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  • Seguro sobe para a liderança e Marques Mendes cai para o quinto lugar em nova sondagem

    António José Seguro surge à frente de todos os outros candidatos na nova sondagem realizada pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. No inquérito divulgado esta noite, o candidato apoiado pelo PS surge com 19,3% das intenções de voto, seguido por Gouveia e Melo (19,2%) e André Ventura (18,9%).

    A grande surpresa é o quinto lugar de Luís Marques Mendes (15,4%), que tem sempre aparecido entre os três primeiros lugares nesta primeira volta das eleições presidenciais de 18 de janeiro. João Cotrim de Figueiredo sobe para o quarto lugar, estando agora a poucas décimas da segunda volta.

    1. António José Seguro (19,3%)
    2. Henrique Gouveia e Melo (19,2%)
    3. André Ventura (18,9%)
    4. João Cotrim de Figueiredo (18,0%)
    5. Luís Marques Mendes (15,4%)
    6. Catarina Martins (2,9%)
    7. António Filipe (2,8%)
    8. Jorge Pinto (1,8%)
    9. Manuel João Vieira (1,5%)

    Para os resultados que conhecidos esta segunda-feira, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 2, 3 e 4 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

  • Bugalho responde a Cotrim: "É muito melhor pessoa do que momentos menos felizes que a sua campanha protagonizou nas últimas semanas"

    As farpas continuam a voar entre a campanha de Luís Marques Mendes e a de João Cotrim Figueiredo. Depois de o liberal ter sugerido que Sebastião Bugalho deveria retratar-se de críticas que lhe fez neste segundo dia oficial de campanha, Bugalho responde que o único “retrato” que terá para lhe oferecer será “uma selfie a desejar feliz dia de Reis”.

    Numa resposta enviada ao Observador, o eurodeputado social democrata refere alguns dos ataques que Cotrim tem lançado contra Marques Mendes, assim como insinuações sobre a sua vida profissional. “O candidato Cotrim quer que me retrate do quê? De ter feito insinuações sobre a sua vida profissional sem uma única prova? Nunca o fiz. De ter pedido que os advogados que o apoiam revelassem os seus clientes? Nunca o faria”.

    “Diz que me conheceu bem nos últimos dois anos. É verdade. Tenho muita estima por ele, como disse hoje num comício cheio. E é por isso que sei que é muito melhor pessoa do que alguns momentos menos felizes que a sua campanha protagonizou nas últimas semanas. Sugeriu que me retratasse. Eu envio-lhe uma selfie a desejar feliz dia de Reis. É o único retrato que tenho para ele”, remata Bugalho.

    A resposta chega depois de, num almoço de campanha em Coimbra, ter referido que tem “estima” pelo liberal e elogiado Cotrim como deputado e eurodeputado, mas frisando que os eleitores conhecem “pouco” do seu trabalho: “Algum de nós conhece uma lei desenhada, negociada e aprovada por Cotrim Figueiredo? Uma reforma defendida e implementada por Cotrim Figueiredo? Uma resolução no Parlamento Europeu? Uma medida que tenha, de facto, tocado na vida dos portugueses? Eu não conheço nenhuma. E, francamente, até a Mariana Mortágua deu o nome a um imposto”, disse, com ironia.

    Aos jornalistas, Cotrim disse depois que nestes dois anos de mandato em Bruxelas ficou a “conhecer muito bem” Sebastião Bugalho, acrescentando: “Prefiro nem comentar essas declarações, tenho a certeza de que um dia virá retratar-se. (…) Mal fora que uma carreira inteira e uma vida inteira fossem determinadas pela opinião de um ex-comentador ou, quem sabe, futuro comentador também”.

  • Cotrim responde a ataques: “Fiquei a conhecer muito bem Sebastião Bugalho. Tenho a certeza de que virá retratar-se"

    João Cotrim Figueiredo respondeu esta noite aos ataques que lhe dirigiu Sebastião Bugalho. O eurodeputado da AD e apoiante de Marques Mendes acusou o ex-presidente da IL de não ter tomado nenhuma medida que tenha mudado a vida dos portugueses, nem ter redigido qualquer resolução no Parlamento Europeu.

    A primeira reação do candidato presidencial em declarações aos jornalistas foi apenas assim: “Nestes quase dois anos do Parlamento Europeu fiquei a conhecer muito bem Sebastião Bugalho”. Desafiado a clarificar o que queria dizer, afirmou: “Prefiro nem comentar essas declarações, tenho a certeza de que um dia virá retratar-se. (…) Mal fora que uma carreira inteira e uma vida inteira fossem determinadas pela opinião de um ex-comentador ou, quem sabe, futuro comentador também”.

