Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • Estão a decorrer negociações indiretas entre o Hamas e Israel em Doha, no Qatar, sem condições prévias. Estas conversações visam pôr fim à escalada militar na Faixa de Gaza e abordar questões como o fim da guerra, a retirada israelita e a troca de prisioneiros. O diálogo surge após uma ofensiva israelita em resposta a ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023.
    • A Liga Árabe está a trabalhar para alcançar um cessar-fogo em Gaza, prometendo apoio à reconstrução do território após o término da guerra. Durante uma cimeira em Bagdade, líderes árabes como o Emir do Qatar e o Presidente do Egito destacaram a importância de esforços colaborativos nesse sentido. A ONU e Espanha manifestaram posições semelhantes, apelando ao fim das hostilidades e ao alívio do bloqueio humanitário.
    • A ONU e o seu secretário-geral, António Guterres, expressaram alarme quanto à situação em Gaza, apelando ao fim imediato do bloqueio humanitário e ao reconhecimento dos direitos dos palestinianos. Guterres defende uma solução de dois Estados como essencial para a resolução do conflito israelo-árabe, sublinhando a necessidade de um cessar-fogo permanente e da entrada de ajuda humanitária na região.
    • Os ataques israelitas na Faixa de Gaza intensificaram-se, resultando na morte de centenas de palestinianos nos últimos dias. Esta ofensiva tem gerado críticas internacionais, com o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos a alertar para a possibilidade de ser vista como equivalente a uma limpeza étnica. A situação humanitária agrava-se com a continuidade do bloqueio à entrada de ajuda por parte de Israel.

  • Encerramos aqui este liveblog, mas continuamos a seguir aqui os desenvolvimentos mais recentes no conflito no Médio Oriente.

    Obrigado.

  • Manifestantes pró-Palestina e polícia em confrontos por participação de Israel na Eurovisão

    Manifestantes pró-Palestina e a polícia entraram hoje em confronto em Basileia, Suíça, onde está a decorrer o 69.º Festival Eurovisão da Canção, durante uma manifestação que juntou várias centenas de pessoas contra a participação de Israel no concurso.

    De acordo com a Agência France Presse (AFP), os confrontos tiveram início pouco antes de a representante de Israel, Yuval Raphael, ter atuado na St. Jakobshalle, onde desde as 20:00 de hoje decorre a final do concurso, que é transmitida em direto para países de todo o mundo.

    Empunhando bandeiras palestinianas, os manifestantes seguiam atrás de uma grande faixa onde se lia “Unidos pela Palestina” e um trocadilho com a palavra Eurovisão, “Liberta a tua visão”, com um coração no lugar da letra v, descreve a AFP.

    Os manifestantes queimaram uma bandeira de Israel e uma outra dos Estados Unidos da América e, num dos vários cartazes empunhados pelos manifestantes, pode ler-se “Cantar enquanto Gaza arde”.

    Esta edição do festival está a ficar marcada pelo conflito israelo-palestiniano, à semelhança do que aconteceu em 2024.

  • António Costa exige a Israel que acabe com bloqueio a Gaza e denuncia “tragédia humanitária”

    O Presidente do Conselho Europeu exigiu, este sábado, a Israel que acabe com o bloqueio que impede a entrada de comida e apoio humanitário na Faixa de Gaza, confessando estar “chocado” com a “tragédia humanitária”.

    “Estou chocado com as notícias diárias provenientes de Gaza: civis com fome, hospitais novamente atingidos por mísseis [israelitas]. A violência tem de acabar!”, escreveu António Costa na rede social X, depois de Telavive anunciar que ia intensificar a invasão ao enclave palestiniano.

    O presidente do Conselho Europeu, ex-primeiro-ministro de Portugal, exigiu ao Governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu, “que acabe com o bloqueio” e assegure o “acesso desimpedido, rápido e seguro de ajuda humanitária”.

    “O que está a acontecer em Gaza é uma tragédia humanitária. Um povo inteiro está a ser esmagado por uma força militar desproporcionada”, acrescentou um dos mais altos representantes da União Europeia.

    As posições de António Costa têm sido coordenadas com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mas estas declarações fugiram a essa ‘regra’.

    A lei internacional “tem sido sistematicamente violada” por Israel, advertiu António Costa.

  • Itália apela ao fim da ofensiva militar de Israel a Gaza

    O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano apelou, este sábado, ao fim da ofensiva israelita em Gaza. “Não queremos continuar a ver os palestinianos sofrer”, afirmou Antonio Tajani, citado pelo Haaretz.

