Momentos-chave
- Jorge Pinto acusa Cotrim de ter apoiado revisão constitucional apenas à direita. Eurodeputado liberal nega
- Jorge Pinto diz que "dados empíricos" mostram que Marcelo é responsável por crescimento da extrema-direita
- Cotrim acusa Jorge Pinto de estar "a tentar referendar a Constituição"
- Cotrim assegura que salários não se aumentam por decreto
- "Esta direita quer transformar Portugal no Bangladesh, mas naquele Bangladesh do qual os próprios bangladeshis fogem"
- Cotrim: "Não acho que seja o pacote laboral perfeito, mas é uma alteração necessária"
- Jorge Pinto critica Cotrim por "falta de ambição" na inovação tecnológica verde
- Ambiente? João Cotrim Figueiredo diz que "bem-estar humano deve prevalecer"
- Jorge Pinto: "A transição ecológica é a melhor oportunidade económica para o nosso país"
- Cotrim diz que "estados gerais" sugeridos por Jorge Pinto são "intervencionismo"
- Jorge Pinto convoca estados gerais da Saúde se Governo não resolver problemas do SNS
- Cotrim sobre Saúde: "Quantos mais casos haverá e que sistema está montado que deixou passar estes casos?"
- Cotrim diz que "objetivo está cumprido" porque pressões de Mendes terminaram
- Jorge Pinto diz que possível desistência "é um assunto de ontem"
Histórico de atualizações
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Termina aqui o acompanhamento de mais um debate para as presidenciais de janeiro. Obrigada pela preferência!
Boa noite!
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De mundos tão diferentes, Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto não descartam partilha de eleitorado
João Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto não têm quase nada em comum, mas não descartam a hipótese de partilharem eleitorado. Na Saúde, lei laboral e ecologia, um mundo de diferença separa ambos.
De mundos tão diferentes, Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto não descartam partilha de eleitorado
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"E o Vencedor é" dos debates. Cotrim atirou mais a Mendes e bateu um Jorge Pinto encantado com o SNS: veja as notas
Garantiram os dois não desistir, discordaram, e muito, sobre a lei laboral, a Saúde, a corrupção e até o ambiente. Não houve tempo para saber por era o candidato apoiado pelo Livre “pós-produtivista”.
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Cotrim considera que importante é "retirar ensinamentos e aprendizagens das derrotas"
No final do debate, João Cotrim Figueiredo diz que tem “vida longa para ter ganhado e perdido muitas vezes”. “Conta é o número de vezes que nos levantamos, que seja pelo menos uma vez mais do que o número de vezes que caímos”, realça, crente de que o importante é “retirar ensinamentos e aprendizagens das derrotas”.
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Jorge Pinto acusa Cotrim de ter apoiado revisão constitucional apenas à direita. Eurodeputado liberal nega
Jorge Pinto diz que “leva muito a sério uma eventual revisão constitucional”.
E ataca Cotrim: “Percebo que tenha dito que queria que houvesse uma revisão constitucional só à direita”. Algo que o seu adversário rejeita ter feito.
Jorge Pinto defende ser essencial que o país se mantenha “firme e fiel àquilo que acredita” mesmo em caso de derrota. “Muitos grandes líderes mundiais só singraram depois de perderem eleições”. Termina dizendo que quer ter “um excelente resultado” e “ser a surpresa da primeira volta”.
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Jorge Pinto diz que "dados empíricos" mostram que Marcelo é responsável por crescimento da extrema-direita
O deputado do Livre diz que as empresas que podem acrescentar valor económico e ecológico no país “procuram estabilidade das políticas”.
Continua dizendo que Marcelo é responsável pelo crescimento da extrema-direita no Parlamento e que o que o atesta são “dados empíricos”. “Basta ver quantos deputados da extrema-direita havia quando tomou posse e quantos há agora”, explica.
Foi Marcelo “que deu aso a um novo ato eleitoral”, em 2019, e defende que “o grande legado do Presidente foi não ter sabido colocar-se numa boa posição negocial”, devido à sua posição de dissolver o Parlamento quando o Orçamento não for aprovado.
