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    Atrelado de droga? “Ainda bem” que foi aberta uma investigação, diz Luís Neves

  • Hugo Soares diz que ministro esteve sempre ao leme dos acontecimentos

    O secretário-geral do PSD reconheceu esta segunda-feira a existência de “centenas de problemas” na correção dos exames nacionais, frisando que o ministro da Educação “não perdeu qualidade por causa disso” e “nunca deixou de estar ao leme dos acontecimentos”.

    “A prova de que [o ministro] não perdeu qualidade é que não deixou de estar ao leme dos acontecimentos, procurando mitigar e resolver os transtornos causados às famílias”, observou Hugo Soares, em declarações aos jornalistas em Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, onde participou num balanço das Jornadas “Estado da Nação – Governar com resultados”.

    Para Hugo Soares, a transformação em curso “é melhor para os alunos e os professores”, sendo necessário “corrigir os erros e esperar que, da próxima vez, tudo possa correr na perfeição”, evitando o “sobressalto que aconteceu às famílias portuguesas e é inegável”.

    Questionado sobre se o ministro da Educação tem condições para continuar no cargo, Hugo Soares sublinhou que “os ministros de um governo devem corrigir problemas e fazer mudanças”, sendo que a avaliação digital dos exames “é uma mudança grande, que evidentemente tem implicações e nem tudo correu bem”.

  • Federação Académica de Lisboa preocupada com implicações no acesso

    A Federação Académica de Lisboa (FAL) manifestou-se esta segunda-feira preocupada com as “potenciais implicações” no acesso ao Ensino Superior dos constrangimentos na classificação e divulgação das notas dos exames nacionais, pedindo garantias de equidade.

    “Importa garantir que todos os estudantes dispõem efetivamente das mesmas condições, da mesma informação e da mesma confiança no processo de candidatura ao Ensino Superior”, escrevem os representantes dos estudantes.

    A posição da FAL, que ainda não se tinha pronunciado sobre os exames nacionais, surge depois de o ministro da Educação ter confirmado esta segunda-feira que os calendários do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior vão manter-se, apesar dos atrasos na divulgação das notas.

  • Fenprof acusa ministro de lançar “clima de suspeição” sobre professores

    O secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, acusou esta segunda-feira o ministro da Educação de ter lançado um “clima de suspeição” sobre os professores, insistindo que Fernando Alexandre não tem condições para continuar no cargo.

    O responsável falava aos jornalistas depois de ter recebido o coordenador do BE, José Manuel Pureza, na sede da Federação Nacional dos Professores, em Lisboa.

    José Feliciano Costa foi interrogado sobre o facto de o ministro da Educação ter afirmado esta manhã que as equipas do seu ministério identificaram casos de professores com centenas de itens atribuídos e sem qualquer classificação realizada, que não foram substituídos atempadamente, defendendo um novo modelo, em que a classificação das provas é contratualizada.

  • Alargado prazo de inscrição para 2.ª fase de Geografia devido a erro na avaliação

    O prazo de inscrição para a 2.ª fase do exame de Geografia A foi alargado até ao final do dia de terça-feira devido a um erro na avaliação de dois itens, que obrigou à correção das notas.

    Numa informação enviada esta segunda-feira às escolas e a que a Lusa teve acesso, o Júri Nacional de Exames explica que o erro resultou de “um problema de parametrização na matriz de classificação dos itens 1.3 e 4.3 da versão 2” da prova de Geografia A.

    “Após a deteção da situação, foi efetuada a respetiva análise e correção, tendo sido revista a classificação das provas dos alunos abrangidos, de acordo com a parametrização correta dos referidos itens”, refere.

    As classificações revistas serão enviadas às escolas ainda hoje, último dia para os alunos se inscreverem na 2.ª fase dos exames nacionais, que arranca na terça-feira com a prova de Português.

    O JNE decidiu, por isso, dar mais um dia para que os alunos que queiram repetir o exame de Geografia A na 2.ª fase possam inscrever-se, alargando o prazo até às 23:59 de terça-feira.A 2.ª fase da prova de Geografia A realiza-se na sexta-feira às 09:30.

  • PCP defende reapreciação gratuita e diz que “problemas estão longe de estar resolvidos”

    A líder parlamentar do PCP defendeu esta segunda-feira que os estudantes possam pedir gratuitamente a reapreciação das notas dos exames nacionais e considerou que os “problemas estão longe de estar resolvidos”, apontando falta de equidade e transparência no processo de avaliação.

