Momentos-chave
- Hamas apela a mediadores fim imediato da escalada de ataques em Gaza
- Rússia diz que lei de sanções dos EUA não terá impacto positivo nas negociações
- Zelensky enaltece ataque com "impacto significativo" na região de Moscovo
- Irão afirma ter transmitido novas condições aos EUA, via Qatar, para terminar a guerra
- Duas pessoas mortas na região de Moscovo no "maior ataque de sempre" com drones, afirma presidente da Câmara
Atualizações em direto
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Hamas apela a mediadores fim imediato da escalada de ataques em Gaza
O líder do Hamas, Jalil al Haya, alertou para o agravamento da situação na Faixa de Gaza e apelou ao fim imediato da escalada dos ataques e o cumprimento rigoroso das obrigações acordadas na primeira fase do plano de paz.
Segundo informou a organização num comunicado citado pelo jornal Filastin, Al Haya transmitiu aos mediadores e a governos aliados a sua preocupação acerca da rápida deterioração da crise humanitária no enclave perante a aproximação do inverno — agravada pelo bloqueio à entrada de maquinaria pesada para os trabalhos de reconstrução e pelas restrições ao fornecimento de abrigos temporários, tendas de campanha e equipamentos de proteção contra o frio.
O Hamas denunciou que o recomeço dos ataques seletivos e das operações militares, que afirma estenderem-se à Cisjordânia e aos acessos à mesquita de Al Aqsa, prejudica as perspetivas de estabilização e viola os compromissos multilaterais relativos à recuperação e reconstrução.
Por seu lado, os países mediadores reafirmaram durante as conversações o seu compromisso de manter a assistência de emergência à população civil e garantiram que prosseguirão os esforços diplomáticos junto dos atores com capacidade de influência para assegurar a aplicação integral do acordo formulado pela Casa Branca.
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Rússia diz que lei de sanções dos EUA não terá impacto positivo nas negociações
O alargamento das sanções dos EUA contra a Rússia, que permite impor tarifas de até 100% a quem compre energia russa, “não pode ter um impacto positivo” nas negociações entre Moscovo e Washington, afirmou hoje o Kremlin.
“A ratificação da lei norte-americana de novas sanções não pode definitivamente ter um impacto positivo [nas negociações], bem como nas perspetivas de uma solução pacífica para a Ucrânia”, afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, em declarações citadas pela agência RIA Novosti.
Na passada sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ratificou uma lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções contra a Rússia e o Irão e permite impor tarifas de até 100% aos países que comprem energia russa.
O projeto, denominado Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irão de 2026, prevê sanções contra funcionários, bancos e setores estratégicos da economia russa, além de medidas contra a denominada “frota sombra” de petroleiros utilizada para contornar as restrições ocidentais.
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Zelensky enaltece ataque com "impacto significativo" na região de Moscovo
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comentou os ataques do país que governa à região de Moscovo, considerados “os maiores de sempre” pelo autarca da cidade russa.
Our long-range responses had a very significant impact in the Moscow region last night. One of Russia’s key oil industry facilities and the aggressor’s logistics facility were hit. These are billions of dollars that sustain the war machine. The systems used included FP-1, RZ-100,… pic.twitter.com/ka5mlDSgb7
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 20, 2026
“As nossas respostas de longa distância tiveram um impacto muito significativo na região de Moscovo na noite passada”, afirmou numa publicação do X. “Uma das infraestruturas fundamentais à indústria petrolífera da Rússia e à logística do agressor foi atingida. São milhares de milhões de dólares que sustentam a máquina de guerra.”
Zelensky enalteceu os “guerreiros” dos serviços de segurança ucranianos, acrescentando que “Moscovo deve terminar a sua guerra brutal e escolher paz, em vez de construir camadas sucessivas de defesa aérea, às custas de outras regiões”.
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Irão afirma ter transmitido novas condições aos EUA, via Qatar, para terminar a guerra
O chefe de segurança do Irão afirmou que o país transmitiu um conjunto de condições formais a Washington, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os dois países. Numa entrevista ao AlJazeera o responsável admitiu que a missiva terá sido enviada através do país intermediário, Qatar.
“Continuamos em contacto com o mediador Qatar, que transmitiu as nossas condições a Washington com o objetivo de terminar a guerra. Aguardamos a resposta do Presidente Trump”, afirmou Mohsen Rezaei
“As nossas condições são o fim da guerra em todas as frentes, a libertação dos fundos congelados e o a conclusão do bloqueio naval”, realçando que “é do interesse de Washington aceitar estas condições”. “Trump não vai alcançar quaisquer resultados. Estamos preparados para uma guerra decisiva.”
Rezaei não excluiu a possibilidade de se verificarem novas ofensivas americanas sobre o Irão, garantido que o país está pronto. A resposta iraniana será violenta e incidente sobre as bases americanas no médio Oriente, assim como os interesses comerciais dos EUA e as respetivas empresas que operam na região.
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Duas pessoas mortas na região de Moscovo no "maior ataque de sempre" com drones, afirma presidente da Câmara
Duas pessoas morreram no mesmo ataque com drones, que o presidente da Câmara de Moscovo considerou o “maior de sempre” na região, citado pela Sky News.
Sergei Sobyanin adiantou que a ofensiva ucraniana ainda atingiu uma refinaria de petróleo na zona metropolitana de Moscovo e um edifício.
“O maior ataque pelo inimigo com drones foi repelido”, afirmou o responsável. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as suas forças abateram 1.100 drones ucranianos em todo o país, bem como sobre a península ucraniana anexada da Crimeia e as águas do Mar Negro.
“Este ataque sem precedentes foi claramente planeado com o objetivo de perturbar as eleições. O inimigo não foi bem-sucedido.”
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Bom dia.
Este liveblog pretende acompanhar os conflitos armados ativos ao redor do mundo, com destaque para as tensões no Médio Oriente e a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Pode consultar as notícias do último sábado no artigo em direto que agora arquivamos.
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