Momentos-chave
- Portugal continental regista 198 ocorrências durante a madrugada
- Quatro desalojados após incêndio numa habitação em Montalegre
- Quatro distritos sob aviso laranja devido a chuva forte e trovoadas
- O que se passou até agora
- Proteção Civil indica mais de 2.400 ocorrências registadas desde as 14h00 de quarta-feira
- Três pessoas realojadas no Funchal após colapso do telhado da habitação devido ao mau tempo
- Mau tempo. Encontrado idoso preso em carro atolado no Fundão
- Duas pessoas resgatadas de veleiro na Cruz Quebrada
Histórico de atualizações
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua este sábado a acompanhar as consequências do mau tempo provocado pela passagem da depressão Cláudia. Pode segui-lo neste novo liveblog.
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Portugal continental regista 198 ocorrências durante a madrugada
Portugal continental registou 198 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00 de hoje, devido ao mau tempo, sobretudo na área metropolitana do Porto, com o número de incidentes a diminuir devido à gradual melhoria do tempo.
O comandante Rui Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse à agência Lusa que, do total de ocorrências, a grande maioria, 159, relacionou-se com inundações e 17 com limpeza de vias.
Registaram-se também oito quedas de estruturas, sete movimentos de massa, cinco quedas de árvores e dois salvamentos terrestres.
No terreno estiveram 159 veículos com 411 operacionais, acrescentou a mesma fonte.
Por distribuição geográfica, a região mais afetada foi a norte, com 132 ocorrências, seguida do centro, com 58, Lisboa e Vale do Tejo, com seis, e o Algarve, com duas.
Especificamente no norte, a àrea metropolitana do Porto foi a que sofreu maior impacto, com 97 incidentes registados, seguida de Aveiro, com 50.
Rui Oliveira destacou que a tendência é para que as ocorrências continuem a diminuir, devido ao afastamento da depressão Cláudia e à melhoria do tempo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje quatro distritos sob aviso laranja, ainda devido à chuva forte: Braga, Faro, Setúbal e Beja estão em alerta devido à chuva persistente, por vezes forte e acompanhada de trovoada.
Os distritos de Viana do Castelo, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Portalegre, Santarém e Lisboa estão sob aviso amarelo, assim como a costa sul e regiões montanhosas da Ilha da Madeira, devido à previsão de chuva forte e trovoada.
O distrito de Évora encontra-se igualmente sob aviso amarelo, mas por causa do vento, que será forte, com rajadas que podem chegar aos 80 km por hora.
Toda a costa ocidental e sul do país encontra-se também sob aviso amarelo, devido à agitação marítima.
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Quatro desalojados após incêndio numa habitação em Montalegre
Quatro pessoas ficaram hoje desalojadas na sequência de um incêndio numa casa, nos Pisões, Montalegre, que terá sido provocado por um raio, disse a presidente da União de Freguesias de Viade de Baixo e Fervidelas.
Cristina Branco referiu à agência Lusa que a trovoada foi muito intensa esta noite e que depois de uma descarga “a casa pegou fogo”, pelo que disse que terá sido o raio a provocar o incêndio.
A autarca salientou ainda que a habitação ardeu toda, ficando inabitável e deixando desalojadas quatro pessoas, um casal, o filho de 24 anos e mais um homem acamado.
Cristina Branco disse que foram os moradores que deram o alerta para o incêndio.
Esta noite, segundo adiantou, ficaram alojados em casa de um familiar, estando agora a ser estudas soluções para ajudar a família, em conjunto com a União de Freguesias de Viade de Baixo e Fervidelas, onde Pisões se insere, e a Câmara de Montalegre, no norte do distrito de Vila Real.
Fonte do comando sub-regional do Alto Tâmega e Barroso disse que o alerta para o incêndio foi dado às 3h18 e que para o local foram mobilizados os bombeiros de Montalegre, a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) e militares da GNR.
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Associação responsabiliza Câmara e junta pela morte de dois idosos no Seixal
A Associação de Proteção Civil APROSOC responsabilizou hoje a Câmara do Seixal e a freguesia de Fernão Ferro pela morte de dois idosos, na quinta-feira, nas cheias no concelho, defendendo que devem ser julgadas “por omissões grosseiras”.
