Momentos-chave
- Seguro pede que portugueses aproveitem a sua cultura de compromisso
- António Filipe diz que Marques Mendes “pretende ser” o candidato do Governo
- Carneiro acusa PM de ser falho nas palavras e vê Seguro como “fiel da balança”
- Coragem para defender valores não está nos candidatos ao centro, diz Catarina Martins
- Seguro apela ao voto da esquerda para evitar 2.ª volta com “escolha limitada”
- Jorge Pinto diz que quem está confortável com líderes autoritários é traidor à pátria
- Cotrim avisa Montenegro que “espírito reformista” do PSD de Sá Carneiro está na sua candidatura
- Cotrim de Figueiredo diz que ser PR não é prémio de carreira ou ser facilitador de negócios
- Venezuela foi tema incontornável no primeiro dia de campanha
- António Filipe atira a Mendes: "Quis apresentar-se durante vários anos como um comentador isento", mas toda a gente percebeu apoio ao PSD
- "Não vou andar desesperado a pedir os votos dos outros partidos para conseguir garantir que estou na segunda volta", diz Ventura
- Rui Rio diz que Gouveia e Melo é o único acima dos interesses e não deve a ninguém
- "Eu nasci fora do território nacional e ninguém me pode dizer que eu sou menos português que qualquer português", defende Gouveia e Melo
- "Presidente não estará numa torre de marfim nem será uma rainha de Inglaterra"
- Mendes diz que não vai ser apoiante do Governo e será "adversário das falhas"
- "Não podemos brincar". Montenegro pede voto útil de socialistas e liberais contra Ventura e Gouveia e Melo
- Montenegro diz que Mendes "nunca se inibiu" de discordar do PSD e lembra que Marcelo também liderou o partido
- Montenegro diz que não é por ser amigo de Mendes que "antecipa muita facilidade" na relação com Belém
- Marques Mendes diz que é "normal e natural" que Montenegro apareça na campanha
- Em Peniche, António Filipe critica quem "desvaloriza" luta pela liberdade
- "Falo com toda a gente, não estou dentro de nenhuma bolha", diz Catarina Martins no arranque oficial da campanha
- Jorge Pinto diz ser "coerente" por condenar a atitude de Trump como condena "a invasão da Ucrânia pela Rússia e o genocídio em Gaza"
- Gouveia e Melo sobre a Venezuela: "Regras internacionais foram quebradas mais uma vez, o que facilita a vida à Federação Russa"
- Luís Montenegro participa hoje no primeiro dia oficial de campanha de Mendes
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Fica por aqui a cobertura da atualidade política em Portugal deste domingo.
Continue a acompanhar tudo o que se passa neste novo liveblog, em que vamos continuar a acompanhar ao minuto a campanha para as Eleições Presidenciais 2026 durante esta segunda-feira.
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Seguro pede que portugueses aproveitem a sua cultura de compromisso
O candidato presidencial António José Seguro pediu hoje aos portugueses que aproveitem a sua “cultura de compromisso” e justificou a sua cooperação com o Governo PSD/CDS-PP no período da ‘troika’ com o interesse nacional, recusando ter cometido “um crime”.
“Se há alguma das críticas que me fazem é que eu sou muito dado aos compromissos e à cultura de compromisso que nós devemos ter no nosso país. Pois bem, aproveitem-na agora. Aproveitem-na. Estou à vossa disposição”, disse hoje no Teatro Miguel Franco, em Leiria, num comício que encerrou o primeiro dia oficial de campanha para as eleições de 18 de janeiro.
Perante uma ‘casa cheia’ e cânticos de “vitória”, António José Seguro recordou o tempo em que, enquanto secretário-geral do PS no período da ‘troika’, cooperou com o Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho.
“Eu sei como me acusam quando coopero, ou quando cooperei, quando era líder partidário, com outro Governo, num momento exigente da vida nacional, parecia que eu estava a cometer um crime. Eu só estava a cometer uma coisa que eu considerava que era o essencial e a minha responsabilidade, que era defender o interesse nacional e defender os portugueses”, salientou, numa alusão à negociação de um acordo de salvação nacional em 2013.
