o prolongamento das hostilidades “alarga a fratura entre os povos” e afasta uma “paz justa e duradoura”.
“Também hoje em dia, a Ucrânia está a ser alvo de ataques contínuos que deixam populações inteiras expostas ao frio do inverno. Acompanho com dor o que está a acontecer. Estou perto e oro por aqueles que sofrem”, disse o pontífice da janela do Palácio Apostólico após rezar o Angelus de domingo.
Leão XIV acrescentou que “o prolongamento das hostilidades, com consequências cada vez mais graves para os civis, alarga a fratura entre os povos e distancia uma paz justa e duradoura”, pelo que apelou a intensificar “ainda mais” os esforços para acabar com a guerra.
Durante o seu discurso, o líder religioso saudou um grupo de jovens da Ação Católica em Roma, a quem agradeceu pelo seu compromisso com a paz e sublinhou que o seu trabalho ajuda os adultos a ver o mundo “de outra perspetiva, a da colaboração entre diferentes povos e povos”.
“Sejam ativistas pela paz em casa, na escola, no desporto, em todo o lado. Nunca sejas violento, nem com palavras nem com gestos, nunca”, enfatizou o pontífice, que insistiu que “o mal só é vencido com o bem.”
Por fim, o papa pediu para rezar pela paz na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como “em todas as regiões onde, infelizmente, estão a lutar por interesses que não são os dos povos”.
“A paz constrói-se no respeito pelos povos”, concluiu.