Numa nota, a APROSOC refere estar convicta de que “a recente morte de dois idosos dentro de casa, durante as cheias e inundações na freguesia de Fernão Ferro, concelho do Seixal, tem como principais responsáveis o executivo municipal do Seixal e da junta de freguesia de Fernão Ferro”.
A associação acusou as duas autarquias de “inércia e inépcia” no âmbito das suas responsabilidades “no âmbito do ordenamento do território que possibilitou a existência daquela habitação em situação de risco, aparentemente sem avaliação geotécnica e hidrológica”.
Entre as competências municipais que considerou não terem sido cumpridas estão também as de prevenção dos riscos coletivos do município, análise permanente das vulnerabilidades municipais perante situações de risco e estudo e divulgação de formas adequadas de proteção dos edifícios em geral e dos recursos naturais existentes no município.
A associação considerou ainda que o executivo municipal eximiu-se das suas atribuições nos domínios da sensibilização e informação pública junto dos munícipes sobre medidas preventivas e condutas de autoproteção, assim como de difundir, na iminência ou ocorrência de acidentes graves ou catástrofes, as orientações e procedimentos a ter pela população para fazer face à situação.
“Com a conivência passiva do executivo municipal”, de acordo com a APROSOC, também a junta de freguesia de Fernão Ferro se “eximiu das suas atribuições” de colaborar com o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) em ações de prevenção e avaliação de riscos e vulnerabilidades na sua área geográfica.
“Considera esta organização da sociedade civil que estes fatores foram, em nossa convicção, determinantes para a morte destes dois nossos concidadãos, pelo que, na defesa cívica do interesse público, se entende que tais omissões grosseiras devem ser alvo de procedimento criminal, sob pena de se eternizarem estas práticas nesta e outras autarquias”, defendeu a associação.
A APROSOC considerou ainda que “o voluntariado de proteção civil no concelho do Seixal é desorganizado, insuficiente, inócuo, improfícuo, falacioso e ilusório para a população”.
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Mau tempo. IPMA prevê sábado com chuva, trovoada e granizo
O IPMA alerta para trovoada, granizo e rajadas de vento que podem acompanhar a chuva forte no dia de hoje. Os distritos de Setúbal, Beja e Faro estão sob aviso laranja. Ouça aqui a meteorologista.
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Mau tempo. Noite com 198 ocorrências
A Proteção Civil registou 198 ocorrências durante a noite de hoje, provocadas pela depressão Cláudia. A Área Metropolitana do Porto e a região de Aveiro são as zonas mais afetadas. Ouça aqui.
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Quatro distritos sob aviso laranja devido a chuva forte e trovoadas
O IPMA colocou este sábado o distrito de Braga sob aviso laranja, devido à chuva forte, elevando assim para quatro as regiões de Portugal continental com o segundo mais grave alerta de mau tempo.
Faro, Setúbal e Beja continuam sob aviso laranja, pelo menos até às 15:00, por chuva persistente, por vezes forte e acompanhada de trovoada, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na sua página de Internet.
O distrito de Braga encontra-se na mesma situação, embora o IPMA preveja que o mau tempo possa abrandar antes do início da tarde.
Os distritos de Viana do Castelo, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Portalegre, Santarém e Lisboa estão sob aviso amarelo, assim como a costa sul e regiões montanhosas da Ilha da Madeira, devido à previsão de chuva forte e trovoada.
O distrito de Évora encontra-se igualmente sob aviso amarelo, mas por causa do vento, que será forte, com rajadas que podem chegar aos 80 km por hora.
Toda a costa ocidental e sul do país se encontra também sob aviso amarelo, devido à agitação marítima.
Mau tempo: quatro distritos sob aviso laranja devido a chuva forte e trovoadas
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O que se passou até agora
- A depressão Cláudia tem causado situações meteorológicas adversas em Portugal continental, resultando em várias ocorrências como inundações, quedas de árvores e outras destruições. De acordo com a Proteção Civil, foram registadas 2.806 ocorrências, incluindo duas mortes em Fernão Ferro e o deslocamento de 32 pessoas em concelhos como Abrantes, Salvaterra de Magos, Seixal e Pombal.
- Na Cruz Quebrada, duas pessoas foram resgatadas de um veleiro que naufragou devido à forte agitação marítima. Os bombeiros de Algés e a Polícia Marítima foram acionados para o resgate, mas a embarcação ainda não foi removida do rio Tejo devido às condições desfavoráveis.