    Em resposta a Gouveia e Melo, que frisou que Sá Carneiro não era neoliberal, Cotrim desafiou: “Venham-me dizer qual é a candidatura que tem espírito reformista nesta eleição. (…) É nesse sentido que eu digo, porque eu cresci com Francisco Sá Carneiro e lembro-me da coragem política dele e lembro-me da coragem política de Pedro Passos Coelho, numa altura muito difícil deste país e que não lhe fez suficiente justiça. E lamento. Acho que se reveriam ou revêem muito mais nesta candidatura do que nas outras.”

  • Cotrim em êxtase com sondagem que o dá empatado com os primeiros: “Alguns acharam que era uma fanfarronice”

    João Cotrim de Figueiredo comentou esta noite a tracking poll da CNN, que o coloca em quarto lugar nas intenções de voto, com 18%, em empate técnico com António José Seguro, André Ventura e Gouveia e Melo. E à frente de Luís Marques Mendes, que aparece em 5º lugar.

    “Mais do que o 4º lugar, são os 18%, que é uma marca que eu já sentia que era possível atingir e que pela primeira vez me coloca em empate técnico em primeiro lugar. Mas não chega. Temos de continuar a crescer”, afirmou o candidato aos jornalistas.

    O resultado embala-o ainda mais para a convicção de que vai passar à segunda volta: “Desde o princípio eu disse que não ir à segunda volta era uma derrota. Vocês acharam, se calhar, que era uma fanfarronice. Não, a meta neste momento é ir à segunda volta. Depois da primeira volta falamos, está bem?”

    Em relação ao quinto lugar de Marques Mendes, que Cotrim anunciou hoje ser o seu adversário preferido numa segunda volta, o ex-presidente da IL respondeu com alguma ironia, a sublinhar o trajeto aparentemente descendente do ex-comentador nas intenções de voto: “As sondagens já têm dado Marques Mendes em primeiro lugar, em segundo, em terceiro, em quarto, faltava-lhe o quinto. Está a fazer o pleno.”

  • António Filipe espera que pacote laboral seja “derrotado” antes de março, mas promete lutar a partir de Belém se isso não acontecer

    António Filipe terminou o jantar-comício em Grândola, perante mais de uma centena de pessoas, com foco nas alterações à legislação laboral pretendidas pelo Governo. “Espero que, até à posse do Presidente da República, em março, este pacote laboral já tenha sido rotado, ou que já tenha sido retirado”, anteviu. “Mas também afirmo com toda a clareza que se este pacote laboral for por diante até às eleições presidenciais, sendo Presidente da República, este pacote laboral iria ter-me pela frente”.

    O candidato prometeu por isso “exercer todas as competências do Presidente da República para defender os direitos dos trabalhadores”, atirando ao posicionamento dos seus adversários em relação a este tema. Primeiro, critica os candidatos que “apoiam entusiasticamente este pacote laboral”, condenando depois os que “depois de terem visto o sucesso da greve geral, começaram a mudar o bico ao prego” e os que “ficam no meio da ponte, em cima do muro, a ver para que lado é que caem”.

    “Eu não fico em cima do muro”, garantiu, classificando como “justíssima” a luta dos trabalhadores contra o pacote laboral. Como mote final, aproveitou para transformar a ida às urnas no dia 18 de janeiro numa espécie de referendo ao anteprojeto do Governo. “Acho que é importante que os trabalhadores que fizeram a grande greve geral considerem que as eleições presidenciais também são uma forma de luta”, afirmou. “Temos que levar esse espírito até às urnas de voto no próximo dia 18 de janeiro e votar contra o pacote laboral, votar com esta candidatura, que é a única que se lhe opõe com toda a frontalidade e que exercerá todas as competências constitucionais para evitar retrocessos em matéria de direitos dos trabalhadores.”

  • António Filipe ignora sondagens. "Até 18 de janeiro, o resultado está 0-0"

    Depois de afastar a ideia do voto útil, António Filipe seguiu depois para o ataque às sondagens, horas depois de aparecer com menos de 3% no Tracking Poll da TVI/CNN Portugal. “Pedem-me sempre para comentar as sondagens. Há uma nova todos os dias, e por isso eu prefiro comentar sempre a do dia a seguir”, brincou. “Prefiro comentar a do dia 18 de janeiro, e até lá o resultado está 0-0”.

