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  • Este liveblog fecha aqui, mas vamos continuar a acompanhar ao minuto a atualidade e o mau tempo.

  • No distrito de Leiria arregaçam-se mangas mas não se esquece o abandono

    Entre reparações de telhados e limpezas, com tréguas de São Pedro, várias localidades do distrito de Leiria tentavam hoje retomar alguma normalidade, sem eletricidade em muitas casas, com falhas nas comunicações e sem esquecer uma sensação de abandono.

    À medida que a A8 — Autoestrada do Oeste – vai ficando para trás, rumo a Pataias, no concelho de Alcobaça, e São Pedro de Moel, já na Marinha Grande, percebe-se o imenso trabalho que ainda há por fazer depois da destruição provocada pela depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.

    Somam-se as placas de trânsito no chão e contar o número de árvores derrubadas torna-se uma missão impossível, provavelmente só equiparada à contagem das telhas que precisam de algum tipo de reparação.

    Juliana Costa conseguiu voltar hoje ao trabalho ao balcão de um café no centro de Pataias, depois de a energia ter sido resposta na noite de sexta-feira. Sem rede, nenhum cliente tem o telemóvel na mão e aproveita-se para descontrair e conversar.

    “O ar condicionado do café ficou estragado e aqui houve alguns telhados atingidos. Moro na Moita, na Marinha Grande, e lá foi pior — casas, carros… Temos água, mas ainda não temos eletricidade”, conta, referindo que a ajuda “chegou no dia a seguir”, o que considera aceitável. “É muita gente, muita coisa estragada, não dá para irem a todo o lado.”

    Não é fácil o tom ser o mesmo em outras paragens. Na Praia da Vieira (Marinha Grande), onde o vento destruiu ou danificou espaços de restauração e arrastou um pré-fabricado para o meio da estrada, Ana Cláudia agradece a presença dos bombeiros, que na quarta-feira chegaram durante a manhã e hoje estão a retirar a água da cave inundada. À tarde o telhado será reparado, antes que a chuva regresse.

    “São os bombeiros que nos têm valido, de resto não apareceu ninguém. Agora vem gente aí ver a desgraça, tirar fotografias com o telemóvel, como se isto fosse o zoológico”, critica, referindo-se aos poderes local e nacional.

    Ao início da tarde, continua sem luz. A água chegou de manhã. “Mas água não me falta – usei a que inundou a cave para limpar as janelas e as paredes de fora. Tinham tanta areia que o evento arrastou para aqui”, relata.

    Já em Monte Real, Leiria, os moradores revezam-se para encher garrafões com água da fonte pública. Ao quarto dia depois do temporal já se consegue ir comprando para matar a sede, até porque a água da fonte “não é boa para beber”, mas da torneira de casa não sai nada, tal como não há luz ou comunicações.

    “Monte Real está esquecido, está morto”, diz uma moradora. Tal como em outras localidades, foram atingidos telhados, montras e varandas, e a população está cansada de estar ‘desligada’ e sem serviços básicos.

    Na cidade da Marinha Grande, no pavilhão onde são entregues e distribuídos alimentos, produtos de higiene, cobertores e roupas a quem precisa, Felismina Antunes, da Moita, admite que também se sentiu esquecida: “Sou compreensiva, foram muitos estragos, mas gostava que tivessem perguntado se precisava de alguma coisa. Ninguém apareceu, nem a junta.”

    Também nos estaleiros municipais, onde a azáfama se repete, com a disponibilização de lonas e material de limpeza utilizado em obras, Maria Marques, que mora a poucos quilómetros, fala num “total esquecimento”.

    Conseguiu continuar na sua casa, mas não há luz e a água ainda não deixa tomar um banho completo. Tem móveis apodrecidos e um telhado parcialmente quebrado que “deixa entrar frio”. A custo, mas sem perder a vontade, carrega agora uma lona que um conhecido vai instalar gratuitamente. “Onde é que ia dormir? A minha neta queria que fosse para casa dela, mas não podia deixar a minha casa assim”, remata.