    “Temos de dizer ao governo israelita: “basta”. Parem os ataques, assegurem um cessar-fogo, libertem os reféns, mas deixem em paz um povo que é vítima do Hamas”, acrescentou.

  • Alemanha: Nova ofensiva de Israel em Gaza é "motivo de grande preocupação"

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão afirmou, este sábado, que a expansão da ofensiva de Israel em Gaza é um “motivo de profunda preocupação”.

    “Uma ofensiva militar em grande escala acarreta o risco de piorar ainda mais a situação humanitária catastrófica da população em Gaza e a situação dos restantes reféns, e de diminuir a perspetiva de um cessar-fogo de longo prazo muito necessário”, afirmou o Ministério em comunicado, citado pelo Haaretz.

    O comunicado acrescenta, ainda, que Johann Wadephul, ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, falou com o seu homólogo israelita, Gideon Sa’ar, e está em contacto permanente com outros “parceiros na região”.

  • Irão condena ataques israelitas ao Iémen

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão condenou, este sábado, os ataques aéreos de Israel aos portos do Iémen.

    Os ataques são um “sinal claro da natureza criminosa e belicista do regime [israelita]”, afirmou Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério, citado pela Al Jazeera.

    “O ataque às infraestruturas económicas e às instalações públicas do Iémen, incluindo os portos de Hodeidah, Ras Isa e as-Salif, não só constitui uma violação grave dos princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, como também constitui claramente um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, sublinhou.

  • Hamas confirma negociações “sem condições prévias”

    Um dirigente do movimento islamita palestiniano Hamas disse hoje que uma nova ronda de negociações indiretas com Israel, com o objetivo de pôr fim à guerra em Gaza, tinha começado em Doha “sem quaisquer condições prévias”.

    “Esta ronda de negociações começou sem condições prévias de nenhuma das partes e as negociações estão abertas à discussão de todas as questões”, disse Taher al-Nounou, citado pela agência France-Presse (AFP).

    “O Hamas apresentará o seu ponto de vista sobre todas as questões, nomeadamente o fim da guerra, a retirada [israelita] e a troca de prisioneiros”, acrescentou, referindo-se à troca de reféns detidos pelo Hamas por prisioneiros palestinianos detidos por Israel.

    Depois de uma trégua de dois meses que tornou possível essa troca no início do ano, Israel retomou a ofensiva contra o Hamas a 18 de março, afirmando que queria “derrotar” o movimento e obrigá-lo a libertar os reféns raptados no ataque do movimento islamita em 07 de outubro de 2023.

    As duas partes acusam-se mutuamente de bloquear as negociações.

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou no início da semana o envio de uma delegação a Doha para novas negociações.

    O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, tinha anunciado hoje mais cedo que o Hamas tinha regressado à mesa de negociações em Doha, sem que tivesse sido necessário fazer um cessar-fogo ou retomar a entrada da ajuda humanitária em Gaza, que Israel interrompeu em 02 de março.

    O governante israelita associou o gesto do movimento islamita palestiniano ao início de uma nova ofensiva terrestre israelita na Faixa de Gaza.

    “Com o início da operação ‘Carruagens de Gideão’ em Gaza, conduzida com grande força pelo comando das Forças de Defesa de Israel (FDI), a delegação do Hamas em Doha anunciou o seu regresso às negociações sobre os reféns, em contraste com a sua anterior posição de rejeição”, declarou Katz, num comunicado divulgado pela imprensa israelita.

    Na sexta-feira, as forças armadas israelitas anunciaram o início da expansão da ofensiva terrestre na Faixa de Gaza como parte dos objetivos de Israel para a guerra em Gaza: a libertação dos reféns ainda detidos em Gaza e a derrota do Hamas.

    As autoridades de Gaza elevaram hoje para quase 53.300 o número de mortos resultante da ofensiva militar israelita contra o enclave, desde o seu início, após os ataques levados a cabo a 07 de outubro de 2023 pelo Hamas e outros grupos palestinianos, que causaram cerca de 1.200 mortos e perto de 250 raptados, segundo o balanço oficial fornecido pelas autoridades israelitas.

  • Líderes árabes procuram alcançar cessar-fogo em Gaza e prometem apoio à reconstrução

    Os líderes árabes, reunidos numa cimeira anual em Bagdade, anunciaram hoje que estavam a tentar alcançar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, prometendo contribuir para a reconstrução do território assim que a guerra terminar.

