Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Este liveblog fica por aqui. Obrigada por nos ter estado a acompanhar

  • Cotrim e campanha "mais animada" com Ventura? "As ideias de animação da IL são muito esquisitas"

    Depois de ter dito que há várias pessoas à esquerda que ainda podem pronunciar-se sobre presidenciais, e questionado sobre as declarações de João Cotrim Figueiredo — que disse que a campanha seria “mais animada” com André Ventura, Rui Tavares prosseguiu numa narrativa de ataque aos liberais: “As ideias de animação da IL são muito esquisitas.”

    “Há uma coisa para que os liberais servem ou devem servir, que é para combater os anti-liberais ou autoritários, não é uma ideia de animação”, refere o líder do Livre. E questiona: “Se os liberais não servem para combater os autoritários, servem para quê? Deve ser por isso que os liberais estão atrás do Livre nas sondagens.”

    “Gostaria muito que houvesse um partido liberal em Portugal”, sugere Tavares, concluindo que não sabe qual “a animação que Cotrim Figueiredo procura na campanha presidencial”.

  • IL acusa Rui Tavares de "populismo" e avisa que "ultrapassagem" aos liberais "vai demorar"

    Marta Von Fridden, da Comissão da Iniciativa Liberal e representante dos liberais no encerramento do Congresso do Livre, disse estar chocada com o “populismo” de Rui Tavares.

    “É chocante que um deputado como Rui Tavares, que se apresenta como uma pessoa que combate a demagogia e populismo, a fazer discurso populista ao tentar colar a IL ao Chega, que não aceitamos e achamos intelectualmente desonesto”, refere a liberal. “Reagimos como se fosse o Chega de André Ventura a fazer esse tipo de comentário”, acrescenta.

    Numa referência à sondagem que coloca o Livre à frente da IL, Marta Von Fridden entende que essa “ultrapassagem vai demorar mais algum tempo”.

  • Tavares anuncia plataforma "não partidária" como o "contra-ataque à direita e extrema-direita"

    A falar para os possíveis novos autarcas do Livre, Rui Tavares lembra que o partido quer governar para a “mudança”: “Não sejam eleitos e comecem a dizer que é tudo muito difícil de implementar.”

    “Uma esquerda norteada por ideias de liberdade, mudança e progresso é uma esquerda que nunca perde o norte”, destaca, apelando que progressistas “falem mais entre si” e veja “os passos a dar para dar a volta a isto”.

    Anuncia agora o portal “progressistas.pt”, não partidário, como um “ponto de encontro para ajudar os progressistas a dar a volta a isto”. “Uma coisa que não é partidária, mas faz muita falta a Portugal, em vez de estarmos o tempo todo a queixar-nos que a direita e a extrema-direita dominam nas redes, começarmos a fazer o contra-ataque que nos vai levar à vitória”, diz, acrescentando que também passará a haver um jornal disponível.

    Em pleno Mosteiro de São Bento da Vitória, onde se realiza o XVI Congresso, Rui Tavares atira alto: “Em São Bento já estamos, agora queremos a vitória.”

  • Tavares ataca PSD e IL: "Se não servem para derrotar a extrema-direita, para que servem?"

    Sobre presidenciais, Rui Tavares acredita que o Livre se tem portado de forma responsável. E relativamente ao crescimento do partido, diz que os comentadores se esquecem de ver que, na última sondagem, “o Livre aparece como o quarto maior partido” e como uma “oposição ao estado de coisas da extrema-direita”.

    E volta a atacar PSD e IL, aqueles que defendem ideias “liberais ou democráticas”: “Se não servem para conter e derrotar a extrema-direita, para que servem?”

  • Rui Tavares: "AD, IL e Chega estão a governar, estão ao comando de uma política cada vez mais agressiva"

    Rui Tavares, porta-voz do Livre, encerra agora o XVI Congresso do partido, no Porto. Recorda a tragédia de Entre-os-Rios como um “choque” para falar sobre a Glória: “Discussão é feita em agenda mediática demasiado pequena, à procura da culpa.”

    “Isto não podia ter acontecido. Mostra-nos a ligeireza da superficialidade de uma política que tem sido seguida pela nossa elite. A luta entre o dinheiro fácil e o verdadeiro enriquecimento”, afirma Tavares, que insiste que o Livre fez avisos.

    Tavares segue para criticar a IL e a forma como o partido é “tão exigente” e apoia Carlos Moedas na recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa.

