Momentos-chave
- Acordo dos minerais: uma "cooperação mutuamente benéfica para as décadas"
- Ministra da Economia ucraniana apresenta nove pontos do acordo dos minerais
- Vice-primeira-ministra ucraniana confirma assinatura de acordo com os EUA
- Ucrânia e EUA assinam (finalmente) acordo sobre minerais
- Kaja Kallas assegura haver um "plano B" caso Trump abandone a Ucrânia
- Obstáculos nas negociações. EUA terá pressionado Ucrânia para assinar dois documentos adicionais
- Secretário do Tesouro dos EUA acusa Ucrânia de fazer "mudanças de última hora" no acordo de minerais
- Putin diz que ainda há soldados ucranianos escondidos em Kursk
- EUA dizem estar prontos para assinar acordo de minerais mas que a Ucrânia quer renegociar pontos, diz CNN
- Acordo EUA-Ucrânia enfrenta "obstáculos de última hora". Ministra ucraniana recebe chamada em pleno voo para Washington
- Acordo de minerais pode ser assinado já hoje, avança Bloomberg. Ministra ucraniana a caminho de Washington
- Crianças e uma grávida entre as 45 vítimas de um ataque russo em Kharkiv
- Bruxelas disponibiliza 910 milhões de euros para reforçar defesa da União Europeia
- Kremlin diz que é o seu "dever" ter uma vitória sobre a Ucrânia
- Kremlin diz que a paz não chegará tão depressa como os EUA querem
- Putin atribui o nome de "Stalingrad" a aeroporto regional russo
- Rússia está a combater mais intensamente apesar das conversações de paz, afirma comandante ucraniano
- A oferta de cessar-fogo de Putin é uma “ilusão de que a Rússia está interessada em negociações de paz significativas”
- Trump diz que Putin quer a paz na Ucrânia apesar dos recentes ataques
- Deputado sul-coreano afirma que há cerca de 600 norte-coreanos mortos em combate na Ucrânia
- Zelensky diz que a Rússia está a “preparar algo” na Bielorrússia tendo como pretexto exercícios militares
- Embaixador russo na ONU acusa Kiev de “escalar o conflito e rejeitar propostas de paz equilibradas dos EUA”
- “Se a Rússia está tão determinada em parar a guerra, porque é que não iniciamos o cessar-fogo hoje?", pergunta ministra ucraniana
- EUA pressionam Moscovo e Kiev a aceitar acordo de paz
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora:
- Os Estados Unidos e a Ucrânia assinaram um acordo de cooperação para o Fundo de Investimento na Reconstrução. Este fundo será utilizado para financiar projetos de extração de materiais críticos, petróleo, gás, e infraestruturas na Ucrânia. Durante os primeiros dez anos, os lucros gerados não serão distribuídos entre as duas nações, mas sim reinvestidos exclusivamente na Ucrânia, num esforço de cooperação a longo prazo.
- O acordo de minerais estabelece regras claras, incluindo a obrigação de que os territórios explorados permaneçam sob controlo ucraniano, e que as companhias estatais ucranianas fiquem protegidas de privatização. Também estipula que não existam obrigações de dívida para a Ucrânia em relação aos Estados Unidos, e que as receitas geradas não estejam sujeitas a impostos em nenhuma das nações.
- A administração dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, foi criticada tanto por pressionar a Ucrânia a assinar documentos adicionais além do acordo de minerais, como por garantir que não permitirá que pessoas ou estados que apoiaram a máquina de guerra russa beneficiem da reconstrução da Ucrânia. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, acusou a Ucrânia de fazer mudanças de última hora nos termos do acordo, mas manifestou prontidão para assiná-lo assim que se resolvam os pontos em questão.
- A Rússia está a aumentar a atividade militar, mesmo com discussões sobre possíveis cessar-fogos. A Ucrânia pede o fim imediato dos ataques russos e expressa disponibilidade para diálogos, enquanto a União Europeia afirma ter um “plano B” caso os Estados Unidos alterem sua postura em relação ao apoio a Kiev, procurando manter as sanções sobre Moscovo.
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Acordo dos minerais: uma "cooperação mutuamente benéfica para as décadas"
Para além de detalhar os nove pontos consagrados no acordo para o Fundo de Investimento na Reconstrução, a ministra ucraniana adiantou ainda uma breve explicação de como este funcionará na prática: Estados Unidos contribuem diretamente para o fundo com ajuda financeira e com assistência militar. Em troca a Ucrânia investe 50% das receitas do Orçamento de Estados em projetos completamente novos. Kiev pode ainda contribuir com meios adicionais.
Com estes meios, o fundo serve para investir em “projetos de extração de materiais críticos, petróleo e gás — assim como infraestruturas e processamento relacionados”. Os projetos para investimento serão escolhidos de forma conjunta entre Washington e Kiev, mas apenas no território ucraniano.
