Momentos-chave
- China defende “estabilidade estratégica” com EUA antes de eventual visita de Xi
- Coreia do Sul nega planos para enviar forças armadas para estreito de Ormuz
- Russos vão às urnas nas primeiras eleições legislativas desde o início da guerra e Putin deverá manter maioria
- Ministros da UE retomam hoje debate sobre lucros extraordinários das petrolíferas
- Cinco feridos em ataque com drone na região de Kiev
Atualizações em direto
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China defende “estabilidade estratégica” com EUA antes de eventual visita de Xi
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou, numa conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que as relações bilaterais têm avançado recentemente num quadro de “estabilidade estratégica construtiva”.
Wang afirmou na quinta-feira que as relações entre Pequim e Washington têm seguido, “no geral”, o rumo definido pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e pelo homólogo norte-americano, Donald Trump, e que isso “corresponde às expectativas da comunidade internacional”, segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O chefe da diplomacia chinesa afirmou que a “diplomacia entre chefes de Estado” funciona como uma “âncora” das relações entre as duas maiores economias mundiais e pediu o reforço da comunicação, a gestão das divergências e o respeito pelos “interesses fundamentais” de cada parte.
O comunicado chinês não detalhou as declarações de Rubio durante a conversa.
O contacto ocorre na reta final dos preparativos para um eventual encontro entre Xi e Trump em Washington, embora a China ainda não tenha confirmado oficialmente a visita do líder chinês aos Estados Unidos, prevista para 24 de setembro, segundo as autoridades norte-americanas.
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Coreia do Sul nega planos para enviar forças armadas para estreito de Ormuz
O Presidente sul-coreano negou hoje que o país esteja a ponderar enviar um destacamento das suas forças armadas para o estreito de Ormuz, ou qualquer outra participação no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
“Não haverá qualquer envolvimento nem qualquer intervenção na guerra. Não destacaremos tropas nem meios militares dessa forma”, declarou Lee Jae Myung aos jornalistas durante uma conferência de imprensa.
“Mantivemos este princípio até agora. Esse princípio permanecerá inalterado no futuro”, insistiu.
Lee afirmou que, à semelhança de outros países, a Coreia do Sul continuará a adotar as medidas necessárias para proteger a navegação comercial, garantir o abastecimento energético e salvaguardar os seus cidadãos.
O Presidente sul-coreano reconheceu que existem receios de que essas ações possam ser interpretadas como um envolvimento no conflito ou conduzir ao envio de forças militares para a região, mas garantiu que Seul não destacará tropas para a zona de guerra nem participará diretamente nas hostilidades.
“Até agora respeitámos o princípio da não participação e da não intervenção na guerra, e continuaremos a respeitá-lo no futuro”, sublinhou.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem pressionado o seu aliado sul-coreano para obter apoio na guerra no Médio Oriente, que levou o Irão a assumir o controlo do estreito por onde transitam normalmente cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.
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Russos vão às urnas nas primeiras eleições legislativas desde o início da guerra e Putin deverá manter maioria
Os russos começam hoje a votar numas legislativas dominadas pela guerra na Ucrânia e em que o partido Rússia Unida, apoiante do Presidente Vladimir Putin, procura conservar a maioria constitucional perante uma oposição limitada pelas autoridades.
A votação decorre durante três dias, até domingo, para escolher os 450 deputados da Duma (o parlamento russo): metade será eleita através de listas partidárias nacionais, enquanto os restantes 225 resultarão de círculos uninominais, nos quais vence o candidato mais votado.
O Rússia Unida parte como favorito num sistema político fortemente controlado pelo Kremlin e no qual as restantes quatro forças atualmente representadas na Duma (Partido Comunista, Partido Liberal-Democrático, Rússia Justa e Novo Povo) têm apoiado, no essencial, as principais decisões do poder e a guerra na Ucrânia.
O único partido que quebra o consenso sobre o conflito é o Yabloko, mas o Supremo Tribunal russo excluiu a lista nacional de candidatos deste partido das eleições, deixando apenas alguns dos seus candidatos a disputar círculos uninominais — dos quais vários já foram entretanto afastados, detidos ou sujeitos a processos relacionados com acusações de desacreditar as Forças Armadas ou divulgar símbolos considerados extremistas pelas autoridades.
Nas legislativas de 2021, o Rússia Unida conseguiu 49,8% dos votos e controla atualmente 310 dos 450 lugares da Duma, acima dos 300 necessários para manter uma maioria de dois terços que lhe permite aprovar alterações constitucionais sem depender de outros partidos.
Uma sondagem do instituto estatal VTsIOM, realizada no final de agosto, atribuía 37% ao partido presidencial e 11,6% aos comunistas.
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Ministros da UE retomam hoje debate sobre lucros extraordinários das petrolíferas
Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) retomam hoje um debate sobre a criação de um mecanismo europeu para tributar os lucros extraordinários das petrolíferas, uma proposta defendida por Portugal e rejeitada até agora por Bruxelas.
O tema será abordado no encontro informal do Conselho de Assuntos Económicos e Financeiros, que decorre em Dublin no âmbito da presidência irlandesa rotativa da UE, juntando os 27 ministros — incluindo o português, Joaquim Miranda Sarmento — para troca de pontos de vista sobre questões estratégicas, sem tomada de decisões.
Em agosto, Portugal, Alemanha, Áustria, Espanha, Itália e Polónia pediram à presidência irlandesa do Conselho da UE, deste semestre, que promovesse o debate, recuperando uma proposta apresentada à Comissão Europeia na primavera.
Bruxelas tem vindo a considerar, porém, que a tributação dos lucros extraordinários é uma competência dos Estados-membros, desde que as medidas nacionais respeitem o direito da UE.
Sem uma solução europeia, Portugal avançou, entretanto, com uma contribuição temporária de 33% sobre os lucros extraordinários das empresas dos setores do petróleo bruto e da refinação.
Lisboa mantém a defesa de um mecanismo comum, argumentando que permitiria uma resposta coordenada e reduziria o risco de distorções no mercado único, num contexto de subida dos preços da energia associada ao conflito no Médio Oriente.
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Cinco feridos em ataque com drone na região de Kiev
Cinco pessoas, incluindo três crianças, ficaram feridas esta madrugada na zona de Kiev na sequência de um ataque russo, diz o jornal ucraniano Pravda, citando o responsável da administração militar da região, Tymur Tkachenko.
O responsável detalhou que as três crianças sofreram ferimentos auriculares relacionados com a explosão, um homem sofreu queimaduras e ferimentos provocados por detritos, enquanto uma mulher se encontrava em choque.
O “ataque matinal com um drone inimigo”, que afetou aquela família, provocou um incêndio e danos numa casa e num carro.
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Bom dia.
O Observador continua esta sexta-feira a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos dos conflitos armados a nível mundial, com particular destaque para as situações na Ucrânia e no Médio Oriente.
O liveblog de quinta-feira fica arquivado aqui.