Momentos-chave
- Quase 800 pessoas foram retiradas da cidade de Oleshky, diz Melania Trump
- Rússia aproveitar cessar-fogo em Oleshky para solidificar posições, garante a Ucrânia
- Ataque ao Irão pode ocorrer logo após as intercalares. Trump procura culpados pelo arrastar da guerra, diz a The Atlantic
- Donald Trump: “em algum momento, teremos de dar uma lição” ao Irão
- Ciberataques atingem aplicações de alerta de Ucrânia e Rússia, que emitiram falsas ameaças nucleares
Atualizações em direto
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Quase 800 pessoas foram retiradas da cidade de Oleshky, diz Melania Trump
Foram retiradas quase 800 pessoas da cidade de Oleshky, na região de Kherson, durante o cessar-fogo humanitário que terminou este domingo, avançou Melania Trump, mulher do Presidente dos EUA.
“O cessar-fogo chega ao fim. A missão foi um sucesso, fornecendo ajuda crucial à região e possibilitando a evacuação de quase 800 pessoas”, escreveu Melania Trump, na rede social X.
THE CEASEFIRE CONCLUDES
The mission was a success, delivering critical aid to the region and enabling the evacuation of nearly 800 people.
On behalf of America, I commend Russia and Ukraine for their leadership and cooperation surrounding the Oleshky ceasefire. I hope Oleshky… https://t.co/N6gQyZN7Ag— MELANIA TRUMP (@MELANIATRUMP) November 1, 2026
“Em nome dos Estados Unidos, parabenizo a Rússia e a Ucrânia pela liderança e cooperação em relação ao cessar-fogo de Oleshky. Espero que Oleshky sirva como base para uma paz duradoura entre as duas nações”, escreveu Melania Trump, confirmando que o cessar-fogo terminou este domingo, como previsto.
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Rússia aproveitar cessar-fogo em Oleshky para solidificar posições, garante a Ucrânia
O exército russo aproveitou o período de cessar-fogo humanitário em Oleshky para fortificar posições na linha da frente, segundo o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.
“O inimigo aproveitou a pausa humanitária para equipar as suas posições. Durante o cessar-fogo, registou-se a rotação de unidades russas, o reforço de posições, a expansão dos meios antidrone nas estradas e o aumento da logística, em particular o fornecimento de munições”, disse o Estado-Maior ucraniano.
A Ucrânia adianta que a trégua possibilitou a entrega de ajuda humanitária, enquanto homens e mulheres ucranianos que queriam deixar Oleshky puderam regressar ao território controlado pela Ucrânia.
O cessar-fogo em Oleshky, na região de Kherson, iniciou-se a 27 de outubro e terminou às 23h59 deste domingo, 1 de novembro.
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Ataque ao Irão pode ocorrer logo após as intercalares. Trump procura culpados pelo arrastar da guerra, diz a The Atlantic
Um ataque contra o Irão pode ocorrer já depois das eleições intercalares desta terça-feira, avança a revista The Atlantic, que acrescenta que o Presidente dos EUA, Donald Trump, está a tentar encontrar um bode expiatório para o arrastar da guerra com o Irão.
Segundo a publicação, Trump está a procurar culpados pelo fracasso em terminar a guerra com o Irão, depois de os seus assessores lhe terem assegurado, antes do início do conflito em fevereiro, que a guerra terminaria muito antes das eleições intercalares.
A revista ouviu duas fontes próximas do Presidente dos EUA que indicam que, entre os responsáveis pelo insucesso da operação no Irão apontados a Trump, estão o Secretário da Defesa Pete Hegseth e o chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Dan Caine.
Segundo a The Atlantic, Hegseth é impopular na Casa Branca. “Hegseth é bom em dizer ao Presidente o que ele quer ouvir”, disse uma das fontes
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Aproximação dos EUA a Putin serve para afastar a China?
Miguel Baumgartner acha que os EUA vão apertar o cerco ao Irão no Médio Oriente. O especialista em relações internacionais considera vã a tentativa de Trump de agradar Putin na guerra na Ucrânia.
Ouça aqui o episódio na íntegra.
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Donald Trump: “em algum momento, teremos de dar uma lição” ao Irão
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse este domingo à noite que os EUA terão de “dar uma lição” ao Irão em algum momento.
“A única razão pela qual ainda não acabei com o Irão é porque quero ser gentil. Quero tentar salvar todas essas vidas, se puder… Mas em algum momento teremos de lhes dar uma lição”, disse Trump, citado pelo Times of Israel, num comício de campanha no estado do Iowa.
“Ou eles fazem a um acordo, ou simplesmente acabamos com isto. E acabar com isto acho que que talvez seja o caminho mais fácil”, diz o Presidente dos EUA, sugerindo que outra ofensiva dos EUA contra o Irão seria mais bem-sucedida do que as anteriores.
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Ciberataques atingem aplicações de alerta de Ucrânia e Rússia, que emitiram falsas ameaças nucleares
As aplicações de alerta da Ucrânia e da Rússia transmitiram às populações falsos avisos sobre ameaças nucleares e químicas, ataques aéreos e até confrontos urbanos, descreve a imprensa. Em causa estarão ciberataques lançados contra os sistemas de aviso de ambos os países.
Na Ucrânia, o sistema de alerta de ataques aéreos da Ucrânia, o Air Alert, foi alvo de um ciberataque ao final do dia de domingo, sendo que os utilizadores receberam alertas falsos sobre ameaças nucleares, químicas e confrontos urbanos, noticia o Kyiv Independent.
A aplicação Air Alert é oficialmente apoiada pelo governo e foi desenvolvida em colaboração entre o Ministério da Transformação Digital e a empresa de tecnologia de segurança Ajax Systems.
“Olá! Um alerta nuclear está prestes a ser acionado em toda a Ucrânia! Não se preocupe, o Oreshnik [míssil hipersónico russo] está a caminho”, dizia um dos falsos alertas em russo na aplicação Air Alert.
Pouco depois dos alertas, a Força Aérea da Ucrânia admitia a existência de um ciberataque lançado pela Rússia.
“É provável que a aplicação Air Alert tenha sido comprometida pelo inimigo. Não há ameaça de radiação! Por favor, mantenham a calma e acompanhem as atualizações no nosso canal (do Telegram)”, disse a Força Aérea da Ucrânia. Também o Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia afirmou que a aplicação Air Alert “foi provavelmente comprometida”.
A Rússia anunciou, já na madrugada desta segunda-feira, que a aplicação oficial de alertas de emergência também sofreu um “ataque cibernético massivo”, que fez com que o sistema enviasse avisos sobre falsos ataques aéreos e ameaças nucleares.
O Ministério de Situações de Emergência da Rússia afirmou que hackers publicaram “informações falsas” na aplicação. “Estão a ser realizados trabalhos para corrigir a vulnerabilidade e restaurar o funcionamento normal” da aplicação, informou o Ministério.
A falsa notificação da aplicação, recebida pela população civil russa, indicava o lançamento de ogivas nucleares em todas as regiões do país. A população foi mesmo aconselhada a criar reservas de mantimentos para um período de três semanas e a abrigar-se.
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Bom dia,
Abrimos este liveblog para acompanhar os conflitos e tensões internacionais.
Pode recordar o que se passou ontem neste outro artigo em direto, que agora arquivamos.