    Rui Tavares recorda a visão de separar “a direita não democrática” dos democratas e acusa a AD de ter escolhido o contrário: “Luís Montenegro foi a correr atrás da agenda da extrema-direita. A nossa situação política não é de três blocos, a direita está a governar. AD, IL e Chega estão a governar, estão ao comando de uma política cada vez mais agressiva e superficial e menos atenta”, atira.

    O Livre, diz, está a fazer oposição a essa política, “mesmo quando não está ninguém [no Parlamento] para ouvir”. E sugere que a comunicação social não dá atenção ao que é necessário.

  • Marcelo: Vivem-se tempos em que "apetites" e "vanglórias" valem "muito mais do que poder da razão”

    Marcelo Rebelo de Sousa continuou, advertindo que se vivem tempos “em que as alegadas razões dos poderes, dos apetites, das vanglórias, valem muito mais do que o poder da razão”.

    O chefe de Estado defendeu que o sentimento de esperança deve ser “para todos”, sobretudo “para a maioria esmagadora dos desesperançados e até para os pouquíssimos que se auto concentram na sua esperança de privilegiados”.

    O chefe de Estado prosseguiu, apelando a uma esperança “com caridade, ou seja, com amor, com serviço, com doação, com partilha com todos”, especialmente “com os que nasceram e sobrevivem onde não há sol, nem luz, nem vida possível, nem alimento, nem teto, nem cuidado de saúde, nem educação, nem trabalho, nem presente, nem futuro”.

    “Esperança, fé e amor nos que têm família, nos que a têm repartida, longínqua, dilacerada, naqueles que só conhecem a morte, a fome, a odisseia sem horizonte”, acrescentou.

    Marcelo salientou que estas pessoas “não conhecem, nunca conhecerão a esperança da geopolítica dos senhores do mundo, nem dos donos das galáxias, ou dos satélites, ou das plataformas mais avançadas, nem daqueles que confundem a vida nessas suas galáxias com o solo desta terra e dos que a pisam, dia após dia, em busca de amanhã que nunca conhecerão”.

  • Marcelo: "É tempo de reafirmar a esperança, por palavras e ainda mais por atos”

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que “é tempo de reafirmar a esperança, por palavras e ainda mais por atos”, num mundo de guerras, “extermínios, exclusões e egoísmos”, apelando à tolerância.

    “É tempo de reafirmar a esperança, por palavras e mais ainda por atos, por gestos comunitários de fé, pela prática intemerata da caridade, do amor partilhado, da doação aos outros, do respeito dos seus direitos e deveres, da sua diferença, do seu pluralismo, da sua proximidade, da justiça, do diálogo, da tolerância e da paz”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa, que falava num encontro do Jubileu do “Compromisso com a Cidade”, organizado pelo Patriarcado de Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

    Numa intervenção perante o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Papa Leão XIV, o chefe de Estado português salientou que a esperança é essencial em “tempos de desesperança”.

    “De guerras, de extermínios, de misérias – nos corpos e nos espíritos -, de explorações, de sujeições, de dependências, de exclusões, de esquecimentos, de egoísmos, de transação de valores e princípios, de espezinhar, aos milhões e milhões, dignidade de pessoas, de grupos, de povos, de nações, de regiões, de partes de continentes, banhados por todos os oceanos”, salientou.

  • Livre sobre acidente na Glória: "Realidade cobrou o mais elevado preço que a incompetência e negligência podem gerar"

    Carlos Teixeira, primeiro nome do Livre à Câmara Municipal de Lisboa, na lista que Alexandra Leitão encabeça, começa por pedir um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente do elevador da Glória e um aplauso para todos os que estiveram envolvidos no apoio e nas investigações.

    Estava preparado para falar sobre a natureza e a importância que esta tem nas cidades, mas o acidente alterou os planos. “A realidade em Lisboa cobrou o mais elevado preço que a incompetência, indiferença e negligência podem gerar na governação de uma cidade”, atira o candidato a vereador pelo Livre.

    Sentiu que estava perante o “culminar de uma realidade a que vinha assistido nos últimos quatro anos”, crente de que houve “indiferença por parte de Carlos Moedas face à vulnerabilidade da cidade de Lisboa e de muitas das pessoas que lá habitam”.

    Maria João Gala

    Carlos Teixeira assegura que foram feitas perguntas sobre a capacidade biofísica do território e não acredita que “Carlos Moedas estivesse a escutar os vereadores”. Questionou a gestão dos fundos e sentiu-se “menospreza” e afirmou que a “Carris terá sempre motivos e necessidade para usar 4 milhões de euros quando estava a ser proposto um corte no orçamento” e diz ter sido “ignorado”.

