Momentos-chave
- Ministro da Defesa ordena a forças israelitas que alarguem novamente a ofensiva em Gaza
- Colono israelita mata jovem de 14 anos e fere outros dois na Cisjordânia
- Universidade de Haifa cancela transmissão de “No Other Land”, Óscar de Melhor Documentário
- Telavive não acredita que Trump vá pressionar Netanyahu a terminar a ofensiva em Gaza
- Israeel interceta 5 de 10 rockets lançados pelo Hamas a partir de Gaza
- Netanyahu e Trump reúnem-se na Casa Branca amanhã à tarde
- Ataque israelita em Tuffah terá feito 11 mortos, nove dos quais serão crianças
- Ministro da Defesa apresenta provas de ligação do Hamas ao Irão no ataque de 7 de outubro
- Faixa de Gaza. Israel acusado de destruir 90% das casas em Rafah
- Mais de 600 mil crianças em Gaza arriscam deficiência crónica devido a bloqueio israelita
- Mais de 16 mil soldados israelitas feridos e cerca de 7.300 com traumas desde 7 de outubro de 2023
- Deputadas britânicas confessam estupefação pela recusa da sua entrada em Israel
- Chefe de divisão de terrorismo judaico do Shin Bet suspende funções após críticas a colonos radicais
- IDF eliminam dois membros do Hezbollah em ataque aéreo no sul do Líbano
- Exército israelita assume erros nos relatos das tropas envolvidas no ataque a ambulâncias que fez 15 mortos
- Ataques israelitas fazem quase meia centena de mortos em Gaza nas últimas 24 horas
- Milhão de crianças sem ajuda em Gaza há mais de um mês, diz a UNICEF
- Houthis dizem que ataques aéreos dos EUA causam dois mortos
Histórico de atualizações
-
O que aconteceu até agora:
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou o alargamento da ofensiva das forças israelitas na Faixa de Gaza em resposta aos lançamentos de rockets pelo Hamas, que atingiram a cidade de Ashkelon, ferindo três pessoas. Katz justificou a operação afirmando que, por cada ferimento causado pelo Hamas, este grupo deve pagar um preço elevado. Os ataques israelitas de hoje resultaram na morte de 43 palestinianos no enclave.
- Israel e os Estados Unidos continuam a manter uma posição agressiva no Médio Oriente. Israel intensificou as suas operações na Faixa de Gaza, controlando agora 40% do enclave. Paralelamente, os EUA realizaram mais de 200 ataques aéreos contra os houthis no Iémen, em resposta aos ataques contra navios no Médio Oriente, provocando a morte de pelo menos 69 pessoas.
- A Universidade de Haifa, em Israel, cancelou a exibição do filme “No Other Land”, vencedor do Óscar de Melhor Documentário, após críticas de organizações sionistas. O documentário, que foca a ocupação da Cisjordânia por Israel, foi produzido em colaboração por realizadores palestinianos e israelitas e explora a vida sob a ocupação ao longo de cinco anos, incluindo demolições de infraestruturas e habitações em Masafer Yatta.
- O bloqueio israelita na Faixa de Gaza persiste há mais de um mês, impedindo a entrada de ajuda humanitária vital. A UNICEF alertou que mais de um milhão de crianças estão sem assistência essencial, incluindo vacinas críticas que previnem doenças graves. O bloqueio tem agravado a escassez de alimentos, água potável e material médico, aumentando o risco de propagação de epidemias e causando consequências graves e catastróficas para a população local.
-
Bom dia! Termina aqui a cobertura da atualidade sobre o conflito israelo-palestiniano neste liveblog.
Pode ler aqui as notícias desta segunda-feira sobre a guerra no Médio Oriente aqui — onde será acompanhado em permanência o encontro entre Benjamin Netanyahu e Donald Trump.
Netanyahu e Trump garantem estar a trabalhar num acordo para libertar reféns
-
Quatro mortes depois de ataques dos EUA no Iémen
Os Estados Unidos voltaram a atacar o Iémen esta noite. Quatro pessoas foram mortas por ataques aéreos na capital, Sanaa. A informação foi avançada pelo ministério da Saúde iemenita e citada pela Al Jazeera. As autoridades adiantaram ainda que uma casa ficou destruída e 16 pessoas ficaram feridas nestes ataques.
-
Universidade de Haifa cancela "No Other Land", Óscar de Melhor Documentário
Filme documenta ocupação da Cisjordânia por Israel e abrange cinco anos de filmagens na região de Masafer Yatta. Universidade com maior mistura de judeus e árabes em Israel aguarda aprovação.