  • Cartaz sobre 25 de Abril em sessão com Ventura. Líder do Chega garante que não quer "voltar para trás" e que 3 Salazares "foi uma expressão"

    No momento dedicado às perguntas no Clube dos Pensadores, fundado por Joaquim Jorge, que assumiu ter votado em André Ventura, um homem da plateia levantou-se, revelou que lhe haviam pedido para esconder o cartaz que trouxe, mostrou-o e fez a seguinte pergunta: “Como vivi 21 anos no fascismo e vivo em 51 anos em democracia, quero que me diga o que é que o fascismo tinha melhor para precisarmos agora de ter três Salazares e para voltarmos ao fascismo.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    António Magalhães, de 73 anos, agitou a sala, irritou Joaquim Jorge (“não se importa de calar, por favor”, disse, já quando Ventura tentava responder) e levou o candidato presidencial a explicar porque o disse, tendo defendido a democracia.

    Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador

    “Acho bem que faça a pergunta e é a assim a democracia mesmo e compreendo a questão que colocou”, começou por dizer, acrescentando que “toda a gente de boa vontade compreendeu o que queria dizer, em relação à necessidade de pôr o país em ordem”.

    Depois de dizer que “respeita totalmente”, o candidato presidencial acrescenta que a pessoa em causa “viveu 50 anos num marasmo de corrupção”. Pediu que não se faça “revisionismo histórico para justificar o presente”.

    “Não podemos estar sempre a dizer que aquilo que passou foi terrível, para agora justificar andarem a gamar enquanto dizem 25 de Abril sempre”, refere, mostrando que “há momentos nas história” em que os povos “têm de se levantar e ser firmes com o que querem para o futuro”.

    “Eu não quero voltar para trás e já disse isto, por isso digo-lhe que foi uma expressão de querer pôr o país na ordem e de eu querer pôr o país na ordem”, justifica.

    Porém, argumenta que se deu “esperança” às pessoas de “um país que não se concretizou”. “E sinto, sinceramente, não sei se é o seu caso, que socialistas, comunistas, bloquistas, etc. ficaram presos só a dizer 25 de Abril sempre e juntaram-se numa tralha de destruição do país brutal. Se me perguntar se quero correr com esta tralha, quero porque nós temos de uma limpeza em Portugal.”

    Na confusão do final do evento, António Magalhães disse que “se o Chega amanhã tiver boas propostas, venham elas”. “Os salários estão bem? Não estão. O SNS está mau, mas temos SNS, antes do 25 de Abril os médicos eram a pagar”, realça. Acabou por ser interrompido por outro cidadão, que o acusa de estar no tempo de D. Afonso Henriques. “Quando se fala de Salazar fala-se de respeito, não se fala da PIDE”, atirou, com Magalhães a salientar que “respeito” não havia porque “não podia falar”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Ventura recusa contas ao "futuro político": "Não estou a pensar se vou ter mais votos do que o Montenegro ou Passos Coelho"

    André Ventura marcou presença no Clube dos Pensadores, ao lado de Joaquim Jorge, que assumiu que já votou no líder do Chega, e começa por dizer que “os políticos nos últimos anos fecharam-se nas suas redomas e deixaram de falar dos problemas das pessoas”. “Ainda hoje me criticaram [sobre a tempestade], fiz sempre assim na minha vida política. Acredito que deve ser uma pessoa de proximidade”, referiu.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    Durante a sessão, o candidato a Presidente da República criticou a comunicação social, acusando-a de ter uma atitude diferente para com os dois candidatos e concluiu: “Se ganhar é porque está a ser levado ao colo pela imprensa, pelo sistema e por toda a gente.”

    Ventura voltou a assumir ter tido dúvidas sobre a sua candidatura, mas considera que a passagem à segunda volta foi porque “as pessoas reconheceram que a decisão foi a correta” e que “acreditam que pode fazer a diferença”.

