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    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre os efeitos da depressão Kristin neste novo liveblog que agora abrimos.

    Circulação suspensa na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca

  • Conduzir, andar, cozinhar, viver em zona de cheias ou reconstruir nas áreas afetadas. Conselhos e alertas para uma semana "muito complexa"

    Os planos de evacuação em caso de cheias e inundações estão estudados, pelo Governo e autarquias. Há conselhos também sobre andar de carro, estacionar, beber água, lavar alimentos ou usar geradores.

    Conduzir, andar, cozinhar, viver em zona de cheias ou reconstruir nas áreas afetadas. Conselhos e alertas para uma semana “muito complexa”

  • Mau tempo coloca 14 distritos sob aviso laranja até segunda-feira

    O mau tempo previsto para segunda-feira vai colocar 14 distritos sob aviso laranja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que emitiu avisos amarelos apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.

    Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes durante a noite de segunda-feira e agitação marítima, que se vai prolongar até quarta-feira, segundo o IPMA que no seu site coloca já todo o litoral sob aviso laranja, o segundo mais elevado da escala.

    A neve também é responsável pelos avisos laranja de sete distritos nortenhos: Braga, Viana do Castelo, Porto, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

    Durante a madrugada de segunda-feira, até às 6h, todo o país poderá ter “períodos de chuva ou aguaceiros por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada”, segundo o IPMA, que emite apenas avisos amarelos para a precipitação.

    Segundo o site do IPMA as condições climatéricas vão melhorar na quarta-feira, em especial nas regiões do centro e sul.

  • Mau tempo coloca 14 distritos sob aviso laranja até segunda-feira

    O mau tempo previsto para segunda-feira vai colocar 14 distritos sob aviso laranja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que emitiu avisos amarelos apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.

    Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes durante a noite de segunda-feira e agitação marítima, que se vai prolongar até quarta-feira, segundo o IPMA que no seu site coloca já todo o litoral sob aviso laranja, o segundo mais elevado da escala.

    A neve também é responsável pelos avisos laranja de sete distritos nortenhos: Braga, Viana do Castelo, Porto, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

    Durante a madrugada de segunda-feira, até às 06:00, todo o país poderá ter “períodos de chuva ou aguaceiros por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada”, segundo o IPMA, que emite apenas avisos amarelos para a precipitação.

    Segundo o site do IPMA as condições climatéricas vão melhorar na quarta-feira, em especial nas regiões do centro e sul.

  • Coimbra preparou sete locais para instalar pessoas em caso de inundações

    A presidente da Câmara de Coimbra disse hoje que no caso da evacuação de localidades nas margens do Mondego, entre Coimbra e Figueira da Foz, as pessoas já têm locais para pernoitar e se alimentar.

    Ana Abrunhosa disse à Lusa que já estão delimitadas sete áreas no concelho para onde as pessoas se deverão dirigir e que todos os agentes de proteção civil têm conhecimento dessa informação.

    “No caso de ter de abandonar as suas casas, a população de cada zona tem um ponto para onde se deve dirigir, onde terá cama, alimentação e um espaço para os seus animais de companhia”, adiantou.

    As Caves de Coimbra serão o local de refúgio para quem resida em Antuzede, Vil de Matos, Trouxemil, Torre de Vilela, Eiras, São Paulo de Frades e Pedrulha, enquanto as escolas secundárias Dona Maria e Avelar Brotero acolhem quem more na União de Freguesia de Coimbra ou em Santo António dos Olivais.

    Os residentes em Torres do Mondego ou Ceira têm como ponto de concentração a Casa do Povo de Ceira, e os habitantes de Conraria, Santa Clara e Castelo Viegas o Pavilhão Desportivo de Santa Clara.

    A Escola Básica 2.3 Inês de Castro recebe os residentes em São Martinho do Bispo e a Escola Básica 2.3 de Taveiro as populações de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.

    Os moradores de São Martinho de Árvore, Lamarosa, São Silvestre e São João do Campo devem dirigir-se para a Escola Básica 2.3 de São Silvestre.

    A autarca salientou que está a ser efetuada uma monitorização permanente e as populações apenas serão retiradas das localidades “na iminência de rebentamento de uma parte da estrutura hidráulica do Mondego”.