Além disso, as receitas dos primeiros dez anos não serão distribuídas entre as duas partes, mas reinvestidas na Ucrânia. Daí que a ministra classifique este acordo como “uma cooperação desenhada para durar décadas”. Yulia Svyrydenko sublinha ainda que os termos acordados “providenciam condições mutuamente benéficas para ambos os países”.
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Ministra da Economia ucraniana apresenta nove pontos do acordo dos minerais
Depois de ter assinado o acordo para o Fundo de Investimento na Reconstrução com o seu homólogo norte-americano, a ministra da Economia ucraniana detalhou o que está incluído neste documento. Yulia Svyrydenko resume-o em nove pontos chave:
- Todos os territórios explorados permanecem sob controlo ucraniano e Kiev pode decidir onde e o que pode ser extraído
- O Fundo é dividido de forma igualitária: cada parte detém 50% do mesmo
- As companhias estatais ucranianas ficam protegidas e não podem ser sujeitas a processos de privatização
- O acordo não prevê obrigações de dívida da Ucrânia aos Estados Unidos
- A rota para a adesão à UE, prevista na Constituição ucraniana, não será alterada nem prejudicada
- O fundo será financiado apenas com novas licenças de exploração. Ou seja, lucros de projetos que já existem não serão canalizados para o fundo. Este ponto distingue-se dos rascunhos que tinham sido revelados até aqui
- Podem ser feitas mudanças na lei ucraniana, mas estas devem ser limitadas. O acordo ainda tem de ser aprovado no parlamento ucraniano
- Os Estados Unidos ficam responsáveis por atrair mais investimentos e tecnologias para ajudar a Ucrânia “contra o agressor russo”
- Os lucros do fundo não serão sujeitos a impostos quer nos Estados Unidos ou Ucrânia, maximizando assim o processo de reinvestimento
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Vice-primeira-ministra ucraniana confirma assinatura de acordo com os EUA
A viceprimeira-ministra e ministra de Economia da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, anunciou também a assinatura do Fundo de Investimento de Reconstrução Estados Unidos-Ucrânia, num publicação da rede social X.
“Juntamente com os Estados Unidos, estamos a criar o Fundo que irá atrair investimentos globais para o nosso país”, escreveu a ministra.
On behalf of the Government of Ukraine, I signed the Agreement on the Establishment of a United States–Ukraine Reconstruction Investment Fund.
Together with the United States, we are creating the Fund that will attract global investment into our country. pic.twitter.com/8ryyAMqW83
— Yulia Svyrydenko (@Svyrydenko_Y) April 30, 2025
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Ucrânia e EUA assinam (finalmente) acordo sobre minerais
A Ucrânia e os Estados Unidos chegam a acordo sobre os minerais estratégicos, informou o Departamento do Tesouro dos EUA.
Num comunicado publicado no site, o Secretário para o Tesouro, Scott Bessent, anunciou que um fundo de investimento para a reconstrução da Ucrânia tinha sido acordado entre os países.
“Este acordo indica claramente à Rússia que a Administração Trump está empenhada num processo de paz centrado numa Ucrânia livre, soberana e próspera a longo prazo”, lê-se no comunicado.
Ainda não é claro quais são os contornos do caso mas Bessent garantiu que “nenhum Estado ou pessoa que tenha financiado ou fornecido a máquina de guerra russa será autorizado a beneficiar da reconstrução da Ucrânia”.
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"Os ataques têm de parar" antes de negociar uma solução, diz Zelensky
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou ao fim dos ataques russos ao país para desbloquear um eventual fim das negociações.
“Os ataques têm de parar, as mortes têm de parar – e só então se poderá procurar uma solução através de negociações”, disse Zelensky no seu discurso noturno, citado pelo Ukrinform.
“Estamos prontos para qualquer forma de diálogo”, acrescentou, sublinhando que “a Rússia tem de parar os ataques e acabar com a guerra”.
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Kaja Kallas assegura haver um "plano B" caso Trump abandone a Ucrânia
A alta representante da União Europeia para as Relações Externas e a Segurança, Kaja Kallas, afirmou que a Europa tinha um “plano B” para a eventualidade dos EUA abandonarem o apoio à Ucrânia e procurarem uma aproximação à Rússia.
“Vemos sinais de que eles estão a contemplar se abandonam a Ucrânia e não tentam um acordo com os russos porque é difícil”, disse Kallas numa entrevista ao Financial Times, referindo-se aos EUA de Trump.
Caso isso aconteça, a representante garante que há opções para garantir o apoio à Ucrânia e manter a pressão económica na Rússia.