- Um deslizamento de terras destruiu cerca de 20 metros da Rua da Mata, em Azeitão, e cortou os cabos de abastecimento de energia do hospital local.
- A Capitania do Funchal atualizou os avisos de vento e agitação marítima fortes para o arquipélago da Madeira, que se estendem até ao início da manhã de sábado. A ondulação pode chegar a cinco metros na costa norte da Madeira, e o vento pode atingir velocidades significativas, exigindo precauções na costa.
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Portugal continental com mais de 2.800 ocorrências até às 22h00
Portugal continental registou, entre as 00h00 de quinta-feira e as 22h00 de hoje, 2.806 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo na Península de Setúbal e Grande Lisboa, com o número de incidentes a diminuir nas últimas horas.
Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) referiu à Lusa, num balanço pelas 22h15, que das 2.806 ocorrências, 1.507 foram por inundações, 529 por quedas de árvore e 311 por limpezas de via.
A Península de Setúbal foi a sub-região mais afetada, com 597 destas ocorrências, seguida da Grande Lisboa (349) e Algarve (285).
De acordo com a mesma fonte, nas últimas horas diminuíram o número de ocorrências, registando-se 59 nas últimas três horas.
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Mau Tempo. Piscina Municipal da Moita encerrada devido a danos provocados pela depressão Claúdia
A piscina municipal da Moita foi encerrada devido aos danos provocados pelo mau tempo na quinta-feira, tendo a cave técnica ficado inundada e parte da maquinaria parcialmente submersa, informou hoje a Câmara Municipal.
Segundo uma nota da Câmara da Moita, no distrito de Setúbal, “a cave técnica inundou e parte da maquinaria e equipamento eletromecânico ficou parcialmente submersa”, mas ainda não foi ainda possível apurar a verdadeira extensão dos danos provocados pela depressão Cláudia.
“Ainda não foi possível apurar a extensão dos danos. Foi acionado o seguro e aguardamos a peritagem para podermos iniciar o processo de limpeza e diagnóstico de cada equipamento para percebermos a real dimensão dos danos”, lê-se na nota.
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Mau tempo. Proteção Civil da Madeira alerta para agravamento das condições meteorológicas
O Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC) da Madeira voltou hoje a recomendar a adoção de medidas preventivas devido à passagem da depressão Cláudia no arquipélago, prevendo-se um agravamento das condições meteorológicas até domingo.
Na segunda-feira, em comunicado, o SRPC já tinha feito um conjunto de recomendações, que agora reitera, entre as quais a “desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas”, assim como uma adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes e outras.
A autoridade regional pede à população especiais cuidados na circulação e permanência junto de áreas arborizadas e na orla costeira.
Devem ser evitadas viagens para zonas afetadas e a população deverá estar atenta às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e das forças de segurança, sublinha ainda o SRPC.
A proteção civil alerta para a possibilidade de queda de ramos ou árvores, assim como de “afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia”.
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Mau tempo. Deslizamento de terras corta estrada e cabos de fornecimento de energia a hospital de Azeitão
Um deslizamento de terras destruiu cerca de 20 metros da Rua da Mata, em Azeitão, e cortou os cabos de abastecimento de energia do hospital local, informou hoje o serviço municipal de Proteção Civil de Setúbal.
“Houve um deslizamento de um talude que levou parte da estrada, cortou os cabos elétricos que abastecem o Hospital de Nossa Senhora da Arrábida e alguns furos de captação de água”, disse à agência Lusa o coordenador da Proteção Civil Municipal de Setúbal, José Luís Bucho.
O deslizamento do talude “que arrastou parte da estrada foi provocado pela acumulação de água numa vala que não foi limpa devido à chuva intensa dos últimos dias. Ainda há algumas dúvidas sobre a responsabilidade da limpeza da vala, se pertence a um particular ou à Agência Portuguesa de Ambiente (APA), mas tudo indica que pertence à APA”, acrescentou.
O responsável da Proteção Civil de Setúbal salientou, no entanto, que a falha de energia no hospital e nos furos de captação de água foi rapidamente resolvida pela E-Redes.
