Momentos-chave
- Ataque russo a prédio residencial em Sumy faz dois mortos
- Líbano acusa Israel de incendiar um hospital público num ataque "brutal e indignante"
- Sauditas avisam clientes europeus que não vão receber crude no próximo mês
- Macklemore tem mural pintado em Gaza após defesa da Palestina tê-lo levado a sair de digressão de Ed Sheeran
- Drone atingiu uma torre de arrefecimento de central nuclear russa de Kursk, mas não provocou incêndio
- Kiev esteve sob ataque esta tarde, mas não há relatos de vítimas ou danos
- Ucrânia pede que não se reconheça votação russa em territórios ocupados
- Irão organiza maior manifestação pró-Governo desde o início da guerra em Teerão
- Combates no Iémen fazem 112 mil deslocados internos e 3.000 refugiados no Djibuti
- Rússia alarga sanções a representantes da UE incluindo eurodeputados
- União Europeia aumenta alerta da missão naval no mar Vermelho
- Relatório da ONU sugere que ataque aéreo dos EUA a escola iraniana pode ter sido um crime de guerra
- Macron convoca G7, pedindo “plano de proteção” de infraestruturas críticas” face a ataques russos
- Macron: "A ameça híbrida da Rússia contra os europeus e França intensificou-se"
- Rússia convoca diplomata britânica em Moscovo e acusa Londres de ser "cúmplice" dos "crimes de guerra" ucranianos
- Secretário-geral da NATO vai aos EUA para Assembleia Geral da ONU
- Robert Fico cancela visita à Ucrânia por motivos de saúde
- Dois mortos em ataques ucranianos contra território russo
- Rússia lançou novo satélite militar para o espaço
- Robert Fico diz que risco de conflito entre NATO e Rússia é cada vez maior e diz que Eslováquia não quer guerra "por causa de Artigo 5.º"
- Putin confisca ativos da Nestlé, Auchan e Leroy Merlin na Rússia
- China defende “estabilidade estratégica” com EUA antes de eventual visita de Xi
- Coreia do Sul nega planos para enviar forças armadas para estreito de Ormuz
- Russos vão às urnas nas primeiras eleições legislativas desde o início da guerra e Putin deverá manter maioria
- Ministros da UE retomam hoje debate sobre lucros extraordinários das petrolíferas
- Cinco feridos em ataque com drone na região de Kiev
Histórico de atualizações
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Bom dia.
Chega ao fim este liveblog.
Pode continuar a acompanhar a atualidade sobre os conflitos armados ao redor do mundo no novo artigo em direto, que agora abrimos.
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Trump anuncia acordo com a Dinamarca. EUA terão “controlo permanente da segurança” da Gronelândia
O acordo foi anunciado pelo Presidente norte-americano no Truth Social, tendo já sido confirmado pela Dinamarca. Copenhaga confirma pacto e frisa que o acordo garante a “soberania” da Gronelândia.
Trump anuncia acordo com a Dinamarca. EUA terão “controlo permanente da segurança” da Gronelândia
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Alemanha recebeu hoje o primeiro F-35 que encomendou aos EUA
A Alemanha recebeu hoje o primeiro dos 35 aviões de combate (‘caças’) que encomendou aos EUA, durante um evento no Estado do Texas, no local de produção destes aparelhos.
A Lockheed Martin “entregou ao governo alemão o primeiro F-35A Lightning II”, em Fort Worth, indicou a empresa, em comunicado.
Na ocasião, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, elogiou o aparelho, que considerou “o mais avançado do mundo”.
O F-35 tem sido desenvolvido nos EUA em parceria com outros membros da NATO. A sua conceção e o seu revestimento tornam-no de difícil deteção pelos radares.
A Alemanha encomendou essas unidades em 2022, no seguimento da invasão da Ucrânia pela Federação Russa.
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Ataque russo a prédio residencial em Sumy faz dois mortos
Um ataque aéreo russo a um edifício residencial na cidade de Sumy, no leste da Ucrânia, matou hoje duas pessoas, informou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Pode haver pessoas ainda presas debaixo dos escombros. As equipas de resgate estão a fazer todos os possíveis para as retirar e apagar os incêndios”, declarou Zelensky no X.
All services are currently working at the site of Russia’s utterly inhumane strike on a residential apartment building in Sumy. An aerial bomb hit directly between the third and fourth floors. Four people, including a child, have already been rescued from under the rubble. As of… pic.twitter.com/1wjH2AyGns
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 18, 2026
As equipas de resgate da Ucrânia divulgaram uma imagem que mostra um edifício residencial com uma cratera com a altura de três andares.