“Há também um plano B, mas temos de trabalhar para o plano A; caso contrário, concentramo-nos no plano B e isso acaba por acontecer”, acrescentou, sublinhando que há conversações com Washington para manter as sanções impostas pelos países do campo ocidental.
Kallas, apesar da intenção a nível da União ser de manter o apoio à Ucrânia não importe o que aconteça, reconhece que seguir Trump num eventual abandono norte-americano a Kiev é uma discussão que “está a decorrer em alguns Estados-Membros”.
Já sobre a eventualidade da Ucrânia ter de sacrificar a Crimeia para um acordo de paz, — algo que os EUA já deram a entender — Kallas nega completamente essa possibilidade : “Já o dissemos vezes sem conta: A Crimeia é da Ucrânia”.
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Obstáculos nas negociações. EUA terá pressionado Ucrânia para assinar dois documentos adicionais
Os EUA terão pressionado a Ucrânia para assinar dois outros documentos para além do acordo de minerais cujos pontos tinham sido negociados antes, noticia a Reuters e o Politico.
Terão sido estes os “obstáculos às negociações” colocados pelos EUA à Ucrânia e que tinham sido antes noticiados pelo Financial Times, já que Kiev terá respondido que o governo não está pronto para assinar esses outros documentos apresentados por Washington.
A fonte consultada pelo Politico sublinhou que os ucranianos teriam de assinar o acordo de minerais e estes dois documentos (que não clarifica quais são) para que um entendimento seja viável.
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Putin assinala presença de combatentes franceses ao lado da Rússia
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira que cidadãos franceses estão a combater na guerra na Ucrânia ao lado das tropas de Moscovo e elogiou os europeus que não têm medo de partilhar os valores do seu país.
Sem apontar números, Putin referiu, citado pela agência russa Tass, que os franceses que “estão a lutar lado a lado” com os soldados russos “batizaram a sua unidade, tal como os seus avós e bisavós, de Normandie-Niemen”, numa referência à esquadrilha da Força Aérea da França que apoiou as tropas soviéticas durante Segunda Guerra Mundial.
O líder do Kremlin observou que “sempre houve pessoas que partilharam e continuam a partilhar os princípios e valores” da Rússia.
“Na Europa, há muitas pessoas que partilham a nossa posição. Algumas permanecem em silêncio, poucas têm a ousadia de expressar a sua opinião”, lamentou, acreditando, no entanto, que a situação vai mudar: “Cedo ou tarde, as relações entre a Rússia e a Europa serão restabelecidas. Não restam dúvidas”.
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Secretário do Tesouro dos EUA acusa Ucrânia de fazer "mudanças de última hora" no acordo de minerais
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou a Ucrânia de fazer “mudanças de última hora” nos termos do acordo de minerais entre ambos os países que a ministra da Economia, Yulia Svyrydenko foi assinar a Washington.
“O nosso lado está pronto a assinar”, afirmou ainda Bessent, falando na reunião do gabinete de Trump citada pelo New York Times.
O secretário afirmou ainda que as alterações efetuadas pela parte ucraniana foram feitas “na noite passada”, mas que espera que a situação mude ainda.
Antes, o Financial Times já tinha noticiado que Bessent teria ligado a Svyrydenko em plano voo para lhe avisar que tinha de assinar todos os acordos ou ir-se embora sem nada.
“Estamos certos de que irão reconsiderar essa decisão e estamos prontos a assinar esta tarde, se assim for”, acrescentou.
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Putin diz que ainda há soldados ucranianos escondidos em Kursk
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta quarta-feira que ainda há soldados ucranianos em Kursk resguardados em esconderijos nas florestas e em caves depois da operação militar russa que terá expulsado as forças da Ucrânia da região.
Num discurso citado pela RIA Novosti, Putin afirma que as comunicações militares interceptadas dos soldados escondidos dizem que pedem para serem evacuados para segurança.
“A evacuação é impossível, porque há grupos dispersos de duas ou três pessoas, repito, que estão sentadas algures nas florestas, em algumas tocas, em completo isolamento”, acrescentou o Presidente russo.
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EUA dizem estar prontos para assinar acordo de minerais mas que a Ucrânia quer renegociar pontos, diz CNN
Os EUA dizem estar prontos para assinar o acordo de minerais com a Ucrânia, de acordo com uma fonte próxima das negociações consultada pela CNN. Porém, a fonte revela que Kiev está a querer renegociar alguns pontos do acordo que a ministra da Economia Yulia Svyrydenko foi assinar a Washington.
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Acordo EUA-Ucrânia enfrenta "obstáculos de última hora". Ministra ucraniana recebe chamada em pleno voo para Washington
Apesar das informações de que a ministra da Economia da Ucrânia está a viajar para Washington para assinar um acordo de minerais com os EUA, o jornal Financial Times relata que as negociações terão enfrentado “obstáculos de última hora”.
O secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, terá telefonado à ministra em pleno voo com destino à capital norte-americana para lhe dizer para se “preparar para assinar todos os acordos” que compõem o entendimento sobre os minerais. Caso não o faça, devia “voltar para casa”, acrescentou.
Ora, um dos documentos que fazem parte do acordo de minerais que estão em cima da mesa envolve a criação de um fundo de investimento, algo que tinha de ser aprovado pelo parlamento ucraniano antes de poder ser assinado pela ministra ucraniana em Washington.
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Acordo de minerais pode ser assinado já hoje, avança Bloomberg. Ministra ucraniana a caminho de Washington
O acordo de minerais — de exploração das terras-raras ucranianas — pode ser assinado já hoje, esta quarta-feira, avança a Bloomberg.
Segundo o meio de comunicação norte-americano, a ministra da Economia da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, está a caminho de Washington para a assinatura do documento, que poderá ocorrer nas próximas horas.
O rascunho do acordo já está finalizado, avança ainda a mesma fonte.
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Crianças e uma grávida entre as 45 vítimas de um ataque russo em Kharkiv
Pelo menos 45 pessoas ficaram feridas na sequência de um ataque de drone russo em Kharkiv, na última noite. Entre as vítimas estão duas crianças e uma grávida, relata o The Independent.
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Bruxelas disponibiliza 910 milhões de euros para reforçar defesa da União Europeia
A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira estar a mobilizar 910 milhões de euros do Fundo Europeu de Defesa para reforçar a indústria da União Europeia (UE) em investimentos pan-europeus de defesa também abertos à Ucrânia.
Em comunicado, o executivo comunitário disse querer “criar uma indústria de defesa forte e inovadora na Europa” e cobrir áreas em que ainda falta capacidade.
Citado na nota, o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, apontou que “as propostas selecionadas apoiam o desenvolvimento de capacidades críticas, como os sistemas de defesa aérea e antimísseis e os veículos aéreos não tripulados, que permitirão às forças armadas europeias responder às ameaças emergentes e proteger os nossos cidadãos, quer seja através do reforço da nossa defesa coletiva ou do apoio aos nossos parceiros, como a Ucrânia, nos seus esforços para se defenderem contra a agressão estrangeira”.
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Kremlin diz que é o seu "dever" ter uma vitória sobre a Ucrânia
Continuam a chegar mais informações de Moscovo por parte do porta-voz do Kremlin. “O que estamos a fazer, a operação militar especial, todas as decisões de Putin, são absolutamente corretas”, disse Dmitry Peskov, citado pela Sky News.
Peskov disse ainda é “dever” da Rússia alcançar a vitória na guerra contra a Ucrânia. “E é nosso dever sairmos vitoriosos”.
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Kremlin diz que a paz não chegará tão depressa como os EUA querem
Vladimir Putin está aberto à paz e está a trabalhar intensamente para a alcançar, mas uma solução não chegará tão depressa como os EUA querem, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reporta a Sky News.
Peskov disse ainda que Moscovo tem de “atingir os seus objetivos” na Ucrânia, mas também — aparentemente em contradição com essa afirmação — disse que a Rússia estava pronta para ter negociações diretas com a Ucrânia sobre o fim da guerra.
Acrescentou que qualquer acordo tem de ser feito com a Ucrânia e não com os EUA, embora tenha dito que Moscovo está grato à administração Trump pelos seus esforços para garantir a paz, de acordo com a agência noticiosa estatal russa TASS.
Tal como já reportámos, o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington abandonará as negociações de paz se não houver progressos.
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Putin atribui o nome de "Stalingrad" a aeroporto regional russo
Vladimir Putin atribuiu o nome de “Stalingrad” ao aeroporto regional homónimo de Volgogrado — como a cidade vizinha era conhecida quando o exército soviético derrotou as forças alemãs nazis na maior batalha da Segunda Guerra Mundial.
“A fim de perpetuar a vitória do povo soviético na Grande Guerra Patriótica de 1941-1945, decreto… atribuir o nome histórico de ‘Stalingrad’ ao Aeroporto Internacional de Volgogrado”, lê-se no decreto publicado no sítio Web do Kremlin.
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Rússia está a combater mais intensamente apesar das conversações de paz, afirma comandante ucraniano
As forças russas aumentaram “significativamente” a intensidade da sua atividade militar, afirmou o comandante máximo da Ucrânia.
“Apesar das declarações sobre a disponibilidade para cessar-fogo durante as férias de maio, os ocupantes aumentaram significativamente a intensidade das ações de combate, concentrando os seus principais esforços na direção de Pokrovsk”, afirmou Oleksandr Syrskyi, citado pela Sky News.
Pokrovsk é um centro logístico fundamental para a Ucrânia e tem sido objeto de uma disputa feroz durante meses.