“Só estava a fazer isso”, justificou.
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Gouveia e Melo diz que já existe desunião que chegue no sistema partidário
O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo defendeu hoje que Portugal “já tem desunião que chegue no sistema partidário”, sublinhando que ser Presidente da República é uma grande responsabilidade.
“Ser presidente é uma grande responsabilidade. Portugal já tem desunião que chegue no sistema partidário. Faz parte do sistema, não sou contra os partidos. Eu sou um democrata, sempre fui um democrata”, afirmou, discursando num almoço com apoiantes que marcou o arranque da campanha.
No almoço, realizado no Pavilhão Municipal do Bairro da Boavista, em Lisboa, marcaram presença o mandatário nacional da candidatura, Rui Rio, o ex-presidente da Câmara de Cascais Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e o ex-líder do CDS Francisco Rodrigues dos Santos, entre outros.
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada afiançou que nunca se irá esconder nem deixar de assumir as suas responsabilidades: “Chegaram a dizer que eu era um perigo para a democracia. Um perigo para a democracia são as opacidades e as relações que existem, muitas vezes, escondidas dentro dessa democracia, que corroem a democracia, corroem a confiança na democracia.
A encerrar o evento, que juntou aproximadamente 350 pessoas, o candidato aproveitou para prometer confiança, em tempos de incerteza, e “verdadeira vontade de mudança”, em tempos de estagnação.
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Mariana Leitão acusa Montenegro de querer “os mesmos de sempre” a governar
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, acusou hoje o primeiro-ministro e presidente do PSD de tentar que “os mesmos de sempre continuem a governar” ao apelar à concentração do voto em Luís Marques Mendes.
“Montenegro está a tentar apelar, a fazer uma espécie de apelo ao voto útil para garantir que fica tudo na mesma, que os mesmos de sempre continuam a governar e, ainda para mais, a fazê-lo através do medo exatamente para garantir que nada muda, não há mudança nenhuma no país e fica tudo como sempre”, afirmou a liberal à entrada para a apresentação do Horizonte 2031, da candidatura de Cotrim Figueiredo, no Centro de Congressos de Lisboa.
Mariana Leitão reagia ao facto de o líder do PSD ter apelado à concentração do voto em Luís Marques Mendes de “socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos”, avisando que votar em Cotrim ou Seguro não garante uma segunda volta sem “dois candidatos populistas”.
A única coisa que o primeiro-ministro quer é manter o `statu quo´ [a situação atual] e, portanto, as pessoas não se podem deixar condicionar com esses discursos, insistiu Mariana Leitão.
“Eu prefiro apelar ao voto livre, a que as pessoas votem na sua primeira escolha, votem por convicção e façam-no com a esperança, também, de que isso lhes permitirá ter um futuro melhor para o país e para todos nós”, referiu.
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António Filipe diz que Marques Mendes “pretende ser” o candidato do Governo
O candidato presidencial António Filipe afirmou hoje que o seu adversário Luís Marques Mendes pretende ser Presidente da República para apoiar a política do Governo, considerando normal que o primeiro-ministro o apoie na campanha.
Após um contacto com a população no Barreiro, distrito de Setúbal, António Filipe foi questionado sobre a participação do primeiro-ministro hoje numa ação de campanha de Luís Marques Mendes, respondendo que “é normal”.
“O candidato Luís Marques Mendes é o candidato do PSD e o Luís Montenegro é o presidente do PSD. E, portanto, acho natural, acho que isso coincide perfeitamente. Luís Marques Mendes pretende ser o Presidente da República deste Governo e para apoiar a política deste Governo, e, portanto, eu acho natural que o primeiro-ministro o apoie”, afirmou o candidato presidencial apoiado pelo PCP e PEV.
Hoje Luís Marques Mendes comprometeu-se a ser um Presidente da República independente, assegurando que não será um “apoiante do Governo” caso seja eleito para Belém.
“Se há um candidato do Governo é o candidato Luís Marques Mendes. Eu creio que isso é um dado adquirido. Agora, é óbvio que faz parte do seu discurso eleitoral procurar, de certa forma, demarcar-se, sobretudo, daquilo que são as medidas mais impopulares deste Governo. Mas isso, eu diria, está colado à pele”, comentou António Filipe.
