Momentos-chave
- Cidadãos que não forem repatriados pelos seus países serão responsabilidade dos Países Baixos
- Passageiros a bordo do MV Hondius "não apresentam sintomas", diz operadora do cruzeiro
- “Se não houver novos casos a bordo, os passageiros serão transferidos para os seus países de origem”
- Ministra da Saúde reafirma que risco de transmissão é muito baixo em Portugal
- "Quero ser inequívoca: isto não é o SARS-CoV-2. Isto não é o início de uma pandemia de Covid", diz especialista da OMS
- "Isto não é Covid, nem gripe, propaga-se de forma muito diferente", diz Organização Mundial de Saúde
- Primeiro casal afetado terá viajado pela América do Sul numa viagem de observação de aves
- Diretor-geral da OMS agradece a Pedro Sánchez pela ajuda: "Estamos confiantes na capacidade de Espanha para gerir o risco"
- Embora seja um "incidente sério", a OMS reafirma "o risco público como baixo"
- Singapura isola dois residentes que estavam a bordo do cruzeiro
- Bruxelas volta a insistir: risco para os europeus é "baixo"
- 40 passageiros do navio desembarcaram em Santa Helena, após a morte do primeiro passageiro
- Presidente das Canárias volta a criticar decisão de levar navio para Tenerife: "Não sabemos o que vamos encontrar quando o navio chegar"
- Comissária de bordo neerlandesa internada com sintomas ligeiros
- Infetado com hantavírus transportado por avião das Canárias para os Países Baixos
- Navio evacuado na segunda-feira, diz Ministério do Interior espanhol
Histórico de atualizações
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Bom dia!
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O que aconteceu até agora
- A OMS anunciou que são cinco casos confirmados e três suspeitos da variante Andes do hantavírus no surto no navio de cruzeiro MV Hondius. O vírus geralmente é transmitido através do contacto com roedores infetados, mas, neste caso, a transmissão pessoa a pessoa pode ocorrer em contacto próximo e prolongado.
- Uma assistente de bordo da KLM foi internada nos Países Baixos com sintomas, depois de ter tido contacto, num avião da companhia aérea, com uma passageira do navio que posteriormente morreu vítima do vírus. As autoridades neerlandesas confirmaram que três pessoas que estavam no avião apresentaram sintomas e foram testadas para o hantavírus, sendo que dois resultados foram negativos e um está sob análise.
- A OMS e as autoridades de saúde de diversos países, incluindo Espanha, têm trabalhado em conjunto para gerir a situação a bordo do MV Hondius, que se dirige para as Ilhas Canárias. As autoridades espanholas preparam-se para evacuar os passageiros, garantindo que todos os protocolos sanitários sejam cumpridos.
- Vários países têm cidadãos em isolamento preventivo após contacto com o navio afetado. Nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Singapura, pessoas que tiveram possível exposição estão em isolamento e a ser monitorizadas. Singapura, por exemplo, isolou dois homens que aguardam os resultados do teste ao hantavírus.
- A Comissária de Saúde Pública de Espanha, Monica García, destacou que as infeções a bordo do navio podem ter ocorrido devido a uma atividade específica realizada junto dos passageiros antes dos sintomas aparecerem. As condições confinadas do navio contribuíram para um ambiente de exposição diferente do habitual em terra, mas as probabilidades de uma transmissão pessoa a pessoa são consideradas baixas.
Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.
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Duas pessoas que tiveram contacto com infetada em avião testaram negativo
O Ministério da Saúde dos Países Baixos informou esta tarde, através de comunicado, que há três pessoas no país com sintomas que foram testadas para a variante Andes do hantavírus. “Dois resultados foram negativos. O terceiro teste ainda está a ser analisado. Esses três indivíduos desenvolveram sintomas após terem tido contacto a bordo de um avião com uma pessoa infetada com o vírus Andes”, informou o ministério.
