Momentos-chave
- Após duas horas de anúncios, chega ao fim a apresentação Google I/O deste ano
- CodeMender, a resposta da Google ao Mythos da Anthropic
- Chegou o segmento dos óculos inteligentes. Primeiros óculos com áudio da Google "chegam no outono"
- Caixa de pesquisa da Google muda a partir de hoje
- Vem aí o Gemini Spark, "um agente pessoal de IA"
- Mais um modelo: Gemini 3.5 promete ser "quatro vezes mais rápido"
- Google reconhece que modelos de IA estão a aumentar desinformação. Vai expandir ferramentas de verificação de imagem à pesquisa
- Gemini Omni: vem aí mais um modelo multimodal para gerar vídeos
- Vai ser possível conversar com os Docs em tempo real
- CEO da Google entra em palco. "Tem sido um ano intenso"
- Começou o Google I/O 2026
- Quais são as novidades esperadas este ano?
Histórico de atualizações
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Este liveblog fica por aqui. Obrigada por nos ter acompanhado.
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Agentes de IA em todo o lado, respostas às rivais e uma pesquisa reinventada. As novidades da Google
A IA está a dominar todo o negócio da Google. No Google I/O, houve atualizações de modelos de IA e uma crescente automatização. “Estamos na era agêntica”, disse o CEO da empresa.
Agentes de IA em todo o lado, respostas às rivais e uma pesquisa reinventada. As novidades da Google
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Após duas horas de anúncios, chega ao fim a apresentação Google I/O deste ano
É mesmo Demis Hassabis quem termina a keynote da Google I/O 2026, dizendo que quer que a IA e a tecnologia “seja um multiplicador” das capacidades humanas e “abrir a porta a uma nova era da descoberta científica e progresso, melhorando as vidas de toda a gente”.
“Estamos ansiosos por construir o futuro convosco”, num piscar de olho aos programadores no anfiteatro.
Está terminada a apresentação principal deste ano, mas o evento ainda terá apresentações durante a tarde (na Califórnia é ainda meio-dia) e ao longo desta quarta-feira.
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CodeMender, a resposta da Google ao Mythos da Anthropic
Demis Hassabis, o líder da DeepMind, regressa a palco para falar “sobre o futuro da IA”.
Além do resumo dos principais anúncios feitos durante a apresentação, Hassabis refere que a empresa está preocupada com a área da cibersegurança. A Google tem uma ferramenta chamada “CodeMender, que encontra e corrige automaticamente vulnerabilidades”. Ou seja, algo semelhante ao que o modelo de IA Mythos, da Anthropic, faz.
A Google explica que “está a convidar hoje um grupo restrito de parceiros para testar a interface de programação de aplicações CoreMender”. Não revela, no entanto, quem são as empresas envolvidas neste teste.
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Na demonstração em palco, o Gemini foi acionado através de um toque de alguns segundos na haste dos óculos.
Depois, o utilizador transmite por voz a tarefa que pretende que o assistente faça no smartphone. Na demonstração, foi possível ver uma encomenda de um café numa loja nas proximidades. “Muito obrigado ao pessoal da cafetaria que está a receber o nosso 15.º pedido de um cold brew hoje para esta demonstração…”, brincou o executivo.
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Chegou o segmento dos óculos inteligentes. Primeiros óculos com áudio da Google "chegam no outono"
A apresentação passa agora para a área Android XR, o projeto da Google em que se mistura realidade aumentada, IA e óculos.
A Google avança que falará sobre uns óculos com indicações visuais no fim do ano (em 2025 já mostrou um protótipo). Antes disso, no outono, vão chegar os óculos inteligentes com áudio.
Ou seja, em vez de ter os resultados do Gemini projetados no ecrã, a interação será feita através de áudio. Estão envolvidas mais três empresas neste projeto: a Gentle Monster, Warby Parker e a Samsung.
Os óculos inteligentes vão também ser compatíveis com dispositivos Android e iOS. É apresentado um vídeo de Jay Kim, executivo da Samsung, para mostrar os primeiros visuais dos óculos. Para já, haverá apenas dois modelos.
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IA no Google Flow vai ser capaz de transformar um único vídeo em diferentes opções
A apresentação vira-se agora para a dimensão de geração de vídeo, imagem e música.
O modelo Omni vai passar a estar presente no Google Flow, uma plataforma apresentada pela empresa o ano passado para ser usada por realizadores.
