Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, sábado.

    Presidente do parlamento iraniano diz que negociações avançaram mas acordo “está longe”

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Mais de uma dezena de petroleiros conseguiu passar no Estreito de Ormuz antes de voltar a fechar

    Antes do bloqueio oficial ao Estreito de Ormuz, este sábado, mais de uma dezena de petroleiros conseguiram passar, incluindo três navios que estão sob sanções.

    O estreito esteve aberto apenas entre esta sexta-feira e a manhã de sábado, quando o Irão voltou a fechá-lo e a atacar vários navios que tentaram passar.

    Os barcos que passaram, escreve a Reuters, eram sobretudo navios “mais velhos” e não ocidentais.

  • Guterres condena ataque que matou soldado francês em missão de paz: "Tem de parar"

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou este sábado o ataque que vitimou, no Líbano, um militar francês que estava ali em missão de manutenção do paz, ferindo outros três soldados.

    “Este é o terceiro incidente nas últimas semanas que resultou na morte de soldados da paz no Líbano. Estes ataques têm de parar”, exigiu.

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, acusou o Hezbollah de ser responsável pelo ataque, mas o grupo negou ter essa responsabilidade.

  • Guterres condena ataque que matou soldado francês em missão de paz: "Tem de parar"

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou este sábado o ataque que vitimou, no Líbano, um militar francês que estava ali em missão de manutenção do paz, ferindo outros três soldados.

    “Este é o terceiro incidente nas últimas semanas que resultou na morte de soldados da paz no Líbano. Estes ataques têm de parar”, exigiu.

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, acusou o Hezbollah de ser responsável pelo ataque, mas o grupo negou ter essa responsabilidade.

  • Seguro envia condolências a Macron por militar francês morto no Líbano

    O Presidente da República, António José Seguro, enviou as suas condolências ao homólogo francês, Emmanuel Macron, expressando a sua “consternação” pela morte do militar francês Florian Montorio, no Líbano, e pelos três colegas que ficaram feridos. Todos faziam parte da UNIFIL, missão de manutenção da paz das Nações Unidas.

    “Em nome pessoal e no do povo português, o Presidente da República apresenta sentidas condolências à família enlutada, às Forças Armadas francesas e ao povo francês e deseja a rápida recuperação dos três soldados franceses feridos”, lê-se na nota emitida pela Presidência da República.

    Seguro recorda que “os membros das missões de manutenção da paz das Nações Unidas não podem, em circunstância alguma, ser alvo de ataques, devendo o direito internacional ser plenamente respeitado. Portugal expressa solidariedade para com a França e renova o seu firme compromisso com a promoção da paz e da segurança internacionais”.

  • EUA estimam que Irão mantém 40% dos drones e 60% dos lançadores de mísseis

    Os serviços de informação norte-americanos estimam que apesar da guerra, que começou a 28 de fevereiro, o Irão ainda tem em sua posse 40% dos seus drones e 60% dos seus lançadores de mísseis, o que é suficiente para “ameaçar” o comércio no Estreito de Ormuz durante o futuro próximo, como conta o “New York Times”.

  • Hezbollah promete retaliar contra ataques israelitas no Líbano

    O líder do movimento libanês pró-Irão Hezbollah, Naim Qassem, prometeu retaliar contra os ataques israelitas no Líbano e Israel anunciou a morte de um dos seus militares naquele território, onde o cessar-fogo está em vigor.

    “Um cessar-fogo significa a cessação completa de todas as hostilidades. Como não confiamos neste inimigo, os combatentes da resistência permanecerão no terreno, prontos para disparar, e responderão a quaisquer violações”, garantiu Naim Qassem num comunicado lido na televisão, acrescentando que uma trégua não pode ser unilateral.

    No sábado, o exército israelita anunciou que tinha estabelecido uma “linha amarela” de demarcação no sul do Líbano, semelhante à de Gaza, e que tinha “eliminado uma célula terrorista” que operava perto das suas tropas.

    Estas são as primeiras declarações de Naim Qassem desde que o cessar-fogo entrou em vigor, anunciado por Washington na quinta-feira, após um encontro no início da semana entre os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos — o primeiro encontro deste tipo em décadas.