    Paula Santos falava aos jornalistas, na sede nacional do PCP, em Lisboa, em reação à conferência de imprensa do ministro da Educação, Fernando Alexandre, sobre os exames nacionais.

    A líder da bancada comunista considerou que, ao contrário do que foi dito pelo ministro da Educação, “não há equidade nem há transparência” neste processo, acusando o Governo de ter avançado com a sua implementação mesmo “sem estarem reunidas as condições”.

    “Os problemas estão longe de estar resolvidos, isto é que é verdade. Hoje durante o dia foram inúmeras as situações em que vimos estudantes que não têm notas, estudantes que viram as suas notas alteradas, estudantes que ao consultarem os seus exames não correspondiam àquilo que tinha sido o exame que realizaram. Isto demonstra de facto que não há fiabilidade neste procedimento”, referiu.

  • JNE manda afixar novas pautas do exame de Geografia

    Os diretores foram esta tarde avisados de que terão que afixar novas pautas do exame nacional de Geografia, depois de ter sido detetado “um erro de parametrização na matriz de classificação dos itens 1.3 e 4.3 da versão 2 da prova do Exame Nacional de Geografia (719)”.

    “Após a deteção da situação, foi efetuada a respetiva análise e correção, tendo sido revista a classificação das provas dos alunos abrangidos, de acordo com a parametrização correta dos referidos itens. De forma a garantir a equidade entre todos os alunos e o rigor do processo de avaliação, serão enviadas hoje às escolas novas pautas relativas à prova de Geografia (719)”, lê-se na informação a que o Observador teve acesso.

    Por isso, a inscrição na segunda fase do exame será atrasada até ao final do dia de amanhã, 21 de julho.

  • Ventura exige “ações imediatas” como task force e isenção para reapreciações

    O presidente do Chega exigiu esta segunda-feira ao Governo “ações imediatas” como a criação de uma task force para resolver problemas na correção de exames, isenção de taxas para reapreciação ou alargamento dos prazos de acesso ao ensino superior.

    André Ventura falava em conferência de imprensa na sede nacional do partido, depois de se ter reunido com os deputados e assessores do Chega responsáveis pela área da Educação, considerando que “tudo correu mal” neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.

    Questionado por que não pede, para já, a demissão de Fernando Alexandre, o líder do Chega considerou que, neste momento, o essencial é que responda aos problemas criados aos alunos, famílias e professores.

  • PS pede ao ministro soluções de calendários “justas para todos”

    O PS pediu hoje ao ministro da Educação soluções de calendário para os exames nacionais “justas para todos”, apesar de considerar não haver uma “boa solução” para o problema criado e de acusar Fernando Alexandre de ter desconsiderado os órgãos técnicos.

    “Incentivamos o senhor ministro a prosseguir na linha de olhar para o calendário com atenção e adaptá-lo em todas as medidas em que isso seja necessário, para proteger todos aqueles que estão a ser prejudicados ou que possam ser prejudicados por esse processo”, disse aos jornalistas o deputado do PS Porfírio Silva na sede do partido, em Lisboa, em reação à conferência desta manhã do ministro da Educação sobre os exames nacionais.

    Porfírio Silva quer que o ministro da Educação trabalhe com reitores e presidentes dos politécnicos “para encontrar soluções de calendário que sejam justas para todos”.

    “Não há soluções mágicas para resolver uma embrulhada destas. Na realidade já não há uma boa solução para a situação que foi criada, mas é a responsabilidade do Governo trabalhar com as instituições para encontrar o melhor caminho possível”, afirmou, considerando “incompreensível que o ministro apareça a dizer que está tudo tranquilo” e que “não vê intranquilidade nenhuma nas escolas”.

  • "Rolls Royce com rodas de bicicleta": Filinto Lima pede diálogo "mais assíduo" com os diretores e plataforma operacional na 2.ª fase

    Antecipando a segunda fase dos exames nacionais, que arranca amanhã, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas avisa que as escolas vão enfrentar exatamente o mesmo modelo de correção, suportado por “uma plataforma que na verdade não funcionou”.

    Embora diga concordar com o modelo de avaliação, o responsável sublinha a urgência de melhorias no sistema, comparando a situação atual a um “Rolls-Royce com rodas de bicicleta”.

    “Não vale a pena passar culpas”, admite Filinto Lima, reconhecendo contudo que o ministro da Educação “teve a ideia de dar um passo de gigante” na modernização do processo.