Sobre o voto útil no candidato presidencial apoiado pelo PSD pedido hoje por Luís Montenegro, o ex-deputado comunista respondeu: – “Mas o voto útil é em Marques Mendes? Meu Deus!”.
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Carneiro acusa PM de ser falho nas palavras e vê Seguro como “fiel da balança”
O secretário-geral do PS acusou hoje o primeiro-ministro de ser “falho no uso da palavra” e não refletir bem no que transmite aos portugueses, considerando que o candidato presidencial António José Seguro será “o fiel da balança”.
À entrada para a apresentação da Comissão de Honra da candidatura de António José Seguro, apoiada pelo PS, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre o aviso hoje feito pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, de que votar em João Cotrim Figueiredo ou António José Seguro não garante uma segunda volta sem “dois candidatos populistas”.
“Não raras vezes o primeiro-ministro é parco numas alturas e é falho noutras no uso da palavra”, criticou.
Segundo o líder do PS, Montenegro “voltou a utilizar uma mesma fórmula que utilizou nas eleições autárquicas”, ou seja, que “um candidato apoiado pela AD teria maior proximidade com o Governo”.
“O que em si mesmo mostra que não reflete bem no conteúdo nas palavras que transmite aos portugueses”, criticou.
Na perspetiva do líder do PS, o candidato presidencial apoiado pelo seu partido “é aquele que reúne melhores condições para ser o fiel da balança do sistema político e constitucional português”.
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Coragem para defender valores não está nos candidatos ao centro, diz Catarina Martins
A candidata presidencial Catarina Martins defendeu hoje que a coragem para defender valores como a paz, igualdade e melhores condições de vida não se encontra nos seus opositores do centro do espetro político.
“Alguém acha que algum dos candidatos do centro terá a coragem de propor um debate novo, que seja capaz de desbloquear Portugal, para que as pessoas tenham salários dignos e casas onde possam viver?”, questionou, nomeando, em concreto, Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes e António José Seguro.
Perante uma plateia que enchia o Salão Ático do Coliseu do Porto, onde decorreu hoje ao final da tarde a primeira sessão pública da campanha, Catarina Martins afirmou-se como a candidata que defende valores “em vez de negócios de ocasião”, que lança debates sobre as condições de vida dos portugueses e o futuro, e que questiona o Estado para o melhorar.
“A proposta que eu faço nesta campanha é que quebremos a bolha da solidão, que ousemos o cuidado, ousemos a solidariedade, ousemos fazer em conjunto de formas que ainda não foram feitas”, desafiou a candidata a Belém.
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Menezes pede que quem não quer “regresso ao passado” concentre votos em Mendes
O antigo líder do PSD Luís Filipe Menezes apelou hoje à concentração de votos em Marques Mendes, dirigindo-se em especial aos que “não querem um regresso ao passado” e alertando para o perigo de “aventuras e experimentalismos” em Belém.
Numa iniciativa de campanha num espaço de eventos em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), com algumas dezenas de cadeiras, o atual autarca deste município considerou que, com o atual cenário de fragmentação política, o papel do Presidente da República ganha maior importância.
“O papel do Presidente da República, com os poderes que tem com a nossa Constituição, vai ser crucial para ajudar a que não haja balbúrdia, a que não haja excessiva conflitualidade, a que não haja excessiva tradução desta divisão formal em divisão real da sociedade portuguesa”, afirmou.
Perante este cenário, defendeu, “vai ser preciso um Presidente da República que tenha a experiência, a sabedoria política, o conhecimento de olhar para a dispersão atual e fazer dela uma força, fazer dela uma forma de construir a unidade nacional e não ser mais um fator adicional de divisão”.
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Seguro apela ao voto da esquerda para evitar 2.ª volta com “escolha limitada”
António José Seguro avisou hoje que, sem o “voto alargado” da esquerda e centro esquerda na sua candidatura presidencial, a segunda volta ficará reduzida “a uma escolha limitada e empobrecida”, prometendo ser “Presidente de equilíbrio” para uma “mudança segura”.