    O líder do Hezbollah afirmou que a forma como “os Estados Unidos estão a impor o seu texto e a falar em nome do Governo libanês” é um insulto ao Líbano.

    “Basta submeter o Líbano a estas humilhações negociando diretamente com o inimigo israelita e ouvindo os seus ditames, e com este espetáculo vergonhoso em Washington”, declarou.

  • Irão ameaça atacar qualquer navio que tente atravessar Estreito de Ormuz

    A marinha iraniana prometeu atacar qualquer navio que tente atravessar o Estreito de Ormuz, segundo a agência iraniana Fars, citada pelo Haaretz.

    “Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado um ato de cooperação com o inimigo — e qualquer navio que o faça será atacado”, avisaram as forças iranianas.

    A mesma fonte assumiu que vários navios atravessaram este sábado o estreito com a “coordenação e gestão” da marinha iraniana, depois de o Irão ter permitido que “navios que não fossem militares passassem pelo corredor de Larak”.

  • Lula pede a Trump, Putin, Xi Jinping, Macron e Starmer para “pararem com loucura da guerra”

    O Presidente do Brasil pediu este sábado aos líderes dos Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido para “pararem com a loucura da guerra” e “garantirem a paz no mundo”, enquanto membros do Conselho de Segurança da ONU.

    “Eu queria dizer ao Presidente Trump, ao Presidente Xi Jinping, ao Presidente Putin, ao presidente Macron e ao primeiro-ministro de Inglaterra, que são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, pelo amor de Deus, cumpram com as suas obrigações de garantir a paz no mundo. Convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra, porque o mundo não comporta mais”, afirmou Lula da Silva no encontro Mobilização Global Progressista, que juntou vários líderes de esquerda em Barcelona.

    Perante milhares de ativistas, Lula da Silva acusou estes cinco membros do Conselho de Segurança da ONU de, apesar de terem sido historicamente escolhidos para “cuidar da paz, da cordialidade, da fraternidade”, se terem transformado “em cinco senhores de guerra”.

    “A invasão do Iraque foi uma mentira. ‘Cadê’ as armas químicas que o Sadham Hussein tinha? Nunca encontraram. A invasão da França e da Inglaterra na Líbia foi outra mentira. A invasão e o genocídio que foi feito por Israel em Gaza [são justificados por] outra mentira muito grande. E o bombardeio de Israel ao Líbano, a que pretexto? E a invasão dos Estados Unidos ao Irão, a que pretexto?”, perguntou.

    Com Pedro Sánchez e o governador norte-americano do Minnesota, Tim Waltz, a ouvi-lo, Lula da Silva recordou que, em 2010, foi ao Irão com o Presidente turco negociar com o então chefe de Estado iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para garantir que Teerão não enriquecia urânio a níveis superiores ao necessário para uso civil.

    “Depois de dois dias, nós conseguimos acordo. Um acordo que foi feito com base numa carta manuscrita que o Obama me mandou”, lembrou, salientando que, quando conseguiu firmar esse acordo, pensou que ia “ser elogiado”.

    “O que é que aconteceu? Companheiro Pedro Sánchez, a União Europeia e os Estados Unidos não aceitaram o acordo. E agora estão atrás outra vez de construir a ideia de que o Irão iria construir a bomba atómica. Eles não iriam construir bomba atómica”, afirmou.

    Depois, recebendo aplausos de milhares de pessoas, Lula da Silva defendeu que é preciso “acabar com essa história de contar mentiras sobre as pessoas para depois destruir as pessoas”.

    “A América Latina é vendida como se fosse um mundo de narcotráfico. O mundo árabe é vendido como se fosse um mundo de terrorismo. E quem é que é bom nesse mundo? Quem é que é bom?”, perguntou, antes de reiterar um apelo à paz

    “Eu nasci na política no momento de uma guerra fria e nós não queremos mais guerra fria com ninguém. Nós não queremos guerra fria entre a China e os Estados Unidos. Nós queremos liberdade, livre comércio, não queremos protecionismo”, afirmou.

  • Irão não quer reuniões presenciais até EUA abdicarem de "exigências maximalistas"

    O Irão não vai reunir-se presencialmente com representantes dos Estados Unidos até estes alterarem as suas exigências “maximalistas”, diz o vice ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Saeed Khatibzadeh, citado pela Sky News.

