Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • Cidadãos israelitas começaram a receber telefonemas este sábado de manhã contendo mensagens de voz de reféns que pedem ajuda. As mensagens, que incluem sons de sirenes ao fundo, parecem ser editadas a partir de vídeos que o Hamas publica como prova de vida. A Direção Nacional de Cibernética de Israel está a investigar a origem das chamadas e considera o incidente como uma tentativa de criar pânico.
    • O uso de palestinianos como “escudos humanos” pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) foi denunciado pela Associated Press. Esta prática, conhecida como “Protocolo do Mosquito”, envolve forçar palestinianos a entrar em áreas perigosas, vestidos com uniformes israelitas e com câmaras. O Hamas condena esta ação, descrevendo-a como um “colapso moral” de Israel e um crime de guerra.
    • Desde outubro de 2023, ataques israelitas na Faixa de Gaza já resultaram em 53.901 mortes e 122.593 feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Este número não inclui as mortes em zonas inacessíveis no norte do enclave nos últimos dias. A situação humanitária na região continua crítica, especialmente no norte de Gaza, onde a ajuda humanitária ainda não chegou.
    • As autoridades em Gaza contestam os números de ajuda humanitária divulgados por Israel e pela ONU. Segundo a direção de ajuda médica de Gaza, apenas 92 camiões de ajuda entraram no território nos últimos três dias, um número muito inferior ao anunciado pela ONU e pelas autoridades israelitas.

  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos deste domingo no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.

    De visita a Israel, secretária de Segurança Interna norte-americana expressa “apoio inequívoco” a Netanyahu e à sua “gestão da guerra”

  • Colonos incendeiam casa na Cisjordânia no segundo ataque a uma aldeia palestiniana esta semana

    Os colonos israelitas incendiaram uma casa na aldeia palestiniana de Bruqin, na Cisjordânia, avançou o Haaretz, que dá ainda conta de que não foi possível apurar se houve vítimas ou danos. Este é o segundo ataque de colonos à aldeia palestiniana esta semana.

  • Criança de quatro anos morre à fome em Gaza

    Um porta-voz da agência de defesa civil na cidade de Gaza avançou à Al Jazeera que um menino de quatro anos morreu à fome na Faixa de Gaza como resultado do bloqueio de Israel ao enclave.

    “Esta não é a primeira criança a morrer em Gaza devido à fome”, disse, continuando: “Se não for permitido que os alimentos e as bebidas cheguem à população da Faixa de Gaza, vamos assistir a muitas mais mortes destas crianças. Vamos assistir a mais mortes”.

    O porta-voz pelou ainda à comunidade internacional para que “atue para pôr fim a este sofrimento”.

  • O plano de ajuda de Israel a Gaza “não será bem sucedido”, afirma a UNRWA

    O diretor da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA), Phillippe Lazzarini, afirmou que o plano de ajuda de Israel a Gaza é incompatível e impraticável com os princípios humanitários básicos, avançou a Al Jazeera.

    “Não é possível que uma organização humanitária, que respeita verdadeiramente os princípios humanitários básicos, adira a um esquema deste género”, afirmou Philippe Lazzarini.

    “Não creio que um modelo deste género seja bem sucedido. Este modelo parece também ter sido criado para apoiar mais um objetivo militar do que uma verdadeira preocupação humanitária”.

  • Ataque israelita que matou nove crianças foi feito sem aviso

    O irmão de Alaa al Najjaros, a pediatra que perdeu nove dos 10 filhos afirmou que as IDF atacaram a casa sem aviso prévio apesar de saberem que o complexo albergava dois médicos e os seus filhos, citou o Haaretz.

  • IDF diz estar a investigar ataque que terá matado nove crianças em Gaza

    As Forças de Defesa de Isral afirmam estar a investigar o ataque contra Khan Younis, no sul de Gaza, e que terá matado nove crianças. Segundo o Times of Israel, as IDF afirmam ter tido como alvo vários suspeitos identificados num edifício próximo do local onde as tropas terrestres estavam a operar.

    “A área de Khan Younis é uma zona de combate perigosa, que as IDF ordenaram que os civis evacuassem para sua segurança antes do início da operação das tropas”, disseram, acrescentando que: “As alegações sobre os danos causados aos civis não envolvidos estão a ser analisadas”.

  • Ataque israelita mata nove filhos de pediatra de Gaza

    O Ministério da Saúde do Governo do Hamas, na Faixa de Gaza, informou hoje que registou 79 mortos na sexta-feira, entre eles nove filhos de uma pediatra, que se encontrava a trabalhar no hospital quando os corpos chegaram.