    Em março, uma cimeira de emergência da Liga Árabe, no Cairo, aprovou um plano para a reconstrução de Gaza sem deslocar os seus cerca de dois milhões de habitantes.

    A cimeira de Bagdade contou com a presença de líderes árabes, incluindo o Emir do Qatar, Xeque Tamim bin Hamad Al Thani, e o Presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sissi. Entre os convidados encontravam-se o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, que apelou à libertação dos reféns israelitas em Gaza e ao fluxo de ajuda para o território.

    Guterres afirmou que a ONU rejeita qualquer “deslocação forçada” de palestinianos.

    A cimeira de hoje acontece dois meses depois de Israel ter posto termo a um cessar-fogo alcançado com o Hamas em janeiro. Nos últimos dias, Israel lançou ataques generalizados em Gaza e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu uma nova escalada para prosseguir o seu objetivo de destruir o Hamas.

    “Este genocídio atingiu níveis de fealdade nunca vistos em todos os conflitos ao longo da história”, disse o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, num discurso em que apelou à autorização da entrada de ajuda em Gaza.

    Al-Sudani acrescentou que o Iraque vai trabalhar na criação de um fundo árabe para a reconstrução da região, para o qual Bagdade contribuirá com 20 milhões de dólares para Gaza e um montante semelhante para o Líbano.

    El-Sissi afirmou que o Egito, em coordenação com o Qatar e os Estados Unidos da América, está a “envidar esforços intensos para alcançar um cessar-fogo” em Gaza, acrescentando que essa ação levou à libertação do refém israelo-americano Edan Alexander.

    O Egito tenciona, entretanto, organizar uma conferência internacional para a reconstrução da Faixa de Gaza, “logo que a agressão cesse”, acrescentou.

    Já o Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, apelou ao Hamas para que abandone o poder em Gaza e, juntamente com outros grupos, entregue as armas à Autoridade Palestiniana.

    O Hamas tomou o controlo de Gaza à Autoridade Palestiniana, em 2007, e as tentativas de reconciliação entre os dois campos têm falhado repetidamente.

    Entretanto, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, transmitiu hoje ao seu homólogo palestiniano que Espanha fará “tudo o que estiver ao seu alcance para pôr fim” à “barbárie” na Faixa de Gaza.

    “A espiral de violência e sofrimento em Gaza tem de acabar. Transmiti ao Presidente da Autoridade Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, toda a solidariedade de Espanha para com o povo palestiniano. A Espanha fará tudo o que estiver ao seu alcance para pôr termo a esta barbárie”, afirmou na sua conta oficial no X, uma mensagem acompanhada por uma imagem de um abraço entre os dois.

    A Espanha e a Palestina estão a promover “um novo projeto de resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas e nele vamos exigir que Israel acabe com o bloqueio humanitário imposto a Gaza e o acesso total e sem restrições à assistência humanitária”, acrescentou.

    Sánchez anunciou também, durante uma intervenção na cimeira de hoje, que vai promover uma proposta – e levá-la às Nações Unidas – para que o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) se pronuncie sobre o cumprimento das obrigações de Israel em relação ao acesso humanitário a Gaza.

    Sánchez tornou-se um dos líderes europeus mais empenhados na causa palestiniana, o que foi muito bem acolhido pela comunidade árabe.

    Foi também um dos principais defensores da solução de dois Estados – Israel e Palestina -, um apelo que voltou a fazer durante o seu discurso.

    Estas posições já o levaram a ser repreendido por Israel.

    Esta semana, o governo israelita convocou a embaixadora espanhola em Telavive, Ana Salomón, em resposta ao que considerou serem “declarações duras” do primeiro-ministro de Espanha, que afirmara que o seu Governo não negoceia “com um Estado genocida”.

  • Guterres: situação em Gaza está "além do desumano"

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, diz que “a situação dos palestinianos em Gaza está para além do descritível, além da atrocidade e além do desumano”.

    “Uma política de cerco de fome é gozar com o direito internacional. O bloqueio contra a ajuda humanitária tem de acabar imediatamente”, afirmou no Twitter.

  • Ataques israelitas nas últimas 24 horas mataram 146 palestinianos na Faixa de Gaza

    Só nas últimas 24 horas, os ataques israelitas contra a Faixa de Gaza provocaram pelo menos 146 mortos, diz a agência Reuters, citando fontes das autoridades locais de saúde.

