Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Encerramos aqui este liveblog atualizado para acompanhar as notícias sobre a guerra no Médio Oriente.

    Pode acompanhar neste outro liveblog, agora aberto, as novidades desta terça-feira do conflito que se estende a mais países.

    Israel lança novos ataques a Teerão e Beirute enquanto Trump avisa que vai responder ataque à embaixada em Riade

  • EUA vão responder ao ataque à embaixada em Riade: "Em breve saberão como", ameaça Trump

    Não disse como nem quando mas uma coisa é certa: os Estados Unidos vão retaliar ao ataque iraniano à sua embaixada em Riade e às seis mortes de militares no Kuwait, garantiu Trump há menos de uma hora.

    O Presidente norte-americano disse ao canal NewsNation que “em breve saberão qual será a resposta” numa curtíssima conversa telefónica com uma jornalista da estação. Kellie Meyer adiantou, numa publicação no X, que Donald Trump também lhe disse “que não considera que será necessário pôr tropas no terreno”.

    Uma resposta semelhante foi a que a jornalista recebeu quando lhe perguntou quem é que está no controlo neste momento no Irão: “Saberá muito em breve”, disse-lhe Trump.

    A embaixada dos EUA em Riade foi atingida nesta noite por dois drones, que causaram um incêndio e alguns danos materiais, confirmou o Ministério da Defesa saudita numa publicação no X.

  • Ministério de Defesa do Qatar publica "resumo" dos ataques no Irão

    No seu perfil na rede social X, o Ministério de Defesa do Qatar partilhou um resumo dos ataques desde o início da “agressão iraniana”, que afirma estar a responder “com firmeza as forças externas”.

    Foram detetados 3 mísseis de cruzeiro (todos abatidos), 101 mísseis balísticos (98 abatidos), 39 drones (24 abatidos) e duas aeronaves SU-24, que foram também intercetadas.

  • Embaixada dos EUA em Ríade terá sido atingida por dois drones

    A embaixada norte-americana em Ríade, na Arábia Saudita, terá sido atingida por dois drones iranianos.

    A informação foi avançada à CNN por duas fontes.

    Não há relatos de vítimas para já.

  • Incêndio deflagra na embaixada dos EUA na Arábia Saudita depois de ser ouvida explosão

    Um incêndio deflagrou na embaixada dos EUA na capital saudita, Riade, após ter sido ouvida uma explosão, avança a Reuters, que cita duas fontes.

    Uma testemunha que não quis ser identificada deu mais pormenores à AFP: “Ouvi duas explosões, seguidas de fumo a erguer-se sobre o bairro.”

  • Seis soldados americanos que morreram foram atingidos em ataque a centro de operações no Kuwait

    A CNN avançou detalhes sobre a morte dos seis soldados norte-americanos que morreram no domingo.

    Os militares foram atingidos num ataque a um centro de operações improvisado no porto Shuaba, no Kuwait.

    No domingo foi anunciada a morte de três soldados. Esta segunda-feira o número subiu para seis, depois de terem sido encontrados os restos mortais dos restantes.

  • Exército israelita prolonga até sábado medidas de segurança em todo o país

    O Exército israelita prolongou até sábado as medidas de segurança em todo o país, que proíbem aglomerações, atividades educativas e o trabalho presencial, exceto em setores essenciais.

    A unidade das Forças Armadas de Israel responsável pela proteção da população civil em emergências divulgou hoje em comunicado que prolongou até às 20h00 de sábado (18h00 em Lisboa) as diretrizes impostas à população ao abrigo do estado de emergência declarado pelo Governo israelita até essa data.

  • EUA para cidadãos norte-americanos no Médio Oriente: "SAIAM JÁ"

    O Departamento de Estado norte-americano publicou uma mensagem no X onde apela a todos os seus cidadãos que vivem no Médio Oriente que “SAIAM JÁ” por “riscos sérios de segurança”.

    A mensagem dirige-se a todos os cidadãos que estão no Bahrain, Egito, Irão, Iraque, Israel, Cisjordânia e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iémen.

  • Israel diz ter destruído a sede da emissora estatal iraniana

    O exército israelita acaba de anunciar que destruiu o “centro de media e propaganda afiliado ao regime terrorista iraniano”, ou seja, a sede da emissora estatal iraniana IRIB.

    “O Exército de Defesa acaba de lançar novos ataques aéreos, com orientação precisa da Diretoria de Inteligência, visando alvos afiliados ao regime terrorista iraniano”, escreve Avichay Adraee, porta-voz do exército de Israel na rede social X.