    Segundo o Hamas, a pediatra Alaa al Najjaros encontrava-se a trabalhar no Hospital Nasser em Khan Younis (sul de Gaza) quando os corpos de nove dos seus 10 filhos (Yahya, Rakan, Raslan, Jibran, Eve, Rivan, Luqman, Sadeen e Sidra) chegaram após terem sido mortos num ataque à sua casa.

    O marido da pediatra, Hamdi Al Najjar, e o único filho sobrevivente, Adam, ambos gravemente feridos, estão a ser tratados na unidade de cuidados intensivos.

    As imagens divulgadas após o ataque pela Quds News Network mostram Hamdi na maca com queimaduras graves.

    A mais velha das crianças falecidas tinha 12 anos, de acordo com o diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza, Munir al-Bursh.

    O vídeo do resgate dos corpos mostra os agentes da Defesa Civil de Gaza e do Crescente Vermelho Palestiniano a retirarem da casa os corpos carbonizados das crianças, um após outro.

    “Ela deixou-os para cumprir o seu dever e a sua missão para com todas as crianças que não encontram outro lugar no Hospital Nasser, que está cheio de gritos inocentes e enfraquecido pela doença, pela fome e pelo cansaço”, escreveu o médico, Youssef Abu Al Rish, numa nota divulgada hoje pelos serviços de saúde.

  • Adiada para segunda ou terça-feira a distribuição de ajuda humanitária liderada pelos EUA em Gaza

    Prevê-se que seja segunda ou terça-feira que a distribuição de ajuda humanitária em Gaza, liderada pelos EUA, decorra, avança a Al Jazeera. Prevista para começar este domingo, o adiamento deve-se a questões de logística.

    A distribuição será feita por três pontos: Rafah, entre os eixos de Morag e Filadélfia, e no eixo de Saladino.

  • Escassez de alimentos em Gaza está a provocar abortos espontâneos

    Pelo menos 300 mulheres na Faixa de Gaza sofreram abortos espontâneos devido à escassez de alimentos provocada pelo bloqueio israelita de entrada de ajuda no enclave, avança o governo de Gaza, citado na Al Jazeera,

  • Sobe para 48 o número de mortos em ataques israelitas este sábado

    São já 48 as pessoas que morreram desde o início do dia na Faixa de Gaza, vítimas de ataques aéreos das forças israelitas. A Al Jazeera cita o Ministério da Saúde que dá ainda conta de que 25 foram mortas no sul do enclave.

  • "Escudos humanos": prática das IDF mostra "colapso moral" de Israel, diz Hamas

    Em reação à notícia avançada pela agência Associated Press sobre o uso de palestinianos pelas IDF [Forças de Defesa Israelitas, na sigla inglesa] como “escudos humanos”, o Hamas diz que demonstra o “colapso moral” de Israel, segundo um comunicado citado pela Al Jazeera.

    Os testemunhos captados pela AP retraram “os crimes hediondos cometidos” por Israel, considera o Hamas.

    E afirma que os crimes em causa foram “sob ordens explícitas de chefes militares superiores”, sendo considerados “crimes de guerra e violações sistemáticas do direito internacional”.

  • Sete mortos em ataque israelita no sul de Gaza

    As forças israelitas lançaram um novo ataque israelita contra al-Mawasi, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, que matou pelo menos sete palestinianos. A informação foi avançada pelos repórteres da Al Jazeera no local.

  • Mais de 8 milhões de pessoas eram procuradas pelos serviços secretos sírios de Assad

    O Ministério do Interior sírio informou hoje que mais de oito milhões de pessoas eram procuradas pelos serviços de informações e segurança do antigo regime do Presidente Bashar al-Assad, que foi deposto em dezembro.

    “O número de pessoas procuradas pelo antigo regime por razões políticas ultrapassa oito milhões”, ou “cerca de um terço dos sírios”, denunciou hoje o porta-voz do Ministério do Interior, Noureddine al-Baba.

  • Ministério da Saúde de Gaza atualiza número de mortos em ataques israelitas para 53.901

    O Ministério da Saúde de Gaza atualizou novamente o número de pessoas mortas em ataques israelitas contra a Faixa de Gaza desde outubro de 2023 para 53.901. A este número, somam-se 122.593 pessoas que ficaram feridas.

    No mesmo comunicado, citado pela Al Jazeera, as autoridades palestinianas apresentam os números de vítimas de ataques israelitas das últimas 24 horas. Os hospitais da Faixa de Gaza receberam, nesse período, os corpos de 79 pessoas, incluindo pessoas que foram mortas antes disso. Este número não inclui, contudo, as mortes confirmadas pelos hospitais na região norte do enclave, que se encontram inacessíveis. Além dos mortos, 211 pessoas ficaram feridas.