    Só desde a meia-noite, pelo menos 58 pessoas morreram, de acordo com o diretor do Hospital Indonésio, no norte de Gaza.

    Ao mesmo tempo, pelo menos 459 pessoas ficaram feridas em ataques nas últimas 24 horas.

  • Israel confirma regresso do Hamas às negociações

    O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, confirmou hoje que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) regressou à mesa das negociações e associou este gesto ao início de uma nova ofensiva terrestre israelita na Faixa de Gaza.

    “Com o início da operação ‘Carruagens de Gideão’ em Gaza, conduzida com grande força pelo comando das Forças de Defesa de Israel (FDI), a delegação do Hamas em Doha anunciou o seu regresso às negociações sobre os reféns, em contraste com a sua anterior posição de rejeição”, declarou Katz, num comunicado divulgado pela imprensa israelita.

    Katz sublinhou que o movimento islamita palestiniano regressou às negociações sem que Israel permita o reinício da ajuda humanitária em Gaza – interrompida desde 02 de março -, o que, considerou, “não é necessário”, e sem um cessar-fogo.

    “O heroísmo dos soldados das FDI, a unidade do povo e a determinação dos dirigentes políticos aumentam as hipóteses de recuperar os reféns”, afirmou Katz.

  • Hamas e Israel voltam às negociações no Qatar

    Uma nova ronda de negociações para o cessar-fogo em Gaza está a acontecer entre o Hamas e Israel.

    Segundo a Reuters, que cita Taher al-Nono, dirigente do Hamas, a reunião realiza-se em Doha, no Qatar.

  • Israel quer entregar apoio humanitário em Gaza a fundação suíça — que admite que não vai conseguir chegar a todos

    Numa altura em que a escassez de alimentos se agudiza na Faixa de Gaza, a ajuda humanitária continua bloqueada na Jordânia e Egipto e as organizações internacionais humanitárias se veem com crescentes dificuldades em prestar assistência aos cerca de 2 milhões de pessoas que vivem no território, Israel está a preparar-se para entregar a uma fundação suíça o controlo do apoio humanitário em Gaza.

    A Gaza Humanitarian Foundation (GHF), com sede na Suíça, tem o apoio de Israel para levar a cabo uma operação logística no território da Faixa de Gaza — mas, de acordo com o The Guardian, a própria GHF admite que não será possível chegar às pessoas mais vulneráveis no território.

    O esquema passa pela implementação de quatro ou cinco centros de distribuição de alimentos e outros bens, com supervisão militar israelita e com o apoio de empresas de segurança privadas. O plano não inclui, porém, alternativas para quem não conseguir chegar a estes centros.

    A opção não satisfaz a generalidade dos grupos da sociedade civil palestiniana, que acreditam que este esquema contorna as instituições humanitárias e transforma o apoio humanitário a uma população civil em desespero numa vantagem militar para Israel.

  • Guterres defende solução de dois Estados para conflito israelo-árabe

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu hoje a necessidade de aplicar uma solução de dois Estados como solução política para o conflito israelo-árabe, um caminho que qualificou como “imperativo”, embora tenha também reconhecido que está “distante”.

    “O mundo, a região e, acima de tudo, os povos da Palestina e de Israel não podem dar-se ao luxo de ver a solução de dois Estados desaparecer diante dos seus olhos. Este objetivo nunca foi tão imperativo, mas infelizmente também parece mais distante”, afirmou Guterres que discursava na cimeira anual da Liga Árabe, em Bagdade.

    Guterres aguarda com expectativa a “importante oportunidade” de uma conferência de alto nível sobre o conflito, prevista para junho e copresidida pela França e pela Arábia Saudita.

    O secretário-geral da ONU condenou o ataque “atroz” do Hamas de 7 de outubro de 2023, mas advertiu que “nada pode justificar a punição coletiva do povo palestiniano”. Apelou a “um cessar-fogo permanente já”, à libertação incondicional dos reféns e à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

    Mostrando-se preocupado com as notícias sobre os planos israelitas para expandir as operações militares terrestres, António Guterres reiterou que “as Nações Unidas não participarão em qualquer operação dita humanitária” controlada pelos militares.

    Guterres também rejeitou o deslocamento “repetido” da população da Faixa de Gaza.