Se antes o Flow só podia executar um prompt (pedido) de cada vez, agora vai ser possível vê-lo a fazer mais tarefas. Por exemplo, a partir de um único vídeo, será possível pedir à IA para apresentar mais opções da mesma cena, simulando diferentes ângulos e planos. Ou até a mudar o cenário — por exemplo, a transformar imagens captadas durante o dia em filmagens noturnas.
Ainda nesta área, a Google mostrou a Flow Music, uma evolução de um software para gerar música. No exemplo usado foi dado ao modelo um som com algumas notas ao piano que, de repente, se transformou numa música completa (até com imagem para a capa de um single).
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Aplicação Gemini no macOS vai permitir inputs por voz
A aplicação do Gemini no macOS também vai ter mais alguns truques. Um deles é a possibilidade de poder receber pedidos através de voz.
Por exemplo, pedir ajuda para escrever um email, explicando que tem de usar os ficheiros que estão em determinada pasta para escrever o texto.
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Aplicação Gemini vai ser redesenhada
Josh Woodward, vice-presidente do Google Labs, volta ao palco para revelar mudanças na aplicação Gemini.
O aspeto visual da aplicação vai mudar, com a Google a adotar “uma linguagem a que chamou Neural Expressive”. A alteração passa não só por mudanças de cores, mas também por animações diferentes e respostas hápticas.
O assistente Gemini, que já está disponível em 70 idiomas, passará também a falar com “dialetos regionais”. A Google não apresentou ainda a lista completa, mas deu alguns exemplos de um assistente a falar com sotaque de Glasgow ou em português com expressões e sotaque do Rio de Janeiro.
A mudança na app começará a ser visível já a partir de hoje, promete o responsável.
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Google quer agentes a fazer compras — mas com limites. E apresenta a ideia do carrinho de compras universal
Depois da pesquisa, chegou o momento das compras. A manter o tema da apresentação, a Google está interessada em ter os agentes de IA também na área das compras. Mas reconhece que esta experiência pode não ser confortável para toda a gente, referindo que estes agentes vão ter limites e “ser rastreáveis”. Ou seja, haverá um registo constante das compras que estão a ser feitas pelos agentes.
A empresa apresenta o carrinho de compras universal, que funcionará em vários serviços da Google, incluindo na pesquisa. Em vez de ter um carrinho em cada um dos sites, a pesquisa pode apresentar resultados e o utilizador adiciona o produto diretamente a partir daí. E, com IA, terá a capacidade para avisar sobre descidas de preços ou quando produtos não são compatíveis (o exemplo da Google foi um alerta de um processador que não funcionava com uma placa para um PC).
Esta lógica de compras ficará disponível durante o verão, apenas nos EUA.
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Com um modelo mais avançado, resultados de pesquisa vão passar a ter gráficos e animações
A Google quer desprender-se de resultados de pesquisa que se centram principalmente em texto.
Ao passar a ter um novo modelo de IA a apoiar a pesquisa, aliado ao Antigravity, um modelo capaz de criar código, a empresa anuncia as interfaces de utilizador generativas na pesquisa. A ideia é que, sempre que isso se aplique, o utilizador possa ter um resultado mais visual, adaptado à pesquisa. Por exemplo, se quiser saber como funciona um relógio ou como são formados buracos negros, surgirá uma animação explicativa no ecrã.
Nem todas as pesquisas vão precisar deste tipo de detalhe, mas estas experiências vão começar a chegar no verão.
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Pesquisa também passará a ter agentes
Os agentes com IA vão chegar à pesquisa. Ou seja, poderá dizer ao Google para mantê-lo atualizado sobre uma pesquisa complexa — por exemplo, um apartamento com determinadas características.
Segundo a executiva da Google, a tarefa do agente passará por estar constantemente à procura de informação que cumpra os critérios apresentados pelo utilizador (em blogues, notícias, etc). O utilizador recebe alertas sempre que o agente encontrar alguma coisa.
Esta funcionalidade ficará disponível no verão.
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Caixa de pesquisa da Google muda a partir de hoje
A Google acaba de anunciar que a caixa de pesquisa Google — uma das imagens mais conhecidas da empresa — vai mudar a partir de hoje para refletir a maior presença da IA.
Reid explica que se em tempos a caixa de pesquisa era estática, agora muda e adapta-se à forma como se está a pesquisar (texto, voz, imagem, etc).