    Ventura, questionado se acredita mesmo na vitória, disse que sim, mas reconheceu: “Parto de trás porque se juntou o sistema todo contra mim.” Ainda assim, assegura que não está a “fazer contas” nem ao seu “futuro político nem ao do Chega”. “Não estou a pensar se vou ter mais votos do que o Montenegro ou Passos Coelho”, atirou.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Seguro propõe rápida limpeza de terrenos da "floresta devastada" enquanto madeira "ainda tem algum valor económico"

    Ainda no comício de Guimarães, António José Seguro deixou mais uma proposta ao Governo para responder à população afetada pela depressão Kristin. Desta vez para ainda ser possível tirar rendimento dos terrenos que tiveram árvores derrubadas.

    Seguro referiu em concreto a “devastação” do pinhal interior. “Esses troncos estão no meio da floresta. É necessário que haja estímulo para retirar rapidamente esses troncos quando ainda têm um certo valor económico”. Isto a pensar em “quem perdeu tudo e que ainda pode tirar algum rendimento dos seus terrenos”.

    Por outro lado, o candidato presidencial diz que isso vai também ajudar a limpar os terrenos a tempo do verão e antes da época de incêndios.

    Seguro tem deixado várias propostas para mitigar os efeitos do temporal de quarta-feira e esta noite disse que “este é o momento” de as apresentar, mas também de “planear o futuro e o papel do Presidente da República é ter essa lucidez de ouvir e propor para ajudar as pessoas a recuperarem a normalidade”.

  • Seguro diz ser o "único candidato" capaz de dialogar e garantir "estabilidade política"

    Mais um comício contido do candidato António José Seguro, mas desta vez com mensagem política e a competir com André Ventura de forma mais direta.

    Uma novidade nos últimos dias quase todos dedicados a falar na situação na região centro do país. Desta vez, num comício em Guimarães, Seguro voltou a colocar-se como o único candidato capaz de garantir a estabilidade política. “Precisamos de um Presidente com valores e os princípios certos e precisamos de estabilidade política no nosso país”.

    Para Seguro, esta estabilidade “não é um fim em si mesmo”, sublinhando antes a “capacidade de dialogar uns com os outros”. E isto para concluir: “E dos candidatos que estão nesta segunda volta, sou o único que pode aliar a capacidade de diálogo e experiência”.

    Na véspera do voto antecipado, o candidato voltou ainda a apelar ao voto, repetindo que “não são as sondagens que elegem Presidentes”.

  • Paulo Raimundo apela “ao voto necessário” em António José Seguro

    O secretário-geral do PCP apelou hoje ao voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, não por considerar que representa a esquerda, mas por entender ser o voto necessário para derrotar André Ventura.

    “É necessário derrotar a sua candidatura e o único voto para contribuir para este objetivo, não há dois, nem há três, só há um. Com mais ou menos entusiasmo, a única hipótese que temos é votar em António José Seguro”, disse Paulo Raimundo durante um comício em Almada, no distrito de Setúbal, intitulado “Outro Rumo para o País. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças”.

    O líder comunista explicou que existem duas coisas certas na segunda volta das presidenciais: “Não vai ser ainda possível afastar da Presidência da República alguém com compromissos claros com a política de direita, mas também é certo que isto não significa que o desfecho das eleições nos seja indiferente, bem pelo contrário, e é preciso de facto intervir, com força, sem hesitações, com a certeza que temos a razão, de intervir para derrotar André Ventura e as suas ambições e os seus projetos retrógrados, reacionários e em profundo confronto diário com a Constituição da República”.

    Aos militantes Paulo Raimundo explicou que votar em António José Seguro “não significa apoiar” porque “conhece bem o seu pensamento” mas sim rejeitar o candidato André Ventura que diz ser um instrumento nas mãos de forças reacionárias.

    Para o líder comunista, André Ventura é a candidatura da mentira, da intolerância, da hipocrisia, do retrocesso e do passado.

    “Não é apenas derrotar Ventura, é derrotar o projeto que lhe está entregue, o projeto reacionário, o projeto antidemocrático, o projeto que quer abrir um novo rumo de retrocesso para o nosso país. É isto que está em causa”, sustentou.

  • Alcácer do Sal prepara-se para nova subida do Sado e fecha avenida ao trânsito

    A circulação rodoviária vai voltar a ser cortada na Avenida dos Aviadores em Alcácer do Sal, às 00h de domingo, face a previsões de nova subida do Rio Sado.