Na passada quarta-feira a KLM comunicou que uma das passageiras do MV Hondius que morreu com hantavírus foi impedida de voar de Joanesburgo para Amsterdão por estar muito doente — entretanto, teve contacto com os passageiros do voo, que estão a ser monitorizados pelas autoridades neerlandesas. Uma assistente de bordo da companhia aérea foi internada com sintomas esta quinta-feira.
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Infeções terão ocorrido "durante atividade específica" que passageiros realizaram juntos "antes do aparecimento dos sintomas"
Algumas das infeções por hantavírus no MV Hondius poderão ter ocorrido depois de “uma atividade específica” que os passageiros realizaram juntos antes do aparecimento dos sintomas, revelou a ministra da Saúde espanhola, Mónica García, numa publicação no X.
A ministra respondeu a uma pergunta de um usuário, que questionou o motivo das autoridades afirmarem que não há risco de pandemia mas, mesmo assim, oito pessoas terem sido infetadas num universo de 152 pessoas.
“Isso ocorre porque essas 152 pessoas estavam a viver juntas há semanas num espaço confinado e limitado, como as cabines e áreas comuns de um navio, onde as condições de exposição são muito diferentes daquelas do cotidiano em terra”, começa por escrever a ministra espanhola. “Além disso, tudo indica que algumas das infeções ocorreram durante uma atividade específica que realizaram juntas antes do aparecimento dos sintomas, onde provavelmente houve exposição ao vírus.”
Mónica García conclui: “Especialistas falam em “baixo risco” porque a transmissão de pessoa para pessoa desse tipo de hantavírus não é fácil. Os casos documentados de contágio interpessoal ocorrem em contextos de contacto muito próximo, prolongado e contínuo ao longo de dias, como pode acontecer em um navio durante semanas.”
Porque esas 152 personas llevaban semanas conviviendo en un espacio cerrado y reducido como son los camarotes y zonas comunes de un barco, donde las condiciones de exposición son muy distintas a las de la vida cotidiana en tierra firme.
Además, todo apunta a que algunos de los… https://t.co/u5wKhaV8oM
— Mónica García (@Monica_Garcia_G) May 7, 2026
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"Não existe qualquer cidadão" português a ser repatriado do MV Hondius, afirma Diretora-geral da Saúde
Rita Sá Machado disse ainda que não há cidadãos portugueses a serem repatriados do MV Hondius no próximo fim de semana. “Existe um cidadão português a bordo e que vive fora de Portugal”, destacou a Diretora-geral da Saúde, afirmando que, até o momento, não há indicação de que este deseje regressar a Portugal.
Ainda na entrevista à CNN, Rita Sá Machado reforçou a importância do país estar preparado para uma pandemia, apesar de destacar sempre que o cenário não está em cima da mesa. “Sempre que exista um alerta internacional, qualquer que seja a doença, nós vamos em conjunto com os nossos parceiros, nos preparando e também formando o nosso próprio plano de preparação”, esclarece a Diretora-geral da Saúde. “Quase diariamente temos reuniões com autoridades de saúde europeias”, diz ainda Rita Sá Machado, que reafirma: “Estamos a trabalhar no caso eventual de haver algum tipo de necessidade para o nosso país.”
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Caso de assistente de bordo da KLM "por enquanto não muda nada", diz Diretora-geral da Saúde
Ao comentar o caso da assistente de bordo da KLM que foi internada em Amsterdão com sintomas da doença depois de ter estado em contacto com uma das passageiras do cruzeiro que morreu em decorrência do hantavírus, Rita Sá Machado diz que o caso, “por enquanto, não muda nada”.
“Não se sabe se é um contacto leve. Muitas destas viagens, aquilo que é o nosso conhecimento, é que tem de ser um contacto de proximidade, de menos de dois metros, um contacto próximo”, destaca a Diretora-geral da Saúde. “Por enquanto não muda nada, porque não há alguma informação que foi um contacto leve ou até que é um caso.”