O arranque do período oficial de campanha de António José Seguro foi feito com a apresentação da Comissão de Honra e dos mandatários, numa sessão em Lisboa que juntou centenas de pessoas, entre as quais muitas figuras do PS, incluindo o líder do partido, José Luís Carneiro.
“O espaço democrático à esquerda ou centro-esquerda corre o risco de ficar de fora da segunda volta. E isso teria consequências profundas não para o partidarismo, mas para o país e para o equilíbrio democrático”, avisou.
Para o candidato presidencial apoiado pelo PS, o voto em si “é um voto útil para garantir à esquerda e ao centro-esquerda a presença na segunda volta”, considerando que se trata de “garantir representação, voz e influência de todos os portugueses”.
“Trata-se de impedir que a escolha final se faça sem uma parte fundamental dos portugueses. Sem esse voto alargado nesta candidatura, a segunda volta ficará reduzida a uma escolha limitada, empobrecida, distante da pluralidade do país real”, avisou.
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Jorge Pinto diz que quem está confortável com líderes autoritários é traidor à pátria
O candidato presidencial Jorge Pinto afirmou hoje que quem, em Portugal, está confortável com líderes autoritários e apoia as suas ações é traidor da pátria e assegurou que vai dialogar com eleitores de extrema-direita durante a campanha.
No discurso que encerrou a festa de abertura da sua campanha presidencial, Jorge Pinto pediu que se “saiba ouvir” o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porque o chefe de Estado norte-americano já “anunciou o fim da amizade entre os Estados Unidos e a Europa” e o continente europeu “está em risco de ficar entre a espada e a parede”.
“De ficar entre Vladimir Putin, de um lado, e Donald Trump, do outro. Ter dois líderes autoritários a querer dividir, a querer destruir, a querer ocupar politicamente o continente europeu e Portugal”, argumentou, acrescentando que quem, em Portugal e na Europa, “está confortável com estes líderes autoritários e apoiam as suas ações” é “traidor à pátria”.
Para o candidato presidencial, os que apoiam este cenário, “por mais que se digam nacionalistas e patriotas”, são “os adversários do país” e querem “destruir aquilo que foi construído em conjunto com os princípios mais basilares da democracia”.
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Cotrim avisa Montenegro que “espírito reformista” do PSD de Sá Carneiro está na sua candidatura
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo advertiu hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que o espírito reformista do PSD de Sá Carneiro e a coragem de Pedro Passos Coelho estão na sua candidatura.
“Não é preciso o senhor primeiro-ministro vir dizer-nos que é um assunto sério o que hoje se discute nas presidenciais em Portugal. De facto, senhor primeiro-ministro, não se pode brincar porque o espírito reformista que já foi do PSD, que já foi de Sá Carneiro e a coragem que já foi de Pedro Passos Coelho hoje está nesta candidatura, é aqui que ela está”, afirmou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal.
O eurodeputado, que discursava na apresentação do Horizonte 2031 — lista de personalidades da sociedade civil que apoiam a sua candidatura, no Centro de Congressos de Lisboa, reagia, assim, ao facto de o líder do PSD ter apelado à concentração do voto em Marques Mendes de “socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos”, avisando que votar em Cotrim ou Seguro não garante uma segunda volta sem “dois candidatos populistas”.
Depois de arrancar aplausos na sala, onde estavam cerca de 400 apoiantes, Cotrim Figueiredo insistiu que é preciso mudar Portugal e que, quem quer fazer essa mudança, não vai votar em Marques Mendes, apoiado pelo PSD, ou Seguro, apoiado pelo PS, que “são mais do mesmo, não têm a coragem de assumir as posições claras e frontais e esgotam em cada intervenção o `stock´ de lugares comuns”.
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Seguro promete regresso das presidências abertas e “mudar o debate público”
O candidato presidencial António José Seguro prometeu hoje o regresso das presidências abertas e de proximidade”, caso seja eleito, pretendendo “mudar o debate público” e exercer o cargo com “elevação, serenidade”, sem “política espetáculo”.