“Nunca houve falta de energia – foi apenas uma coisa momentânea — porque a E-Redes disponibilizou de imediato geradores para o fornecimento de energia ao hospital e aos furos de captação de água”, disse José Luís Bucho.
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Vento arranca cobertura de loja em Ferreira do Alentejo
A cobertura de uma loja em Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, foi arrancada hoje pelo vento e caiu na Estrada Nacional 2 (EN2), obrigando ao corte temporário da via, sem causar vítimas, revelaram os bombeiros e a GNR.
Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ferreira do Alentejo, João Matias, indicou que a cobertura em painel ‘sandwich’ de uma loja de materiais de construção e bricolagem “voou com o vento e caiu na Estrada Nacional 2”.
O responsável realçou que os bombeiros removeram os destroços que impediam a circulação rodoviária, assinalando que o acidente não provocou vítimas.
Contactada pela Lusa, uma fonte do Comando Territorial de Beja da GNR referiu que o trânsito na EN2 junto a Ferreira do Alentejo esteve cortado entre as 11h35 e as 12h10, devido aos destroços da cobertura na via.
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Fenómeno extremo de vento faz cair árvores e estruturas em Faro
A cidade de Faro foi hoje ao final da manhã atingida por um fenómeno de vento extremo que causou quedas de árvores e de estruturas móveis, mas sem causar vítimas, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Em declarações à Lusa, fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) confirmou que a zona de Faro foi afetada por um fenómeno de vento que causa “rajadas muito intensas e localizadas” que podem ter “impacto destrutivo”.
De acordo com Ângela Lourenço, do IPMA, houve uma linha que atravessou toda a região Sul e que tinha “alguma convecção organizada”, dando origem a um fenómeno de vento intenso. No entanto, essa linha às 12:30 já estava a entrar em Espanha.
Questionada pela Lusa se seria um tornado, a meteorologista disse, no entanto, que o IPMA está ainda analisar os dados para poder classificar o tipo de fenómeno que ocorreu e em que categoria se insere.
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Proteção Civil indica mais de 2.400 ocorrências registadas desde as 14h00 de quarta-feira
Portugal continental registou, entre as 14h00 de quarta-feira e as 11h00 de sexta-feira, um total de 2.434 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa, sobretudo inundações, que provocaram duas mortes e 32 pessoas deslocadas, revelou a Proteção Civil.
“Há a registar duas vítimas mortais em Fernão Ferro (Seixal) e um total de 32 pessoas deslocadas nos concelhos de Abrantes, Salvaterra de Magos, Seixal e Pombal”, informou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em comunicado, num ponto de situação sobre a passagem da depressão Cláudia, que está a afetar o território de Portugal continental.
A Península de Setúbal, com 577 ocorrências, a Grande Lisboa, com 265, e o Algarve, com 251, são as sub-regiões mais afetadas, indicou a ANEPC, no balanço das situações associadas ao mau tempo registadas entre as 14h00 de quarta-feira e as 11h00 desta sexta-feira.
A maioria das ocorrências está relacionada com inundações, com um total de 1.357 situações, seguindo-se queda de árvores, com 442, limpeza de vias, com 264, queda de estruturas, com 182, e movimentos de massa, com 171, segundo a Proteção Civil.
Houve também nove ocorrências de salvamentos aquáticos e nove de salvamentos terrestres, de acordo com a ANEPC. “Na resposta a estas ocorrências estiveram empenhados 7.682 operacionais, apoiados por 2.947 veículos”, acrescentou.
Em comunicado, a ANEPC reforçou que o impacto dos efeitos do mau tempo pode ser minimizado através de comportamentos preventivos adequados, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, com a adoção de medidas como a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais.
A Proteção Civil recomenda ainda aos cidadãos que tenham especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas, que adotem precauções na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas e que evitem atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, bem como o estacionamento de veículos junto à orla marítima.
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Oitenta e sete ocorrências nas Beiras e Serra da Estrela
A Proteção Civil registou 87 ocorrências na região das Beiras e Serra da Estrela, que não causaram vítimas ou danos significativos, provocadas pela depressão Cláudia, que está a afetar Portugal continental desde quinta-feira.