Entretanto, Rita Sá Machado reforça que “qualquer caso suspeito tem de ser levado como se fosse um caso confirmado, até dizermos: é caso ou não é caso”, destacando ainda que “não há motivos para alarde.”
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"A questão de contágio generalizado não está neste momento em cima da mesa", diz Diretora-geral da Saúde
Em entrevista à CNN, a Diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, disse que não há motivo para alarde e que o risco é baixo em Portugal, apesar de considerar que esta é uma “situação dinâmica”.
Ao falar sobre os casos confirmados no cruzeiro, destacou que quatro foram confirmados laboratoriamente como o vírus dos Andes, “o único que tem transmissão de pessoa a pessoa, mas pode não ser a sua principal forma de transmissão. Apesar de ser possível, não quer dizer que é a forma mais frequente de acontecer.” Para a Diretora-geral da Saúde, estas são peças que permitem às autoridades de saúde internacionais “manter para a Europa e para Portugal em específico o risco muito baixo.”
Questionada sobre o potencial de uma pandemia de hantavírus, Rita Sá Machado diz que esta possibilidade está fora de questão, pelo menos para já. “A questão de contágio generalizado não está neste momento em cima da mesa. Claro que é sempre uma situação dinâmica, como a senhora ministra também referiu. É algo que vamos recebendo informação quase de hora em hora”, destacou, afirmando que “se houver alguma informação que possa de alguma forma alterar todas estas questões claro que nós informaremos os nossos cidadãos.”
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Passageiros do MV Hondius em isolamento em pelo menos quatro países
Além dos casos confirmados de hantavírus que estão hospitalizados — um na África do Sul, dois nos Países Baixos e um na Suíça — há pelo menos 10 pessoas em autoisolamento em quatro países, o Reino Unido, os Estados Unidos da América, o Canadá e Singapura.
De acordo com a CNN, no Reino Unido a Agência de Segurança da Saúde informou que dois cidadãos britânicos que deixaram o navio em Santa Helena a 24 de abril estão em isolamento domiciliar por precaução, após uma possível exposição. A agência disse ter conhecimento de outros cinco cidadãos britânicos que desembarcaram do navio naquele dia, incluindo quatro que ainda estarão na ilha de Santa Helena. Uma sétima pessoa tem o paradeiro incerto e ainda não regressou ao Reino Unido, informou a agência.
As autoridades de saúde nos EUA disseram que estão a monitorizar três pessoas que desembarcaram do cruzeiro e regressaram ao país. Autoridades da Geórgia disseram que dois residentes estão em observação e não apresentaram sintomas, enquanto as autoridades de saúde do Arizona disseram que um indivíduo também está assintomático. O MedPageToday informou que outros passageiros americanos regressaram ao Texas e à Virgínia.
Dois residentes de Singapura – ambos homens na faixa dos 60 anos – estão em autoisolamento e a ser testados para o hantavírus, informou a Agência de Doenças Transmissíveis do país na quinta-feira. Um dos homens “tem coriza, mas está bem”, disse a agência, enquanto o outro é assintomático.
Três pessoas no Canadá estão em autoisolamento, incluindo duas pessoas em Ontário e uma em Quebec, disseram autoridades governamentais na quinta-feira. Uma dessas pessoas não estava no cruzeiro, mas estava no mesmo voo de volta para casa que dois canadianos que estavam a bordo do navio.
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Hantavírus: EUA vão enviar avião às Canárias para repatriar 17 norte-americanos
Os Estados Unidos vão enviar um avião às Canárias para repatriar 17 norte-americanos que estão no navio com casos de hantavírus, onde há mais de 140 pessoas de 23 nacionalidades, disse hoje o Governo de Espanha.
Até agora, os EUA são o único país que já informou como pretende fazer o repatriamento dos respetivos cidadãos que viajam no navio de cruzeiro “MV Hondius”, que chegará ao arquipélago espanhol das Canárias, previsivelmente, no domingo, explicou a secretária-geral da Proteção Civil de Espanha, Virginia Barcones, numa conferência de imprensa em Madrid.