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Cotrim acusa Jorge Pinto de estar "a tentar referendar a Constituição"
João Cotrim Figueiredo diz que tem recebido cartas de eleitores do Livre que estão com a sua candidatura, o que leva Jorge Pinto a dizer que depois do debate se verá “como vai esse balanço”. Relativamente ao eleitorado que Jorge Pinto não pretende, Cotrim diz o seguinte: “Não me importava que todos os que votaram em Passos Coelho votassem em mim, seria até um orgulho.”
Realça que “evidentemente” o adversário não vai chegar a Belém e reitera o que fará Jorge Pinto sobre o Chega. “Levo muito a sério o que é uma revisão constitucional”, diz Jorge Pinto, acusando o liberal de ter “pedido” revisão “só à direita”. “Eu?”, questiona Cotrim Figueiredo, dizendo que esperava que fosse mais honesto.
“Está a tentar referendar a Constituição, coisa que não é permitido”, atira Cotrim Figueiredo.
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Cotrim assegura que salários não se aumentam por decreto
Cotrim considera que legislação laboral que está em vigor “nunca foi menos rígida do que agora” e não surtiu os efeitos pretendidos. E questiona Jorge Pinto sobre se “subir salários é por decreto ou atraindo investimento”.
E aponta a “burocracia excessiva, carga fiscal e justiça lenta”, a somar à legislação laboral, um entrave para que empresas não escolham para Portugal.
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"Esta direita quer transformar Portugal no Bangladesh, mas naquele Bangladesh do qual os próprios bangladeshis fogem"
Jorge Pinto diz que há uma diferença profunda quanto à legislação laboral, em relação a Cotrim.
“Oiço a direita do PSD ao Chega, agora ao João Cotrim de Figueiredo e esta direita quer transformar Portugal no Bangladesh, mas naquele Bangladesh do qual os próprios bangladeshis fogem. De contratos informais, de despedimento, de dificultar o direito à greve”, atira.
“Não há rigorosamente nada que indique que a legislação laboral” vá galvanizar a economia, defende Jorge Pinto. “Eu não quero falar só das empresas, quero falar das pessoas”, acrescenta.
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Cotrim: "Não acho que seja o pacote laboral perfeito, mas é uma alteração necessária"
João Cotrim Figueiredo diz agora que “legislação laboral em discussão é um passo em frente na flexibilização necessária para que Portugal se adapte ao que vem aí”. Acredita que se deve tornar o “sistema mais flexível antes de quebrar”, nomeadamente com despedimentos coletivos.
“Não acho que seja o pacote laboral perfeito, mas é uma alteração necessária”, sublinha, frisando que os portugueses saem para economias mais flexíveis e com salários mais altos. E frisa que o aumento de salários deverá ser uma preocupação comum.
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Jorge Pinto critica Cotrim por "falta de ambição" na inovação tecnológica verde
Jorge Pinto diz que não consegue “separar bem estar humano de bem estar do planeta”.
“Não consigo conceber que achemos que esta inovação tecnológica não vai emancipar os seres humanos e proteger o meio natural. É esta falta de ambição no João Cotrim de Figueiredo que [me custa porque este] se diz o mais ambicioso dos candidatos”.
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Ambiente? João Cotrim Figueiredo diz que "bem-estar humano deve prevalecer"
João Cotrim Figueiredo, sobre a transição ecológica, considera que deve “prevalecer bem-estar humano”, acusando o Livre e Jorge Pinto de defender “o empobrecimento” porque se “autoclassifica prós-produtivista” — o que leva o adversário a dizer que é mentira o que é dito.
O liberal recusa que se considere a China um “enorme sucesso” e diz que houve uma “desvalorização da inovação empresarial e científica” na Europa em detrimento de “regras”.
“Quando houver dilema entre bem-estar humano e metas ambientais mais estritas, é o bem-estar humano que deve prevalecer”, atira Cotrim Figueiredo.
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Jorge Pinto: "A transição ecológica é a melhor oportunidade económica para o nosso país"
Jorge Pinto diz que existe “uma emergência climática” que “é se calhar o principal desafio da nossa era”.
