Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, anunciou progressos nas negociações nucleares entre o Irão e os Estados Unidos, mediadas por Omã. De acordo com Albusaidi, o Irão concordou em reduzir significativamente as suas reservas de urânio enriquecido e interromper o armazenamento de materiais enriquecidos, o que torna um acordo entre os dois países “ao alcance”.
    • Donald Trump afirmou que os Estados Unidos têm uma “grande decisão a tomar” em relação ao Irão. Enquanto manifestou preferência por uma solução pacífica, Trump criticou o comportamento iraniano e disse que o país é composto por “pessoas muito difíceis”.
    • O Paquistão e o Afeganistão encontram-se em estado de conflito aberto após declarações de “guerra aberta” por parte do Paquistão. Richard Bennett, relator especial da ONU para o Afeganistão, apelou à calma entre as duas nações e destacou a importância de proteger os civis e respeitar o Direito Internacional dos Direitos Humanos durante este período de hostilidades.
    • O Canadá, a Austrália e outros países alertaram os seus cidadãos a deixarem o Irão devido às crescentes tensões na região, relacionadas com as ameaças de ações militares norte-americanas. O Reino Unido retirou parte do seu pessoal diplomático de Teerão, enquanto houve cancelamento de voos entre Istambul e Teerão, refletindo as preocupações de vários governos quanto à segurança nesta área volátil.

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog, mas continuamos a seguir ao minuto o escalar da tensão no Médio Oriente, depois de uma madrugada de bombardeamentos em vários pontos do Irão, numa ação militar conjunta entre Estados Unidos e Israel.

  • Irão concordou em reduzir reserva de urânio enriquecido e há "progressos substanciais" nas negociações, diz mediador

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, que está a mediar as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, disse esta sexta-feira que o Irão cedeu e concordou em reduzir a sua reserva de urânio enriquecido para “o menor nível possível” e foram feitos progressos “substanciais”, estando um acordo “ao alcance” dos dois países.

    Em entrevista à CBS, o governante acrescentou também que o Irão concordou em parar de armazenar materiais enriquecidos e garantiu que não está a fazê-lo agora.

    Para Albusaidi, os compromissos a que será preciso chegar poderão ser cumpridos num prazo de três meses, incluindo permitir a entrada de inspetores em plantas nucleares.

    O Irão, disse o ministro, concordou em “nunca, nunca ter material nuclear que sirva para criar uma bomba”, o que será “um grande feito”. Um tom muito diferente do que Trump tem usado ao longo do dia para falar da possibilidade de atacar militarmente o Irão.

  • Trump diz que tem "uma grande decisão a tomar" sobre Irão. "Eles são pessoas muito difíceis"

    Donald Trump voltou esta sexta-feira a pronunciar-se sobre o impasse com o Irão, dizendo os EUA “têm uma grande decisão a tomar”, cita a CNN.

    Numa visita a Corpus Christi, Texas, Trump disse que a decisão “não é fácil”, criticando o comportamento do Irão: “Temos um país que está há 47 anos a rebentar com os braços e as pernas”.

    “Eles querem chegar a acordo, mas temos de fazer um acordo que tenha significado”, disse. “Preferia fazê-lo pela via pacífica. Mas eles são pessoas muito difíceis”.

  • Secretário-geral da ONU apela ao cessar-fogo imediato entre Paquistão e Afeganistão

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje à “cessação imediata das hostilidades” entre o Afeganistão e o Paquistão, depois deste país ter declarado “guerra aberta” ao seu vizinho após uma ofensiva afegã, anunciou o seu porta-voz.

    “O secretário-geral está muito preocupado com a escalada da violência entre o Afeganistão e o Paquistão, e com o impacto desta violência sobre a população civil”, disse Stéphane Dujarric à imprensa.

    O responsável máximo da ONU “apela a uma cessação imediata das hostilidades e repete o seu apelo às partes para resolverem os seus diferendos por meios diplomáticos”, acrescentou, mostrando-se particularmente preocupado com as consequências humanitárias no Afeganistão, onde cerca de 22 milhões de pessoas dependem da ajuda humanitária.

  • ONU confirma “incidente” num dos seus centros de acolhimento no Afeganistão

    As Nações Unidas confirmaram hoje um “incidente” num centro de acolhimento operado pela ONU no estratégico ponto de passagem fronteiriço de Torjam, no leste do Afeganistão, num momento de combates entre as forças daquele país e as do Paquistão.

    “Continuamos a instar todas as partes no conflito a cumprirem as suas obrigações nos termos do Direito Humanitário; em particular, a garantirem a proteção dos civis em todos os momentos, assim como a da infraestrutura civil”, afirmou o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, sobre o ponto de passagem, principal zona de trânsito de pessoas e comércio entre o Paquistão e o Afeganistão.

