Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Os Estados Unidos apresentaram uma “proposta ponte” para alargar o cessar-fogo em Gaza, com o objetivo de permitir novas negociações e a troca de reféns por prisioneiros, além de retomar a entrada de ajuda humanitária no território, atualmente bloqueada por Israel. Esta iniciativa surge no meio de críticas ao Hamas por parte de Steve Witkoff, enviado especial norte-americano, que considera que o grupo está a assumir uma estratégia errada ao esperar por um momento mais favorável nas negociações.
    • O Hamas demonstrou disposição para retomar as negociações de cessar-fogo. Como resposta positiva à proposta dos mediadores, o grupo anunciou a libertação de Edan Alexander, um refém com nacionalidades norte-americana e israelita, assim como a entrega de quatro corpos. Esta ação visa facilitar o reinício das negociações intermediadas por representantes egípcios.
    • Um plano dos Estados Unidos de realocar palestinianos deslocados de Gaza foi rejeitado pelo Sudão e pela Somália, que recusaram acolher os palestinianos. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Somália sublinhou a rejeição categórica de qualquer proposta que minasse o direito dos palestinianos a viver nas suas terras ancestrais.
    • A situação humanitária na Faixa de Gaza continua a deteriorar-se devido ao bloqueio imposto por Israel, resultando na incapacidade do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas de fornecer alimentos ao território desde o início de março. Esta escassez forçou a redução das rações alimentares para as famílias em Gaza, aumentando ainda mais a crise humanitária na região.

    [Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra no Médio Oriente neste novo liveblog, que agora abrimos.

    EUA lançam ataques contra Iémen. Trump promete “força letal esmagadora”

  • Porta-voz do Hamas diz que grupo não quer renegociar cessar-fogo, mas sim "implementar acordo de trégua nas suas várias fases"

    Hazem Qassem, porta-voz do Hamas, avança que o facto de o grupo ir libertar o soldado israelo-americano Idan Alexander foi “um gesto positivo”, mas que não sinaliza intenções de renegociar o cessar-fogo em Gaza. A informação é avançada pela Al Jazeera.

    “Não estamos a falar sobre novos ou acordos laterais mas sim sobre avançar com a implementação de um acordo de trégua nas suas várias fases”, declara.

  • "Hamas está a fazer uma má aposta", afirma Witkoff

    Steve Witkoff, o enviado especial da Casa Branca para o Médio Oriente, exigiu que o Hamas libertasse o soldado Edan Alexander, de 20 anos, — o refém que o grupo propôs libertar esta manhã.

    “O Hamas está a fazer uma aposta muito má em como o tempo está do seu lado. Não está. O Hamas está bem ciente do prazo e deve saber que responderemos em conformidade se esse prazo passar”, avisou o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente.

  • Estados Unidos apresentaram "proposta ponte" para o cessar-fogo em Gaza

    O enviado norte-americano para o Médio Oriente, Steve Witkoff, anunciou hoje em comunicado que apresentou, na passada quarta-feira em Doha, uma “proposta de ponte” para o cessar-fogo em Gaza. Esta é a primeira confirmação oficial de um plano que já tinha sido avançado pelos media israelitas.

    O ponto principal é a extensão do cessar-fogo que, neste momento, está previsto apenas até ao final da Quaresma e do Ramadão, o que seria no dia 19 de abril. Este período permitiria novas negociações e a troca de mais reféns por prisioneiros — utilizando “as fórmulas anteriores”, adiantou Witkoff — e a retoma da entrada de ajuda humanitária em Gaza, que se encontra bloqueada por Israel.

    “Através dos nossos parceiros do Qatar e do Egito, foi dito ao Hamas, em termos inequívocos, que esta ‘ponte’ teria de ser implementada em breve — e que o cidadão israelita com dupla nacionalidade, Edan Alexander, teria de ser libertado imediatamente”, pode ainda ler-se no comunicado. Este é o mesmo refém que o Hamas propôs libertar esta manhã.

  • Marco Rubio recusa confirmar se Washington aceita acordo com o Hamas

    O secretário de Estado norte-americano respondeu hoje a questões sobre o anúncio de que o Hamas iria libertar o último refém e quatro corpos, todos com nacionalidade norte-americana, durante a conferência de imprensa depois do encontro do G7, onde sublinhou que a prioridade é a libertação de “todos os reféns”.

    Ainda assim, Marco Rubio recusou confirmar se os Estados Unidos “vão aceitar ou não”. A proposta contempla a entrega a Israel de um refém e quatro corpos em troca da retoma da entrada de ajuda humanitária no enclave palestiniano — que se encontra bloqueada por Israel.

    “O que todos nós, o mundo inteiro, devia continuar a dizer é que o que o Hamas fez é escandaloso, ridículo, doentio, nojento”, criticou, visando tanto os ataques do 7 de Outubro, como as trocas de presos palestinianos por reféns israelitas.