“Serei o Presidente que vai ao encontro das pessoas, não apenas só em campanha, mas em todo o mandato. Regressarei às presidências abertas e às presidências de proximidade em todo o território nacional”, disse hoje António José Seguro na apresentação da sua Comissão de Honra, que decorreu hoje num hotel em Lisboa.
António José Seguro afirmou que “a democracia vive da participação, e a participação exige confiança, e essa confiança constrói-se todos os dias” e, para isso, é preciso “mudar o debate público, dos ruídos aos factos”.
Segundo o candidato apoiado pelo PS, atualmente vive-se “numa era de emoções manipuladas, perceções amplificadas e desinformação”.
“O país não se governa com base em medos fabricados nem em ‘slogans’ vazios. O debate democrático exige rigor, exige dados e exige honestidade intelectual. Como Presidente, serei um defensor intransigente da verdade, do conhecimento, da ciência, da evidência científica e de uma informação responsável, sem populismos e sem simplificações perigosas”, assinalou.
Anteriormente, Seguro já tinha salientado que “a democracia funciona, mas com contrapesos e com equilíbrio”.
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Cotrim de Figueiredo diz que ser PR não é prémio de carreira ou ser facilitador de negócios
O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo defendeu hoje que ser Presidente da República não é um prémio de carreira, nem ser facilitador de negócios ou ganhar tempo de antena para outras eleições.
“Para mim, ser Presidente da República não é um prémio de carreira. Para mim, ser Presidente da República não é continuar funções de comentador ou de facilitador de negócios. Para mim, ser Presidente da República não é para ganhar mais tempo de antena para outras eleições e, com isso, entregar a Presidência da República aos que representam o sistema e os interesses instalados”, garantiu Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal.
Durante a apresentação do Horizonte 2031 – lista de personalidades da sociedade civil que apoiam a sua candidatura, no Centro de Congressos de Lisboa, o também eurodeputado acrescentou que ser Presidente da República não pode significar ficar preso a lógicas partidárias, tricas políticas e aos interesses mais ou menos instalados.
“Ser Presidente da República é assumir o mais alto cargo da nação para servir com energia e os olhos postos no futuro Portugal e os portugueses”, assinalou.
Considerando que a sua candidatura é a única da esperança, do inconformismo, da energia, do otimismo e do futuro, Cotrim de Figueiredo apontou ainda a necessidade de acreditar num Portugal maior e melhor.
O candidato frisou não ter medo de enfrentar “os poderosos da economia e dos outros interesses”.
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Venezuela foi tema incontornável no primeiro dia de campanha
A operação dos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro foram hoje o principal tema do arranque oficial da campanha para as eleições presidenciais, com a maioria dos candidatos a condenar a “violação do direito internacional”.
Os tons variaram, com a esquerda a criticar a posição do Governo português, mas a condenação da iniciativa militar norte-americana foi transversal entre os candidatos às eleições de 18 de janeiro.
“Que há uma violação do direito internacional – já ontem [sábado] eu disse de manhã – não oferece nenhuma dúvida, não vale a pena estarmos a ser hipócritas”, declarou Luís Marques Mendes durante a visita ao Mercado das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.
O candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP) admitiu ter ficado “um pouco dececionado” com Donald Trump, “que parecia que estava mais interessado no petróleo do que na democracia”, advogando que “não podem ser os Estados Unidos a substituir-se à soberania da Venezuela”.
“O que me parece mais importante nesta fase, passadas 36 a 48 horas da operação inicial, é dizer que, de facto, há uma violação grosseira do direito internacional para depor um ditador que a comunidade internacional não conseguiu depor pelos meios diplomáticos e políticos normais, portanto, há uma responsabilidade da comunidade internacional”, afirmou João Cotrim Figueiredo, depois de uma corrida entre as Docas e Belém, em Lisboa.
Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Durante a visita à Feira do Relógio, em Lisboa, Henrique Gouveia e Melo lembrou que “nenhum país vai conseguir controlar outro” e que já não existem colónias.
“Temos de esperar, temos de ser pacientes, não nos precipitarmos. Os Estados Unidos é um aliado nosso. Nós somos europeus e atlânticos. […]. E, portanto, temos que ter algum cuidado, algum sentido também de Estado”, alertou.