    A garantia é dada depois de delegações dos dois países terem estado reunidas, no passado fim de semana, em Islamabade, capital do Paquistão.

    Apesar de os Estados Unidos terem dito esta semana que seria provável que uma segunda ronda de negociações acontecesse na mesma cidade, o responsável iraniano diz que o país quer uma “moldura para um acordo” antes de concordar com outra reunião.

    “Há questões em que os norte-americanos ainda não abandonaram a sua posição maximalista”, justificou o governante.

  • EUA vão perseguir navios com ligações ao Irão em todo o mundo

    As forças norte-americanas preparam-se para perseguir, de forma a inspecionarem ou até apreenderem, navios que tenham ligações ao Irão em águas internacionais por todo o mundo (e não apenas no Médio Oriente).

    Segundo o Wall Street Journal, a administração norte-americana decidiu assim aumentar a pressão económica sobre o regime iraniano para tentar forçar a reabertura do Estreito de Ormuz, que voltou a ser fechado este sábado.

    “Os Estados Unidos vão perseguir ativamente qualquer navio de bandeira iraniana ou qualquer navio que tente dar apoio material ao Irão”, avisou o general Dan Caine, citado pelo jornal. “Isto inclui navios fantasma [os que tentam escapar aos radares internacionais, fugindo a regras e regulamentos requeridos para viajar] que transportem petróleo iraniano”.

  • Irão diz que recebeu "novas propostas" dos EUA para acabar a guerra de forma permanente

    O Irão anunciou este sábado que recebeu “novas propostas” dos Estados Unidos para terminar a guerra no Médio Oriente de forma permanente, mas ainda não respondeu, noticia a agência noticiosa oficial, a Irna.

    “Nos últimos dias, durante a visita a Teerão do comandante do exército paquistanês, na qualidade de mediador, os americanos apresentaram novas propostas; o Irão está atualmente a analisá-las e ainda não respondeu”, lê-se numa nota do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

    Na nota noticiada pela Irna e citada pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), os dirigentes iranianos garantem que os seus negociadores não farão “qualquer compromisso”.

  • Irão dá prioridade a navios que paguem para atravessar o Estreito de Ormuz

    O Irão vai dar prioridade a navios que paguem para atravessar o Estreito de Ormuz. Segundo um responsável iraniano que falou com a CNN, “dada a limitação do número de navios que vão poder passar”, o Irão “decidiu dar prioridade aos que respondem mais rapidamente aos novos protocolos para o estreito e pagam os custos dos serviços de segurança”.

    Quem não pagar verá a sua passagem “adiada”.

    Isto surge depois de este sábado o Irão ter voltado a fechar o Estreito de Ormuz, depois do que disse ser um bloqueio dos Estados Unidos e “repetidas quebras de confiança” da parte da administração Trump.

  • Índia chama embaixador iraniano depois de ver barcos atingidos no estreito de Ormuz

    Confirma-se que dois dos navios atingidos por tiros este sábado no estreito de Ormuz eram indianos, tendo o governo do país assumido isso mesmo.

    Num comunicado citado pela CNN internacional, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia expressa a sua “preocupação profunda” com o incidente. O embaixador iraniano na Índia foi convocado para uma reunião.

    “O ministro dos Negócios Estrangeiros pressionou o embaixador para que transmita a perspetiva da Índia às autoridades no Irão e retome quanto antes o processo de facilitar a passagem de barcos de bandeira indiana pelo estreito”.

  • Lula insta Guterres a ser proativo e avisa que ONU “não pode ficar em silêncio”

    O Presidente do Brasil instou neste sábado o secretário-geral da ONU a convocar reuniões extraordinárias com mais frequência para discutir a situação internacional, defendendo que a organização não “pode ficar em silêncio” perante o que está a acontecer no mundo.

    “Precisamos de exigir que o secretário-geral da ONU [António Guterres] convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem pedir para os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU. A ONU não pode ficar silenciosa vendo o que está acontecendo no mundo”, avisou Lula da Silva no discurso de encerramento do IV Encontro em Defesa da Democracia, em Barcelona.