    Dujarric, que não deu mais detalhes sobre o incidente, indicou que “anos de conflito, pobreza e desastres naturais, como secas e terramotos” deixaram 22 milhões de pessoas, quase metade da população, do Afeganistão com necessidades humanitárias.

  • Supremo Tribunal de Israel suspende proibição de ONG de operar em Gaza e na Cisjordânia

    O Supremo Tribunal de Israel suspendeu hoje a proibição de 35 organizações não-governamentais (ONG) de trabalharem nos territórios palestinianos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, medida que devia entrar em vigor no próximo domingo.

    Sem se pronunciar sobre o mérito da disputa judicial entre as ONG e o Estado israelita, o tribunal proferiu uma decisão suspendendo provisoriamente a entrada em vigor da medida de proibição.

    O Supremo Tribunal foi acionado esta semana por um consórcio que representa várias das organizações, solicitando a suspensão da aplicação da medida enquanto se aguarda uma análise judicial completa.

  • EUA declaram Irão um "Estado patrocinador de detenções indevidas"

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que declarou “o Irão um Estado patrocinador de detenções indevidas”, aumentando ainda mais o clima de tensão entre os dois países.

    “Durante décadas, o regime iraniano deteve cruelmente cidadãos norte-americanos e de outras nações para usá-los como moeda de troca política. O Irão deve pôr fim a essa prática abominável e libertar imediatamente todos os norte-americanos detidos injustamente”, exigiu ainda na publicação feita na rede social X.

  • Irão disponível para "facilitar diálogo" entre Afeganistão e Paquistão

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, apelou ao Afeganistão e ao Paquistão para “resolverem as diferenças existentes num contexto de boa vizinhança e por via do diálogo”. “A República Islâmica do Irão está pronta para prestar toda a assistência necessária para facilitar o diálogo e fortalecer o entendimento e a cooperação entre os dois países”, escreveu Araghchi, numa mensagem partilhada nas suas redes sociais em que assinala que o diálogo é “apropriado” por ser o “mês sagrado do Ramadão”.

  • Alemanha desaconselha viagens para Israel e territórios palestinianos

    A Alemanha juntou-se à já longa lista de países que “desaconselham fortemenete” os seus cidadãos a viajar para Israel e para os territórios palestinianos, no contexto das tensões crescentes entre o Irão e os Estados Unidos, que pode resultar num ataque retaliatório contra Israel. No aviso “urgente”, o Ministério dos Negócios Estrangeiros relembra que Israel ainda está “formalmente em guerra” e alerta que os cidadãos alemães que ainda estejam na Faixa de Gaza ou na Cisjordânia a sair dos territórios.

  • Ataque russo na região de Sumy mata duas mulheres e faz um ferido grave

    Duas mulheres, de 72 e 67 anos, foram mortas num ataque aéreo russo contra a cidade de Shostka, na região de Sumy. Uma terceira mulher, de 60 anos, ficou ferida com gravidade e foi levada para o hospital. As três vítimas trabalhavam numa quinta, relatou o responsável pela administração regional militar, no Telegram.

  • Rubio ordena a embaixadores no Médio Oriente que não façam comentários públicos sobre tensões atuais

    O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio enviou um memorando a todos os embaixadores no Médio Oriente, dias depois de o embaixador em Israel, Mike Huckabee ter sido convidado no podcast do apresentador Tucker Carlson, onde disse que Israel tinha uma justificação bíblica para ocupar uma grande parte do Médio Oriente.

    “Tendo em conta as tensões crescentes na região, os chefes de missão e embaixadas devem evitar declarações públicas, entrevistas ou atividade nas redes sociais que possam inflamar audiências regionais, prejudicar questões políticas sensíveis ou complicar as relações dos EUA”, pode ler-se na mensagem, a que o The Guardian teve acesso, e onde não há qualquer referência direta a Huckabee.

  • Fico: "Fiquei com a clara impressão que o lado ucraniano não tem qualquer interesse em retomar a circulação de petréleo"

    O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, concluiu, depois da já noticiada conversa telefónica com Volodymyr Zelensky que “o lado ucraniano não tem qualquer interesse em retomar a circulação de petróleo no território ucraniano”. Num relato da chamada, publicado nas redes sociais, Fico afirma que informou o Presidente ucraniano sobre o entendimento com Viktor Orbán para inspecionar o oleoduto, que terá ficado destruído num ataque russo — algo que a Hungria e a Eslováquia questionam.