  • Marinha tem meios pré posicionados por causa das cheias

    O porta voz da Marinha adiantou à Rádio Observador que já tem “meios pré-posicionados no rio Mondego e no rio Tejo para auxiliar em caso de cheias as populações locais”.

    O comandante Ricardo Sá Granja explica que ao todo “são 29 botes prontos para auxiliar, mais algumas embarcações semi-rígidas”.

    Destes 29 botes, 16 botes estão pré-posicionados junto às margens do rio Mondego, em Coimbra e junto às margens do rio Tejo, em Vila Nova da Barquinha.

    O porta voz da Marinha lembra o alerta da proteção civil e avisa: “vai chover muito nas próximas horas, a próxima madrugada será preocupante e estaremos alerta”.

    Ouça neste noticiário as declarações de Ricardo Sá Granja.

    21h. Seguro pede vitória convincente sobre Ventura, mas evita indicar a margem que considera suficiente

  • Leiria. Marinha admite reforçar apoio à população afetada

    O número de militares da Marinha que apoiam as populações afetadas pela Kristin pode vir a aumentar. Para já são mais de 200, 70 só em Leiria. Mas podem vir a ser mais. A Rádio Observador acompanhou um pelotão que ajudou a colocar uma lona no telhado de uma casa.

    Ouça aqui a reportagem.

    Leiria. Marinha admite reforçar apoio à população afetada

  • Seixal corta vias por precaução e alerta para risco de cheias na zona ribeirinha

    A Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, anunciou hoje o corte preventivo de algumas vias do concelho devido à previsão de condições meteorológicas adversas, existindo ainda o risco de cheias na zona ribeirinha.

    Em comunicado a autarquia explica que está previsto para esta noite e madrugada o agravamento das condições meteorológicas, com aviso laranja por parte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para a região de Setúbal com precipitação por vezes forte, ocasionalmente de granizo e acompanhada de trovoada.

    Como medida preventiva serão encerradas a partir das 22 horas, a avenida Carlos de Oliveira, entre a avenida 6 de Novembro de 1836 e a avenida General Humberto Delgado (Cavadas), na freguesia de Arrentela, a rua José Gregório de Almeida (entre a Avenida Siderurgia Nacional e a Rua Quinta da Galega) e a rua Quinta da Galega (prolongamento da Rua do Desembargador) entre a Rua Quinta da Campina e a Rua José Gregório de Almeida, na freguesia de Paio Pires.

    “Os cortes manter-se-ão até que o Serviço Municipal de Proteção Civil confirme que estão reunidas as condições de segurança para a reposição da circulação. Apelamos à compreensão de os e à adoção de percursos alternativos”, adianta autarquia.

  • “A queda é capaz de ser feia.” Em Leiria, faltam profissionais e muitos reparam telhados apesar do perigo de queda

    Sem outra solução para travar a entrada da chuva em casa, há quem arrisque nas reparações em telhados. Outros procuram ajuda profissional, que é escassa. Duas pessoas morreram a fazê-lo após a Kristin

    “A queda é capaz de ser feia.” Em Leiria, faltam profissionais e muitos reparam telhados apesar do perigo de queda

  • Seguro diz que Ventura "é um risco para a democracia" e que portugueses o "devem repudiar"

    Na entrevista à SIC, António José Seguro diz que André Ventura “é um risco para a democracia”. O socialista que se candidata à Presidência da República falava especificamente da questão da desinformação promovida por André Ventura.

    “A desinformação não ajuda a democracia. E um estudo recente mostrou que 85% das falsidades na internet se devem a André Ventura. O país tem de ser claro no dia 8 e repudiar essa situação”. Sobre a sua candidatura diz que representa a “o chão comum, da decência.”

    “Os métodos desse candidato não são democráticos, nem têm a ver com a maneira de ser dos portugueses, nós somos um povo pacífico”, diz Seguro na mesma entrevista.

    Sobre a convivência futura com o líder do Chega, se for Seguro a ganhar as eleições, o candidato diz que tem “tentado fazer tudo para manter condições mínimas”, acrescentando um “mas”: “O recurso à desinformação é inaceitável”.

    Também acusou diretamente Ventura de ser candidato a legislativas e de “em todo o momento”, nesta campanha, “estar a ter uma atitude de oposição ao Governo”.

  • ANEPC ativa Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil

    A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) ativou o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil este domingo à tarde durante a primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC), presidida pela Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.