    Em declarações à agência Lusa, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou hoje que seis barragens estão a efetuar descargas para o rio e que, durante a madrugada, vai cair “muita chuva”, coincidindo com a preia-mar.

    “A partir das 3h, temos uma célula com muita precipitação, o que nos causa preocupação porque vai coincidir com a subida da maré” do rio, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, precisou.

    E, em coordenação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), um conjunto de seis barragens (Campilhas, Pego do Altar, Vale do Gaio, Monte da Rocha, Alvito e Odivelas) abriu comportas e está a efetuar descargas, que “vão parar às 00:00”.

    “O objetivo foi criar capacidade de encaixe nestas barragens e também no Rio Sado para esta precipitação que vamos ter, a partir desta madrugada e nos próximos dias”, realçou.

    Estes fatores, de acordo com Tiago Bugio, “contribuem para o aumento do caudal do Rio Sado, que se perspetiva que volte a transbordar novamente até à zona ribeirinha da cidade de Alcácer do Sal”, mais precisamente para a Avenida dos Aviadores.

    “O nível do rio não vai ser mais alto, esta madrugada, em comparação com o que aconteceu nos últimos dias”, afiançou, revelando que as autoridades também já instalaram no local “uma bomba de grande capacidade para, à medida que o nível do rio se elevar, retirar a água”.

    “Com recurso à bomba, queremos retirar a água da zona ribeirinha e projetá-la mais à frente, para não inundar tanto a área”, reforçou o comandante sub-regional.

    Tiago Bugio realçou que, a partir das 00:00, a Avenida dos Aviadores, que tinha sido reaberta na sexta-feira, depois de a água da inundação começar a escoar, vai voltar a ficar fechada ao trânsito.

    “E, até lá, aconselhamos as pessoas a retirarem os veículos aí estacionados e a protegerem as suas habitações, fechando portas e janelas, bem como os comércios, com os sacos de areia distribuídos pelo município”, avisou.

    O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral destacou ainda que “a noite de domingo para segunda-feira vai ser pior” do que esta próxima madrugada e que “uma preocupação acrescida será o aumento do vento”.

    “Como na segunda-feira vai haver esse incremento do vento, as pessoas devem também proceder ao escoramento de estruturas e de tudo o que possa vir a causar dano”, alertou.

    Na sua página na rede social Facebook, consultada pela Lusa, a Câmara de Alcácer do Sal publicou, esta noite, que estão encerrados ao trânsito o acesso norte à ponte rodoviária da cidade e os acessos “à Avenida dos Aviadores e toda a zona ribeirinha”, à localidade de São Romão e a ligação de Arez — Vale do Guizo.

  • Vila Nova da Barquinha sem eletricidade, com solidariedade e atenção às cheias

    A freguesia de Praia do Ribatejo permanece há quatro dias sem eletricidade, com interrupções no abastecimento de água e comunicações, numa situação agravada pela subida gradual do caudal do Tejo.

    “O foco principal continua a ser a Praia do Ribatejo, onde as famílias ainda não têm luz, e estamos a garantir apoio imediato a quem mais precisa”, afirmou hoje à Lusa o presidente da Câmara Municipal, Manuel Mourato, no âmbito do acompanhamento da situação na freguesia e em Tancos, junto ao castelo de Almourol, onde o Tejo corria com caudais perto de 2.600 m³/s.

    O município disponibiliza à população refeições quentes, banhos, pontos para carregar telemóveis no pavilhão desportivo e armazenamento de alimentos em arcas congeladoras na antiga cantina escolar, enquanto acompanha a subida do Tejo e mantém o concelho em duplo alerta.

    Maria Olívia, de 81 anos, encara estes quatro dias sem eletricidade com uma serenidade que surpreende. Sem luz em casa, disse à Lusa que aproveita a luz do dia para sair à rua e para “dar os bons dias aos vizinhos”, mantendo contacto com quem a rodeia e preservando o ritmo da vida quotidiana.

    Apesar da impossibilidade de usar telemóveis ou televisão, consegue gerir o seu dia a dia com o fogão e o esquentador a gás, mostrando uma atitude prática e positiva perante a situação.

