Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O conflito entre Israel e o Hamas escalou, com o governo israelita a rejeitar uma proposta do Hamas para um cessar-fogo. As condições de Israel incluem a libertação de reféns, o desarmamento do Hamas, a desmilitarização da Faixa de Gaza e o controlo de segurança por parte de Israel. Netanyahu e o ministro da Defesa expressaram uma posição firme, exigindo que o Hamas aceite estas condições ou enfrente uma ofensiva devastadora.
    • No Líbano, granadas foram lançadas próximas à missão das Nações Unidas, acusadas pelas forças israelitas de violar o cessar-fogo com o Hezbollah. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação, considerando esse ato inaceitável e reforçando a necessidade de proteger as forças de paz da ONU. Esta tensão eleva ainda mais as preocupações internacionais sobre a estabilidade da região.
    • As hostilidades também se intensificaram com o envolvimento do Iémen, que lançou um míssil em direção a Israel, mas este foi intercetado pelas Forças de Defesa de Israel. O exército israelita tinha anteriormente realizado ataques aéreos em Sanaa, capital do Iémen, contra alvos associados ao movimento Houthi, que reivindicou ter retaliado com o lançamento do míssil.
    • No âmbito diplomático, a Bélgica e a Colômbia tomaram posições significativas. A Bélgica anunciou que irá reconhecer o Estado da Palestina na próxima Assembleia-Geral da ONU, o que gerou críticas do primeiro-ministro israelita Netanyahu, que acusou o líder belga de ser fraco. Paralelamente, a Colômbia prometeu propor a criação de uma força de paz para a Palestina, decisão que será avançada quando o país assumir o seu lugar no Conselho de Segurança da ONU.

  • Encerramos aqui o liveblog desta quarta-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos no Médio Oriente e sobre a ofensiva israelita na Faixa de Gaza neste novo artigo em direto.

    Ministro da Defesa israelita ameaça houthis com “dez pragas” depois de grupo iemenita lançar três mísseis no espaço de 24 horas

  • Ministro da Defesa israelita diz que Hamas só tem duas opções: aceitar condições de Israel ou enfrentar ataque devastador

    O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, também reagiu ao comunicado do grupo palestiniano que pede um cessar-fogo imediato, avisando que o Hamas só tem “duas opções”: aceitar as condições de Israel ou enfrentar uma ofensiva devastadora.

    O ministro acusou, também, o grupo palestiniano de continuar a “enganar e a proferir palavras vazias”.

    Katz acrescentou, ainda, que o exército israelita “está a preparar-se com toda a força” para prosseguir a ofensiva.

  • Israel rejeita proposta do Hamas para cessar-fogo e exige desarmamento do grupo

    O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou esta terça-feira a declaração do Hamas sobre a prontidão para chegar a um acordo de cessar-fogo, afirmando que “a guerra pode terminar imediatamente” apenas nas condições definidas pelo governo israelita.

    Entre estas exigências estão, segundo o comunicado citado pelo Times of Israel, a libertação de todos os reféns israelitas, o desarmamento do Hamas, a desmilitarização da Faixa de Gaza, o controlo de segurança por parte de Israel e a criação de um governo civil alternativo no enclave.

  • Hamas condena bloqueio israelita à Faixa de Gaza, pede ação urgente da ONU e um cessar-fogo imediato

    O Hamas divulgou, esta terça-feira, um comunicado em que condena o bloqueio e a ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, apelando à intervenção imediata das Nações Unidas e a um cessar-fogo imediato.

    No texto, citado pela Al Jazeera, o grupo palestiniano acusa Israel de cometer crimes que “ameaçam a paz e a segurança internacionais” e de promover uma política de “genocídio e deslocação forçada” da população palestiniana.

    O Hamas sublinhou, também, que está pronto “para firmar um acordo abrangente no qual todos os prisioneiros inimigos detidos pela resistência serão libertados em troca de um número acordado de prisioneiros palestinianos detidos pela ocupação”. O Hamas refere-se aos reféns que mantém como prisioneiros.

    “Este acordo irá pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, resultar na retirada de todas as forças de ocupação de toda a Faixa de Gaza, abrir as passagens fronteiriças para permitir a entrada de todas as necessidades da Faixa de Gaza e iniciar o processo de reconstrução”, continua o Hamas.

    O grupo denunciou, ainda, o “alvo deliberado ao setor médico”, classificando-o como “crime de guerra e violação flagrante do direito humanitário internacional”.

    O Hamas acusa Israel de manter um “cerco sufocante” e de provocar fome a civis, bem como de prosseguir a “destruição sistemática da Cidade de Gaza” num alegado plano de “limpeza étnica e genocídio”.

  • Guterres alerta que ameaças que visem “capacetes azuis” são “inaceitáveis”

    O secretário-geral da ONU expressou hoje “profunda preocupação” com o lançamento de granadas por Israel nas proximidades da Missão das Nações Unidas no Líbano (Finul), considerando “inaceitável” que a vida dos “capacetes azuis” seja colocada em risco.