    “Estamos a lidar com selvagens. São más pessoas, pessoas terríveis e temos de os tratar como tal”, acusou, sem adiantar o que inclui este “tratamento”.

  • Forças israelitas matam duas pessoas da Etiópia e uma do Uganda na fronteira com a Jordânia

    As Forças de Defesa de Israel mataram três pessoas que tentavam passar a fronteira a partir da Jordânia, relata o Haaretz. Duas das pessoas mortas eram cidadãos da Etiópia e o terceiro era do Uganda. As outras cinco pessoas — quatro do Sri Lanka e uma da Etiópia — que faziam parte do grupo foram detidas e entegues às autoridades da Jordânia.

    O jornal israelita escreve que as oito pessoas seriam imigrantes à procura de trabalho em Israel. As IDF dizem que os indivíduos avançaram de forma “ameaçadora” e foram atingidos por “tiros de aviso”.

  • Somália e Sudão rejeitam plano para acolher palestinianos deslocados

    O plano dos Estados Unidos de forçar a deslocação dos palestinianos em Gaza para a Somália e o Sudão foi recusado. O Sudão já tinha afirmado ter recusado contactos norte-americanos neste sentido.

    Agora, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Somália também rejeitou “categoricamente” esse plano. “[A Somália rejeita] qualquer proposta ou iniciativa de qualquer parte que mine o direito do povo palestiniano viver pacificamente nas suas terras ancestrais”, afirmou Ahmed Moalim Fiqi à Reuters.

  • Equipa de negociação do Hamas a caminho do Cairo

    O Hamas anunciou que a sua delegação de negociação está a caminho do Cairo para uma reunião com os mediadores egípcios, relata a Al Jazeera. Na curta mensagem, o grupo palestiniano prometeu novas atualizações sobre desenvolvimentos nas negociações e no acordo de cessar-fogo.

  • Declaração conjunta do G7 não inclui qualquer referência à solução de dois Estados

    Os chefes de diplomacia dos países do G7 publicaram hoje um comunicado conjunto focado na guerra na Ucrânia e na questão israelo-palestiniana, que não inclui qualquer referência à solução de dois Estados. A inclusão desta questão foi uma das que enfrentou mais resistência de um dos países — os Estados Unidos.

    “Eles sublinharam o imperativo de um horizonte político para o povo palestiniano, alcançado através de uma solução negociada para o conflito israelo-palestiniano que satisfaça as necessidades e aspirações legítimas de ambos os povos e promova a paz, a estabilidade e a prosperidade globais no Médio Oriente”, pode ler-se no rascunho, citado pela Reuters.

    Marco Rubio, o secretário de Estado norte-americano, terá cedido noutros pontos, como a inclusão de uma referência à ofensiva israelita na Cisjordânia — ainda que sem uma condenação dos ataques de colonos — e no apelo à retoma da ajuda humanitária em Gaza. “Tudo posições que não tinham sido vocalizadas até agora pela administração Trump”, sublinha o Times of Israel.

  • Ataque aéreo israelita faz 4 mortos na cidade de Gaza

    Quatro pessoas foram mortas, esta sexta-feira, num ataque israelita ao bairro de Zeitoun, na zona sul da Faixa de Gaza, avança a Aljazeera.

    De acordo com o mesmo jornal, que cita informação do Euro-Med Monitor, Israel matou pelo menos 150 palestinianos, o que equivale a uma média de três pessoas a cada 24 horas desde que o cessar-fogo em Gaza começou, a 19 de janeiro deste ano.

  • Fórum de família de reféns critica Netanyahu por só querer negociar no sábado

    O Fórum dos Reféns e das Famílias Desaparecidas criticou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, por esperar por sábado para voltar a negociar com o Hamas, que anunciou que queria libertar um refém e entregar quatro corpos.

    “Vinte e quatro horas em cativeiro são 24 horas de inferno, tormento e abuso, são 24 horas de perigo de morte e desaparecimento”, criticaram os familiares dos reféns numa declaração citada pelo Times of Israel.

    “As famílias dos reféns pedem desculpa por vos incomodar no Shabbat, mas os seus entes queridos não têm tempo para esperar!”, lê-se ainda, com os familiares a exigir o regresso imediato de todos os reféns.

  • Gabinete de Netanyahu diz que Hamas "não cedeu um milímetro ", apesar de libertação de refém

    O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou o Hamas de “não ceder um milímetro” e de continuar “as suas manipulações e guerra psicológica”, como reação ao anúncio do Hamas de que iria libertar mais um refém israelita e os corpos.

    O anúncio do Hamas foi feito esta sexta-feira, juntamente com uma manifestação de que o grupo estará pronto a voltar a negociar com Israel. No comunicado citado pelo Haaretz, o gabinete do primeiro-ministro israelita anunciou ainda que a delegação israelita iria voltar a Doha, capital do Qatar, para voltar a negociar.