    Puxando pela ideia de que cada voto conta para a maratona até Belém e que o único resultado que interessa é o que está no marcador no minuto final, o candidato lembrou que é preciso uma candidatura “que afirme os valores de abril” e os “projete no futuro”, especialmente numa altura em que “a direita tem hegemonia”. “É preciso dar uma resposta que só a esquerda consegue dar”, declarou.

  • Mendes promete ser "interventivo" e fará primeira Presidência aberta no interior

    Num jantar de campanha na Guarda, Mendes diz-se “por natureza independente” mas diz apreciar e não renegar o apoio de PSD e CDS. Diz-se “quase emocionado” com o “dia magnífico de campanha” e frisa a importância especial desta campanha, pelo que se passa no país e no estrangeiro.

    No exterior, insiste, a situação é “muito perigosa”, talvez a mais perigosa desde a Segunda Guerra Mundial, com as Nações Unidas “impotentes”. Por isso, não se pode acrescentar “risco” elegendo alguém sem experiência, que seja “um tiro no escuro”. “Se há momento em que a experiência é importante é este”. No caso da política externa, servirá para “dar segurança” aos portugueses”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    Na política interna, Mendes diz que já começam os sinais de que será difícil aprovar o próximo OE. De que pode ser difícil fazer passar o próximo Orçamento, sendo que Mendes defende que é preciso evitar crises e assegurar que os governos governam durante quatro anos. “É preciso pontes de entendimento, grande capacidade para unir as partes. Passei uma vida política a fazer entendimentos”, sublinha.

    Frisa também que experiência também serve para promover a mudança e não significa imobilismo. E diz que sente na rua que as pessoas querem isto: segurança, confiança, estabilidade mas também mudança.

    “O PR tem uma palavra e uma magistratura de influência e eu vou usar toda essa capacidade de intervenção. Não vou ser passivo; para isso há outros melhores do que eu”. Promete ser interventivo em relação aos jovens, que têm de ter outra atenção do poder político; mas também em relação aos idosos, que não ouve fazerem-lhe críticas, mas desabafos e críticas sobre as suas situações e pensões de miséria.

    “Há alguns que acham que aumentar pensões dá cabo das finanças públicas. Ninguém quer colocar em causa as finanças públicas, mas dar atenção a milhões que trabalharam a vida inteira e precisam de dignidade”. Depois promete que a sua primeira presidência aberta terá a ver com o desenvolvimento do interior e será na região da Beira e Trás os Montes.

    Defende ainda que Portugal precisa de um grande Estado social mas não burocrático, numa altura em que tem o ministro da reforma do Estado, Gonçalo Matias, na audiência. Frisa, para rematar, que não se ganham eleições antes do dia e pede a quem o ouve que seja seu embaixador para convencer outros.

    Lamenta ainda que nos debates não se tenha discutido as comunidades portuguesas lá fora. “Somos um país pequeno, mas não irrelevante”, frisa. “Ajudem-me a passar a mensagem por Portugal”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • António Filipe arranca campanha a resistir ao voto útil. "Desistir? Com que cara é que eu aparecia?"

    O candidato presidencial apoiado pela CDU, António Filipe, jantou esta segunda-feira em Grândola, reconhecendo o “simbolismo” de passar pela “Vila Morena” na campanha, e não fugiu ao combate ao voto útil. “Ao longo dos últimos dias têm-me perguntado se eu não ponderava desistir. Com que cara é que eu aparecia a todos os que me disseram “Finalmente temos um candidato que defende os nossos valores”?”, começou. “Eu agora aparecia e dizia “Esqueçam, afinal votem noutro?” Isso passa pela cabeça de alguém?”

    António Filipe garantiu que a sua candidatura é “insubstituível” em relação a qualquer outra, lembrando que avançou para a corrida já depois de vários candidatos, incluindo António José Seguro. “Na altura, eu disse que era preciso alguém que não se conformasse” explicou, acabando por excluir Seguro do leque de opções aceitáveis. “Perguntam se não é preciso cerrar fileiras à esquerda. É, é por isso que eu cá estou. E é para cerrar fileiras de esquerda, não é na direita, centro-direita, centro-esquerda ou extremo-centro. É nesta candidatura que se apresenta contra o neoliberalismo”.

    O comunista elencou vários dos problemas que o país vive, com foco especial nas principais preocupações dos trabalhadores, e apontou o dedo aos partidos de Governo: “Eles lamentam as consequências das políticas dos últimos anos mas omitem as responsabilidades”.