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Depois dos modelos, é agora tempo das novidades na pesquisa
Sundar Pichai passa a palavra a Liz Reid, que lidera a área de pesquisa da Google.
É hora de falar sobre as novidades do motor de pesquisa da Google que, no ano passado, passou a ter um modo de IA.
A primeira novidade é que o Modo de IA vai passar a funcionar com o modelo mais recente, o Gemini 3.5.
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Na versão mobile, Spark vai funcionar tanto para Android como para iOS
Da demonstração de Josh Woodward, a ideia é que o agente Spark permita passar de trabalho no computador para o smartphone.
E, no telefone, avança que o Spark funcionará tanto em Android como em iOS, o sistema operativo do iPhone. Na demonstração pediu através de voz ao agente para fazer uma tarefa.
O Spark vai ficar disponível para os subscritores do plano AI Ultra (uma nova subscrição de 100 dólares) na próxima semana e, por agora, apenas no mercado dos EUA.
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Vem aí o Gemini Spark, "um agente pessoal de IA"
Há meses que a internet fala sobre agentes de IA — desde o início do ano que a conversa está centrada em plataformas como a OpenClaw.
A Google acaba de revelar o Gemini Spark, “o seu agente pessoal de IA”, resumiu Sundar Pichai, que trabalha mesmo com o computador desligado. “É possível trabalhar com o Spark da forma mais conveniente, através da app Gemini ou em breve através de email ou chat”.
Josh Woodward, porta-voz do projeto, faz uma demonstração das diferentes capacidades do Spark. Uma delas é a possibilidade de o agente conseguir executar em simultâneo tarefas da vida profissional e da vida pessoal, como o planeamento de uma festa.
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Mais um modelo: Gemini 3.5 promete ser "quatro vezes mais rápido"
Foi uma apresentação relativamente curta, mas Sundar Pichai apresentou a evolução do modelo de fronteira da Google: o Gemini 3.5.
O executivo refere que será “quatro vezes mais rápido” do que outros modelos rivais.
Agora detalha as diferentes datas das versões Gemini 3.5 com diferentes dimensões. O Gemini 3.5 Flash, ficará disponível para os programadores a partir de hoje. Já o Gemini 3.5 Pro só ficará disponível em junho.
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Google reconhece que modelos de IA estão a aumentar desinformação. Vai expandir ferramentas de verificação de imagem à pesquisa
Sundar Pichai, o CEO da Google, admite que o realismo em imagens e vídeos trazido pela evolução dos modelos de IA está também a fazer aumentar as imagens manipuladas online. Assim, está a tornar-se cada vez mais difícil distinguir o que é verdade ou não online.
A Google tem uma ferramenta de marca de água, a SynthID, que permite identificar uma imagem gerada por IA. “Queremos que mais pessoas tenham acesso a estas ferramentas”, diz Pichai, sublinhando que só funcionam se “houver mais empresas a adotá-las”.
Foi anunciado que empresas como a OpenAI, a ElevenLabs, a Nvidia ou a sul-coreana Kakao, responsável pela KakaoTalk, vão adotar esta marca de água.
Além disso, a capacidade de verificação SynthID vai também ser alargada à pesquisa — em breve será possível adicionar uma imagem ao Google e perguntar se foi feita com IA. A ideia é que a tecnologia consiga procurar os sinais e a marca de água associada à manipulação de IA.
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Gemini Omni: vem aí mais um modelo multimodal para gerar vídeos
Sobe agora a palco Demis Hassabis, da DeepMind, o laboratório que está a desenvolver os diferentes modelos de IA da empresa.
A primeira novidade é o Gemini Omni, um novo modelo multimodal da Google, que é capaz de gerar vídeos “a partir de qualquer input”.
Os exemplos da Google incluem alguns exemplos de animação mas também muitos vídeos realistas.
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Vai ser possível conversar com os Docs em tempo real
É a primeira demonstração ao vivo do Google I/O deste ano. O Docs Live permitirá usar a voz para ver a IA a escrever um documento.
O exemplo dado pela Google foi o de uma conversa em que o utilizador precisava de ajuda com um discurso para um encontro do liceu. Mesmo com pausas e mudanças de ideias, foi possível ver o texto a surgir no ecrã do smartphone, com diferentes formatos, incluindo uma tabela.