    “Carlos Moedas não contava ganhar, não tinha visão nem um projeto”, nota Carlos Teixeira, frisando que “nunca houve uma relação de proximidade” com os lisboetas, mas sim “uma relação de performance e promoção da sua própria imagem para outros objetivos políticos”.

    O candidato do Livre a Lisboa acusa Carlos Moedas de ter sempre “menosprezado” as ideias dos vereadores da oposição, dizendo que o autarca fez-se de “vítima” e que fez de “vítima habitantes, trabalhadores e pessoas que visitam a cidade”.

    Maria João Gala

  • Alexandra Leitão pede "debate sereno" sobre carga do turismo em Lisboa

    Candidato do PS a Lisboa apontou também a necessidade de se fazer uma reflexão sobre a questão do turismo em Lisboa depois da tragédia que matou 16 pessoas na capital.

    Alexandra Leitão pede “debate sereno” sobre carga do turismo em Lisboa

  • Cotrim Figueiredo admite que campanha às presidenciais seria "mais animada" com André Ventura

    Candidato presidencial considera que lista de interessados era “cinzenta”. “E a André Ventura pode-se acusar de muita coisa, de cinzentismo, não”, disse Cotrim.

    Cotrim Figueiredo admite que campanha às presidenciais seria “mais animada” com André Ventura

  • Mariana Leitão espera "muito mais pessoas eleitas do que em 2021" pelas listas da Iniciativa Liberal

    Líder da Iniciativa Liberal diz que eleições autárquicas de outubro “são um dos grandes desafios” do partido.

    Mariana Leitão espera “muito mais pessoas eleitas do que em 2021” pelas listas da Iniciativa Liberal

  • Carneiro proíbe acordos com o Chega: "Candidatos do PS nunca se colocarão do lado dos que podem atacar a democracia"

    Carneiro elogia ainda, na rentrée do PS, os autarca do partido e evoca o comício da Fonte Luminosa, em 1975, para garantir um partido afastado de extremismos. Promete mesmo que no dia seguinte às eleições autárquicas nenhum autarca socialista fará acordos com o Chega.

    Sem dizer o nome do partido liderado por André Ventura, Carneiro diz aos eleitores que “podem confiar no candidatos do PS porque no dia 12, mesmo que não consigam alcançar as maiorias que desejavam, serão a garantia dos valores que referimos e nunca se colocarão do lado dos que podem atacar a democracia e o estado de direito democrático”.

    Carneiro terminam o discurso em Coimbra, com os candidatos do partido atrás de si, a atacar a “instrumentalização dos medos” e a colocar o PS como o “baluarte dos valores da liberdade, da igualdade e da justiça social”.

    Evoca o comício da Fonte Luminosa, em Lisboa em 75, para lembrar que, nessa altura, o PS “não queria voltar à antiga ditadura da direita, mas também não queria ir para uma nova ditadura de esquerda”.

    A proibição de acordos com o Chega já constava no compromisso autárquico que Carneiro apresentou para os candidatos a estas eleições.

  • Carneiro promete alterar lei eleitoral autárquica para dar "mais eficácia" e "estabilidade" ao poder local

    Tal como já tinha na sua moção de estratégia, Carneiro promete também alterações à lei eleitoral dos órgãos das autarquias locais para “dar mais eficácia ao poder local” mas que também consiga maior “estabilidade dos executivos municipais”.

    Ao mesmo tempo quer “reforçar os poderes das assembleias municipais”. E ainda quer um novo estatuto dos eleitos locais, nas freguesias e nos municípios.

  • Carneiro quer alterar lei de finanças locais para dar mais capacidade às autarquias

    Carneiro diz que as autárquicas como a “primeira e principal prioridade” do PS nesta altura e aponta aos mais jovens e à classe média, nestas eleições, definindo como objetivo “arranjar respostas adequadas às suas necessidades”.

    Destaca a habitação e a saúde como temas decisivos para seguir esse objetivo de conquista dos mais jovens e da classe média. Mas também coloca o foco do partido na “Educação, na Cultura na Ciência e no Conhecimento”.

    Num discurso em que também fala de economia, Carneiro assume como compromisso “do futuro primeiro-ministro” o compromisso para aprovar uma nova lei de finanças locais, para que os municípios portugueses “participem mais das receitas do Estado” e que “seja mais proativa na criação de maiores condições de coesão, na distribuição de recursos por todo o país”.