Universidade de Haifa cancela “No Other Land”, Óscar de Melhor Documentário
-
Ministro da Defesa ordena a forças israelitas que alarguem novamente a ofensiva em Gaza
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou um novo alargamento da ofensiva das forças israelitas na Faixa de Gaza. O objetivo é “dar um duro golpe no Hamas em resposta aos lançamentos”, justificou Katz, citado pelo Haaretz. O Hamas reivindicou o lançamento de dez rockets contra uma cidade israelita, em que três pessoas sofreram ferimentos ligeiros. “Por cada estilhaço que feriu um residente de Ashkelon, os assassinos do Hamas devem pagar um preço pesado”, afirmou Katz.
A Al Jazeera relatou uma série de ataques aéreos no centro da Faixa de Gaza, em Deir al-Balah. Mais a sul, em Rafah, ouviram-se quatro explosões depois de as forças israelitas terem destruído uma série de prédios de habitação. Hoje, os ataques israelitas já mataram 43 palestinianos no enclave.
-
Colono israelita mata jovem de 14 anos e fere outros dois na Cisjordânia
Um adolescente palestiniano foi morto a tiro por um colono israelita na cidade da Cisjordânia de Turmur Ayya, relatou o autarca da localidade. O rapaz, Omar Mohammad Rabea, tinha 14 anos e nacionalidade norte-americana e foi detido pelas forças israelitas que chegaram ao local. Posteriormente, o Exército israelita anunciou que o rapaz morreu, mas ainda não devolveu o corpo, escreve a Reuters.
Outros dois rapazes também foram feridos no ataque dos colonos e levados para o hospital de ambulância. O Ministério da Saúde palestiniano atribui o ataque mortal às forças israelitas.
-
Universidade de Haifa cancela transmissão de “No Other Land”, Óscar de Melhor Documentário
A Universidade de Haifa, em Israel, cancelou a exibição do filme “No Other Land”, vencedor do Óscar de Melhor Documentário, na sequência de críticas de organizações sionistas, segundo anúncio feito hoje nas redes sociais.
“No Other Land”, codirigido por realizadores palestinianos e israelitas, que tinha exibição prevista para segunda-feira, em Haifa, documenta a ocupação da Cisjordânia por Israel, e abrange cinco anos de filmagens (2019-2023) na região de Masafer Yatta, onde habita o jornalista palestiniano Basel Adra, um dos autores do filme, mostrando as demolições recorrentes de habitações, escolas, poços de água e estradas, pelo exército de Telavive.
“Querem perceber quão difícil é a situação?”, lê-se na mensagem na rede social X de Alon Lee Green, cofundador da organização não governamental israelita Standing Together, que promovia a exibição do filme. “A Universidade de Haifa, a instituição académica com maior mistura de judeus e árabes em Israel, acaba de nos informar que cancelou a exibição prevista do filme vencedor de um Óscar ‘No Other Land’”.
-
Telavive não acredita que Trump vá pressionar Netanyahu a terminar a ofensiva em Gaza
O executivo israelita está “satisfeito” com os “progressos” da nova ofensiva que as forças israelitas desencadearam na Faixa de Gaza nas últimas semanas, relatou uma fonte da delegação de Netanyahu ao Haaretz. A mesma fonte adiantou que o Exército controla agora 40% do enclave palestiniano e que acreditam que os restantes reféns estão escondidos em túneis.
Na véspera da reunião entre o primeiro-ministro israelita e o Presidente norte-americano, a delegação mostra-se convicta que Donald Trump não vai pressionar Telavive a “pôr um fim à guerra”. Neste caso, Telavive poderá continuar a perseguir a “vitória total” que a anterior administração norte-americana criticou e procurou refrear.
-
Israeel interceta 5 de 10 rockets lançados pelo Hamas a partir de Gaza
As forças israelitas relataram que tinham intercetado cinco de dez mísseis que foram lançados contra as cidades de Ashkelon e Gan Yavne. Alguns veículos ficaram danificados e três pessoas ficaram com ferimentos ligeiros, relata o Haaretz.
As brigadas Qassam, o braço armado do Hamas, reivindicaram o ataque e acrescentaram que se tratou de uma retaliação pelos ataques israelitas contra o enclave palestiniano — que, hoje, já mataram 43 pessoas.
-
Netanyahu e Trump reúnem-se na Casa Branca amanhã à tarde
A Casa Branca anunciou hoje alguns detalhes para a viagem de Benjamin Netanyahu a Washington. O primeiro-ministro israelita será recebido por Donald Trump às 13h locais (18h em Lisboa).
Os dois líderes vão focar a sua reunião nas tarifas impostas pelo Presidente norte-americano a Israel, mas também na situação geopolítica no Médio Oriente: as negociações com o Hamas, as tensões na Síria e a cooperação para fazer frente ao Eixo da Resistência, liderado pelo Irão.