    Em comunicado, a ANEPC avança que a decisão resulta do agravamento do cenário de risco para pessoas e bens previsto para os próximos dias graças à elevada precipitação esperada. O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil vem garantir mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional e o estabelecimento de um fluxo de informação ininterrupto entre todas as áreas governativas e as entidades envolvidas.

    “Os mecanismos previstos no PNEPC serão acionados de forma gradual e flexível, em função da evolução da situação e sempre que tal se revele necessário, com o objetivo de assegurar uma resposta eficaz e articulada à situação de risco”, avançam também em comunicado.

  • Seguro diz que meios do Estado "tem de ser melhor articulados" na resposta a crises

    António José Seguro está neste momento a ser entrevistado na SIC onde fala da resposta do Governo à situação e diz que “todos os instrumentos que o Estado tem ao seu dispor têm de ser melhor articulados”.

    Falou especificamente na mobilização do exército que podia ter ocorrido de forma mais célere. “Há muito que ainda tem de ser feito”, disse em relação à capacidade do Estado

  • GNR pede à população “comportamentos de autoproteção”

    A GNR pediu hoje à população que adote “comportamentos de autoproteção” face ao mau tempo que tem assolado Portugal continental, referindo que as suas unidades estão no terreno a acompanhar “de forma permanente” a evolução da situação.

    “Tendo em conta os riscos associados às condições meteorológicas adversas e às ações de recuperação em curso, a Guarda apela à população para que adote comportamentos de autoproteção, salvaguardando a sua segurança e a dos seus familiares”, afirmou a GNR em comunicado.

    Em concreto, a força policial pede à população que siga sempre as indicações das autoridades e dos serviços de proteção civil e que evite a aproximação de árvores instáveis, estruturas danificadas, cabos elétricos caídos ou zonas sinalizadas como perigosas.

    Do mesmo modo, a Guarda recomenda a retirada, “sempre que possível e em segurança”, de bens materiais e animais de zonas suscetíveis a inundações ou cheias, o reforço dos cuidados durante trabalhos em altura (como subidas a telhados e a utilização segura de lareiras), salamandras e outros sistemas de aquecimento, “garantindo ventilação adequada, limpeza das chaminés e a extinção total das brasas antes de dormir”.

  • Carlos Moedas apela a lisboetas para não saírem de casa e reforça apoio

    O presidente da Câmara e da Área Metropolitana de Lisboa apelou hoje à população para não sair de casa durante a noite, alertando para chuva intensa e vento, e destacou o reforço do apoio e da preparação frente à tempestade.

    “Nós vamos ter esta noite uma noite difícil. Os nossos presidentes da Junta de Freguesia, a nossa Proteção Civil, os nossos bombeiros têm estado a trabalhar o dia todo para desentupir as sarjetas, para limpar, para fazer tudo aquilo que é necessário para estarmos protegidos durante a noite”, disse hoje Carlos Moedas em declarações aos jornalistas, na cidade Universitária.

    Face às previsões meteorológicas, o autarca reforçou o apelo à cautela: “Eu pedia que tenham cuidado esta noite. A partir da meia-noite vamos estar em aviso laranja. Se puderem não sair de casa, se puderem estar em casa esta noite, resguardar-se, fixar tudo o que está fora de casa, nas varandas, nos terraços, ter esses cuidados. Eu acho que é muito importante estarmos preparados”.

    “Os nossos serviços têm estado a trabalhar há vários dias, mas hoje intensificámos a limpeza para evitar qualquer tipo de cheia”, detalhou.

    Carlos Moedas adiantou que a informação que tem “é de muita chuva e também muito vento a partir da meia-noite e, sobretudo, à volta das três da manhã. Por isso, mais uma vez, peço, todo o cuidado é pouco. Temos que nos proteger”.

    O presidente da Câmara de Lisboa assegurou também que haverá “equipas na rua para proteger os lisboetas, seja a Polícia Municipal, bombeiros ou a Proteção Civil. Estamos a atuar 24 horas sobre 24”, reforçou.

  • PCP considera medidas “incompreensivelmente tardias e claramente insuficientes”

    O PCP classificou as medidas aprovadas hoje pelo Governo para responder aos efeitos da depressão Kristin como “incompreensivelmente tardias e claramente insuficientes”, considerando que o executivo PSD/CDS-PP “continua a negar a dimensão da tragédia”.