  • Representantes dos EUA e Israel terão contactado países africanos para tentar deslocamento de palestinianos de Gaza

    Representantes dos EUA e de Israel terão feito contactos com países africanos para encontrar um destino para o deslocamento dos palestinianos, avança a Associated Press.

    Países como o Sudão ou a Somália terão sido contactados, mostrando vontade de ambos os países em avançar com o plano de Donald Trump, apoiado pelo primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

    A AP avançou que a Somalilândia, região separatista da Somália cuja independência não é reconhecida, também teria sido contactada pelos países. No entanto, à Reuters, o ministro dos Negócios Estrangeiros Abdirahman Dahir Adan, negou esses contactos.

    “Não recebi essa proposta e não há conversações com ninguém relativamente à Palestina”, afirmou.

  • Hamas fala em "prontidão total" para voltar a negociar segunda fase do cessar-fogo

    O Hamas demonstrou “prontidão total” para voltar à mesa de negociações para voltar a negociar a segunda fase do cessar-fogo com Israel.

    “Ontem, a delegação da direção do Hamas recebeu uma proposta dos mediadores para retomar as negociações”, informou em comunicado, onde se lê que “o movimento respondeu de forma responsável e positiva” à proposta.

    Parte desta resposta positiva, dizem, está na libertação do refém Edan Alexander e na entrega dos quatros corpos.

  • Hamas aceita libertar refém com nacionalidade norte-americana e quatro corpos de reféns

    O Hamas aceitou libertar Edan Alexander, refém em Gaza com dupla nacionalidade norte-americana e israelita, informam o Haaretz e a Al Jazeera.

    Edan Alexander é um soldado do exército israelita que estava colocado junto à Faixa de Gaza a 7 de outubro de 2023, dia do ataque do Hamas.

    Para além do refém, a organização vai entregar quatro corpos de reféns com dupla nacionalidade.

  • Rússia, China e Irão apelam ao fim das sanções contra Teerão depois de reunião trilateral

    A Rússia, a China e o Irão apelaram ao fim das sanções norte-americanas contra Teerão numa declaração conjunta saída da reunião trilateral realizada esta sexta-feira em Pequim.

    No comunicado citado pela AP, os três países “sublinharam a necessidade de pôr termo a todas as sanções unilaterais ilegais” e “reiteraram que o empenhamento político e diplomático e o diálogo baseado no princípio do respeito mútuo continuam a ser a única opção viável e prática”.

  • Programa Alimentar Mundial diz não conseguir levar comida para Gaza há duas semanas

    O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas diz que não consegue fornecer a Faixa de Gaza de comida desde o dia 2 de Março, dia em que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu anunciou a reposição do bloqueio ao enclave palestiniano.

    Segundo o PAM, o bloqueio à entrada de comida está a obrigar os funcionários da agência em Gaza a “reduzir a quantidade de comida que as famílias recebem para manter o fornecimento”.

  • Quase cem pessoas detidas no protesto pró-Palestina na Trump Tower

    A Polícia de Nova Iorque deteve 98 pessoas no protesto pacífico que levou manifestantes do grupo judeu pró-Palestina Voz Judaica pela Paz a ocuparem a entrada da Trump Tower, sede da empresa fundada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

    Segundo o chefe do departamento da polícia, John Chell, as detenções foram por “invasão de propriedade” e “obstrução da administração governamental”. Porém, conta o chefe, “não houve danos materiais, nem feridos”.

    Para além da política dos EUA, o que espoletou o protesto, segundo a organização, foi o anúncio da detenção de Mahmoud Khalil, estudante palestiniano da Universidade de Columbia que liderou os protestos nessa universidade no ano passado.

  • Estados Unidos aplicam sanções a ministro do Petróleo do Irão

    Os EUA anunciaram sanções contra o ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, bem como contra várias organizações, no âmbito da política de “pressão máxima” sobre Teerão, que denunciou hoje a “hostilidade ao desenvolvimento” por parte de Washington.

    “As medidas tomadas hoje [quinta-feira] são uma nova etapa na política de pressão máxima do Presidente Trump sobre o regime iraniano”, afirmou o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado.

    O objetivo desta política é cortar parte do financiamento do regime para “acabar com a ameaça nuclear do Irão, travar o programa de mísseis balísticos e impedir que apoie ou reavive grupos terroristas que atuam nos seus interesses”, lê-se na nota.

    A Administração do Presidente Donald Trump pretende “reduzir a zero as exportações de petróleo do Irão, nomeadamente para a China”. O Irão reagiu entretanto, denunciando a “hostilidade ao desenvolvimento” por parte dos Estados Unidos.

    Sancionar o ministro é “mais uma prova clara da falsidade das declarações [norte-americanas] e mais um sinal da sua hostilidade ao desenvolvimento”, declarou hoje, em comunicado, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei.

    Trata-se do terceiro conjunto de sanções contra o petróleo iraniano desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, em 20 de janeiro.

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