  • "O poder local é o coração do PS", diz Carneiro na rentrée do partido

    Na convenção autárquica do PS, em Coimbra, fala agora o líder do partido José Luís Carneiro que começar por dizer que “o poder local é o coração do PS”, enaltecendo os 63 mil candidatos em listas do partido nas eleições do dia 12 de outubro.

    “Os nossos autarcas são gente de confiança”, afirma Carneiro que evoca o passado. “Estivemos desde 76 nas grandes infraestruturas de desenvolvimento”, elencando as várias obras no país nos primeiros anos da democracia e também a transferência de competências para os municípios, feita em governos PS.

    Carneiro acredita que tudo isto produz “confiança” dos eleitores no PS, isto numa altura em que o Chega aparece destacado numa sondagem que o coloca mesmo à frente do PSD (sobre intenções de votos nas legislativas).

  • CDU vai participar em debates de Lisboa e Porto organizados pela SIC

    A Coligação Democrática Unitária (CDU) vai participar nos debates com os candidatos às autarquias de Lisboa e Porto, organizados pela SIC, depois de a Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) ter considerado que a sua exclusão violava a lei.

    Esta informação foi confirmada à Lusa por fonte da direção de informação da SIC, que adiantou que o debate com os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa (CML) se mantém para dia 15, e o debate para a autarquia do Porto será reagendado para dia 21, “por questões práticas”.

    Nua nota enviada às redações, a CDU Lisboa lembrou que “desde o primeiro momento advertiu que a intenção da SIC de realizar um debate frente-a-frente entre os candidatos das coligações PSD/CDS/IL e PS/Livre/BE/PAN à Câmara Municipal de Lisboa, excluindo o cabeça de lista da CDU (força representada no atual executivo camarário) [João Ferreira] constituía um ato discriminatório, contrário à lei, que feria o pluralismo democrático”.

    Neste contexto, a CDU — coligação PCP/PEV apresentou queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e à ERC.

    “A CDU saúda todos os democratas que nos últimos dias expressaram, de forma massiva, o seu descontentamento e indignação perante a atitude discriminatória por parte da SIC. Este movimento que se gerou é indissociável do desfecho agora verificado”, termina a nota dos comunistas.

  • Vitória do PS nas autárquicas afastará “tendências autocráticas e ditatoriais”, diz Carlos César

    O presidente socialista defendeu hoje que a vitória do PS nas autárquicas será um “novo fôlego para a democracia portuguesa” e afastará “tendências autocráticas e ditatoriais”, avisando que o Chega parece bom na oposição, “mas não prestará” num governo.

    “Quando ouço o Chega falar sobre o país, lembro-me sempre de um canivete suíço que comprei numa loja ‘low cost’ de bugigangas: lá vistoso e barato era, mas quando se tratou de fazer obra com ele, desmanchou-se aos bocados! Parecia que servia, mas não serviu para nada. A extrema-direita parece boa na oposição, mas não prestará para nada que sirva ao povo num governo”, defendeu Carlos César na sua intervenção na abertura da Convenção Autárquica do PS, que decorre hoje em Coimbra.

    Segundo o presidente do PS, e a menos de um mês das autárquicas, “é preciso um poder local forte e esclarecido” porque Portugal se confronta neste momento com “um poder central fraco e sem rumo e com a jogatana e os desmandos perigosos que nos chegam da extrema-direita”.

    Para Carlos César, “uma grande votação nas candidaturas do PS” será um contributo para que Portugal continue “excecionado das tendências autocráticas e ditatoriais que minam outros espaços e continentes”.

    Na perspetiva do presidente socialista, “nunca a vitória do PS” significou tanto “para um novo fôlego para a democracia portuguesa”.

    “O manifesto de compromisso dos autarcas socialistas, que hoje simbolicamente é subscrito, vem nesse sentido”, apontou.

    Segundo César, aquilo que é pedido aos autarcas do PS não são “fidelidades partidárias, mas sim fidelidade aos seus eleitores e atenção ao seu território” para que se distingam “como fatores de mobilização da cidadania, como exemplos de honestidade”.

    “Os portugueses, neste ano e meio, estão a ver que o Governo da AD não realizou nenhuma das soluções salvíficas e milagrosas que prometia, referiu.

    César avisou ainda para os “momentos de incerteza” que Portugal vive, considerando que “o Governo em pouco contribui para o que de positivo acontece, ou se pretende que aconteça”.

    “Durante o período trágico em que os incêndios destruíram recursos e lançaram o pânico nas comunidades e nas famílias, e os bombeiros se desdobravam em tarefas hercúleas, em pouco mais vimos os governantes e o primeiro-ministro do que na festança do Pontal e vimos os vendilhões do Chega numa campanha farisaica, que só merecia as chicotadas de outras eras no templo, em Jerusalém”, condenou.