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Ministério da Saúde israelita diz que não há nenhum caso de hantavírus no país
O Ministério da Saúde israelita diz que não há nenhum caso de hantavírus diagnosticado em Israel, avança o Times of Israel. A confirmação vem depois de notícias serem divulgadas sobre um homem que regressou a Israel de uma viagem à Europa com o vírus.
O caso, publicado pelo Jerusalém Post, não terá relação com o cruzeiro MV Hondius. Trata-se de um homem que terá regressado em dezembro de 2025 depois de uma viagem pela Europa. O israelita terá estado vários meses a viajar pelo leste europeu, onde terá contraído uma variante europeia da doença — que não se transmite de pessoa para pessoa.
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Segundo doente proveniente do cruzeiro “MV Hondius” testou positivo nos Países Baixos
Um segundo doente do navio de cruzeiro “MV Hondius”, que desencadeou um alerta sanitário internacional devido a um raro surto de hantavírus, testou positivo para a doença, anunciou hoje o hospital neerlandês onde está internado.
“Está agora confirmado que o doente hospitalizado tem hantavírus. O doente foi informado disso e deu o seu consentimento para que a informação fosse divulgada”, indicou o hospital LUMC de Leiden, que admitiu na quarta-feira à noite o doente no seu serviço de doenças infecciosas graves.
O hospital Radbud de Nimègue tinha confirmado horas antes que um doente procedente do navio de cruzeiro tinha testado positivo.
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Cidadãos que não forem repatriados pelos seus países serão responsabilidade dos Países Baixos
Ainda na conferência de imprensa das autoridades sanitárias espanholas desta tarde, a Secretária-Geral de Proteção Civil e Emergências, Virginia Barcones, explicou que se os países não enviarem aviões para buscar os seus cidadãos, a responsabilidade será dos Países Baixos. “Os Países Baixos são responsáveis perante o direito do mar e, desde o início, assumiram esse papel. Mas a Comissão Europeia está empenhada em garantir que tudo esteja em ordem quando o navio chegar”, disse.
La secretaria general de @proteccioncivil, Virginia Barcones, sobre la evacuación del MV Hondius:
????️ "El pasaje y la tripulación del crucero estarán aislados, sin contacto con la población canaria. No va a existir ninguna posibilidad de contagio". pic.twitter.com/gGijrhxbVs
— Ministerio del Interior (@interiorgob) May 7, 2026
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Passageiros a bordo do MV Hondius "não apresentam sintomas", diz operadora do cruzeiro
De acordo com a Oceanwide Expeditions, a operadora do cruzeiro MV Hondius, em declarações à BBC, os passageiros a bordo do navio “não apresentam sintomas do vírus”.
Na passada quarta-feira três pessoas com sintomas foram retiradas da embarcação: um cidadão britânico, outro cidadão neerlandês e uma cidadã alemã, que estão a receber atendimento médico.
O navio está agora a caminho do porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A previsão é de que chegue nas primeiras horas de domingo, e deve ancorar ao largo do porto para que as autoridades espanholas procedam com uma verificação a bordo antes de autorizar o desembarque.
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“Se não houver novos casos a bordo, os passageiros serão transferidos para os seus países de origem”
Numa conferência de imprensa esta tarde, o Diretor-Geral de Saúde Pública de Espanha, Pedro Gullón, detalhou os procedimentos que se seguem assim que o navio MV Hondius chegar às Ilhas Canárias. Primeiramente, o navio e as condições dos passageiros serão inspecionados para verificar a existência de novos casos desconhecidos pelas autoridades. “Se não houver novos casos a bordo, os passageiros serão transferidos para os seus países de origem”, explica Gullón, citado pelo El País.