A região de Sumy, que faz fronteira com a Rússia, é frequentemente atingida por drones e mísseis russos desde a invasão em larga escala da Ucrânia por Moscovo, há quase cinco anos.
Os ataques russos têm-se focado em alvos civis, atingindo nas últimas semanas duramente os setores da metalurgia e das exportações agrícolas, fundamentais para a economia ucraniana.
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Líbano acusa Israel de incendiar um hospital público num ataque "brutal e indignante"
O Governo libanês denunciou hoje um incêndio num hospital público situado em Nabatiyé, no sul do país, causado por um ataque “brutal e indignante” do Exército de Israel, apesar do cessar-fogo em vigor.
Trata-se do hospital de Meis al Jabal, localidade situada sobre a Linha Azul que divide Israel do Líbano, e desde a sua fundação, em 2002, presta serviços ao distrito de Marjayún.
O Ministério da Saúde do Líbano condenou o “crime bárbaro cometido pelo inimigo israelita ao incendiar” a referida unidade de saúde, num comunicado difundido pela agência de notícias estatal NNA, classificando o ocorrido como um “ataque flagrante, brutal e indignante”.
O ministério sublinhou os seus esforços para “restaurar e reabilitar” este centro hospitalar após os primeiros confrontos entre Israel e o partido e milícia xiita Hezbollah, o que incluiu o seu equipamento. “Para que servisse como salva-vidas e refúgio seguro para atender à nossa população, a pessoas deslocadas e aqueles que resistem nas áreas fronteiriças”, sublinhou.
Assim, denunciou que o hospital de Meis al Jabal “está a ser sujeito a uma destruição sistemática que reflete falência moral e criminalidade intrínseca” por parte de Israel, que na sua opinião “não estava satisfeito por o ter ocupado e transformado num quartel militar, e hoje decidiu incendiá-lo completamente, privando assim a população do sul do seu direito humano mais básico à hospitalização e cuidados médicos”.
“Atacar instituições médicas e pessoal de saúde constitui um crime de guerra total e uma flagrante violação do direito internacional”, recordou, apelando à comunidade internacional para “quebrar imediatamente o seu silêncio suspeito e responsabilizar a ocupação pelos seus repetidos crimes contra o setor da saúde libanês.”
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"A Ucrânia é a defesa das fronteiras europeias"
Bernardo Valente considera o apoio a Kiev vital para travar a Rússia. O professor de relações internacionais alerta ainda que o crescimento de partidos nacionalistas ameaça a Europa.
Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.
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Putin anuncia mais de 70 mil milhões de dólares em vendas de armas
A carteira de encomendas de exportação de armas da Rússia ultrapassou os 70 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), anunciou hoje o líder do Kremlin, Vladimir Putin, no dia em que começaram as eleições parlamentares russas.
“Isto significa que a Rússia está a assumir, com segurança, uma posição de liderança no mercado global de armas”, declarou Putin durante uma cerimónia de entrega de prémios oficiais.
O Presidente russo ressalvou que este volume de exportações não impede Moscovo de satisfazer todas as necessidades das forças armadas, envolvidas há mais de quatro anos na invasão da Ucrânia, e das agências de segurança do país.
“Gostaria de realçar que as empresas da indústria de defesa aumentaram significativamente os seus volumes de produção desde o início da operação especial”, observou, referindo-se à designação assumida pelo Kremlin para a guerra no país vizinho.
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Sauditas avisam clientes europeus que não vão receber crude no próximo mês
A Bloomberg News avançou esta sexta-feira que a Saudi Aramco — a companhia petrolífera estatal da Arábia Saudita — avisou dois clientes europeus do setor de refinação que não vão receber petróleo bruto no próximo mês.
Em causa estão os ataques da semana passada que obrigaram o regime saudita a encerrar temporariamente o seu oleoduto Este-Oeste, no Mar Vermelho. As investidas, feitas com recurso a drones, terão tido origem no Iraque.
A disrupção das exportações de crude provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz tinha obrigado a Arábia Saudita a incrementar a atividade deste oleoduto, com esta interrupção a causar um duro revés, escreve a Bloomberg.
O regime saudita fez saber a dois clientes europeus — que normalmente recebem petróleo bruto ao abrigo de contratos a prazo que garantem um fluxo regular — que as entregas do próximo mês não vão acontecer e que isso aplica-se a todos os clientes da Europa.
