Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos dos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente ao longo desta sexta-feira. Pode segui-lo aqui.

    Cinco feridos em ataque russo na região de Kiev. Russos vão às urnas nas primeiras legislativas desde o início da guerra

  • Polónia anuncia fim das operações de vigilância aérea. Não foram registadas violações do espaço aéreo

    A aviação militar polaca anunciou o fim das operações de prevenção de ataques no espaço aéreo do país, que foram feitas durante a noite de hoje. Não foi registada nenhuma violação do espaço aéreo polaco.

    “Concluiu-se a operação da aviação militar no espaço aéreo polaco, levada a cabo com o objetivo de garantir a segurança durante os ataques efetuados pela Federação Russa com meios de agressão aérea contra alvos na Ucrânia”, refere o Comando Operacional das Forças Armadas da Polónia, nas redes sociais.

    A operação foi feita com o apoio da NATO e da Força Aérea checa, sendo que as Forças Armadas polacas vão manter-se em “permanente prontidão para assegurar a segurança do espaço aéreo” do país.

  • Rússia afirma que massacre de Bucha foi "uma falsificação total" feita pelo Governo britânico

    Rússia justifica a posição com a falta do número de óbitos e afirma que muitos dos mortos eram do Azov. As conclusões do relatório serão apresentadas por Lavrov à margem da Assembleia Geral da ONU.

    Rússia afirma que massacre de Bucha foi “uma falsificação total” feita pelo Governo britânico

  • Presidente da Autoridade Palestiniana vai dirigir-se à Assembleia Geral das Nações Unidas por videoconferência

    A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que pemite que o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, vai comparcer na Assembleia da próxima semana, por videoconferência.

    A proposta foi aprovada com 152 votos a favor, três contra e quatro abstenções.

    Os Estados Unidos negaram a atribuição de vistos aos membros da delegação palestiniana, incluindo Abbas, pela Organização para a Libertação da Palestina e a Autoridade Palestiniana terem, segundo o Departamento de Estado, pagarem despesas de “terroristas” e “glorificar atos de terrorismo e terroristas em comunicados públicos e livros escolares”, além de “minar e contradizer compromissos” para a resolução do conflito israelo-palestiniano.

  • Polónia mobiliza aviação para prevenir ataques da Rússia

    A aviação militar polaca está a realizar operações no espaço aéreo do país para previnir eventuais ataques, numa altura em que aumentaram os incidentes com drones na Polónia.

    “Devido a novos ataques efetuados pela Federação Russa com meios de agressão aérea contra alvos localizados no centro da Ucrânia, a aviação militar está a operar preventivamente no espaço aéreo polaco”, refere o Comando Operacional das Forças Armadas da Polónia nas redes sociais.

    Foi ativado o estado de prontidão dos sistemas terrestres de defesa aérea e de reconhecimento de radar, sendo que as ações da aviação militar visam a “proteção do espaço aéreo polaco, sobretudo na região oriental do país”.

    Do mesmo modo, a Agência de Serviço Aeronáutico Polaco anunciou a suspensão dos voos dos aeroportos de Lublin e Rzeszów durante as operações das Forças Armadas, durante cerca de uma hora.

  • Kremlin quer prender a filha de Boris Nemtsov, antigo opositor de Putin

    As autoridades russas emitiram um mandado de busca e detenção da filha do opositor Boris Nemtsov, um ex-vice-primeiro-ministro, assassinado em 2015, informaram hoje meios locais, com base em fontes policiais.

    As autoridades acusam Nemtsova, crítica do Kremlin, de participar em atividades de organizações “indesejáveis”.

    Zhanna Nemtsova, jornalista, tem 42 anos e exilou-se em 2015, pouco depois de o seu pai ter sido assassinado numa ponte no centro de Moscovo, nas proximidades do Kremlin.

    Nemtsova fundou uma organização com o nome do pai, que foi classificada como “indesejável” pelo regime de Vladimir Putin em 2024.

    A mesma classificação foi atribuída à Fundação pela Democracia e os Valores Liberais, na qual Nemtsova ocupa um cargo diretivo.

  • Von der Leyen anuncia mais 3.300 milhões de euros para apoio militar a Kiev

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje a transferência de mais 3,3 mil milhões de euros para a Ucrânia, destinados à aquisição de mísseis e drones, após conversa com o Presidente Volodymyr Zelensky.

    “A Rússia está a atacar Kiev sem tréguas, tentando tornar impossível a vida quotidiana dos seus habitantes. Amanhã (sexta-feira), entregaremos mais 3,3 mil milhões de euros à Ucrânia para a aquisição de mísseis e drones”, afirmou von der Leyen em comunicado, reiterando que Bruxelas está “ao lado de todos os ucranianos”.

