Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não tem qualquer hipótese de vencer as eleições na Ucrânia, expressando apoio a um possível candidato alternativo, o antigo comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas. Putin também elogiou Donald Trump por ter “carta branca” nas suas ações relativamente à Ucrânia, ao contrário dos líderes europeus.
    • No terceiro aniversário da invasão russa à Ucrânia, vários líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reuniram-se em Kiev para expressar solidariedade com a Ucrânia. Von der Leyen anunciou um novo pacote de apoio financeiro de 3,5 mil milhões de euros, destacando a intenção de acelerar o envio de armas e munições.
    • A cimeira internacional de apoio à Ucrânia contou com a participação de vários líderes de todo o mundo, onde foi destacado o apoio económico e militar a Kiev. O Reino Unido anunciou um novo pacote de sanções à Rússia, enquanto Espanha comprometeu-se a enviar um bilhão de euros em ajuda militar.
    • Houve um incidente no consulado russo em Marselha, onde ocorreram explosões atribuídas a artefatos arremessados que não causaram danos significativos. A Rússia classificou este acontecimento como um potencial ato terrorista e exigiu medidas das autoridades francesas para garantir a segurança das missões diplomáticas.

    [António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio são três “Homens de Uma Certa Idade” a discutir a vida “de forma sincera”. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Paz na Ucrânia para breve? Macron concorda com Trump

    O Presidente francês, que está em Washington onde esteve reunido com o homólogo norte-americano, admitiu que a paz na Ucrânia pode ser alcançada “nas próximas semanas”.

    “Primeiro precisamos de paz. Acredito que isso poderá ser concluído nas próximas semanas”, disse Emmanuel Macron, à Fox News, concordando com as declarações anteriores de Donald Trump.

  • Detidos suspeitos de ataque a consulado russo em Marselha

    Foram detidos dois homens suspeitos de estarem envolvidos no ataque com artefactos explosivos ao consulado russo em Marselha.

    A detenção ocorreu pelas 19h30 locais (18h30 em Lisboa), mais de onze horas depois do incidente. Segundo a BFMTV, os homens foram intercetados após participarem numa manifestação pró-Ucrânia.

    De acordo com a polícia de Marselha, foram atirados três projéteis por cima do muro do consulado russo na cidade portuária francesa, dois dos quais explodiram.

  • Putin diz que Zelensky "não tem hipóteses" de vencer eleições

    Numa entrevista à televisão russa, o Presidente russo Vladimir Putin disse ainda que Volodymyr Zelensky, Presidente ucraniano, não teria “quaisquer hipóteses” de vencer umas novas eleições na Ucrânia, que são apoiadas pelos EUA e pela Rússia.

    Em vez de Zelensky, Putin diz que o antigo comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas tem muito maior probabilidade de vencer.

    “E dado que este potencial candidato é potencialmente apoiado por outros políticos, incluindo antigos primeiros-ministros, o atual chefe do regime não tem quaisquer hipóteses de ganhar as eleições. Zero hipóteses”, disse o Presidente da Rússia na entrevista.

  • Conselho de Segurança da ONU adota resolução dos EUA que pede fim da guerra na Ucrânia mas não menciona invasão russa

    O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução proposta pelos EUA que pede o fim da guerra e uma “paz duradoura” na Ucrânia, sem fazer qualquer menção à invasão da Rússia ao país de há três anos atrás.

    Dos 15 membros, dez votaram a favor e cinco abstiveram-se. Entre as abstenções estão países como o Reino Unido e França, segundo a Sky News.

  • Macron corrige Trump, mas Presidente dos EUA não fica convencido: “Se acreditam nisso..."

    Nas primeiras declarações de Trump e Macron – antes da conferência conjunta que estava agendada para as 19h, mas ainda não começou – houve um momento caricato captado pelas câmaras.

    O Presidente francês corrigiu o homólogo, quando este comparava os apoios dados pelos EUA à Ucrânia com os dos países europeus.

    “A Europa está a emprestar dinheiro à Ucrânia, mas recebem-no de volta”, dizia Trump, quando foi interrompido por Macron.

    Depois de agarrar no braço do norte-americano, Macron retificou (enquanto Trump esboçava, com gestos e acenos de cabeça, alguma desconfiança): “Para ser honesto, nós pagámos 60% do total. Como os EUA, com empréstimos, garantias e subsídios”.