    Apesar de não se terem registado feridos, António Guterres enfatizou que quaisquer atos que coloquem em risco a vida dos “capacetes azuis”, como são conhecidos os operacionais das missões de paz da ONU, são “completamente inaceitáveis”.

    O secretário-geral “exige que as partes cumpram as suas responsabilidades para garantir a segurança dos soldados da paz e a inviolabilidade das instalações da ONU”, disse ainda o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

    Hoje de manhã, a Finul acusou Israel de “um dos ataques mais graves contra” os “capacetes azuis” desde novembro, data do cessar-fogo que pôs fim à guerra entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah.

  • Irão acelerou ritmo de produção de urânio enriquecido a 60%, diz AIEA

    O Irão acelerou o ritmo de produção de urânio enriquecido a 60%, limiar próximo dos 90% necessários para fabricar uma arma nuclear, segundo um relatório confidencial da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), hoje citado pela agência AFP.

    Este aumento foi constatado a 13 de junho, ou seja, no início da guerra de 12 dias desencadeada por um ataque israelita ao Irão.

    Nessa data, a AIEA determinou que o total de urânio enriquecido a 60% do Irão era de 440,9 quilos, o que representa um aumento de 32,3 quilos desde 17 de maio (em comparação com um aumento de 133,8 quilos no período anterior).

    Desde então, a agência especializada da ONU com sede em Viena não tem reunido as condições para realizar as suas atividades no terreno, para recolher as informações necessárias.

    Embora tenha inicialmente retirado os seus inspetores do Irão por razões de segurança, a AIEA lamenta a subsequente suspensão da cooperação de Teerão, classificando tal decisão como “profundamente lamentável” e exortando as autoridades iranianas a autorizarem a retomada das inspeções “sem demora”.

    “Enquanto a agência não puder retomar as suas atividades de verificação in loco, não poderá quantificar o stock de urânio enriquecido do Irão com a mesma confiança e precisão de antes, nem determinar a sua localização”, sublinhou.

  • IDF anunciam morte de dois membros do Hezbollah em ataque no sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) anunciaram esta quarta-feira que a Força Aérea matou dois membros do Hezbollah em ataques realizados no sul do Líbano.

    Um dos alvos foi identificado como Al-Munim Musa Sweidan, representante local do Hezbollah na localidade de Yater, acusado de facilitar o uso de propriedades privadas pelo grupo para armazenar armas e realizar vigilância.

    Noutro ataque, na aldeia de Shebaa, foi morto um membro das chamadas “Brigadas de Resistência Libanesa”, também associadas ao Hezbollah.

    O exército israelita afirmou que as atividades destes homens violavam o cessar-fogo estabelecido entre Israel e o Líbano.

  • Netanyahu acusa manifestantes de agirem “como fascistas” nos protestos em Jerusalém

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou esta quarta-feira os manifestantes que protestam perto da sua residência oficial, em Jerusalém, de estarem a agir “exatamente como fascistas”.

    Num vídeo divulgado à imprensa israelita, Netanyahu afirmou que “numa democracia, as manifestações são legítimas”, mas acusou os protestantes de terem “ultrapassado todos os limites”, referindo-se a atos de vandalismo, bloqueios de estradas e perseguições aos governantes e respetivas famílias.

    Segundo o primeiro-ministro, “os manifestantes ameaçam diariamente assassinar-me a mim, à minha família e também cometem incêndios criminosos”.

    Entre os visados esteve a família do major da reserva, Yoav Bar Ishay, cujo carro foi incendiado. O militar, neto do antigo ministro Yaakov Neeman, já cumpriu mais de 260 dias de serviço e deverá regressar a Gaza na próxima semana.

  • Filme “The Voice of Hind Rajab” sobre Gaza causa emoção no festival de Veneza

    A guerra em Gaza entrou hoje pelo Festival de Cinema de Veneza, que decorre em Itália, através do filme “The Voice of Hind Rajab”, da realizadora tunisina Kaouther Ben Hania, sobre uma menina palestiniana morta pelo exército de Israel.

    “The Voice of Hind Rajab”, filme integrado na competição oficial do festival de Veneza, relata a história verídica de uma menina palestiniana de cinco anos que foi encontrada sem vida, em janeiro de 2024, em Gaza, dentro de um carro onde seguia com tios e primos, alvo de um ataque israelita.

    Antes de morrer, Hind Rajab passou várias horas ao telefone com paramédicos do Crescente Vermelho, enquanto o carro era alvejado por militares e os familiares eram assassinados, e essas gravações serviram de base para o filme de Kaouther Ben Hania, exibido hoje em Veneza.

    O filme contou com apoio à produção de nomes como Brad Pitt, Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Alfonso Cuaron e Jonathan Glazer.

  • Manifestantes protestam junto à residência de Netanyahu em Jerusalém

    Milhares de pessoas voltaram hoje às ruas de Jerusalém, manifestando-se em frente à residência do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

    Os manifestantes exigem paz e o regresso dos reféns detidos na Faixa de Gaza.

  • IDF dizem que míssil lançado pelo Iémen foi intercetado

    O míssil que tinha sido lançado pelo Iémen em direção a Israel foi intercetado, noticia a Al Jazeera, que cita as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

    As forças israelitas disseram, ainda, que soaram várias sirenes de aviso antes da interceção do míssil.