    Por outro lado, e ao contrário do que indicou o ministro, o presidente da Andaep aponta que a “má comunicação” que existiu foi entre as escolas e a tutela. Por isso, considera essencial que o ministério fale mais com os diretores escolares — algo que o ministro já está a fazer, mas que Filinto Lima pede que aconteça de forma “mais assídua e não reativa”.

  • “São autênticos heróis nacionais”: Diretores pedem pagamento imediato a professores e dizem faltar palavras de "reconhecimento" e "carinho"

    Filinto Lima exigiu que o ministro da Educação pague já aos 12.500 professores classificadores envolvidos na avaliação dos exames digitais, que considera “autênticos heróis nacionais da educação” por tudo o “que sofreram” durante o processo. “Avance já com esta medida”, exortou o responsável, dirigindo-se ao ministro da Educação.

    A garantia de que este trabalho extraordinário vai ser remunerado é uma “mensagem positiva”, admite o responsável. No entanto, para Filinto Lima o incentivo financeiro não basta, pedindo também palavras de “reconhecimento” e de “carinho” que, no seu entender, continuam “a faltar” por parte da tutela.

  • Época especial serve para “minimizar danos”, dizem diretores escolares

    A criação de uma época especial de exames é “uma opção para tentar minimizar os danos a alguns alunos que, de facto, neste processo irão sair prejudicados”, considera o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), Filinto Lima.

    O responsável classificou o processo de avaliação como “uma novela mexicana”, deixando um aviso quanto aos próximos passos: “A partir de amanhã, os professores classificadores vão continuar a usar uma plataforma que não funcionou an primeira fase, foi inimiga do trabalho dos professores. E [o ministro Fernando Alexandre] vai insistir no processo de digitalização”.

  • Ministro "confiante" com segunda fase "muito tranquila". Será exigido "esforço adicional" para os professores na Época Especial

    Fernando Alexandre está “confiante” de que a segunda fase dos exames nacionais pode ser “muito tranquila”. O ministro da Educação, Ciência e Inovação refere que aquilo que gerou “a perturbação” foram “processos que podiam ter sido tecnicamente evitados”, de acordo com uma análise feita “a posteriori”.

    O ministro admite ainda que a época especial poderá coincidir com o início do ano letivo e que este será “um esforço adicional” que os professores terão de fazer. Sublinha que “não será um número significativo de alunos a participar”, que será “mais cómodo para os professores”.

    “Não tendo corrido tudo bem, há consequências negativas”, afirma o governante, confessando que considera esta “consequência” como “aceitável” e está “certo de que os professores compreenderão”.

  • JNE dará instruções sobre época especial esta tarde

    Ainda sobre a época especial, Fernando Alexandre reforçou que se aplica aos alunos “que estão à espera da correção da desconformidade e não têm nota final”.

    “Queriam ir à segunda fase e não puderam, faz sentido dar-lhes a possibilidade de ir em setembro”, afirmou Fernando Alexandre, de forma a “garantir que alunos vão ter as condições de todos os outros”.

    Quando questionado sobre se um aluno podia ir à segunda fase que arranca esta terça-feira, e à época especial em setembro, o ministro concluiu que o Júri Nacional de Exames tem que decidir sobre isso “esta tarde”. “Os termos da época especial são do JNE e EduQA.”

    Quando questionado sobre como é que o aluno sabe se tem direito à época especial, o ministro disse que se aplica a “qualquer aluno que tenha no PDF uma desconformidade”.

    Mais tarde, referiu que o número de alunos desta época será “bastante reduzido” e que é uma “forma de quebrar esta injustiça”. “A forma de conseguirmos corrigir a desigualdade é a época especial, é uma forma de nos aproximarmos de uma situação mais justa. A segunda fase de acesso ao ensino superior tem que ser alterada.”

    Contudo, o ministro referiu que ainda não discutiu com as escolas a questão da época especial.

  • Ministro nega falta de professores classificadores, mas promete “sistema completamente diferente” no próximo ano

    O ministro da Educação assegura que não existe uma falta de professores classificadores e refere que tiveram uma “velocidade incrível de correção dos exames”. Porém, sublinha que algo “não batia certo” nos últimos dias do período de correção. “Tínhamos centenas de provas paradas”, afirma.

    Fernando Alexandre diz ter conhecimento de “classificadores que não eram chamados, mas estavam disponíveis”, remetendo para um “grande problema de comunicação” entre os docentes e os agrupamentos, garantindo que, no próximo ano, haverá um “sistema de classificadores completamente diferente”.