  • Gonçalo Matias: "Não podemos dar nada por garantido. Por um voto se ganha e por um voto se perde"

    O ministro da reforma do Estado, Gonçalo Matias, discursa agora na Guarda, num jantar da campanha de Marques Mendes. Enumera as qualidades que um Presidente deve ter: ter mundo e uma opinião sobre o mundo, representando Portugal com dignidade; construir pontes, num período de grande fragmentação e instabilidade, com partidos que “não estão à altura das suas responsabilidades”, e é preciso um Presidente que una e não “crie clivagens”; que tenha experiência, uma vez que Belém não é “lugar para experimentalismos e estágios” e exige conhecimento e profissionalismo desde o primeiro dia; ser popular mas não populista, tendo o carinho, confiança e reconhecimento dos portugueses, mas sem dizer o que querem 0uvir e a “espuma do dia a dia; e ter pensamento sobre como melhorar as condições de vida dos portugueses.

    “Só há um candidato que reúne todas estas condições. Não se deixem enganar”, apela. “É preciso mesmo votar em Marques Mendes. Não podemos dar nada por garantido. Por um voto se ganha e por um voto se perde. É fundamental a mobilização”. Insiste que esta é a única solução possível para Belém.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Seguro diz que votar à sua esquerda "é meio voto" nos extremismos

    Ainda no comício de Portimão, António José Seguro volta ao apelo ao voto útil, desta vez também por via da extrema direita, ao dizer que “há candidatos que não têm hipótese de passar à segunda volta” e um voto neles “pode contar para o campo político que vamos combater”.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    “Acaba por ser meio voto, não ajuda o candidato da esquerda que está em condições de passar à segunda volta”, afirmou ainda o socialista que tem à sua esquerda candidatos como António Filipe, apoiado pelo PCP, Catarina Martins, apoiada pelo BE, e Jorge Pinto, apoiado pelo Livre.

    É para esse campo mais à esquerda que dirige a mensagem sobre o risco de a 19 de janeiro o país acordar “apenas com um campo político representado na segunda volta”. “É a democracia que está em jogo”, dramatiza mesmo sem nunca referir o nome do partido em causa, o Chega.

    O candidato posiciona a sua candidatura como “a única do centro esquerda que pode passar à segunda volta” e aquela em que “o voto conta para equilibrar o sistema político”.

    Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador.

    “Voto que conta é no Seguro” e votos à esquerda que são “meios votos” na direita

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • Gouveia e Melo insiste em ataque duplo: Mendes é um "Presidente submisso ao Governo" e Seguro quer "fazer oposição" em Belém

    Henrique Gouveia e Melo começa a intervenção em Castro Daire a atacar Marques Mendes com interrogações: “Precisamos de um Presidente submisso ao Governo? Uma marioneta política? Um Presidente que quer ser eleito pelo aparelho partidário e não por mérito próprio?”

    De novo com uma interrogação, também atira a António José Seguro: “Queremos um Presidente que quer ir fazer oposição para a Presidência para garantir o equilíbrio?” Para o almirante esse equilíbrio “faz-se com independência e com equilíbrio supra-partidário.”

    Atira-se depois ao pedido de voto útil de Luís Montenegro: “Falaram tanto em sondagens e de repente começam a pedir o voto útil. O que se sabe que eu não sei? O que mete medo a estas pessoas?”

    Gouveia e Melo, tal como tinha feito o seu mandatário, diz que é o mais preparado para liderar o Estado nessa situação: “A situação internacional é verdadeiramente preocupante. Quando comecei a alertar para esta situação muita da corrente da opinião dos partidos desprezaram os meus avisos. No tempo de incerteza, venho oferecer confiança; num tempo de ruído, venho oferecer serenidade; num tempo de opacidade, venho meter luz nisso e oferecer transparência; num tempo de interesses particulares e privados, venho oferecer o interesse comum”.

    E volta a atirar a Mendes e Seguro: “Os candidatos do sistema que há 20 anos têm um Portugal estagnado não conseguem oferecer novas soluções. Não são novas, são velhas soluções.” E reitera que é melhor que “um Presidente que não consegue unir o próprio partido”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Seguro alerta para "forças que querem mudar a Constituição"

    António José Seguro faz a esta hora um comício em Portimão onde promete que a sua “maioria vai extinguir-se no momento da eleição”, ou seja, parafraseando Soares: “Ambiciono ser o Presidente de todos os portugueses”.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    O candidato apoiado pelo PS garante que um voto em si “não é um voto na aventura nem em Venturas. É um voto nas certeza em alguém leal à Constituição”. E diz isto numa altura em que começa a insistir na ideia do risco de uma revisão constitucional exclusivamente à direita.