A outra emergência que identifica é a “afirmação da nossa economia e as duas coisas não estão de costas voltadas”. O deputado dá o exemplo de como a economia chinesa aproveitou a economia verde para crescer.
“Numa linguagem que João Cotrim de Figueiredo percebe melhor, a transição ecológica é melhor oportunidade económica para o nosso país”, atira.
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Cotrim diz que "estados gerais" sugeridos por Jorge Pinto são "intervencionismo"
João Cotrim Figueiredo refere que é “o único candidato que apresentou uma lei de bases” da Saúde, realçando que Jorge Pinto o “devia conhecer porque entrou no Parlamento onde trabalha”.
“Ignorar problemas no SNS é a pior maneira de os resolver”, realça Cotrim, com Jorge Pinto a interromper para dizer que “não é o que faz”. O liberal considera que “estados gerais” sugeridos pelo adversário funcionariam como “intervencionismo” do Presidente da República e “diminui a oposição”. “Mobiliza a sociedade”, garante Jorge Pinto.
“Não acho que seja possível olhar para o SNS sem dizer que temos de reformar e retirar incentivos perversos”, prossegue, com o adversário a insistir que os estados gerais seriam “respeito pela Constituição”.
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Jorge Pinto convoca estados gerais da Saúde se Governo não resolver problemas do SNS
Jorge Pinto não concorda “de todo” que há um problema de corrupção, referindo que o que Cotrim cita são “exemplos episódicos”. “Qualquer organização com a dimensão e o alcance do SNS vai ter alguns problemas”, defende.
“Fui tripulante de ambulância durante três anos e nunca a nenhum paciente perguntei se eram ricos ou eram pobres”, conta Jorge Pinto.
“Dizer a um governo que tem um tempo limitado para dar resposta aos problemas da saúde. Não resolvem? Eu convoco uns estados gerais da saúde.”
“O que farei é não deixar de falar da importância do SNS. Não acho que resolvamos os problemas a dizer que o SNS é corrupto”, diz, acrescentando que as propostas de alteração constitucional apresentadas por Cotrim enquanto deputado que, “essas sim, iam fomentar a corrupção”.
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Cotrim sobre Saúde: "Quantos mais casos haverá e que sistema está montado que deixou passar estes casos?"
O debate segue para a Saúde. Cotrim Figueiredo realça que “corrupção” é também “moral e técnica”, como funcionárias em centros onde foram inscritas 10 mil pessoas “a troco de benefício” e “moral” com “médicos que se aproveitam de incentivos perversos retirando recursos às pessoas que necessitam”, mas também com receitas de medicamentos para quem não precisa deles.
“Quantos mais casos haverá e que sistema está montado que deixou passar estes casos?”, questiona o candidato.
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Cotrim diz que "objetivo está cumprido" porque pressões de Mendes terminaram
João Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, é confrontado com as declarações de Duarte Marques, diretor de campanha de Marques Mendes, sobre as alegadas pressões que sofreu para desistir.
“Essa coisa da cobardia faz-me um bocado de impressão, sobretudo de uma campanha em que apoiantes seus se sentiram autorizados para me pressionar em não avançar ou desistir a favor de Marques Mendes”, começa por dizer, frisando que o “objetivo está cumprido” porque as pressões terminaram.
E prossegue: “Não retiro uma vírgula do que disse.” Cotrim reitera que “pressão para desistir” serviu para “intimidar”.
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Jorge Pinto diz que possível desistência "é um assunto de ontem"
Jorge Pinto abre o debate abordando a possibilidade de desistir da sua candidatura presidencial em prol de um candidato de esquerda melhor posicionado. “Esse é um assunto de ontem, eu vim discutir os assuntos de amanhã.”
“O que me preocupa hoje é dizer aos portugueses porque é que venho fazer diferente”, diz, criticando “outros candidatos que deturparam” o que disse sobre a eventual desistência em referência a António José Seguro.
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João Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, vai medir forças com Jorge Pinto, candidato do Livre. Os dois enfrentam-se esta noite na RTP.