    O ministro conta ainda que, na passada quarta-feira, tinha “100 ou 150” classificadores para corrigir “as últimas” provas de Português, mas que no dia seguinte, “0 provas” foram corrigidas por esta bolsa. Fernando Alexandre reitera que é necessário um sistema com “contratualização” e composto por professores “que querem corrigir”.

    E apesar de confirmar que não haverá um “novo sistema” em vigor já para a segunda época dos exames nacionais, garante que a gestão dos classificadores terá de ser “um pouco diferente”.

  • Ministro da Educação garante que horas extra serão pagas. "Quando há trabalho, o trabalho tem que ser pago"

    O ministro garante mais uma vez que as horas extraordinárias relacionadas com a classificação dos exames serão pagas aos professores.

    “Em maio [de 2024] emiti um despacho para as escolas pagarem horas extraordinárias aos professores de TIC”, recordou. “Os recursos que estão nas escolas têm que ser utilizados para responder às necesidades do sistema educativo. É o que acontece com os classificadores. É um direito que este Governo fez prevalecer.”

    O governante diz que essas horas, apesar de ainda não terem sido contabilizadas, vão ser pagas “rapidamente”: “Temos estado a garantir que os exames chegam com a nota correta. Os professores conhecem este ministro e este Governo e se há coisa que não falhou foi o compromissso com eles. Quando há trabalho, o trabalho tem que ser pago.”

  • Fernando Alexandre rejeita erros em Matemática B, mas admite existência de "erros de pessoas" nas correções

    Fernando Alexandre nega que exista um erro de correção no exame de Matemática B, apesar de terem surgido múltiplos relatos de enganos relativos à questão 6.2.1 da prova. “Parecia erro, mas não era erro. Exageraram o número de erros, alguns não estão corretos”, afirmou o ministro.

    “Temos um sistema de transparência que permite isso e que nunca existiu”, acrescentou o governante. O ministro da Educação, Ciência e Inovação admite que “na pressa que houve de início” houve itens de correção que foram introduzidos manualmente e, por isso, podem existir alguns “erros de pessoas”, mas trata-se de casos muito esporádicos. Se houver parametrizações erradas, serão corrigidas como aconteceu no caso de Física e Química A, promete.

    “No final do dia de hoje, poderei dormir tranquilo”.

  • Ministro descarta abolir pagamento de 25 euros por reapreciação

    Fernando Alexandre descartou que os pedidos de reapreciação fossem gratuitos. “O novo modelo dos PDF é um avanço muito grande na transparência e facilidade de acesso”, afirma o ministro. “Os 25 euros [da reapreciação] têm que se manter, não vejo razão para se alterar, é uma taxa moderadora para que de facto haja uma avaliação por parte do aluno ou encarregado de educação, ou uma verificação por parte dos professores das escolas, para os alunos fazerem esse trabalho.”

    “Se existir discrepância na avaliação — não estou a falar de desconformidades do processo de digitalização, essas vão ser corrigidas automaticamente —, o aluno tem todas as condições para pedir reapreciação quando tem evidência que há discrepância”, explicou o ministro.

  • Ministro diz que será realizada "auditoria externa" para identificar "falhas e erros" no processo de classificação digital

    O ministro reforçou que será realizada uma “auditoria externa ao processo de classificação digital”, para identificação “detalhada das falhas e dos erros que originaram os problemas verificados”.

    “Sabemos que a implementação deste modelo não começou bem, mas estamos comprometidos em melhorar essa implementação, porque em causa está uma melhoria para o próprio sistema educativo, que beneficia alunos, professores e todas as comunidades educativas”, afirmou o governante.

  • Época Especial, em setembro, estará disponível para "alunos cuja classificação venha a ser alterada"

    “Os alunos não serão prejudicados na sua candidatura à primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026”, promete o ministro, garantindo que “não há necessidade de alterar o calendário da 1.ª fase da candidatura”, que decorre entre esta segunda-feira e o dia 6 de agosto.

    O calendário da segunda fase dos exames nacionais mantém-se também inalterado, e arrancará amanhã, mantendo o modelo de classificação eletrónica.

    Confirma ainda que a Época Especial estará disponível para aqueles que “não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à segunda fase”. Esta terceira época de exames está marcada para setembro e contará como “segunda fase para esses alunos”. Estão incluídos “os alunos cuja classificação venha a ser alterada em resultado das desconformidades da digitalização”, continua.

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