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Macklemore tem mural pintado em Gaza após defesa da Palestina tê-lo levado a sair de digressão de Ed Sheeran
O rapper norte-americano Macklemore foi homenageado com um mural na Faixa de Gaza após ter sido excluído da próxima digressão de Ed Sheeran por ter defendido em concerto uma”Palestina Livre”.
De acordo com a agência Reuters, o artista foi representado envolto numa bandeira palestiniana e de punho no ar numa enorme laje de betão nas ruínas da cidade de Gaza por um grupo de artistas alinhados com a causa. “Obrigado por usares a tua voz pela Palestina”, lê-se a acompanhar o mural.
Palestinian artists in Gaza have painted a mural honoring US rapper Macklemore for his outspoken support for Palestinians, amid the destruction left by Israel’s genocidal war.
Working on the wall of a heavily damaged building at risk of collapse, the artists said they struggled… pic.twitter.com/kOpQRdNpiN
— TRT World (@trtworld) September 17, 2026
O mural foi concebido por Anne Redwan e Qusai al-Helo, que disseram à Reuters ter concebido esta obra em jeito de homenagem a Macklemore.
“Como artistas que vivem sob cerco aqui em Gaza, estamos à espera do apoio de qualquer pessoa que consiga ver a perseguição a que estamos sujeitos”, afirmou Redwan à agência.
Esta obra foi desvendada depois do rapper ter anunciado que vai doar um milhão de dólares — cerca de 871 mil euros — dos lucros da sua digressão para ajudar organizações que apoiam a população palestiniana.
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Drone atingiu uma torre de arrefecimento de central nuclear russa de Kursk, mas não provocou incêndio
A Agência Internacional de Energia Atómica comunicou esta tarde ter sido informada “de que a torre de refrigeração de uma unidade do reator da Central Nuclear de Kursk, na Federação Russa, foi atingida por um drone na madrugada desta quinta-feira”.
A agência da ONU, no entanto, adianta que “a unidade estava em funcionamento mas este não se alterou nem houve incêndio”.
The IAEA has been informed that the cooling tower of a reactor unit of the Kursk Nuclear Power Plant in the Russian Federation was hit by a drone early on Thursday. It was reported that the unit was operating at the time, but its operating mode did not change and there was no… pic.twitter.com/UHKyNrChcw
— IAEA – International Atomic Energy Agency ⚛️ (@iaeaorg) September 18, 2026
O diretor geral da AIEA, Rafael Grossi, é citado na publicação dizendo que “os ataques a instalações nucleares são inaceitáveis, pois podem colocar em risco a segurança e a proteção nuclear, independentemente de onde ocorram”, reiteando ainda “o apelo por máxima contenção militar para prevenir o risco de um acidente nuclear”.
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Kiev esteve sob ataque esta tarde, mas não há relatos de vítimas ou danos
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou através do Telegram esta tarde que as unidades de defesa aérea da cidade tiveram de entrar em ação para neutralizar mísseis russos, escreve a Reuters.
A agência confirmou relatos de explosões na capital ucraniana junto de várias testemunhas, mas não há, para já, relatos imediatos de vítimas ou danos.
O ataque motivou a instauração de um alerta aéreo, levantado ao fim de 40 minutos.
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Ucrânia pede que não se reconheça votação russa em territórios ocupados
A Ucrânia instou hoje a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das eleições parlamentares realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de russificação forçada na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.
As eleições, realizadas na Rússia entre hoje e 20 de setembro, são “uma farsa da potência ocupante, que nada tem a ver com eleições democráticas”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia em comunicado.
A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus “resultados sem sentido”, acrescentou o ministério, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo desde 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.
Estas áreas representam cerca de 20% do território ucraniano e correspondem às principais frentes de combate desde a invasão em grande escala das tropas da Rússia, em fevereiro de 2022.
Moscovo considera-as oficialmente território russo, apesar de a generalidade da comunidade internacional não o reconhecer.
“Apelamos aos Estados estrangeiros, às organizações internacionais e a outros sujeitos de Direito internacional para que não reconheçam estas ações da Rússia e não as considerem uma manifestação da legítima vontade política da população dos territórios ucranianos temporariamente ocupados”, afirmou a diplomacia de Kiev.