    “Não posso queixar-me. Temos pão, batatas, azeite, gás para cozinhar. Há sempre algo que nos faz continuar. É preciso pensar positivo e olhar à volta, há quem esteja pior que nós”, explicou.

    À Lusa, o presidente da Câmara explicou que, além do apoio à população, a autarquia tem coordenado ações de solidariedade com outros concelhos do Médio Tejo mais afetados pela tempestade, como Ourém e Ferreira do Zêzere, disponibilizando, com o apoio da comunidade e de empresários locais, camiões com lonas, colchões e outros bens essenciais.

    A proteção civil e os bombeiros mantêm-se no terreno, a cortar árvores caídas, desobstruir vias e verificar barreiras de aluimento, enquanto os serviços municipais monitorizam hora a hora a situação dos caudais do Tejo.

  • Metro Mondego retoma operação no troço suburbano suspenso há três dias

    O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) retomou hoje ao final da tarde a operação entre Sobral de Ceira (Coimbra) e Lousã, troço suburbano que estava suspenso desde quarta-feira devido à depressão Kristin, afirmou a Metro Mondego.

    A retoma da operação regular do serviço no troço suburbano que serve os concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã iniciou-se a partir das 19h30, depois de ter sido possível restabelecer o abastecimento de energia elétrica naquele traçado, disse a Metro Mondego, em comunicado enviado à agência Lusa.

    Segundo a entidade responsável pela gestão e operação do sistema, o canal está desimpedido e passaram a estar reunidas “as condições de segurança para poder reiniciar o serviço”.

  • Risco de “derrocada de grandes dimensões” leva a corte total da A24 em Lamego

    A iminência de “uma derrocada de grandes dimensões” levou hoje ao encerramento da autoestrada A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamego, no distrito de Viseu, anunciou a Câmara de Lamego.

    “Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24”, justificou a autarquia, num comunicado publicado cerca das 20h na rede social Facebook.

    Durante o dia de hoje, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução.

    No entanto, “após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões”, as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.

    Segundo a Câmara de Lamego, “perante este cenário, manter a via aberta seria irresponsável e colocaria em risco todos os utilizadores da estrada”.

    No domingo de manhã “será realizada nova vistoria técnica ao local por especialistas de geotecnia, para reavaliação das condições de segurança”, avançou.

    A autarquia disse ainda que a concessionária Norscut “está já a preparar a mobilização de meios para uma intervenção urgente na A24”.

    “Logo que existam condições, a circulação será restabelecida”, garantiu, acrescentando que “serão sinalizados trajetos alternativos, os quais serão ajustados em função da evolução da situação e dos condicionamentos supervenientes que se vierem a verificar”, acresentou.

    A Câmara de Lamego sublinhou que “a situação é muito grave” e garantiu que “está a ser acompanhada permanentemente”, colocando sempre a segurança das pessoas em primeiro lugar.

  • Município de Alcobaça lamenta morte de homem que caiu do telhado

    O Município de Alcobaça lamentou a morte do segundo homem que morreu ao cair de um telhado enquanto fazia reparações, endereçando “sentidas condolências” à família e próximos.

    “Apelamos a toda a população para não arriscarem as suas vidas na resolução deste tipo de situações, sem conhecimento técnico ou condições de segurança”, lê-se na nota publicada nas redes sociais.

    “Alertamos igualmente para o manuseamento apropriado e cauteloso de máquinas florestais e aparelhos de corte”, alerta ainda.

  • Homem morreu em Alcobaça enquanto arranjava telhado

    Outro homem morreu ao cair de um telhado enquanto fazia reparações.

    A notícia é avançada pelo Correio da Manhã e pela SIC Notícias, a quem a GNR confirmou a morte. A vítima teria 66 anos. O caso já estará a ser investigado pela GNR.

    O número de mortes relacionadas com o mau tempo sobe assim para oito.

  • Exército vai colocar lonas em Figueiró dos Vinhos

    O Exército vai transportar e montar lonas em Figueiró dos Vinhos, a partir de uma empresa em Vila Nova de Famalicão, anunciaram as Forças Armadas.