    Trump teve a última palavra: “Se acreditam nisso, por mim tudo bem. Eles recebem o dinheiro de volta e nós não…”

  • Se Zelensky é "ditador", Putin também? "Não uso esses termos de forma leve", responde Trump

    Depois de ter chamado um “ditador sem eleições” a Volodymyr Zelensky, Donald Trump foi questionado pelos jornalistas sobre como apelida Vladimir Putin.

    Ao lado de Emmanuel Macron, respondeu: “Eu não uso esses termos de forma leve”.

    O Presidente dos EUA revelou que pretende encontrar-se com o homólogo russo “a qualquer momento”.

  • Putin elogia Trump: "Ele faz o que quer"

    Vladimir Putin, numa entrevista a jornalistas russos, elogiou Donald Trump: “Tem carta branca quando se trata da situação na Ucrânia, ao contrário dos líderes europeus”.

    “Ele não diz apenas o que pensa, faz o que quer. Esse é o privilégio de ser o líder de uma das grandes potências”.

    Ainda assim, explica que “a solução essencial para o conflito” ainda não foi discutida com o Presidente dos EUA.

    “A Rússia e os EUA devem dar o primeiro passo para aumentar a confiança mútua a fim de resolver o conflito”.

    Putin diz ainda que “a tentativa de Trump de melhorar a situação política na Ucrânia é mais benéfica para a própria Ucrânia do que para a Rússia”.

    “A Rússia não tem nada contra a preservação do estado ucraniano, mas o território não deve ser usado como um trampolim hostil para a Rússia”.

    Putin defende que “o possível acordo sobre recursos do subsolo entre os EUA e a Ucrânia não preocupa a Rússia”, que “tem mais recursos de terras raras do que a Ucrânia e é uma das líderes em reservas de metais de terras raras”. O país estaria, segundo o presidente, disponível a oferecer aos EUA a oportunidade de trabalharem juntos nessas terras raras.

    Apesar de elogiar o papel de Trump, Putin criticou os países europeus, que “não podem exigir nada da Rússia” e tiveram uma “reação emocional e desprovida de sentido prático aos contactos entre Rússia e EUA”.

    “A própria Europa recusou negociar com a Rússia, se eles quiserem retomar façam-no, por favor”.

  • Putin aceita europeus em acordo de paz e investimento dos EUA em territórios ocupados

    O Presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se esta segunda-feira favorável à participação dos europeus na resolução do conflito na Ucrânia e a investimento norte-americano para explorar minerais estratégicos nos territórios ucranianos ocupados pelo exército russo.

    “Estamos prontos para atrair parceiros estrangeiros para os nossos novos territórios históricos que foram devolvidos à Rússia. Há aqui certas reservas. Estamos prontos para trabalhar com os nossos parceiros, incluindo os americanos, nas novas regiões”, disse Putin numa entrevista televisiva.

  • Putin diz que Zelensky é "uma figura tóxica" e também o acusa de não querer ir a eleições

    Ao mesmo tempo que Macron e Trump falavam aos jornalistas, maioritariamente sobre a guerra na Ucrânia, Vladimir Putin deu uma entrevista na qual teceu várias críticas ao homólogo ucraniano.

    Tal como o Presidente dos EUA, Putin acusou Zelensky de não querer ir a eleições. “Está a evitar negociações para um acordo pacífico, já que assim que acabar a lei marcial, ele vai ter que ir imediatamente às urnas”, onde, segundo Putin, “as chances de Zelensky vencer são zero”.

    Putin avança que “de acordo com dados russos”, a votação do atual Presidente da Ucrânia é “duas vezes menor” que Zaluzhny – ex-chefe das Forças Armadas da Ucrânia.

    “O atual chefe do regime de Kiev está a tornar-se numa figura tóxica para as Forças Armadas, porque dá ordens absurdas, ditadas não por convicções militares, mas por considerações políticas. Isso leva a perdas grandes, injustificadas e catastróficas para os ucranianos”.

  • Macron diz que "é sempre bom" discutir com outros líderes. Trump acusa Biden de não negociar com Putin

    Depois das declarações iniciais de ambos os líderes, Trump começa por responder às perguntas dos jornalistas. “O encontro na Arábia Saudita foi incrível”, resume, sobre as negociações de paz com a Rússia.

    Trump explica que a sua comitiva e a de Putin estão em contacto constante, o que não se verificava antes da sua reeleição. “Antes de eu chegar aqui não havia comunicação com a Rússia. Uma das primeiras chamadas que fiz foi para Putin”, diz.

    Apesar de também defender um acordo duradouro, Trump admite um cessar-fogo, por ser mais imediato e poupar mais vidas.