“Não deixarão o navio até que o avião que os levará para seus países de origem esteja pronto. O deslocamento por terra será supervisionado em todos os momentos pelo Governo Espanhol”, acrescentou a Secretária-Geral de Proteção Civil e Emergências, Virginia Barcones.
Os 14 cidadãos espanhóis à bordo serão transferidos para Madrid, onde ficarão em quarentena no Hospital Gómez Ulla. De acordo com uma publicação no X da ministra da Saúde espanhola, Mónica García Gómez, os espanhóis “estão bem e desejosos de regressar a Espanha”.
Estamos en comunicación permanente con los pasajeros españoles del barco.
Nos trasladan que se encuentran bien y que tienen ganas de volver a España.
Nosotros también tenemos ganas de que vuelvan y trabajamos para que así sea, con el mejor seguimiento epidemiológico y todas las…
— Mónica García (@Monica_Garcia_G) May 7, 2026
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MV Hondius vai ancorar ao largo do porto de Granadilla, em Tenerife, no domingo
O navio MV Hondius deve ancorar ao largo do porto de Granadilla, em Tenerife, no próximo domingo, avança o The Guardian, ao invés de atracar no porto, como anteriormente estava a ser avaliado. Os países da União Europeia devem começar a retirar os seus cidadãos no dia seguinte.
De acordo com a ministra da Saúde espanhola, Mónica García Gómez, “os passageiros serão avaliados a bordo do navio e só desembarcarão para transferência ou repatriação com equipamento de proteção, acompanhados por um profissional de saúde específico e sem contacto com a população”.
O presidente regional das Canárias, Fernando Clavijo, considera a solução uma vitória, conforme assinalou nas redes sociais. “A colaboração só pode acontecer com informação, precisão e respeito pelas Ilhas Canárias. Hoje reiterei ao Estado a nossa oposição à atracação do navio de cruzeiro nas Ilhas Canárias. Conseguimos que o governo nacional aceitasse a proposta apresentada pelas ilhas para que o navio não atracasse em nenhuma circunstância e permanecesse ancorado até que os passageiros desembarcassem, garantindo todas as medidas de segurança para a população das Ilhas Canárias e para os passageiros a bordo.”.
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Primeiro caso suspeito teve sintomas a 6 de abril. Oitavo caso é homem que desembarcou em Santa Helena
Durante a conferência de imprensa desta tarde, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez uma linha do tempo de todos os oito casos (cinco confirmados e três suspeitos) de hantavírus associados ao surto no cruzeiro MV Hondius.
1: O primeiro caso envolveu um homem que começou a apresentar sintomas a 6 de abril e morreu a bordo do navio a 11 de abril. Na altura o hantavírus não era uma suspeita, pelo que não foram colhidas amostras para a realização de testes. O corpo seguiu dentro do navio por duas semanas, até este atracar na Ilha de Santa Helena, a 21 de abril.
2: A 25 de abril a sua mulher viajou para a África do Sul para acompanhar a repatriação do corpo do marido. A intenção era seguir viagem para os Países Baixos, mas durante o voo a mulher começou a se sentir mal e desmaiou no aeroporto de Joanesburgo — foi levada a um centro médico, onde morreu no dia seguinte. O caso foi confirmado como hantavírus.
3: Um homem procurou atendimento médico dentro do navio a 24 de abril e foi retirado da embarcação no dia seguinte, na Ilha de Ascensão, outra ilha britânica no Atlântico Sul. Está atualmente internado na unidade de terapia intensiva na África do Sul, e é outro dos casos confirmados de hantavírus.
4: Outra mulher, que é considerado o quarto caso, começou a apresentar sintomas no navio a 28 de abril e morreu a 2 de maio. O seu caso é tratado como suspeito.
5, 6 e 7: A evacuação de outros três passageiros, o quinto, sexto e sétimo casos, foi coordenada de Cabo Verde para os Países Baixos. Dois deles estão em condição estável num hospital neerlandês, enquanto o terceiro é assintomático e está na Alemanha. De acordo com o El País, dois internados nos Países Baixos testaram positivo para o hantavírus.