“Registaram-se, sobretudo, quedas de estruturas, chaminés, árvores, inundações, deslizamento de terras para estradas e, pontualmente, o socorro a pessoas cujos veículos ficaram imobilizados em zonas inundadas, perto de linhas de água”, disse António Fonseca, comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, à agência Lusa
O responsável adiantou que a situação com mais visibilidade ocorreu na Soalheira, no concelho do Fundão, onde “vento muito intenso, durante um curto período de tempo, fez com que algumas estruturas, como chaminés e telhados, tivessem voado”.
“Não houve vítimas nem desalojados a registar, apenas alguns danos em veículos”, acrescentou.
António Fonseca afirmou que todas as ocorrências foram resolvidas “a tempo e não há assim nada de crítico a assinalar”.
“Tivemos três casos de condutores, no Fundão, Belmonte e Penamacor, e aí houve necessidade de auxiliar a saída das linhas de água, que transbordaram e inundaram os terrenos adjacentes. Mesmo assim, há pessoas que têm persistido em tentar passar. Nestas circunstâncias não se pode de forma nenhuma tentar ver se se consegue passar”, disse.
Nestes dois dias, a proteção civil registou também rajadas de vento “da ordem dos 100 quilómetros por hora, ou mais, pontualmente”, que derrubaram árvores, alguns telhados e chaminés.
“Como estamos nas terras altas, nomeadamente a Guarda e outras povoações serranas, a velocidade do vento faz-se sentir de forma mais intensa e provoca alguns danos”, realçou.
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Três pessoas realojadas no Funchal após colapso do telhado da habitação devido ao mau tempo
Três pessoas vão ser realojadas temporariamente, no Funchal, depois de o telhado da casa onde residem ter colapsado esta sexta-feira e a proteção civil ter concluído que não estão reunidas condições de segurança para a permanência na habitação.
Em declarações à agência Lusa, o vereador da Câmara do Funchal com os pelouros da Proteção Civil e dos Bombeiros indicou que o alerta foi dado cerca das 08h00 e que não há feridos a registar. Trata-se de uma habitação privada, antiga, “e com alguns problemas de manutenção”, tendo a situação sido provavelmente causada pelo agravar das condições meteorológicas dos últimos dias, disse.
O autarca acrescentou que “foram ativados imediatamente os serviços de proteção civil”, nomeadamente a equipa que faz a análise das estruturas e do nível de risco “e a conclusão que se retirou foi de que toda a estrutura do telhado está em risco e as pessoas terão de ser realojadas temporariamente”.
A linha de emergência 144 foi ativada e os munícipes serão agora realojados por parte da Segurança Social. O acesso à parte superior da casa está condicionado devido aos destroços, sendo necessário fazer uma limpeza e, depois, “uma análise mais profunda de toda a estrutura”, salientou o vereador da Proteção Civil.
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Mau tempo. Encontrado idoso preso em carro atolado no Fundão
O homem de 72 anos deu alerta na noite desta quinta, dizendo que o seu carro tinha ficado atolado junto a uma linha de água no Fundão. Foi encontrado esta manhã “em boas condições de saúde”.
Mau tempo. Encontrado idoso preso em carro atolado no Fundão
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Capitania do Funchal estende avisos meteorológicos até manhã de sábado
A capitania do porto do Funchal atualizou esta sexta-feira os avisos de vento e agitação marítima fortes emitidos para o arquipélago da Madeira, estendendo-os até às 06h00 de sábado.
Com base nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a autoridade marítima regional informa que a ondulação será na ordem dos cinco metros na costa norte, sendo até os 3,5 metros na parte sul.
Adianta que o vento vai soprar “fresco a muito fresco, por vezes forte (51 a 61 quilómetros por hora) até meio da tarde e a partir do meio da noite”, enquanto a visibilidade será “boa a moderada”.
Devido a estas condições meteorológicas, a capitania do Funchal recomenda a toda a comunidade nas zonas costeiras o reforço da amarração e vigilância das embarcações fundeadas e atracadas, evitar passeios em zonas expostas à rebentação e a prática de pesca lúdica.
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Duas pessoas resgatadas de veleiro na Cruz Quebrada
Duas pessoas foram resgatadas de um veleiro que naufragou junto à zona da Cruz Quebrada, no concelho de Oeiras.
Segundo adiantou o jornal Correio da Manhã, foram acionados os bombeiros de Algés e a Polícia Marítima para o local. Face à forte agitação marítima que se verifica, a embarcação ainda não foi retirada do rio Tejo.