    O presidente do PS deixou ainda avisos sobre a situação económica porque, apesar das estimativas do Governo sobre a dívida pública, “os meios poderão vir a escassear, a desaceleração da atividade económica é previsível e as causalidades externas vão, com certeza, pesar na economia como nos orçamentos”.

    César começou a sua intervenção com uma palavra à candidata do PS à Câmara de Lisboa, Alexandra Leitão, na sequência da tragédia no elevador da Glória, sublinhando o “sentido de responsabilidade, a decência, a prontidão e a sensibilidade que revelou”.

    “Uma saudação ao nosso secretário-geral, com ele, o PS está a recuperar a energia que é necessária para se confirmar como uma alternativa, centrada no concreto dos problemas do país, confiável no presente e para o futuro”, enfatizou.

    Antes, tinha tomado a palavra a candidata do PS à Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, cuja eleição foi um dos objetivos políticos assumidos pelo líder do PS, José Luís Carneiro.

    “Nós não podemos aumentar salários, mas podemos melhorar, mas podemos ter políticas que permitam às pessoas que, com os mesmos salários, tenham maior poder de compra”, defendeu Ana Abrunhosa, apontando medidas como a diminuição do preço da habitação, a melhoria dos transportes e a adoção de medidas para captar e fixar os jovens.

    “Vamos trabalhar com todas as instituições fundamentais para que Coimbra seja a escolha […] de ficar, brilhar e prosperar”, acrescentou a ex-ministra da Coesão Territorial.

  • Isabel Mendes Lopes considera que alteração à lei laboral é "enorme retrocesso" e diz que "recuo" de ministra "não basta"

    A líder parlamentar do Livre anunciou que o Livre vai juntar-se à manifestação contra as alterações à lei laboral, por considerar que o projeto do Governo “ataca os direitos das crianças, das famílias e dos trabalhadores” e “é um enorme retrocesso”.

    “A indignação tem sido tão grande que a ministra até já terá assumido recuar e, por exemplo, não retirar a questão do luto gestacional, mas não basta”, alerta, frisando que é preciso pensar em como é possível usar a tecnologia a favor das pessoas.

    “Neste século XXI usemos a tecnologia para o bem comum e não permitamos que seja usada por quem quer explorar, prejudicar, destruir, limitar a nossa liberdade”, reitera.

    MARIA JOÃO GALA/OBSERVADOR

  • “Temos o objetivo de sermos o partido com mais votos”, diz Carneiro

    O secretário-geral do PS assumiu hoje o objetivo de, nas autárquicas, ser “o partido com mais votos no país”, questionando o ‘timing’ de uma sondagem que põe o Chega em primeiro lugar quando não há legislativas à vista.

    “Nas autarquias temos o objetivo de sermos o primeiro partido com mais votos no país, mas os portugueses ditarão aquilo que entendem em relação ao futuro do enquadramento e da arquitetura do sistema político português”, respondeu aos jornalistas José Luís Carneiro à chegada à Convenção Autárquica Nacional do PS, que decorre hoje em Coimbra e que assinala a rentrée do partido.

    O líder do PS disse ter “convicções realistas” e reiterou que o objetivo é ganhar “o maior número de câmaras, o maior número de freguesias e o maior número de assembleias municipais”.

    Questionado sobre a manutenção do objetivo tendo em conta uma sondagem recente que dá o Chega em primeiro lugar, Carneiro começou por sublinhar o “apreço imenso” pelo trabalho dos jornalistas, “contrariamente a outros que atacam” trabalho da comunicação social.

    “E porque tenho um grande respeito pelo vosso trabalho, devolvo com uma pergunta. Não acha estranho que, tendo eleições autárquicas, tendo a seguir eleições presidenciais, o mais certo seria avaliar quem está melhor posicionado para as eleições autárquicas ou para as eleições presidenciais. Não há, que eu saiba, eleições legislativas à vista”, apontou.

    Questionando o ‘timing’ desta sondagem, o secretário-geral do PS referiu que nos estudos de opinião que o PS dispõe “o Chega aparece sempre em terceiro lugar”.

    “Compreendi como uma tentativa de levar a que haja um candidato putativo que possa desistir dos seus objetivos eleitorais para as presidenciais, para que os votos na direita se possam concentrar num dos candidatos”, respondeu, quando interrogado sobre qual entendia que era o motivo deste estudo de opinião nesta fase.

1 de 2