  • Israel está a usar palestinianos como "escudos humanos". E têm como nome de código "mosquito" e "vespa"

    Israel está a usar palestinianos como “escudos humanos”: quando as tropas de Netanyahu estão a inspecionar certos locais, os palestinianos são forçados a entrar primeiro, com o objetivo de se certificarem que o espaço está seguro, sem bombas nem homens armados, escreve a Associated Press, citando militares israelitas. Esta prática ter-se-á generalizado em meados de 2024.

    Uma das pessoas ouvidas pela agência noticiosa explicava que o vestiram com fardas do exército israelita e colocaram-lhe uma câmara na testa. “Batiam-me e diziam-me: ‘Não tens outra opção, faz isto ou matamos-te’”, contou Ayman Abu Hamadan. No total, esteve duas semanas e meia detido por Israel.

    Por vezes, as tropas de Israel obrigam detidos palestinianos também a procurar túneis e, posteriormente, a analisar se estão seguros.

    Segundo dois soldados israelitas ouvidos pela AP, os comandantes sabiam que os palestinianos estavam a ser usados como escudos humanos. E detalharam ainda que esta iniciativa era referida como “Protocolo do Mosquito”, sendo usado termos como “mosquito” ou “vespa” para se referirem — como nome de código — a palestinianos.

    De acordo com estes militares que entretanto já não estão a operar em Gaza, esta prática permitia “acelerar as operações, poupar munições e proteger os cães de combates ou ferimentos”.

  • Autoridades palestinianas contrariam relatos israelitas e da ONU e dizem que só entraram 92 camiões de ajuda em Gaza

    O diretor de ajuda médica em Gaza contrariou a contabilização da ajuda humanitária que entrou no enclave palestiniano, feita tanto pelas forças israelitas como pela ONU. Citado pela Al Jazeera, afirmou que, nos últimos três dias, apenas 92 camiões de ajuda entraram na Faixa de Gaza.

    Na quinta-feira, a ONU anunciou a entrada de 198 camiões, dos quais 90 foram recolhidos pelas organizações e associações humanitárias no terreno. As forças israelitas declararam por sua vez que na quinta-feira tinham entrado 107 camiões e ontem outros 83.

    Além disso, as autoridades palestinianas alertaram que, da pouca ajuda humanitária que entrou no enclave, nenhuma chegou ao norte de Gaza, onde a situação humanitária é mais difícil.

  • Portugal quer que ocupação dê lugar a Estado palestiniano soberano

    Portugal defendeu na sexta-feira a necessidade de se manter viva a solução de dois Estados — israelita e palestiniano –, frisando na ONU que a “ocupação deve dar lugar a um Estado da Palestina viável, independente e soberano”.

    O representante permanente de Portugal na ONU, Rui Vinhas, interveio na sexta-feira numa reunião preparatória da Conferência Internacional para a Solução de Dois Estados no Médio Oriente, a decorrer em junho na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, na qual indicou que Portugal participará ativamente “com contribuições e compromissos concretos”.

    “A conferência é um vislumbre de esperança e uma oportunidade para criar um impulso político para concretizar a solução de dois Estados”, afirmou o embaixador, reforçando que a gravidade da situação em Gaza é imensa e que um cessar-fogo imediato e permanente é o único caminho para reverter esse cenário.

    “A guerra em Gaza é um divisor de águas na História da região e devemos conduzir as nossas políticas e ações tendo em mente as lições aprendidas com esta guerra, incluindo as suas causas estruturais”, acrescentou o diplomata.

    Nesse sentido, Rui Vinhas defendeu a adoção de medidas concretas para evitar que outra guerra se repita, reforçando que a “ocupação deve dar lugar a um Estado da Palestina viável, independente e soberano, em conformidade com as resoluções relevantes da ONU”.

  • Departamento do Tesouro dos Estados Unidos levanta sanções sobre a Síria

    Tal como Donald Trump tinha anunciado, os Estados Unidos levantaram todos as sanções que tinham sido impostas sobre a Síria durante o regime de Bashar al-Assad. O fim das sanções foi formalizado na sexta-feira à noite pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, que afirmou ainda que estão a ser “implementadas autorizações para encorajar novos investimentos na Síria”

  • Ataques israelitas este sábado já mataram onze pessoas

    O Ministério da Saúde de Gaza declarou que onze pessoas foram mortas por ataques israelitas desde a manhã deste sábado. A informação é citada pela Al Jazeera que contabiliza que, desde a manhã de sexta-feira — ou seja, nas últimas 24 horas — os ataques israelitas contra o enclave palestiniano mataram 76 pessoas.

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