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Opositores no exílio pedem que novo parlamento russo saído das eleições não seja reconhecido
Um grupo de opositores russos junto do Conselho da Europa classificou hoje as eleições legislativas que começaram na Rússia como um “simulacro” e pediu à comunidade internacional que não reconheça a legitimidade do processo.
“A nova Duma Estatal (câmara baixa do Parlamento russo) não deve ser reconhecida nem como tendo sido eleita democraticamente, nem como representante legítima do povo russo”, defendeu, em comunicado, a Plataforma de Diálogo com as Forças Democráticas Russas da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE).
Criada em outubro de 2025, a plataforma permite o diálogo entre forças democráticas russas no exílio e membros da APCE.
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Bruxelas saúda convocação de eleições na Palestina e pede um processo “justo”
A comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, saudou hoje a decisão adotada em julho pelo Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, de realizar eleições legislativas na Palestina em novembro.
Suica, numa mensagem nas redes sociais após manter uma conversa telefónica com o vice-presidente palestiniano, Hussein al-Sheikh, exigiu, contudo, que seja garantido um processo eleitoral “justo, credível e inclusivo” que contribua para reforçar as instituições palestinianas.
“As eleições serão um importante momento democrático. Garantir um processo eleitoral justo, credível e inclusivo é essencial para fortalecer as instituições palestinianas”, assinalou.
Durante a conversa, a comissária reiterou o “apoio contínuo” da União Europeia ao povo palestiniano e incentivou a Autoridade Palestiniana a alcançar “maiores progressos” na sua agenda de reformas.
Suica abordou também a necessidade de avançar na recuperação de Gaza, bem como o trabalho que o Grupo de Doadores para a Palestina da União Europeia apresentará na Assembleia Geral da ONU na próxima semana.
As eleições legislativas estão convocadas para 28 de novembro na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e na Faixa de Gaza, segundo o decreto aprovado em julho pelo Presidente palestiniano, Mahmud Abbas.
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Embaixadores na UE falham acordo para renovar sanções à Rússia
Os representantes dos Estados-membros junto da União Europeiafalharam hoje um acordo sobre a renovação de sanções à Rússia e que caducam à meia-noite de terça-feira, indicou fonte da presidência irlandesa do Conselho da UE.
Na reunião de hoje, o Coreper debateu a renovação das listas de sanções e falhou um acordo por falta de consenso em torno do pedido francês de retirar o oligarca Alisher Usmanov em troca da libertação de prisioneiros no Azerbaijão.
De acordo com a presidência rotativa da UE, os trabalhos prosseguem na segunda-feira, “com o objetivo de chegar a um acordo antes do prazo-limite da meia-noite de terça-feira”, referiu a mesma fonte.
Se os diplomatas não chegarem a um acordo – que terá de ser validado pelo Conselho da UE – caducam as sanções impostas a cerca de três mil pessoas e entidades, acusadas de favorecer o esforço de guerra russo contra a Ucrânia.
O regime de sanções é renovado a cada seis meses.
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Zelensky lança C8 para reforçar relações da Ucrânia com os países dos Cárpatos
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lançou hoje numa cimeira em Kiev um novo formato de cooperação regional centrado nos Cárpatos para elevar as relações entre Ucrânia, Roménia, Sérvia, Polónia, Eslováquia, Chéquia, Áustria e Hungria.
“Pela primeira vez, aqui na Ucrânia, na nossa zona dos Cárpatos, realizamos uma cimeira que reúne todos os Estados dos Cárpatos, bem como as regiões e comunidades dos nossos países”, afirmou Zelensky.
O líder ucraniano batizou novo formato como C8, em referência aos oito países da região, de acordo com a agência espanhola Europa Press (EP).
“Isto marca o início de um movimento que deverá aproximar ainda mais os nossos países”, afirmou.
Zelensky disse que o C8 visa também “criar outro quadro sólido para a cooperação ao nível” da União Europeia (UE).
“Segurança, energia, uma expansão significativa da logística e da cooperação económica transfronteiriça, bem como um apoio substancial às nossas comunidades”, precisou.
Entre os participantes na reunião estavam o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, e os presidentes da Roménia, Nicusor Dan, e da Sérvia, Aleksandar Vucic.
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Irão organiza maior manifestação pró-Governo desde o início da guerra em Teerão
Centenas de milhares de iranianos desfilaram armados esta sexta-feira pelas ruas de Teerão, numa ação de propaganda organizada pelo Governo, noticia a Associated Press.