    Numa posição escrita enviada à comunicação social, Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, reagiu ao pacote de apoios aprovado em Conselho de Ministros que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin, abrangendo famílias, empresas e entidades públicas.

    “O Governo continua a negar a dimensão da tragédia. O anúncio de 2.500 milhões de euros para acudir ao grau de destruição da tempestade e do mau tempo que ainda perdura são profundamente insuficientes face aos impactos que estão à vista de todos”, considerou o dirigente comunista.

    O PCP sublinhou que “as populações e autarquias ficaram demasiado tempo entregues a si próprias” e ainda há “centenas de milhar de pessoas sem eletricidade”, sem que o Governo ou a empresa E-Redes assumam um prazo para a reposição de energia.

    “O Governo só agora é que avança para uma estrutura de missão, quando era evidente, como o PCP exigiu logo na quinta-feira, que se deveria criar uma estrutura de acompanhamento e intervenção que agregasse o conjunto de áreas”, critica o partido.

    Vasco Cardoso apontou que “o número de operacionais mobilizados para o terreno continua a ser insuficiente”, apesar da resposta solidária das populações.

  • Força Aérea mantém apoio às populações afetadas pela depressão Kristin

    A Força Aérea avançou em comunicado que mantém um conjunto de ações de apoio à população, em resposta aos efeitos provocados pela depressão Kristin, garantindo assistência nas áreas mais afetadas e contribuindo para a reposição de condições essenciais com refeições, material, imagens espaciais e aumento do dispositivo de alerta. As operações decorrem em vários pontos, com destaque para Leiria, Ferreira do Zêzere e Figueiró dos Vinhos.

    Em Monte Real, a Base Aérea N.º 5 (BA5) está acessível à comunidade para higiene pessoal e disponibilização de refeições. Paralelamente, equipas de militares estão a intervir na remoção de destroços daquela região, ajudando ainda com os telhados das habitações de forma a evitar mais danos.

    Em comunicado, a Força Aérea dá ainda conta que disponibilizou geradores de diferentes capacidades, entregues sobretudo em Figueiró dos Vinhos e Ferreira do Zêzere, bem como uma moto-bomba e uma bomba submersível, o kit de mobilidade, que permite alojamento e refeições, e lonas impermeáveis de várias dimensões e ferramentas de trabalho.

    Em termos de recolha de informações, o Centro de Operações Espaciais tem estado ativo na obtenção de imagens espaciais provenientes de duas constelações de satélites, uma de radar de abertura sintética e outra ótica, num total de 53 satélites.

    O dispositivo aéreo em alta prontidão da Força Aérea, composto por dois helicópteros e dois aviões, foi ainda reforçado com mais três helicópteros disponíveis em caso de necessidade. A estes acresce um helicóptero AW119 Koala destinado a realizar missão de reconhecimento aéreo em apoio à E-Redes, avaliando danos nas infraestruturas.

  • Cruz Vermelha garante ambulâncias, geradores e acolhimento para desalojados

    A Cruz Vermelha portuguesa ativou um “dispositivo nacional de resposta” para ajudar a responder às necessidades provocadas pelo mau tempo na zona centro e para prevenir os problemas que podem surgir com a continuação da chuva.

    Em comunicado enviado às redações, a Cruz Vermelha explica que tem no terreno “apoio médico, logístico e humanitário”. Em concreto, as ações são as seguintes:

    • Reforço da Sala de Operações;
    • Disponibilização de ambulâncias, em particular na região de Leiria;
    • Envio e instalação de geradores;
    • Espaço no Estádio Municipal de Leiria que serve como ponto de apoio para descanso, rotatividade e recuperação dos operacionais;
    • Zona de Concentração e Apoio à População no Pavilhão Eduardo Gomes, em Pombal, para acolhimento temporário de desalojados;
    • Distribuição de mais de duas mil lonas;
    • Mobilização de equipas logísticas de apoio alimentar e de avaliação das necessidades.

    “A Cruz Vermelha Portuguesa continuará no terreno enquanto persistirem necessidades”, assegura a instituição.

  • Seguro volta a fazer da eleição a decisão entre a "divisão" e a candidatura dos "democratas"

    Num comício no Fundão, António José Seguro colocou-se como o candidato “pela decência” e voltou a fazer desta eleição uma decisão entre a “divisão” e o “chão comum onde podem conviver todos os democratas”.