-
Ataque israelita em Tuffah terá feito 11 mortos, nove dos quais serão crianças
Um ataque israelita ao bairro de Tuffah, em Gaza, terá provocado a morte a 11 pessoas, nove dos quais serão crianças, avança o jornal Haaretz, citando fontes médicas palestinianas.
De acordo com a Al-Jazeera, os raides de Israel sobre Gaza já terão causado pelo menos 39 mortos apenas este domingo, com vítimas registadas igualmente em Khan Younis, Deir el-Balah e Zeitoun.
-
Ministro da Defesa apresenta provas de ligação do Hamas ao Irão no ataque de 7 de outubro
O ministro da Defesa, Israel Katz, apresentou hoje documentos que alegadamente comprovam a ligação do Hamas ao Irão na antecâmara do ataque de 7 de outubro de 2023.
Israel Katz disse que os líderes do movimento palestiniano Yahya Sinwar e Muhammad Deif enviaram uma carta em junho de 2021 a Esmail Qaani, general da Guarda Revolucionária do Irão e comandante da Força Quds (divisão responsável por operações militares externas), em busca de apoio iraniano para os planos do Hamas.
“Estou a apresentar aqui um documento pela primeira vez, que foi encontrado nos túneis de altos funcionários do Hamas em Gaza, que prova uma relação direta entre o Irão e Yahya Sinwar e Muhammad Deif, como parte do apoio do Irão ao plano do Hamas para destruir Israel”, disse Katz.
Segundo o ministro, a carta refere o pedido de cerca de 500 milhões de dólares ao Irão “para destruir o Estado de Israel”, através do pagamento mensal de 20 milhões de dólares durante dois anos.
-
Faixa de Gaza. Israel acusado de destruir 90% das casas em Rafah
Israel destruiu completamente 90% das casas de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, e isolou a cidade do resto do enclave, acusou hoje aquela província, em comunicado citado pela agência EFE.
Segundo o comunicado, o Exército israelita destruiu 22 dos 24 poços de água, o que privou dezenas de milhares de famílias de água potável, e 85% das suas redes de esgotos, o que facilita a propagação de epidemias e doenças.
Além disso, 320 quilómetros de estradas foram completamente destruídos e arrastados, segundo o comunicado.
Ainda de acordo com a nota, o Ministério da Saúde palestiniano, tutelado pelo Hamas, registou a morte de dezenas de pessoas em Rafah nos últimos dias, “todas elas civis que tentavam regressar para inspecionar as ruínas das suas casas”.
“A maternidade e o hospital indonésio também foram destruídos, bem como oito escolas e instituições de ensino”, refere a nota.
-
Mais de 600 mil crianças em Gaza arriscam deficiência crónica devido a bloqueio israelita
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza alertou hoje que 602 mil crianças arriscam ficar paralisadas ou com deficiências crónicas devido a doenças para as quais faltam vacinas, devido ao bloqueio israelita ao acesso à ajuda. O bloqueio vigora há mais de um mês.
O ministério está atualmente a dar prioridade à imunização contra o rotavírus, que causa gastroenterite com diarreia grave em crianças com menos de cinco anos.
A doença representa um risco para as crianças numa Gaza onde as temperaturas começam a subir e a água potável é escassa, especialmente depois de Israel ter cortado o fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, afetando a sua central de dessalinização.
Além disso, a ofensiva israelita destruiu a maior parte dos poços de água do enclave. “Obstruir a entrada de vacinas significa o colapso dos esforços efetuados nos últimos sete meses, com repercussões graves e catastróficas”, sublinha o ministério em comunicado.
E aponta que o bloqueio do acesso das vacinas a Gaza, especialmente as vacinas contra a poliomielite, “constitui uma bomba-relógio que ameaça propagar a epidemia”.
-
Mais de 16 mil soldados israelitas feridos e cerca de 7.300 com traumas desde 7 de outubro de 2023
Mais de 16.500 soldados israelitas ficaram feridos e cerca de 7.300 registam algum tipo de trauma psicológico desde o ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023, avançou este domingo a Divisão de Reabilitação do Ministério da Defesa de Israel.
Entre as principais marcas psicológicas registadas nos militares desde o recrudescimento do conflito israelo-palestiniano encontram-se depressão, dificuldades de adaptação, ansiedade e stress pós-traumático.
Os serviços do Ministério da Defesa israelita acompanham mais de 78 mil antigos soldados deficientes, alguns dos quais feridos no contexto do atual conflito.
-
Deputadas britânicas confessam estupefação pela recusa da sua entrada em Israel
Abtisam Mohamed e Yuan Yeng, duas deputadas do Partido Trabalhista britânico, viram Israel recusar a sua entrada no país e confessaram-se publicamente “estupefactas” com a decisão “sem precedentes”, que já está a gerar polémica no Reino Unido.