  • Iémen lança míssil em direção a Israel, dizem IDF

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) relataram, na tarde desta quarta-feira, que um míssil proveniente do Iémen foi lançado em direção a Israel, escreve o Haaretz.

  • 11.ª etapa da ‘Vuelta’ sem vencedor devido a protestos pró-Palestina

    A 11.ª etapa da Volta a Espanha em bicicleta terminou hoje sem vencedor e com os tempos contabilizados a três quilómetros da meta, devido a protestos pró-Palestina e contra a participação da equipa Israel-Premier Tech.

    “Devido a alguns incidentes na linha de chegada, decidimos cronometrar o tempo a três quilómetros da meta. Não teremos um vencedor da etapa”, referiu a organização.

    A etapa, com 157,4 quilómetros com início e fim previsto em Bilbau, ficou marcada pelos vários protestos ao longo do dia contra a presença da Israel-Premier Tech na corrida e contra a situação que vive a população palestiniana em Gaza.

    Na zona de meta, na primeira passagem do pelotão, foi possível ver várias bandeiras da Palestina concentradas, com as barreiras de proteção quase a cederem, com elementos da organização também no local.

  • Trump exige a libertação "imediata" dos 20 reféns que estão na posse do Hamas

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu esta terça-feira ao Hamas que liberte “imediatamente” todos os reféns israelitas que ainda possam estar vivos e que estão na posse do grupo palestiniano.

    Numa mensagem publicada na Truth Social, o líder da Casa Branca afirmou que “as coisas vão mudar rapidamente” caso o grupo palestiniano aceite a exigência de libertar os 20 reféns, acrescentando em maiúsculas: “VAI TERMINAR!”.

    Trump reféns Gaza Truth Social

    A administração norte-americana mantém o apoio à ofensiva israelita em Gaza e responsabiliza o Hamas pelo impasse nas negociações de cessar-fogo — apesar de o grupo já ter aceitado várias propostas de mediação.

  • Chefe do exército israelita visitou Gaza e anunciou segunda fase da operação "Carruagens de Gideão"

    O Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa), Eyal Zamir, visitou esta terça-feira a Faixa de Gaza. Sobrevoou a cidade e reuniu-se com comandantes da 162.ª Divisão e de várias brigadas, no âmbito da preparação para o avanço da ofensiva, relata o Times of Israel.

    Durante o encontro com as tropas israelitas, Zamir anunciou o início da segunda fase da operação “Carruagens de Gideão”, sublinhando que a recuperação dos reféns continua a ser “uma missão moral e nacional”. O general garantiu que as forças israelitas irão “continuar a atacar os centros de gravidade do Hamas até à sua derrota“.

    Zamir destacou que as forças no terreno enfrentam “alguns dos maiores desafios da história de Israel” e elogiou a coragem e dedicação dos soldados em condições difíceis.

  • Netanyahu acusa homólogo belga de ser um "líder fraco", após Bruxelas anunciar que vai reconhecer Estado da Palestina

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou o seu homólogo belga, Bart De Wever, de ser um “líder fraco”, depois de a Bélgica anunciar que irá reconhecer o Estado palestiniano na Assembleia-Geral da ONU, marcada para este mês.

    Na rede social X, Netanyahu diz que De Wever “procura apaziguar o terrorismo islâmico sacrificando Israel”, querendo “alimentar o crocodilo terrorista antes que este devore a Bélgica”.

    “Israel não vai concordar e continuará a defender-se”, concluiu Netanyahu.

  • Desde o amanhecer, morreram 53 palestinianos na Faixa de Gaza

    Desde o amanhecer desta quarta-feira, morreram na Faixa de Gaza 53 palestinianos, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave, administrado pelo Hamas.

    Desde o início do conflito, a 7 de outubro de 2023, já morreram 63.746 pessoas em Gaza e há registo de, pelo menos, 161.245 feridos.

  • Israel desmantela célula do Hamas que pretendia assassinar Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional

    O Serviço de Segurança Interna Shin Bet e as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) desmantelaram uma célula do Hamas que planeava assassinar o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, relata o Jerusalém Post.

    De acordo com as autoridades israelitas, a célula por militares da Cisjordânia que planeavam usar drones com explosivos para matar Ben Gvir.

    Os suspeitos foram presos e os drones foram apreendidos no âmbito da operação israelita que decorreu nas últimas semanas.

    “O Shin Bet continuará a trabalhar para impedir qualquer tentativa do Hamas de promover atividades terroristas contra o Estado de Israel e os seus cidadãos”, afirmou o Shin Bet, acrescentando que irá tomar medidas “para processar os envolvidos nestas atividades”.

  • Um morto em ataque israelita no sudeste do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) levaram a cabo um ataque na região de Shebaa, no sudeste do Líbano. Há, pelo menos, um morto, relata a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde libanês.

    O exército israelita tem realizado regularmente ataques no sul do Líbano, alegando ter como alvo membros do Hezbollah, apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024.

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