    “Não estou seguro de que não haja forças que não queiram adulterar a Constituição”. No auditório do museu de Portimão, o socialista alerta para um “campo político que tem dois terços”, para dizer que “é preciso que tenhamos na Presidência da República alguém fiel aos princípios e valores da Constituição”.

    Ao contrário do que já disse Montenegro, Seguro garante ser “o voto que conta também para combater os extremismos”. E que “o problema está no partido extremista que a única coisa que quer é dar cabo da nossa democracia”.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • Correia de Campos tenta capitalizar situação internacional para apelar ao voto em Gouveia e Melo

    O antigo ministro da Saúde e mandatário distrital em Viseu, António Correia de Campos, tenta capitalizar a situação da Venezuela para convencer os eleitores a votar Gouveia e Melo. “Atravessamos tempos difíceis, numa situação em que o desrespeito pelo direito internacional fosse tão grande. Não vejo no atual Governo para liderar sozinho”, diz o ex-ministro de José Sócrates.

    Num encontro com apoiantes em Castro Daire, Correia de Campos diz que não vê “ninguém senão o almirante Henrique Gouveia e Melo” para liderar o país nestes tempos. “Quando olho para os outros candidatos e os percorre um a um, mete medo. Mendes, Seguro ou Ventura numa situação tão difícil.”

    O ex-governante ataca Mendes e Seguro. Primeiro atira ao candidato apoiado pelo PSD, ao dizer que Gouveia e Melo tem “probidade absoluta” que “é o contrário de ser angariador de negócios.” E acrescenta que é “uma pessoa de serviço público e não uma pessoa que se serve do público.” Sobre o candidato apoiado pelo PS diz que alma todos têm, mas energia “não” e lembra que o candidato do seu partido esteve 15 anos fora a “lamber debaixo da mesa feridas das derrotas eleitorais”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Montenegro embala Mendes e incendeia campanha

    Primeiro-ministro apareceu, virou campanha de pernas para o ar e Mendes tornou-se pinhata humana. As reações de Ventura, Gouveia e Melo e Cotrim numa Vichyssoise especial com o Observador na estrada. Ouça aqui o novo episódio de Vichyssoise da Rádio Observador.

    Montenegro embala Mendes e incendeia campanha

  • Deixem Sá Carneiro em paz

    Primeiros dias de campanha marcados por guerra à direita. Luís Montenegro faz de Marques Mendes o centro da campanha. António José Seguro soma pontos e não foge ao guião. Ouça aqui o novo episódio de Caça ao Voto da Rádio Observador.

    Deixem Sá Carneiro em paz

  • Dos 11 candidatos, 5 podem ir à segunda volta?

    Com uma campanha eleitoral decisiva, Montenegro não foi figurante: entrou como “ativo estratégico”, colou-se a Marques Mendes e impôs o discurso do voto útil logo no arranque. Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.

    Dos 11 candidatos, 5 podem ir à segunda volta?

  • Ventura sobre cartazes: "Está em curso um processo de censura absolutamente inédito"

    André Ventura recebeu a decisão do tribunal — que rejeitou a suspensão da retirada dos cartazes que visavam a comunidade cigana — com uma “enorme estupefação”, mas mandou retirar os cartazes que ainda estão nas ruas, sendo que grande parte deles já tinha sido substituído por outro outdoor em que troca “ciganos” por “minorias do costume”.

    “O Tribunal não só mandou retirar os cartazes, como não deixou o mais básico dos direitos de esperar para que um Tribunal superior se pronuncie sobre uma coisa que nunca tinha acontecido em Portugal, que é mandar retirar cartazes de um candidato”, explicou o candidato presidencial, que comparou o caso com os cartazes em que Montenegro surgia ao lado de Sócrates e a justiça não mandou retirar.

    O líder do Chega revelou ter dado ordens para retirar os restantes cartazes, mas não se conforma, descrevendo a decisão como “injusta”, “errada” e capaz de “dar mais força às minorias incumpridoras em Portugal”.