    “Na semana passada, aprovámos o financiamento da UE para os sistemas Patriot através do nosso Empréstimo de Apoio à Ucrânia”, adiantou a presidente da Comissão, ressalvando que “é claro que é preciso mais” e que, este ano, Bruxelas já mobilizou “quase 15 mil milhões de euros” a Kiev.

    “Estamos dispostos a utilizar os restantes recursos do programa SAFE para lançar um novo programa de projetos conjuntos de Defesa entre a UE e a Ucrânia (…) Poderemos combinar a experiência no campo de batalha e a inovação da Ucrânia com a tecnologia e a força industrial da Europa”, referiu.

    Von der Leyen salientou ainda que o apoio do bloco “vai muito além da defesa”, referindo-se ao processo de adesão da Ucrânia.

  • Guarda Revolucionária diz que atacou petroleiro em Ormuz tenta fazer uma "passagem ilegal"

    A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que atacou um petroleiro com pavilhão do Togo, no Estreito de Ormuz, enquanto tentaria fazer uma “passagem ilegal”. A embarcação incendiou-se.

    “A passagem ilegal pelo Estreito de Ormuz não vai conseguir nada além da destruição do navio infrator”, refere o órgão em comunicado, citado pela Al Jazeera.

    O navio tinha sido “incitado e enganado” pelos militares dos Estados Unidos, acrescenta a Guarda Revolucionária.

  • Rússia e China vetam supervisão das sanções ao Irão devido ao programa nuclear

    A Rússia e a China vetaram uma resolução das Nações Unidas para estender o mandato dos especialistas da ONU que supervisionam as sanções que foram impostas ao Irão devido ao programa nuclear do país.

    O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, considerou que as sanções são “ilegais” e que a extensão do mandato dos especialistas “era profundamente falha e não tinha nenhuma base legal”.

    O seu homólogo chinês, Fu Cong, justificou o veto pela “necessidade de defender a justiça, salvaguardar a paz e a estabilidade no Médio Oriente”, além de procurar uma solução política e diplomática para a questão nuclear iraniana. Além disso, afirma que o mandato da anterior comissão de especialistas terminou a 18 de outubro de 2025 e que o Conselho de Segurança tinha “terminado a sua consideração” sobre o programa nuclear.

    Os sentidos de voto foram elogiados pelo Irão. Nas redes sociais, a Missão Permanente do país nas Nações Unidas afirmou que Moscovo e Pequim defenderam a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e a “integridade do Conselho” e que “impediram mais uma tentativa cínica” dos Estados Unidos e aliados de “abusar” do órgão.

    Do mesmo modo, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano e principal negociador do país com os Estados Unidos, afirmou que a “ordem unipolar em que um lado extrai concessões através da força e da coerção terminou”.

  • Zelensky e Von der Leyen vão encontrar-se na próxima semana em Nova Iorque

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, vão encontrar-se na próxima semana em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, para discuti o financiamento da defesa ucraniana. Os dois líderes também falaram hoje sobre o tema.

    “Discutimos os passos necessários para garantir a nossa resiliência de defesa. Em grande detalhe, discutimos a questão do financiamento da defesa da Ucrânia. Estamos a preparar uma solução para este problema e concordámos em nos encontrar em Nova Iorque à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas”, refere Zelensky nas redes sociais.

    Na conversa de hoje, os dois líderes falaram sobre a utilização de parte dos fundos de defesa europeia SAFE para financiar “novos projetos de defesa pela Ucânia e a União Europeia”, com Zelensky a mostrar-se “preparado” para cooperar em propostas de seguança a nível europeu.

  • Netanyahu vai encontrar-se com Rubio durante Assembleia Geral das Nações Unidas

    Netanyahu não vai encontrar-se com Donald Trump, mas sim com Marco Rubio, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, na próxima semana. A informação é avançada pelo jornal israelita Israel Hayom.

    As razões apontadas pelo jornal para a não realização da reunião com Trump deve-se ao encontro entre o Presidente norte-americano e Xi Jinping.

    Netanyahu e Rubio deverão abordar a guerra do Irão e a situação no sul do Líbano.

  • Relatado "incidente de seguança" no Estreito de Ormuz

    Foi relatado um “incidente de seguança” 16 milhas náuticas (29,6 quilómetros) a nordeste de Khasab, em Omã, perto do Estreito de Ormuz. A informação é avançada pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, sigla inglesa), mas a data do incidente não foi indicada.

    “A tripulação foi relatada como segura. Nenhum impacto ambiental foi confirmado no momento deste relatório”, refere o UKMTO em comunicado.

  • "Se a Europa ficar fechada na casca vai desaparecer"

    O Tenente-General Marco Serronha defende a união da Europa ao Canadá para criar um novo bloco global, capaz de resistir às pressões da Rússia e dos Estados Unidos.

    Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.