Catarina Martins considerou que a posição assumida por Portugal, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, “é vergonhosa”.
“Isto não tem a ver com defender ou não o regime de Nicolás Maduro, tem a ver com questões do direito internacional”, vincou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, em declarações aos jornalistas durante a visita à feira do Canidelo, em Vila Nova de Gaia.
Paulo Rangel defendeu no sábado “uma solução que traga democracia e estabilidade” à Venezuela, admitindo como preferível que o antigo candidato da oposição Edmundo González Urrutia assuma a presidência, “a prazo”.
“Muitos consideram esta intervenção, feita nestes termos, independentemente das intenções, que são benignas, não está conforme ao direito internacional, mas tendo em conta a ilegitimidade de Nicolás Maduro e de uma elite do narco-Estado, há quem entenda que possa haver algum grau de legitimação”, comentou o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Também Jorge Pinto criticou as declarações de Rangel, estimando que os portugueses mereciam ter um executivo que fosse “taxativo a condenar todas as invasões”.
“Parece-me, por aquilo que foi dito por parte dos representantes do Governo, que essa condenação não foi cabal, se calhar até inexistente, e acho que os portugueses mereciam mais”, disse o candidato apoiado pelo Livre, numa visita ao Mercado de Angeiras, em Matosinhos.
António Filipe uniu já durante a tarde a sua voz à dos outros candidatos de partidos de esquerda, condenando “com muita veemência” a posição do Governo português.
“Acho que envergonha o nosso país que o Governo de Portugal não tenha uma palavra de condenação perante uma violação tão brutal e tão grosseira do direito internacional”, afirmou António Filipe, após um contacto com apoiantes no Barreiro, distrito de Setúbal, considerando que a posição de Rangel sobre um novo governo venezuelano “é de uma arrogância intolerável”.
André Ventura, por seu lado, apontou a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, como uma “excelente solução” de transição para aquele país, opção já rejeitada pelo presidente dos Estados Unidos.
“Prémio Nobel da Paz, uma mulher, lutadora da liberdade, dos direitos humanos, pode ficar à frente da Venezuela num período de transição, até haver eleições”, declarou o também líder do Chega, em Silves, distrito de Faro.
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António Filipe diz que posição do Governo sobre Venezuela envergonha o país
O candidato presidencial António Filipe considerou hoje que “envergonha o país” e é de uma “arrogância intolerável” a posição do ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o ataque norte-americano à Venezuela, condenando-a com “muita veemência”.
“Acho que envergonha o nosso país que o Governo de Portugal não tenha uma palavra de condenação perante uma violação tão brutal e tão grosseira do direito internacional. Um Governo que não condena esta violação do direito internacional não tem autoridade política ou moral de espécie nenhuma para invocar o direito internacional, seja em que circunstância for”, afirmou António Filipe, após um contacto com apoiantes no Barreiro, distrito de Setúbal.
O candidato apoiado pelo PCP e PEV já condenara no sábado o ataque dos Estados Unidos da América (EUA), mas hoje quis voltar ao tema, depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, ter defendido “uma solução que traga democracia e estabilidade” à Venezuela, admitindo como preferível que o antigo candidato da oposição Edmundo González Urrutia assuma a presidência, “a prazo”.
Para António Filipe, a “reação do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, do Governo português, é profundamente lamentável e exige” que tome posição relativamente a ela.
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António Filipe atira a Mendes: "Quis apresentar-se durante vários anos como um comentador isento", mas toda a gente percebeu apoio ao PSD
“Se há um candidato do Governo ele é Luís Marques Mendes, e creio que isso é um dado adquirido. É óbvio que faz parte do seu discurso eleitoral procurar demacar-se sobretudo das medidas mais impopulares deste governo, mas isso está-lhe colado à pele”, garante António Filipe, candidato presidencial numa ação de campanha no Barreiro.
E acrescenta: “O candidato Luís Marques Mendes quis apresentar-se durante vários anos como um comentador isento, mas toda a gente percebeu que foi um grande apoiante dos governos PSD/CDS-PP.”