    “Há instantes, aeronaves da Força Aérea lançaram dezenas de munições e destruíram o centro”, afirma Adraee, garantindo que as forças do regime iraniano “têm usado o centro para promover operações militares sob a cobertura de media e instalações civis, além das atividades rotineiras de propaganda realizadas no seu interior”.

    “O exército de Defesa continuará a alvejar a infraestrutura do regime iraniano em Teerão”, garante-se ainda no post do porta-voz nas redes sociais.

  • Guterres pede reabertura das passagens de fronteira para Gaza

    O secretário-geral da ONU pediu esta segunda-feira a reabertura “o mais rápido possível” dos pontos de passagem para Gaza, após o bloqueio israelita anunciado no sábado, que já está a ter “impacto humanitário”, afirmou o porta-voz de António Guterres.

    “Dada a capacidade de armazenamento limitada e a destruição em toda esta zona de guerra, nós e os nossos parceiros estamos a trabalhar arduamente para manter um fluxo de abastecimento sustentável e previsível, apesar das restrições, mas isso não pode continuar com um bloqueio total. É imperativo que todos os pontos de passagem sejam reabertos o mais rapidamente possível”, instou Stéphane Dujarric, em declarações à imprensa.

    No sábado, Israel anunciou, como medida de segurança, o encerramento dos pontos de passagem para Gaza, incluindo a passagem de Rafah entre o Egito e o território palestiniano, após o início dos ataques americanos e israelitas contra o Irão, seguido por represálias iranianas.

    O COGAT, órgão do exército israelita responsável por assuntos civis nos territórios palestinianos, declarou esta segunda-feira que reabrirá as passagens para a Faixa de Gaza, fechadas desde sábado, “quando a situação de segurança permitir”, argumentando que a guerra com o Irão coloca em risco a vida do pessoal que administra os pontos de acesso.

  • EUA atingem mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito com o Irão

    Os Estados Unidos atingiram mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito com o Irão, divulgou hoje o Exército norte-americano.

    Mais de mil alvos já tinham sido atingidos no primeiro dia da operação militar, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine.

    Os alvos incluem centros de comando e controlo, instalações de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como instalações de mísseis antinavio, de acordo com dados divulgados pelo Comando Central dos EUA (Centcom).

  • Seis militares dos EUA mortos na ofensiva contra o Irão

    O Exército norte-americano elevou hoje para seis o número de militares mortos na ofensiva em curso contra o Irão, após confirmar a morte de mais dois efetivos dados como desaparecidos.

    Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que “as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos numa instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região”.

    O Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano) tinha confirmado no domingo a morte de três militares e já hoje o CENTCOM indicou que um quarto militar, gravemente ferido durante os ataques iniciais iranianos, acabou por sucumbir aos ferimentos.

  • Agência Portuguesa do Ambiente acompanha situação de segurança nuclear na região

    A Agência Portuguesa do Ambiente anunciou hoje estar a acompanhar a situação da segurança das instalações nucleares no Médio Oriente devido ao conflito na região e disse manter uma monitorização contínua dos níveis de radioatividade no território nacional.

    Enquanto autoridade competente para a segurança nuclear e a proteção radiológica e face às preocupações manifestadas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) quanto à proteção das instalações nucleares no Médio Oriente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse acompanhar “a evolução da situação através dos mecanismos internacionais de cooperação nestas matérias”.

    Em comunicado, a agência lembrou que mantém operacionais mecanismos permanentes de vigilância, designadamente a Rede de Alerta de Radioatividade no Ambiente (RADNET), assegurando a monitorização contínua dos níveis de radioatividade no território nacional.

    “Esta rede está operacional e é acompanhada de forma permanente” e permite a “deteção precoce de eventuais alterações radiológicas, assegurando a vigilância permanente do território nacional e apoiando a avaliação rápida de situações com potencial impacto radiológico, independentemente da sua origem, nacional ou internacional”, assegurou a APA.

  • Paulo Rangel: Portugal deu "autorização condicional" aos Estados Unidos para usar as Lajes

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esclareceu em entrevista à CNN em que condições foi autorizada a passagem de aeronaves norte-americanas pela base das Lajes.

    Rangel explica que essa autorização só foi dada no sábado, quando o primeiro ataque já tinha ocorrido, o que significa que nenhum dos aviões usados nessa operação terá passado pelas Lajes. “Não houve nenhum meio que a partir dos Açores fosse utilizado em qualquer ataque até então”, garantiu, por não ter sido dada a autorização até então.

    A “autorização condicional” imposta pelo Governo português inclui três obrigações:

    • A base só pode ser utilizada em caso de resposta, ou seja, de retaliação a um ataque iraniano;
    • O ataque tem de obedecer aos princípios da necessidade e proporcionalidade;
    • Os alvos da operação têm de ser apenas de natureza militar.