    “Informei o Presidente que a sua decisão de travar toda a circulação de petróleo está a causar-nos dificuldades logísticas e danos económicos”, escreveu. “Apesar de a nossa informação das secretas confirmar que o oleoduto não está danificado e nada previne a circulação, o Presidente ucraniano insistiu que reparar o oleoduto requer muito tempo”, continua.

    “Eu relembrei o Presidente ucraniano que o lado ucraniano não permitiu agora que o nosso embaixador em Kiev realize uma inspeção”, lê-se ainda na mensagem.

  • "A paz está ao nosso alcance": ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã reuniu-se com JD Vance

    Badr Albusaidi, ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, e JD Vance, vice-Presidente dos Estados Unidos, reuniram-se esta tarde, no âmbito das negociações de um acordo nuclear entre os Estados e o Irão, que estão a ser mediadas por Omã, para discutir os “progressos já alcançados”.

    “Estou agradecido pelo seu envolvimento e ansioso por mais e decisivos progressos nos próximos dias. A paz está ao nosso alcance”, escreveu na legenda de uma fotografia dos dois, partilhada nas redes sociais.

  • Polícia norueguesa detém adolescente suspeito de planear ataque a instalações da NATO

    A polícia da Noruega deteve um adolescente de 17 anos suspeito de planear um atentado com explosivos contra uma instalação da NATO no sudoeste do país, informou hoje a emissora NRK.

    Nascido e criado na Noruega, o suspeito teria sido visto na escola com uma bandeira do grupo terrorista Estado Islâmico, segundo a emissora nacional NRK.

    O suspeito foi colocado em prisão preventiva por duas semanas e rejeita as acusações, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o advogado do jovem, Knut Lerum.

  • Voos desta noite de Istambul para Teerão cancelados

    Três voos, da Turkish Airlines e de duas companhias aéreas iranianas, que fazem a ligação entre Istambul e Teerão foram cancelados esta noite, relata a Al Arabyia. Outros quatro voos programados para amanhã, sábado, também foram cancelados, mas outras seis ligações continuam agendadas.

  • Israel. Reino Unido retira pessoal diplomático de Telavive

    O Governo britânico determinou a retirada de parte do pessoal diplomático em Telavive, alegando a preocupação de que a situação possa “degradar-se rapidamente” após ameaças de ataques aéreos dos Estados Unidos no Irão, informou hoje a diplomacia de Londres.

    “Como medida de precaução, transferimos temporariamente parte da nossa equipa e as suas famílias de Telavive para outro local em Israel. A nossa embaixada continua a funcionar normalmente”, anunciou em comunicado.

    Segundo as autoridades britânicas, “a situação pode deteriorar-se rapidamente e apresenta riscos significativos”.

  • Trump: "Talvez tenhamos uma tomada de poder amigável em Cuba"

    Além do Irão, Donald Trump olhou ainda para Cuba, afirmando que Washington e Havana estão em contacto. “Eles não têm dinheiro, mas estão a falar connosco e talvez tenhamos uma tomada de poder amigável em Cuba”, anunciou. “Eu tenho ouvido falar sobre Cuba desde que era um miúdo pequeno, mas podemos [alcançar] algo muito positivo para as pessoas que foram expulsas ou pior e que vivem aqui”, continuou.

    Havana confirmou que os dois países têm estado em contacto, mas ainda não deu conta de qualquer negociação formal para alcançar um acordo económico com os Estados Unidos.

  • Trump diz que "não está feliz" com o Irão, mas ainda não tomou uma decisão sobre os passos seguintes

    O Presidente norte-americano reafirmou hoje o desejo de alcançar um acordo com o Irão, com o qual disse “não estar feliz”. Ainda assim, Donald Trump adiantou que Estados Unidos e Irão deverão continuar as negociações, em declarações aos jornalistas antes de viajar para o Texas, citadas pela Reuters.

    Questionado sobre a utilização de força militar contra o Irão, Trump respondeu que ainda não tomou decisão sobre se ou quando o vai fazer. “Eu não quero, mas às vezes é preciso”, rematou.

  • Suécia não acolhe armas nucleares em tempo de paz, diz primeiro-ministro sueco

    O primeiro-ministro sueco defendeu hoje que a presença de armas nucleares de dissuasão na Suécia em tempo de paz é contrária à doutrina definida por Estocolmo, embora tenha admitido que uma guerra possa alterar essa posição.

    “Temos uma doutrina clara na Suécia, segundo a qual não temos tropas estrangeiras estacionadas de forma permanente em solo sueco em tempo de paz”, respondeu Ulf Kristersson quando questionado sobre a possibilidade de acolher armas nucleares francesas na Suécia.

    Segundo Kristersson, “essa doutrina está em vigor”, pelo que a presença de armas nucleares francesas na Suécia “não é uma opção”.

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