    “Acho que fomos censurados, não há uma única decisão de um tribunal em Portugal, depois do 25 de Abril, que mande retirar cartazes políticos”, realça, para logo concluir: “Está em curso um processo de censura absolutamente inédito, que nunca aconteceu. E isto vai criar precedentes, e não é para o André Ventura, nem para o Chega, isto vai criar um precedente para todos, para jornalismo, para política, e é um mau precedente.”

  • Almirante vai à estátua de Sá Carneiro atacar Cotrim:“Era social-democrata, não como neoliberais que acham que mercado resolve tudo”

    Henrique Gouveia e Melo fez uma arruada em Viseu ao estilo PSD: toda a Rua Direita e a acabar com um pequeno desvio para a estátua de Sá Carneiro.

    O almirante considera a estátua desproprocionalmente pequena e comenta-o com o mandatário Correia de Campos, que lhe explica que “os artistas nem sempre sabiam as dimensões”. Gouveia e Melo complementa: “O que interessa é que era uma grande personagem política”.
    As câmaras aproximam-se e o almirante faz o que ali queria fazer: atacar Cotrim Figueiredo, que se tinha comparado a Sá Carneiro no “espírito reformista”.

    Gouveia e Melo diz que Sá Carneiro “é uma inspiração, um social-democrata que tinha a preocupação de uma economia desenvolvida mas uma grande preocupação social.”

    No tiro a Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo diz que “estes neoliberalismos que nos cercam, esquecem muitas que o mercado não resolve tudo.” Para o almirante a justiça social não funciona “sem um Estado que regule que garanta o Estado Social e os elevadores sociais”.

    Sobre se Cotrim se apropriou do legado de Sá Carneiro, Gouveia e Melo diz que “ninguém se apropria de legado nenhum, que isso é impossível. Ninguém se consegue apropriar de quem representa um outro homem representa outro homem. Associo-me ao que ele representou. Foi um grande homem português.” E sente-se herdeiro dele?, perguntam ao candidato: “Não sou herdeiro nem deserdeiro. Ninguém é dono do passado”

  • Seguro recusa comentar Montenegro por "dever de reserva": "Há demasiado extremismo, há demasiadas trincheiras"

    Em Loulé, António José Seguro falou aos jornalistas mas impôs a si mesmo “dever de reserva” para não comentar as declarações de Luís Montenegro sobre a sua candidatura abrir caminho aos candidatos populistas.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    “Não faço comentários às palavras do primeiro-ministro, porque espero recebê-lo dentro de dois meses no Palácio do Belém, na qualidade de Presidente da República”. Seguro tenta manter-se à margem de picardias e colocar-se como alguém capaz de “coser as relações que existem na política portuguesa. Há demasiado radicalismo, há demasiado extremismo, há demasiadas trincheiras e alguém tem que juntar, designadamente, garantir que haja esta cooperação institucional entre o Governo e a República”.

    Já sobre a situação na saúde entrou ao ataque e a dizer que “é uma coisa inaceitável” e que “é preciso actos e compromisso”. O candidato defende que “todos os partidos políticos sejam capazes de perceber que há uma urgência.”

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • Tribunal rejeita pedido de suspensão de decisão sobre cartazes. Candidato a Belém lamenta: "Decisão que só vem dar mais força às minorias”

    O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa recusou a suspensão pedida por André Ventura por considerar que “permitiria que o direito dos autores [da queixa] continuasse a ser atingido, sendo que a proteção desse direito só pode ser assegurada, no caso concreto, com a retirada dos cartazes e cumprimento do demais decidido”.

    Além do mais, o despacho do tribunal nota que André Ventura “já determinou a retirada dos cartazes em apreço”, sublinhando que isso “demonstra a inoportunidade/inutilidade do pedido formulado”.

    Segundo o despacho, o candidato apoiado pelo Chega “não invocou as concretas circunstâncias que justificam que o cumprimento da decisão afete de forma grave ou apreciável a sua campanha política, que se expressa por muitos meios, com amplos recursos e com grande cobertura mediática”.

    “O direito do Réu a exercer campanha eleitoral (às Presidenciais de 2026) continua a ser assegurado, não obstante o cumprimento imediato da decisão, na medida em que essa campanha pode realizar-se com recurso a diversos meios, todos eles mediáticos”, conclui o tribunal.

    Em reação, André Ventura “lamenta a decisão do tribunal, inédita em Portugal, de obrigar à retirada de cartazes em período eleitoral e de impor os efeitos da decisão mesmo antes do recurso”. “É uma decisão que só vem dar mais força às minorias incumpridoras”, realça.

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