    “Obviamente rejeitamos qualquer deslocamento forçado para fora de Gaza”, disse, condenando a “anexação ilegal” e os “assentamentos ilegais” na Cisjordânia.

    Guterres também mencionou a situação no Líbano, para defender a “soberania e integridade territorial do Líbano” em referência à presença militar israelita no sul do Líbano.

    Para a Síria, o líder da ONU apontou a soberania, a independência, a unidade e a integridade territorial como pontos críticos do processo político aberto, que deve ser, disse, “inclusivo e envolver todos os sírios, independentemente de sua etnia e religião”.

    O discurso também incluiu menções ao Iémen, Sudão, Somália, Líbia, Iraque e ao trabalho da Liga Árabe em geral.

    “Espero sinceramente que as disputas pendentes terminem com uma solução justa alcançada com diálogo”, concluiu.

  • Israel diz ter eliminado comandante do Hezbollah no sul do Líbano

    As forças armadas de Israel dizem ter eliminado, num ataque com drones no Líbano, um comandante do Hezbollah que estava envolvido nos esforços de “recuperação da infraestrutura terrorista da organização na área”.

    “A reconstrução de infraestruturas e atividades terroristas constitui uma violação dos acordos entre Israel e o Líbano”, diz uma nota das forças israelitas no Twitter.

    O ataque ocorreu esta manhã a cerca de 30 quilómetros da fronteira entre Israel e o Líbano.

  • Aiatolá Khamenei diz que Israel é "tumor canceroso" no Médio Oriente que tem de ser "arrancado"

    O líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, disse este sábado que Israel é um “tumor canceroso perigoso e mortífero na região” do Médio Oriente, que tem de ser “arrancado pela raiz”.

    “Sem dúvidas, nesta região, a fonte da corrupção, da guerra e do conflito é o regime sionista — um tumor canceroso, perigoso e mortífero na região — e tem de ser arrancado pela raiz, vai ser arrancado pela raiz”, afirmou.

    Khamenei também falou sobre as declarações de Trump sobre o Irão, dizendo que “não vale a pena responder-lhes”.

    Durante o périplo que fez nos últimos dias pelo Médio Oriente, Trump procurou pressionar Teerão a acelerar as negociações em torno de uma proposta norte-americana para um acordo nuclear.

  • Guterres "alarmado" por planos de Israel para expandir operações em Gaza

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, está “alarmado” com os planos de Israel para intensificar os ataques na Faixa de Gaza.

    Falando durante a cimeira da Liga Árabe em Bagdade, Guterres pediu um “cessar-fogo permanente agora”.

    “Estou alarmado pelos planos noticiados de Israel para aumentar as operações terrestres”, afirmou Guterres.

  • Países da Liga Árabe reunidos em Bagdade. Iraque oferece 40 milhões de dólares para reconstruir Gaza e Líbano

    Os países da Liga Árabe estão este sábado reunidos em Bagdade, capital do Iraque, com a situação em Gaza e outros conflitos regionais em cima da mesa. Uma das primeiras notícias a sair da cimeira é o compromisso de 40 milhões de dólares por parte do Iraque, o país anfitrião, para os esforços de reconstrução da Faixa de Gaza e do Líbano

    Segundo a AFP, o líder palestiniano, Mahmoud Abbas, foi o primeiro a chegar, ainda na sexta-feira. Este sábado chegaram a Bagdade o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e o emir do Qatar, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani.

    Vários estados do Golfo estão representados por ministros — e não pelos chefes de estado.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, também está presente, bem como o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, um forte crítico da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, que é convidado da cimeira.

    A ideia desta cimeira é apoiar formalmente os planos árabes para a reconstrução da Faixa de Gaza — um plano alternativo às ideias de Donald Trump para a região.

  • Ajuda humanitária a Gaza. "Milhares de carregamentos de bens essenciais" bloqueados no Egipto e Jordânia, diz ONU

    A agência da ONU para os refugiados da Palestina, a UNRWA, disse na sexta-feira que “milhares de carregamentos de bens essenciais” destinados à ajuda humanitária da população de Gaza estão na Jordânia e no Egipto à espera de entrar no território palestiniano, “impedidos de entrar em Gaza devido ao cerco atualmente em vigor.

    “As equipas da UNRWA estão preparadas para intensificar as entregas de bens e serviços críticos”, diz a agência numa publicação no Twitter. “A assistência humanitária tem de chegar a toda a gente que precisa, sem exceções.”

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