    Em dia de voto antecipado e a uma semana das eleições, Seguro volta em força ao apelo ao voto e à marcação do seu território, colocando-se como o representante de “um chão comum onde podem conviver todos os democratas, com opções plurais, com opções completamente distintas”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    Num comício no Octógono, no Fundão, Seguro defendeu um Estado “pela decência”, dizendo logo de seguida: “Chega de divisão, chega de ódio.” Não referiu André Ventura diretamente, mas as palavras dirigiam-se ao líder do Chega que é o seu único adversário nesta segunda volta das presidenciais.

    Voltou também a prometer que se chegar a Belém não será “um Presidente de facção, nem de uma metade contra a outra metade” e que será “um Presidente de todos, todos, todos”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Afluência de 61% no voto antecipado em Lisboa

    O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje que o voto antecipado para as presidenciais está a decorrer “muito bem”, estimando uma participação de 61% até meio da tarde, sem registo de incidentes nas mesas de voto.

    Em declarações aos jornalistas na Cidade Universitária, Carlos Moedas começou por agradecer “a todas as pessoas que estiveram todo o dia” envolvidas no processo, referindo “250 trabalhadores, polícias municipais, bombeiros voluntários e sobretudo muitos voluntários nas mesas de voto”.

    “Às quatro e meia da tarde tínhamos 61%, é a nossa estimativa”, afirmou o autarca, sublinhando que, apesar de a percentagem ser inferior à da primeira volta (77%), “o número de pessoas que votaram é mais ou menos o mesmo”, cerca de 20 mil.

    Na primeira volta das presidenciais, explicou, inscreveram-se 27 mil eleitores, enquanto agora o número subiu para 34 mil. “Ou seja, a percentagem, apesar de ser menor, temos mais ou menos o mesmo número de pessoas que vieram e que votaram”, disse.

    O presidente da Câmara deixou ainda uma mensagem aos eleitores inscritos que não conseguiram votar antecipadamente. “É muito importante também dizer aos lisboetas que se inscreveram e que não tiveram a oportunidade de vir, que podem vir votar normalmente, no dia 8 [de fevereiro], sem qualquer problema”, afirmou.

    Carlos Moedas destacou também que o processo decorreu sem perturbações. “Sem incidentes, ocorreu tudo muito bem. Toda a informação que tenho das várias mesas de voto é que ocorreu tudo sem qualquer problema”, disse, acrescentando que o voto antecipado é “uma modalidade de voto muito importante, sobretudo para quem não está em Lisboa, para quem está a viajar”.

  • BE considera apoios insuficientes e espera que sejam apenas “primeira tranche”

    O BE considerou hoje “totalmente insuficientes” os apoios aprovados pelo Governo em resposta aos efeitos da depressão Kristin, dizendo esperar que sejam apenas uma “primeira ‘tranche’ de emergência e nunca o teto máximo da intervenção pública”.

    “O Estado não pode dar a sua missão por cumprida com este anúncio. Seria um erro político e uma insuficiência social profunda se o Governo tentasse encerrar o balanço de perdas antes de a última casa estar de pé”, afirmou o coordenador do BE, José Manuel Purza, em conferência de imprensa em Coimbra, em reação às medidas aprovadas em Conselho de Ministros.

    “Portugal tem o dever de exigir o acionamento do Fundo de Solidariedade da União Europeia e a reprogramação de verbas dos fundos estruturais e do PRR”, afirmou, defendendo que “nenhum recurso pode ficar por utilizar por falta de iniciativa diplomática ou agilidade administrativa de Bruxelas”.

    Pureza considerou, por outro lado, que o Governo “tem a obrigação de implementar medidas antiespeculação rigorosas”. “É imperativo controlar os preços e fixar margens máximas de comercialização para materiais de construção, geradores e equipamentos de emergência”, disse, apelando a uma presença no terreno da ASAE e outros reguladores.

    Em terceiro lugar, defendeu, o país “precisa de saber que todos os meios de proteção civil e das Forças Armadas estão ao serviço das operações de reconstrução, de socorro e de limpeza”.

    “Este é um momento de emergência nacional. As pessoas não podem continuar a sentir que o Estado as abandonou. Os apoios agora enunciados só podem ser, portanto, um ponto de partida. À medida que o levantamento dos danos se tornar mais preciso, o Governo terá de os reforçar”, apelou.

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