8: O oitavo caso é um homem que desembarcou em Santa Helena junto com os 40 passageiros que deixaram o navio a 24 de abril. Após ser contatado pela companhia de navegação, o homem foi a um hospital em Zurique com sintomas, onde a infeção foi confirmada ontem.
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Alta taxa de mortalidade associada ao hantavírus foi observada em outros surtos
De acordo com a especialista em saúde pública da OMS Anaïs Legand, que fala na conferência de imprensa desta tarde, em surtos anteriores de hantavírus foram observadas altas taxas de mortalidade, pelo que considera importante o cuidado intenso e antecipado para resolver o problema o mais cedo possível.
“É muito importante que todos os doentes sejam admitidos num espaço seguro e adequadamente equipado, com uma equipa treinada, para assegurar que possam receber o nível de cuidado que precisam, no caso de apresentarem sintomas severos e o seu estado de saúde deteriorar-se”, diz a especialista, citada pelo The Guardian.
Contudo, outra especialista da OMS, Maria Van Kerkhove, voltou a reforçar que “o risco para o público em geral é baixo”.
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OMS: “Este não é um vírus muito comum”
Os especialistas da OMS estão agora a ser questionados sobre quanto tempo vai demorar a realização de um teste para o novo hantavírus. Os países envolvidos estão a intensificar os esforços para “garantir a disponibilidade dos reagentes adequados”, mas salientam que “este não é um vírus muito comum”.
No entanto, com os reagentes disponíveis, o teste PCR pode ser realizado “numa questão de horas”. “Posso garantir-vos que todos os envolvidos neste processo estão igualmente ansiosos por realizar os testes o mais rapidamente possível, desde que disponham dos materiais adequados”, acrescentam.
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Ministra da Saúde reafirma que risco de transmissão é muito baixo em Portugal
A ministra da Saúde reafirmou hoje que o risco de transmissão do hantavírus é muito baixo para os residentes em Portugal, garantindo que as autoridades estão a acompanhar a evolução do surto hora a hora.
“Estamos a receber informação hora a hora, mas neste momento a Direção-Geral da Saúde (DGS) avalia o risco para residentes em Portugal como muito baixo, não se esperando qualquer transmissão generalizada”, afirmou Ana Paula Martins, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.
Segundo a ministra, Portugal está a acompanhar a situação do surto do navio de cruzeiro, que já provocou três mortes, através da DGS, que é a autoridade de saúde nacional, mas também das autoridades internacionais sanitárias.
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"Quero ser inequívoca: isto não é o SARS-CoV-2. Isto não é o início de uma pandemia de Covid", diz especialista da OMS
Questionado sobre se a situação deve ser classificada como epidemia ou pandemia, Abdirahman Sheikh Mahamud, da OMS, afirma que, neste momento, estamos a falar de “um surto num espaço confinado com contacto próximo”.
Afirma que as medidas de saúde pública podem quebrar a cadeia de transmissão e que “isto não tem de ser uma grande epidemia”, insistindo nas diferenças em relação à Covid-19.
“Isto não é o SARS-CoV-2”, tranquiliza Maria Van Kerkhove. “Isto não é coronavírus. Trata-se de um vírus muito diferente. Conhecemos este vírus; os hantavírus já existem há bastante tempo. … Mas quero ser inequívoca: isto não é o SARS-CoV-2; isto não é o início de uma pandemia de Covid.”
“Compreendemos perfeitamente por que razão estas perguntas estão a surgir, … mas esta não é a mesma situação em que nos encontrávamos há seis anos”, reforça. “Não se propaga da mesma forma que o coronavírus. É muito diferente. É aquele contacto próximo e íntimo que temos observado. E a maioria dos hantavírus não se transmite entre pessoas de todo.»