    A respeito das conversas com Putin, Macron concorda que “é sempre bom discutir” com outros líderes, “especialmente quando discordamos deles”. O Presidente francês explica que deixou de falar com o líder da Rússia depois do massacre de Bucha.

    Depois de ter elogiado a reconstrução da Notre-Dame, Trump foi questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade dos EUA darem dinheiro para recuperar a Ucrânia (uma vez que muitos norte-americanos apoiaram monetariamente as obras na catedral): “Já demos 350 mil milhões de dólares. Acho que é suficiente…”

    Voltando ao ex-libris parisiense, o presidente enalteceu o empenho do seu homólogo: “Fez um excelente trabalho, acho que não é elogiado o suficiente”.

    No rematar da conferência, Macron lembrou a urgência de garantir a segurança para a Europa, com uma guerra a ameaçar o continente.

  • Comunidade residente na Madeira assinala invasão russa com concentração no Funchal

    A comunidade ucraniana residente na Madeira assinalou esta segunda-feira os três anos da invasão russa com uma concentração no centro do Funchal, na qual participaram cerca de 100 pessoas, entre ucranianos e madeirenses, incluindo elementos do Governo Regional.

    “É difícil. Estamos a passar por uma altura complicada a vários níveis, mas o que se pede neste momento é que as pessoas olhem para o melhor que têm dentro de si e, através disso, que se ajudem e ajudem a Ucrânia e os ucranianos”, disse Katerina Leacock, presidente da Associação da Ucrânia com Amor.

    O objetivo da concentração, segundo explicou, foi o de transmitir uma mensagem de união entre os ucranianos e de gratidão a todas as entidades que os auxiliam, bem como alertar para a “necessidade tremenda” de todos perceberem a importância da paz.

    “Mas, uma paz duradoura e uma paz eficaz, sustentável”, sublinhou.

    Os participantes na concentração estenderam uma enorme bandeira da Ucrânia e ergueram cartazes com apelos à paz e ao apoio ao país.

  • Macron: "Paz não pode significar a rendição da Ucrânia"

    Macron fala depois de Trump e agradece os elogios do homólogo norte-americano.

    O Presidente francês lembra guerras anteriores para defender a importância da relação entre os dois países.

    “Quero agradecer-lhe para alterar a sua agenda para nos receber. Acho que demos passos em frente” para chegar a um acordo sobre a paz na Ucrânia, destacou Macron.

    “Ninguém quer viver num mundo em que prevalece a lei do mais forte”, lamenta. Sobre as negociações, avisa: “Paz não pode significar a rendição da Ucrânia”.

    “Quero ser bastante claro, estamos comprometidos com uma paz duradoura. Precisamos de fazer mais pela segurança na Europa”, acrescenta, assumindo a existência de uma ameaça latente no Velho Continente.

  • Trump: "É minha esperança que o meu maior legado seja como um pacifista"

    Donald Trump arranca a conferência conjunta com Emmanuel Macron, que começou atrasada, a elogiar o trabalho do Presidente francês, sobretudo com a catedral de Notre Dame, “que está mais bonita que antes”.

    “A França é o nosso aliado mais antigo”, destaca.

    O Presidente dos EUA, no terceiro aniversário do início da guerra na Ucrânia, lembra a violência do conflito, como há muito não se via.

    “É altura de terminar com a guerra. Vamos fazê-lo. Desde o meu regresso tivemos mais progressos do que nos últimos três anos.”

    Trump diz que a comissão que negociou a paz com a Rússia teve “muito sucesso”. “Espero encontrar maneiras de avançarmos. Está na altura de acabarmos com isto”.

    Tal como na última declaração aos jornalistas, ao lado de Macron, o republicano frisou que o conflito pode levar a uma Terceira Guerra Mundial e aproveitou a ocasião para voltar a apontar o dedo à administração Biden. “No final do meu mandato não tinhamos guerras no mundo”.

    “É minha esperança que o meu maior legado seja como um pacifista”, rematou.

  • Torre Eiffel iluminada com as cores da Ucrânia

    No terceiro aniversário do início da guerra na Ucrânia, e enquanto Trump e Macron se reúnem na Casa Branca, a Torre Eiffel, em Paris, iluminou-se com o azul e amarelo da bandeira ucraniana.

  • Seis feridos em bombardeamento em Kherson

    Seis pessoas, incluindo uma rapariga de 15 anos, ficaram feridas na sequência de um bombardeamento russo na região ucraniana de Kherson, esta tarde, informa o Ukrainska Pravda.