    Em comunicado enviado às redações, o Exército explica que “as lonas destinam-se à reparação provisória de coberturas em edifícios afetados” e que a sua colocação será feita “por equipas especializadas de trabalhos em altura da Engenharia do Exército”.

  • Em Ourém cortam-se árvores caídas e arremedam-se telhados com lonas

    A cortar árvores caídas para desobstruir caminhos e a arremedar telhados com lonas, moradores de Ourém, no distrito de Santarém, tentam ultrapassar os efeitos da depressão Kristin, registada há quatro dias, e preparam-se para a previsão de muita chuva.

    Com cedros centenários arrancados pela raiz e caídos no chão, a Quinta da Alcaidaria-Mór, um espaço de turismo rural em Ourém, ficou com o caminho de entrada completamente vedado e intransitável. “Estão aqui mais de, se calhar, 200 árvores no chão”, relatou Nuno Vasconcelos, um dos proprietários desta quinta, onde vive e recebe hóspedes, referindo que esta é “uma casa que está na família há 400 anos”.

    Nas ruas de Ourém, várias são as casas com escadotes ou andaimes no exterior, evidenciando que os moradores estiveram a tentar arranjar os telhados após a tempestade.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Miguel Albuquerque (PSD), disse que os danos no concelho “ainda são muito grandes”, nomeadamente a nível de falta de fornecimento de energia elétrica e de comunicações, referindo que o abastecimento de água também regista “muitas dificuldades”, mas prevê-se que, até ao final do dia de hoje, se possa chegar a 80% da população.

    Sobre as estradas, o autarca referiu que Ourém ficou “com cerca de 80% das vias intransitáveis”, o que corresponde a “800 quilómetros de vias intransitáveis”, mas hoje já se encontram desobstruídas todas as vias principais e a maioria das vias secundárias.

    Há no concelho “centenas e centenas de casas sem telhas”, disse Luís Miguel Albuquerque.

    “Precisamos muito de lonas para precaver a chuva que aí vem nos próximos dias”, apelou o autarca, adiantando que a Câmara de Ourém está a dispensar lonas a quem precisa, podendo ser recolhidas no estaleiro municipal, que fica no posto da Proteção Civil.

  • Marinha está a apoiar a população das regiões afetadas pela depressão Kristin

    A Marina Portuguesa avançou hoje em comunicado que está a dar apoio à população das regiões mais afetadas pela depressão Kristin com um total de 54 militares e 11 viaturas no terreno.

    Disponibilizaram cinco geradores para apoio a diversas localidades dos municípios da Batalha, onde estão também militares a desobstruir as vias, Figueira da Foz, Marinha Grande e Ourém.

    “Estão a ser posicionados militares com botes, na região de Coimbra, ao longo das margens do rio Mondego, em apoio aos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho e Bombeiros Sapadores de Coimbra”, avançam ainda, acrescentando que, num esforço conjunto para apoiar as vítimas da tempestade, têm empenhados “um total de 54 militares, 11 viaturas, seis botes, cinco geradores e três drones, bem como diverso material para apoiar na desobstrução de locais, edifícios e/ou estradas.”

    Para as próximas horas a marinha tem prevista a projeção de um grupo de técnicos de eletricidade e de dois pelotões de Fuzileiros para apoio na desobstrução de vias e reparação de edifícios na região de Leiria. “Encontra-se também um pelotão em prontidão para um eventual empenhamento no rio Tejo e/ou no rio Sado”, acrescentam.

  • Associação da Região de Leiria pede liquidez para empresas retomarem laboração

    O presidente da Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI) pediu hoje liquidez “sem muitas burocracias” para as empresas retomarem a laboração na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin.

    “Precisamos primeiro de ter energia e depois dinheiro para poder operar, para recuperar as nossas empresas. (…) O que é preciso, muito rapidamente, é liquidez”, afirmou à agência Lusa Luís Febra, quando questionado sobre o que gostaria que o Governo fizesse para as empresas.

