Momentos-chave
- EUA e Coreia do Sul discutem a "desnuclearização completa" da Coreia do Norte
- Defesas antiaéreas russas abatem 344 drones ucranianos no segundo dia da votação das eleições
- Bruxelas insta Estados Unidos a concederem vistos a delegação palestiniana à Assembleia Geral da ONU
- Rússia reivindica captura de 5.300 quilómetros quadrados de território ucraniano em 2026
- Arábia Saudita ativa alerta aéreo em Riade pela primeira vez desde agravamento do conflito no Iémen
- Irão terá executado homem por espionagem a favor de Israel
Atualizações em direto
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EUA e Coreia do Sul discutem a "desnuclearização completa" da Coreia do Norte
Na mesmo encontro entre os governantes norte-americano e sul-coreano, as duas partes reafirmaram também o compromisso com a “desnuclearização completa” da península coreana, no âmbito dos esforços de diálogo promovidos por Washington entre Pyongyang e Seul.
Marco Rubio insistiu na importância de avançar com os esforços diplomáticos destinados a promover o diálogo com a Coreia do Norte e alcançar a desnuclearização da Península Coreana, com as autoridades sul-coreanas a disponibilizarem-se para facilitar uma eventual retoma do diálogo entre a Casa Branca e o Governo de Kim Jong-un.
A Coreia do Norte rejeitou hoje uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.
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Estados Unidos e Coreia do Sul defendem liberdade de navegação no estreito de Ormuz
Os Estados Unidos e a Coreia do Sul concordaram na sexta-feira sobre a necessidade de garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, apesar da recusa de Seul em enviar tropas para a proteção do tráfego marítimo na região.
Após um encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Cho Hyun, manifestou a disponibilidade de Seul para “contribuir de forma substancial” para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
No entanto, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, reafirmou na sexta-feira que não autorizará o envio de tropas que possam envolver o país em conflitos externos.
“Que fique claro. Não haverá qualquer envio de tropas que implique envolvimento num conflito estrangeiro. Não haverá participação numa guerra”, declarou Lee durante uma conferência de imprensa em Seul.
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Defesas antiaéreas russas abatem 344 drones ucranianos no segundo dia da votação das eleições
As defesas antiaéreas russas anunciaram ter abatido durante a madrugada de hoje 344 drones ucranianos na parte europeia da Rússia e na Sibéria, onde decorre o segundo dia da votação das eleições legislativas.
Os aparelhos não tripulados foram abatidos em 16 regiões, 15 delas no continente europeu, segundo o boletim de guerra do Ministério da Defesa russo.
Russos e ucranianos não acordaram uma trégua de 72 horas por ocasião das primeiras eleições parlamentares de toda a guerra, pelo que, em regiões ucranianas anexadas como Donetsk, a maioria dos eleitores votou antecipadamente.
Entretanto, o Ministério da Defesa russo adiantou que Moscovo atacou um centro logístico a 41 quilómetros de Kiev, utilizado para armazenar os fornecimentos militares provenientes de países europeus, além de bombardeamentos contra alvos em outras regiões do país vizinho.
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Bruxelas insta Estados Unidos a concederem vistos a delegação palestiniana à Assembleia Geral da ONU
A União Europeia (UE) exortou hoje os Estados Unidos a reconsiderarem a recusa de concessão de vistos aos membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e à Autoridade Palestiniana para participarem na Assembleia Geral da ONU.
“À luz dos seus acordos com a ONU e das suas obrigações enquanto Estado anfitrião, apelamos aos Estados Unidos para que reconsiderem a decisão”, declarou o porta-voz do Serviço Europeu de Ações Externas da UE, Anouar el-Anouni.
“Lamentamos a decisão de prorrogar, pelo segundo ano consecutivo, a recusa de concessão de vistos de entrada aos membros da delegação palestiniana”, acrescentou.
A posição da UE surge um dia depois de o secretário-geral da ONU, António Guterres, ter também lamentado a decisão de Washington e mostrado “preocupação” com o impacto da decisão norte-americana na capacidade da Palestina para participar plenamente nos trabalhos das Nações Unidas.
“A participação plena de todas as delegações nos trabalhos da Organização é essencial para o seu bom funcionamento”, frisou Guterres, citado pelo porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.
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Rússia reivindica captura de 5.300 quilómetros quadrados de território ucraniano em 2026
O exército russo capturou 5.300 quilómetros quadrados de território ucraniano desde o início do ano, reivindicou hoje o Ministério da Defesa da Rússia.
No boletim da guerra, divulgado no segundo dia das eleições legislativas russas, aquele departamento governamental russo adianta que a área em questão abrange mais de 220 localidades.
Em concreto, as tropas russas terão conquistado em setembro mais de 670 quilómetros quadrados e 27 localidades das quatro regiões ucranianas anexadas por Moscovo em 2022.
Nas últimas semanas, tanto Kiev como especialistas independentes têm posto em causa os boletins russos, alegando que a ofensiva russa estagnou de dezembro de 2025 a junho deste ano.
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Arábia Saudita ativa alerta aéreo em Riade pela primeira vez desde agravamento do conflito no Iémen
Fortes explosões foram reportadas hoje em Riade, após as autoridades sauditas terem emitido um alerta aéreo pela primeira vez na capital do país desde o escalar do conflito contra rebeldes houthis pró-iranianos no Iémen.
O reino saudita tem sido alvo, nos últimos dias, de ataques crescentes dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, que controlam grande parte do território iemenita e registaram recentemente avanços significativos face ao Governo iemenita reconhecido pela comunidade internacional e apoiado por uma coligação militar liderada por Riade.
Trata-se da primeira vez que um alerta aéreo é ativado na própria capital saudita desde o agravamento do conflito, que acrescenta instabilidade à economia mundial já afetada por quase sete meses de guerra no Médio Oriente.
“A zona encontra-se sob ameaça aérea hostil”, indicava uma mensagem enviada para os telemóveis dos habitantes de Riade pouco antes das 03h00 locais (01h00, hora de Lisboa), apelando à população para permanecer no interior das habitações, segundo a agência France-Presse.
As autoridades sauditas ainda não comentaram as explosões nem esclareceram a origem da ameaça referida nos avisos emitidos durante a noite em várias regiões do país. Riade tem vindo a acusar os houthis de intensificarem os ataques ao país nos últimos dias.
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Irão terá executado homem por espionagem a favor de Israel
O Irão terá executado um homem acusado de passar informações confidenciais aos serviços secretos israelitas durante os conflitos da guerra dos 12 dias — que opôs os dois países entre 13 e 24 de julho de 2025.
De acordo com a agência iraniana Mizan, Hossein Pedaran foi enforcado depois de o Supremo Tribunal lhe ter atribuido pena de morte por espionagem e colaboração secreta com Israel.
De acordo com a Justiça, Pedaran terá providenciado informação à Mossad israelita sobre sobre instalações militares sensíveis na província central de Isfahan (Irão) e praticado espionagem em troca de ganhos financeiros.
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Bom dia.
O Observador continua a acompanhar ao minuto os principais conflitos armados mundiais, com destaque para as tensões no Médio Oriente e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Pode conhecer as notícias de ontem no liveblog que agora arquivamos.