    “Se a Europa ficar fechada na casca vai desaparecer”

  • Líderes de empresa de IA devem comparecer ao jantar de Estado com Xi Jinping na Casa Branca

    Os CEOs da OpenAI, Sam Altman, e da Nvidia, Jensen Huang, deverão comparecer ao jantar de Estado feito na próxima semana com o Presidente chinês, Xi Jinping. A informação é avançada por fontes familiarizadas com o assunto à ABC News.

  • Irão está a reconstruir "rapidamente" instalação nuclear atingida por Israel no ano passado

    A Taleghan 2, no complexo militar de Parchin, está a ser “rapidamente” reconstruída após ter sido atacada em outubro de 2024 e no ano passado, revelam imagens de satélite divulgadas pelo Instituto de Ciência e Segurança Internacional.

    As imagens de satélite da Vantor Technologies, datadas de 13 de setembro, mostram a instalação de uma lona “sobre a estrutura fortificada e enterrada que tinha sido destruída” e uma “atividade significativa” no estaleiro de obras em redor da instalação.

    Segundo o instituto, os trabalhos de reparação começaram em junho, tendo sido aplicadas coberturas de betão sobre as marcas das munições destruidoras de bunkers lançadas à parte direita da instalação nos ataques, enquanto a parte esquerda foi concluída em julho.

    “Isto proporcionará uma proteção adicional contra eventuais explusões decorrentes de ataques aéreos”, sublinha o instituto.

  • Estados Unidos aprovam vistos de representantes iranianos para a Assembleia Geral das Nações Unidas

    Os representantes do Irão, incluindo o Presidente do país e o ministro dos Negócios Estrangeiros, tiveram os seus vistos aprovados pelo Departamento de Estado para comparecerem na Assembleia Geral das Nações Unidas da próxima semana. No entanto, a delegação vai esta sujeita a restrições de deslocação e proibições na compra de bens.

    “Em conformidade com as nossas obrigações enquanto país anfitrião, a delegação principal do regime iraniano poderá participar na Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas”, refere o departamento em comunicado, citado pela Associated Press.

    O anúncio feito numa altura de impasse na guerra do Irão e após os Estados Unidos terem negado o visto ao Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abba, e à sua delegação.

  • Estados Unidos sancionam corretora iraniana de ativos digitais usada para transferir pagamentos de navegação por Ormuz

    A BitBank, corretora iraniana de ativos digitais, foi hoje sancionada pelo Departamento do Tesouro norte-americano, por financiamento ilegal de Teerão e ajudar o país a contornar as sanções. A instituição é usada desde junho pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para transferir pagamentos ao regime iraniano.

    “As designações de hoje da infraestrutura de ativos digitais iranianos deixam perfeitamente claro que os esforços para financiar o regime iraniano usando criptomoedas não estão além do alcance do Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros [do Tesouro]”, refere Scott Bessent, secretário do Tesouro, em comunicado.

    Além da BitBank, foram sancionados o programador da corretora, o Pishtaz Simorgh, e três associados do dono da BitBank, que também já tinha sido alvo de sanções.

    (Atualizado às 20h36)

  • Estados Unidos abrem caminho para venda multimilionária de aeronaves para a Arábia Saudita

    O Departamento de Estado norte-americano aprovou uma potencial venda de 48 caças F-35 Lightning II Joint Strike Fighter e outro equipamento militar, no valor estimado de 24,3 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros).

    “A proposta de venda deste equipamento e apoio não vai alterar o equilíbrio militar na região”, refere o departamento, citado pela Reuters.

    Além das aeronaves, o acordo incluiu 49 motores Pratt & Whitney e outro equipamento militar como peças sobressalentes e equipamento de comunicações.

  • Ataques russos à Ucrânia provocaram pelo menos quatro mortos

    Três pessoas morreram e cinco ficaram feridas na sequência de ataques russos em Dnipropetrovsk, avança Oleksandr Ganzha, chefe da administração militar regional, nas redes sociais.

    “Mais de 40 vezes, o inimigo atacou cinco áreas com drones, artilharia e uma bomba aérea”, refere Ganzha.

    Em Kherson, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas após ataques com drones, segundo a Procuradoria Regional de Kherson. Os ataques também provocaram danos em instalações comeciais e veículos.

  • União Europeia condena ataques dos houthis no Iémen e na Arábia Saudita

    A União Europeia condenou os ataques contra a Arábia Saudita e alvos do Governo intenacionalmente reconhecido do Iémen, dando como exemplo a tentativa de ataque a Meca, algo rejeitado pelos rebeldes.

    “Os ataques houthis prejudicam as perspectivas de uma solução não militar do conflito no Iémen e prejudicam ainda mais a segurança regional. Instamos os houthis a cessarem toda a acção militar”, apela Anouar El Anouni, porta-voz da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, em comunicado.

    El Anouni afirma “solidaridade” para com a Arábia Saudita e manifesta o comprometimento em relação a um processo de paz no Iémen, que vive uma guerra civil desde 2014.

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