    Insistindo que depois do restabelecimento da energia elétrica é “preciso dinheiro para ajudar as empresas a reerguer os seus negócios”, Luís Febra alertou que, “caso contrário, haverá muitas empresas que não têm condições de voltar a operar”. E, se tal não suceder, podem estar em risco centenas de postos de trabalho, admitiu o empresário.

    Considerando que “a dimensão desta catástrofe merece apoio europeu”, o presidente da NERLEI/CCI adiantou que o impacto é transversal a vários setores da atividade económica, como as indústrias vidreira e dos moldes.

    “Empresas absolutamente destruídas, edifícios completamente no chão, equipamentos à chuva” foi o que o presidente da associação destacou dos estragos, reconhecendo não saber determinar quanto tempo será necessário “até que a economia esteja a funcionar”.

    Sobre a reunião, na sexta-feira, com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, e vários secretários de Estado, na sede da associação, em Leiria, referiu que “não trouxeram nada em concreto”, mas que o ministro “assumiu o compromisso de, rapidamente, trazer notícias relativamente a apoio financeiro”.

  • Câmara de Coimbra evacua preventivamente Canil Municipal

    O Canil Municipal de Coimbra foi hoje evacuado preventivamente, face à subida do caudal do rio Mondego, afirmou hoje a Câmara, referindo que foram retirados 10 gatos e 98 cães do local.

    “A operação foi articulada com o Serviço Municipal de Proteção Civil, com o objetivo de salvaguardar o bem-estar dos animais face ao cenário meteorológico adverso e no quadro do acompanhamento permanente da situação no concelho”, disse o município, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

    Os animais foram distribuídos “por soluções de acolhimento previamente identificadas, que asseguraram as condições adequadas de alojamento, alimentação e acompanhamento veterinário”, explicou a Câmara de Coimbra.

    “Os animais ficaram entregues a responsáveis e entidades parceiras com capacidade de resposta imediata, permitindo concretizar a operação de forma rápida, organizada e segura”, acrescentou.

    O Canil Municipal já tinha sido visitado pelo vereador responsável pela proteção civil na quinta-feira, para serem avaliadas as condições do canil.

    “Nessa altura, ficou definido que, caso se verificasse um agravamento das condições meteorológicas e risco para o bem-estar dos animais, seriam ativados locais de acolhimento alternativos, previamente identificados, permitindo uma retirada preventiva imediata”, aclarou.

  • Seguro cancela visita a Soure por possibilidade de "ocorrência de cheias"

    O candidato presidencial António José Seguro ia amanhã de manhã a Soure, mas a visita foi anulada, com a sua candidatura a explicar decisão foi tomada depois de ter falado com Rui Fernandes, presidente da Câmara de Soure.

    “Face à possibilidade de agravamento da situação que se vive na região, designadamente a ocorrência de cheias, acordaram cancelar a visita de amanhã para não interferir com os trabalhos da proteção civil”, detalhou a candidatura numa breve nota enviada aos jornalistas.

  • PR pede que se trabalhe para ser possível realizar eleições presidenciais

    O Presidente da República apelou hoje a que se trabalhe para ser possível a realização das eleições presidenciais, considerando que seria uma “opção muito sensível e melindrosa” criar um sistema excecional nas áreas afetadas pelo mau tempo.

    “Estar a mexer na lei para abrir exceções ou regimes excecionais neste momento de um processo eleitoral seria sempre competência da Assembleia da República, a lei eleitoral é um processo longo e implicaria criar (…) um regime excecional para certas áreas. É uma opção muito sensível e melindrosa”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em Ferreira do Zêzere, quando questionado sobre se há condições para a realização da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para dia 8.

    Segundo lembrou o chefe de Estado, “o Presidente da República, que tem a competência apenas de fixar a data das eleições, não tem a competência para intervir permitindo regimes eleitorais com períodos de tempo ou com adiamentos parcelares”.

    “Portanto, eu diria, vamos trabalhar para que, no curso da próxima semana, se minimizem os fatores que possam afastar os eleitores das urnas”, disse, lembrando que os portugueses mostraram “grande maturidade” aquando das últimas eleições presidenciais, que decorreram em plena pandemia de covid-19.

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