    “Os EUA naturalmente comprometem-se a cumprir essas condições”, assegura o ministro.

    Paulo Rangel anunciou ainda que, quando surgiu o pedido de autorização dos norte-americanos, o Governo informou o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente-eleito António José Seguro e três líderes de partidos da oposição — o ministro não especificou quais —, para transmitir a resposta que tencionava dar. “Feita esta consulta, tomámos a decisão já no sábado, já estava o ataque feito”.

  • Marco Rubio diz que mudança de regime não é o objetivo principal dos EUA

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, clarificou que a operação militar que está a decorrer no Médio Oriente tem como objetivo a destruição “dos mísseis balísticos de curto alcance do Irão e a ameaça da sua Marinha” e não a mudança do regime — no entanto, se o povo iraniano se mobilizar nessa direção, Rubio diz que os EUA receberão isso de braços abertos.

    Em concreto, o secretário de Estado defende que o Irão estava a usar o seu armamento tradicional como “escudo” do programa nuclear. “Vai chegar a uma altura que eles têm tanto armamento convencional que ninguém pode fazer nada sobre o seu programa nuclear. Estavam a fazer isso, a tentar colocar-se numa posição de imunidade”, diz.

    Questionado sobre se está em curso uma mudança de regime, Rubio sublinha que “não é esse o objetivo”. “Esperamos que o povo iraniano possa derrubar este Governo e estabelecer um novo futuro”, afirma. “Adorávamos ter um Irão que não fosse liderado por clérigos xiitas radicais, mas o objetivo desta missão é destruir a sua capacidade de mísseis balísticos e da Marinha.”

    Quanto à decisão de atacar neste momento, Rubio anuncia que foi uma antecipação. “Sabíamos que ia haver um ataque israelita, que isso ia precipitar um ataque [do Irão] contra forças americanas e que se não agíssemos preventivamente íamos sofrer mais baixas”, explica. No entanto, diz que a operação “tinha de acontecer de qualquer maneira”, “mais cedo ou mais tarde”.

    Quanto à possibilidade de enviar soldados para solo iraniano, Rubio afastou para já essa hipótese, mas remeteu para o Presidente a decisão final. Prometeu que a operação ainda se vai intensificar — “a próxima fase vai ser ainda pior para o Irão” — e não se comprometeu com qualquer prazo para o fim da operação.

  • Conflito no Golfo pode ter "outros impactos a prazo" para além dos preços. Galp está em contacto com o Governo e prepara cenários

    Galp Energia espera pelos próximos dias para perceber impacto da crise no Golfo. Estão em contacto com o Governo e a preparar cenários. E admitem efeitos a prazo, para lá da subida dos preços.

    Conflito no Golfo pode ter “outros impactos a prazo” para além dos preços. Galp está em contacto com o Governo e prepara cenários

  • Ataque, retaliação e contágio. O que está em risco no Estreito de Ormuz e quem é mais afetado em 11 respostas

    O Estreito de Ormuz, controlado pelo Irão, é estratégico, mas está bloqueado. A Ásia pode ser a mais afetada no acesso ao gás e petróleo, mas a Europa não escapa a preços mais caros.

    Ataque, retaliação e contágio. O que está em risco no Estreito de Ormuz e quem é mais afetado em 11 respostas

  • Congresso norte-americano prepara-se para votar limites de Trump

    O Congresso dos Estados Unidos prepara-se para votar esta semana iniciativas que visam limitar os poderes na guerra contra o Irão do Presidente norte-americano, Donald Trump, cujo Partido Republicano detém maioria nas duas câmaras parlamentares.

    Perante um Presidente que expandiu o controlo do poder executivo sobre o legislativo desde o seu regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, alguns membros do Congresso insistem em reafirmar a autoridade dos representantes eleitos do único órgão autorizado pela Constituição a declarar guerra.

    “Trump lançou uma guerra desnecessária, insensata e ilegal contra o Irão”, defendeu o senador democrata Tim Kaine na rede social X logo após o início do conflito, desencadeado no sábado com bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel.

  • Irão fecha Estreito de Ormuz e ameaça bombardear navios que passem por ali

    O Irão acabou de anunciar que o Estreito de Ormuz está oficialmente encerrado.

    De acordo com a agência Reuters, o Governo anunciou que irá bombardear qualquer navio que tente passar.

  • “Não sabemos os objetivos reais desta guerra”

    Liliana Reis afirma que ainda é incerto se a ofensiva visa apenas neutralizar a ameaça iraniana ou mudar o regime. Ainda acrescenta que um conflito prolongado e mais alargado não deve ser excluído. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Não sabemos os objetivos reais desta guerra”

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