A propósito da presença de Luís Montenegro num almoço de campanha de Mendes, na Batalha, o candidato apoiado pelo PCP diz que o “secretário-geral juntar-se-á à campanha” nas próximas duas semanas.
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"Não vou andar desesperado a pedir os votos dos outros partidos para conseguir garantir que estou na segunda volta", diz Ventura
André Ventura diz que se chegar à Presidência da República não vai estar “preocupado” com o primeiro-ministro, mas sim com os portugueses. “Se o Governo estiver a governar bem, o Presidente não deve ser uma força de bloqueio, mas sim de fiscalização”, admite ainda, em resposta às questões dos jornalistas que o acompanham no arranque da campanha, em Silves.
“Estamos numa terra em que tivemos um grande resultado, mas o que tenho dito é que nós não temos nada ganho até ao dia 18”, alerta. E garante: “Não vou andar desesperado a pedir os votos dos outros partidos para conseguir garantir que estou na segunda volta com interesses partidários, quero convencer os portugueses todos que sou o melhor candidato.”
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Rui Rio diz que Gouveia e Melo é o único acima dos interesses e não deve a ninguém
O ex-líder do PSD Rui Rio considerou que Gouveia e Melo é o único candidato presidencial acima dos partidos e dos interesses setoriais, e que pode ser Presidente da República independente, sem dever a ninguém.
“Precisamos dos partidos no parlamento, na via quotidiana e nas autarquias, mas na Presidência da República precisamos de alguém que não tenha amarras a interesses partidários, nem amarras a interesses individuais ou setoriais”, declarou Rui Rio, mandatário nacional da candidatura presidencial de Gouveia e Melo.
No discurso que proferiu no almoço/comício de arranque da campanha do ex-chefe do Estado-Maior da Armada, no pavilhão do Bairro da Boavista, em Lisboa, Rui Rio traçou uma linha de demarcação entre Henrique Gouveia e Melo e os outros candidatos a Belém. Só o almirante, acentuou, não é candidato oficial de um partido político.
O almirante, segundo o ex-líder do PSD e antigo presidente da Câmara do Porto, “está completamente livre e independente desses interesses, sendo por isso genuíno, frontal e transparente”.
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"Eu nasci fora do território nacional e ninguém me pode dizer que eu sou menos português que qualquer português", defende Gouveia e Melo
Henrique Gouveia e Melo assume que a desunião dos partidos “faz parte do sistema”, mas diz que não se opõe aos mesmos. “Não sou contra os partidos, sou um democrata, toda a gente na minha família era democrata e ensinaram-me a respeitar os valores da democracia”, afirmou a discursar num almoço de apresentação da sua candidatura em Lisboa.
“Não sou um perigo para a democracia, quero ajudar esta democracia e por isso é que me apresentei ao serviços dos portugueses”, acrescenta ainda, referindo que olha para a sua candidatura como “mais uma missão” ao serviço do seu povo e pátria.
“Eu nasci fora do território nacional e ninguém me pode dizer que eu sou menos português que qualquer português”, afirma também, destacando a presença portuguesa em todo o mundo. “Este é um Portugal que foi universal e que continua a ter uma alma universal”, acrescenta.
“Não temos medo de nada, o futuro de Portugal está nas nossas mãos, nas nossas cabeças e na força de vontade”, diz também, lembrando os momentos em que estava “debaixo de água” e, quando se sentia “desanimado” e olhava para uma mensagem a exaltar Portugal no painel de imersão do submarino.
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"Presidente não estará numa torre de marfim nem será uma rainha de Inglaterra"
Mendes prossegue o seu discurso na Batalha dizendo que a sua Presidência servirá para criar mais esperança e coesão no país. “Uma Presidência em que o Presidente não estará numa torre de marfim nem será uma rainha de Inglaterra”, garante.
Frisa a sua “fortíssima” vontade de ajudar à mudança e à reforma. Lembra o orgulho em ser português e na História de Portugal e diz que quer ajudar a puxar por esse orgulho e autoestima.
Para concluir, faz um pedido: a eleição é muito importante, pelo que pede ajuda a passar a mensagem e a importância da experiência e independência, assim como da mudança.