    O Presidente do Brasil afirmou que “Trump invade o Irão e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina noutros países” e não há “nenhum fórum internacional para discutir” essas questões, deixando duras críticas sobre o atual funcionamento da ONU.

    “A ONU, que teve a força para criar o Estado de Israel, não tem força sequer para manter o Estado palestino. Aliás, não tem força sequer para manter as terras demarcadas que foram demarcadas pela própria ONU”, criticou.

  • Hezbollah recusa responsabilidade pela morte de "capacete azul" francês no Líbano

    O Hezbollah recusou oficialmente, em comunicado, ter tido qualquer intervenção na morte de um “capacete azul” francês no Líbano, neste sábado.

    Tanto Emmanuel Macron como a própria força interina das Nações Unidas no Líbano, a UNIFIL, indicaram que tudo apontava para uma responsabilidade do Hezbollah. Em rigor, a UNIFIL afirmou que “agentes não estatais” terão sido responsáveis por um ataque no sul do país, uma expressão geralmente usada para designar o Hezbollah.

  • "Não podem chantagear-nos", afirma Donald Trump. Irão quis "ser um pouco espertinho" e fechou o Estreito de Ormuz

    “O Irão não pode chantagear-nos“, afirmou neste sábado o Presidente dos EUA, Donald Trump, confirmando que o Estreito de Ormuz foi novamente fechado. Até ao final deste sábado haverá mais informações sobre o que pode acontecer a seguir, garantiu.

    Trump, que tinha garantido que o Irão tinha prometido “nunca mais fechar o estreito”, deu uma conferência de imprensa na Casa Branca onde, apesar de tudo, manifestou otimismo acerca do conflito.

    “Quiseram fechar o estreito novamente… como têm feito há anos”, disse Trump aos jornalistas, frisando que “eles não podem chantagear-nos.”

    O Presidente dos EUA manifestou otimismo sobre a possibilidade de chegar a um acordo com o Irão. “Estamos a ter conversas muito boas. Está a correr muito bem. Quiseram ser um pouco espertinhos, como têm feito há 47 anos”.

    Trump disse que saberemos mais até ao final do dia. “Na verdade, está a correr muito bem, e veremos, mas teremos algumas informações até ao final do dia”, disse. “Estamos a falar com eles e, sabem, estamos a adotar uma postura firme”, atirou.

  • Papa Leão XIV. "Não é do meu interesse" publicamente com Trump

    “Não é do interesse” do Papa Leão XIV travar-se de razões, publicamente, com Trump, afirmou o próprio líder da Igreja Católica neste sábado.

    Leão XIV procurou, em Luanda, desvalorizar o conflito público com o Presidente dos EUA, salientando que não estava a referir-se a Trump quando disse que o mundo estava a ser “trucidado por uma mão-cheia de tiranos”.

    Segundo a Reuters, o Papa Leão XIV salientou, também, que muita da cobertura jornalística das suas declarações não foi totalmente exata.

  • Presidente libanês expressa condolências a Macron e promete levar atiradores à justiça

    O Presidente libanês, Joseph Aoun, prometeu investigar e levar à justiça os responsáveis ​​pelos ataques contra as forças de manutenção da paz francesas da ONU, que resultaram na morte de um soldado e ferimentos em três.

    Num comunicado divulgado pela presidência libanesa, Aoun expressou as suas condolências ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, num telefonema, condenando o incidente e prometendo que Beirute “não hesitará em perseguir os envolvidos e levá-los à justiça”.

  • Donald Trump critica Espanha por não investir mais em defesa militar

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, criticou hoje Espanha, que classificou como um país que “dá pena ver”, pelos “desastrosos resultados económicos”, apesar de “não contribuir quase nada para a NATO”.

    Trump repetiu assim uma crítica recorrente a Espanha, sobre a falta de contribuição económica para a Aliança Atlântica. No mês passado, alegou que Espanha era o único aliado a opor-se a dedicar 5% do Produto Interno Bruto a despesa em defesa.

    “Alguém percebeu o mal que vai em Espanha? Os seus resultados económicos, apesar de não contribuir praticamente nada para a NATO, nem para a sua defesa militar, são absolutamente desastrosos. Dá muita pena ver”, disse na sua plataforma Truth Social.

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