O intuito desta ação, adianta a agência, é demonstrar que uma larga fatia da população está disponível para pegar em armas para defender o país e atacar os Estados Unidos e Israel após meses de guerra.
Thousands of people took part in the “Sacrifice for Iran” campaign in Tehran, staging a march from Imam Hossein Square to Enghelab Square to demonstrate national unity.
Follow: https://t.co/oa9JV4ikYQ pic.twitter.com/H02KIq3sAT
— Press TV ???? (@PressTV) September 18, 2026
Intitulada “Janfaday-e Iran”, ou “aqueles que sacrificam as suas vidas pelo Irão”, não se sabe ao certo quantas pessoas é que se voluntariaram para receber treino militar limitado e defender o país.
A AP informa que o chefe da Guarda Revolucionária em Teerão, o general Hassan Hassanzadeh, afirmou à televisão estatal que mais de 600 mil pessoas se tinham inscrito para participar, prevendo-se mais de um milhão a participar nos treinos. A emissora, no entanto, reviu os números, estimando que mais de 300 mil tenham desfilado nas ruas.
O objetivo deste treino, aponta a agência, é criar uma camada adicional de segurança para a Guarda Revolucionária, de caráter paramilitar, e para a milícia Basij, que tem desempenhado um papel fundamental na repressão dos protestos antigovernamentais.
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Combates no Iémen fazem 112 mil deslocados internos e 3.000 refugiados no Djibuti
Pelo menos 112 mil pessoas foram deslocadas no Iémen e cerca de 3.000 outras refugiaram-se no Djibuti desde o reinício dos combates no início de setembro entre os rebeldes huthis pró-iranianos e as forças pró-governamentais, informou hoje a ONU.
Os huthis conseguiram, na semana passada, assumir o controlo do litoral do mar Vermelho, reforçando o seu domínio sobre o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, que liga a Europa à Ásia, através deste mar e do canal do Suez.
Os combates das últimas semanas contra as forças governamentais, no entanto, provocaram centenas de mortos e muitos deslocados no interior do Iémen, com outros a dirigirem-se para o Djibuti, do outro lado do mar Vermelho.
Até à data, as equipas da Organização Internacional para as Migrações (OIM) “recensearam mais de 112.000 pessoas deslocadas” no interior do país, anunciou à imprensa em Genebra, a partir de Áden, Abdusattor Esoev, chefe da missão da organização no Iémen.
“A maioria foi deslocada nas últimas duas semanas, principalmente ao longo da costa ocidental e nas províncias de Taiz e Lahj”, no oeste do país, acrescentou.
Além disso, cerca de 3.000 pessoas já chegaram ao Djibuti em menos de uma semana, “após terem efetuado a perigosa travessia marítima do estreito”, relatou à imprensa a partir do Djibuti Sandrine Desamours, representante local do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
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O que significa "eleições" na Rússia?
O historiador Bruno Cardoso Reis explica por que é que regimes como o da Rússia têm necessidade de mostrar um pendor democrático, mesmo sabendo que não lhes é reconhecida legitimidade eleitoral.
Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.
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Rússia alarga sanções a representantes da UE incluindo eurodeputados
A Rússia alargou a lista de representantes da União Europeia proibidos de entrar no país, em retaliação pelas sanções aprovadas em julho devido à invasão da Ucrânia, anunciou hoje a diplomacia russa.
“A UE mantém a política de medidas restritivas unilaterais, ilegais à luz do Direito internacional”, denunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia num comunicado citado pela agência espanhola Europa Press.
Em resposta, Moscovo “expandiu significativamente” a lista de interdição de viajar devido à “política antirrussa” de Bruxelas.
A lista inclui pessoas “implicadas na tomada de decisões sobre a entrega de assistência material ao regime de Kiev” e em “atividades destinadas a minar a integridade territorial da Rússia”, além de se estender aos “responsáveis pela imposição de sanções antirrussas”.
A lista abrange igualmente indivíduos acusados de “prejudicar as relações da Rússia com países terceiros” e de obstruir a navegação marítima a interesses russos.
Pessoas implicadas na “perseguição de cidadãos russos sob falsos pretextos” e na “criação de mecanismos pseudolegais antirrussos no Conselho da Europa” também são visadas.
“Também impusemos medidas restritivas contra ‘ativistas’ que mantêm posições hostis em relação à Rússia”, afirmou o ministério, precisando que esses ativistas incluem académicos, deputados nacionais e eurodeputados que “votaram a favor de resoluções e projetos de lei antirrussos”.