As duas deputadas sublinharam ser “vital” que possam “testemunhar em primeira mão a situação nos territórios palestinianos ocupados” e que devem sentir-se livres para tomar posições livres e sem receio de condicionamentos.
A joint statement from @YuanfenYang and me on the Israeli authorities' refusal to admit us entry to the occupied West Bank: pic.twitter.com/i9Ild0RDAv
— Abtisam Mohamed (@Abtisam_Mohamed) April 6, 2025
Entretanto, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, David Lammy, saiu em defesa das duas deputadas e teceu duras críticas às autoridades israelitas. “É inaceitável, contraproducente e profundamente preocupante que dois deputados britânicos de uma delegação parlamentar a Israel tenham sido detidos e impedidos de entrar pelas autoridades israelitas. Deixei claro aos meus homólogos no governo israelita que isto não é forma de tratar os deputados britânicos”, afirmou.
Yuan Yang e Abtisam Mohamed foram proibidas de entrar em Israel, segundo um comunicado do Ministério da Imigração israelita, por terem como alegado objetivo “documentar as atividades das forças de segurança e espalhar o ódio anti-Israel”.
-
Chefe de divisão de terrorismo judaico do Shin Bet suspende funções após críticas a colonos radicais
O chefe da divisão de terrorismo judaico do serviço de informações israelita (Shin Bet) suspendeu funções até à conclusão de uma investigação sobre as suas declarações transmitidas pelo canal de televisão público Kan.
De acordo com o Haaretz, o oficial, denominado Aleph, terá dito ao comandante da polícia da Cisjordânia que os jovens colonos radicais estavam a ser presos e detidos sem provas, chamando-lhes “shmucks” (um termo iídiche para designar alguém como tolo ou estúpido) e declarando que deviam ser colocados em “celas com ratos”.
“Cometi um erro de linguagem que não é coerente com os meus valores”, referiu, entretanto, numa declaração divulgada publicamente. Negou também que a atuação da sua divisão do Shin Bet seja feita ao arrepio da lei ou do sentido de Estado.
-
IDF eliminam dois membros do Hezbollah em ataque aéreo no sul do Líbano
Um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel (IDF) no sul do Líbano resultou este domingo na morte de dois elementos do Hezbollah, anunciaram as tropas israelitas.
De acordo com o jornal Times of Israel, os dois alvos estavam a “operar um veículo de engenharia” na zona de Zibqin enquanto procuravam “restaurar as infraestruturas terroristas”.
Apesar de estar a decorrer um cessar-fogo desde novembro com o Líbano, Israel tem atacado alvos ligados ao Hezbollah, na sequência dos foguetes disparados pelo grupo desde que houve o recrudescimento do conflito israelo-palestiniano com o ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023.
-
Exército israelita assume erros nos relatos das tropas envolvidas no ataque a ambulâncias que fez 15 mortos
O exército israelita assumiu que os relatos iniciais das tropas envolvidas no ataque a ambulâncias, em março, no sul de Gaza e que resultou na morte de 15 pessoas — paramédicos e elementos de assistência humanitária, segundo as Nações Unidas —, estavam parcialmente errados, avança este domingo o The New York Times.
Video showed that before 15 aid workers were killed by Israeli forces, they had their emergency signal lights on, contradicting Israel’s claims. https://t.co/B81Vfgk8cu
— The New York Times (@nytimes) April 5, 2025
Inicialmente, o Exército israelita tinha referido que as ambulâncias e carro de bombeiros avançavam com as luzes apagadas e não identificados em direção às suas tropas. Entretanto, um vídeo obtido pelo jornal norte-americano (cuja origem foi verificada) veio refutar essa tese, levando agora as forças israelitas a reconhecer a situação.
Neste momento, o Exército israelita está a conduzir uma investigação interna ao ataque, que motivou a condenação da comunidade internacional.
-
Ataques israelitas fazem quase meia centena de mortos em Gaza nas últimas 24 horas
Pelo menos 46 palestinianos morreram e dezenas ficaram feridos nas últimas 24 horas em ataques de Israel contra a Faixa de Gaza, sendo a zona de Khan Younis uma das mais atingidas, informaram hoje fontes médicas locais.
Entre as 19 mortes registadas em Khan Younis estão elementos da família de Abu Sabih e seis elementos de duas outras famílias, bem como dois agricultores mortos por um drone israelita, de acordo com fontes locais citadas pela agência oficial palestiniana Wafa.
Os aviões israelitas atingiram também uma tenda que abrigava pessoas deslocadas das suas casas na zona de al-Mawasi, ao largo da costa de Khan Younis, matando cinco pessoas e ferindo 20, indicou a Wafa.