  • Orban: "Depois das eleições nos EUA, ficou decidido que a Ucrânia não irá fazer parte da NATO"

    O primeiro-ministro da Hungria disse que as eleições presidenciais nos EUA deixaram claro que a Ucrânia não vai fazer parte da NATO.

    “Depois das eleições nos EUA, ficou decidido que a Ucrânia não irá fazer parte da NATO. O futuro da Ucrânia e o território perdido são cruciais para a segurança da Hungria”, assumiu Viktor Orban, citado pela Agência Tass.

    “Este problema vai ser resolvido com um cessar-fogo e conversas de paz” que devem garantir a “segurança da Hungria e da NATO. Com a Ucrânia a funcionar novamente como um ‘estado-tampão'”.

    “Parece que isto não vai ser decidido apenas por europeus”, destacou.

  • Um morto em ataque russo na Ucrânia

    Um homem morreu, esta segunda-feira, na sequência de um ataque de drone da Rússia na região ucraniana de Sumy.

    O óbito da vítima, que conduzia um carro quando foi atingido, foi declarado na ambulância que o transportava para o hospital. Outro passageiro ficou com ferimentos.

    “Atacaram um carro civil com um drone pelas 16h (14h em Lisboa), com métodos proibidos pela lei internacional. O inimigo atacou um veículo em movimento numa rua central de Sumy, com um drone. O condutor de 62 anos morreu fruto dos ferimentos, um passageiro de 31 foi hospitalizado com ferimentos”, anunciou, num comunicado, o Ministério Público de Sumy.

  • Trump diz que Zelensky deve assinar acordo em breve

    Donald Trump, que esteve reunido com Emmanuel Macron na Casa Branca, diz que Zelensky vai assinar um acordo, na Sala Oval, na próxima semana.

    Depois de dizer que “dentro de uma semana não haverá mais guerra na Ucrânia”, o Presidente dos EUA revela que se vai reunir em breve com o homólogo ucraniano, para assinar o acordo de minerais raros.

    “Se não formos inteligentes [o conflito] vai continuar… nós não queremos isso”.

    Trump destaca a importância de travar um confronto que poderia “levar à Terceira Guerra Mundial”: “Temos que tirar aquele povo da Guerra, deixá-los viver. Milhares de pessoas morrem todas as semanas”.

    Trump não esclarece se o acordo de paz pode implicar a cedência de território da Ucrânia, o que “não seria fácil de fazer”, admite. “É uma negociação que está no início”.

    O Presidente dos EUA lembra, todavia, que vai exigir os “350 mil milhões de dólares” que Washington enviou, por “culpa da administração Biden”, para ajudar a Ucrânia durante a guerra.

    Apesar disso, Trump garante que está “a ajudar a Ucrânia como ninguém ajudou até agora” e que as negociações estariam estagnadas se não tivesse sido eleito novamente.

    Ao lado de Trump, Macron disse que a discussão do G7 foi boa e que a Europa está disposta a investir mais na Defesa.

  • Paz na Ucrânia tem que ser "duradoura" e não um "prémio ao infrator", defende António Costa

    António Costa defende que a paz na Ucrânia tem que ser “duradoura” para garantir a segurança futura na Europa e nunca poderá resultar num “prémio ao infrator”.

    O Presidente do Conselho Europeu está em Kiev na reunião entre líderes mundiais no dia que assinala o terceiro aniversário da guerra na Ucrânia.

    “Ninguém mais do que os ucranianos quer a paz, resta saber que paz… Não queremos um mero cessar fogo, mas uma paz compreensiva, que seja justa e que não seja um prémio ao infrator, seria um péssima mensagem”, explica.

    António Costa diz que a “pressão” de Donald Trump à Rússia é “importante” para “força” Putin a negociar a paz, desde que esta seja “frutuosa”.

    O Presidente do Conselho Europeu recorda que a invasão – que foi precedido de várias ações russas – coloca em causa não só a Ucrânia, mas também a Europa.

    “A Rússia é uma ameaça em toda a fronteira leste da União Europeia”, com maior influência na Bielorrússia e Moldávia.

    No dia 6 de março, anunciou o ex-primeiro-ministro, terá lugar uma reunião extraordinária do Conselho Europeu para discutir como reforçar a Ucrânia, que “tem que estar numa posição para qualquer cenário, seja travar a guerra ou negociar a paz”.

    “É muito interessante ver [Kiev], porque a capacidade de resiliência dos ucranianos é extraordinária. Demonstra bem a capacidade de inovação e o muito que a Europa tem a ganhar com a integração da Ucrânia na UE”.

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