Momentos-chave
- Associação dos Ucranianos em Portugal diz que plano de Trump é "catástrofe" para a Ucrânia
- Balanço do ataque a Ternopil sobe para 33 mortos. Uma das vítimas é uma criança polaca de 7 anos
- Trump diz que plano de paz para a Ucrânia "não é, de longe" a sua proposta final para Zelensky
- Estado-maior ucraniano diz ter repelido incursão russa em Pokrovsk
- Orbán pede à UE que apoie o plano de Trump que obriga a Ucrânia a ceder território
- Delegações europeias também vão estar presentes na Suíça para negociações de paz
- Costa elogia "elementos importantes" no plano para a paz apresentado pelos EUA, mas diz que é preciso procurar consentimento da UE e da NATO
- Defesa dos interesses nacionais da Ucrânia "significam mais do que qualquer ponto em qualquer documento", avisa Zelensky
- Líderes europeus: plano de paz dos EUA precisa de ser "mais trabalhado"
- Macron avisa: "O G20 está em risco e pode estar a chegar ao fim de um ciclo"
- Delegações da Ucrânia e EUA vão encontrar-se na Suíça para negociar paz
- EUA quer pressionar Zelensky nos próximos dias, se não acordo será "muito pior"
- Macron, Merz e Meloni ponderam viagem a Washington para falar com Trump
- Líderes europeus reunidos no G20 trabalham em contra-proposta para plano de paz
- JD Vance: é uma "fantasia" pensar que Ucrânia ganhará guerra se tiver mais armas, dinheiro e sanções
Histórico de atualizações
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O que se sabe até agora:
- Donald Trump afirmou que o seu plano de paz de 28 pontos para a Ucrânia “não é, de longe”, a proposta final para Volodymyr Zelensky. Trump destacou que deseja atingir a paz entre a Ucrânia e a Rússia e criticou a guerra como algo que nunca deveria ter acontecido. Apesar das pressões para que Zelensky aceite o plano, o presidente dos EUA deixou em aberto a possibilidade de rever a proposta.
- Delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos, assim como representantes de vários líderes europeus, encontram-se este domingo na Suíça para negociar sobre o plano de paz dos EUA. As discussões pretendem definir os parâmetros de um futuro acordo, e a Ucrânia já preparou a sua delegação para a defesa dos interesses nacionais durante as negociações. Emmanuel Macron, Friedrich Merz e outros líderes europeus mostraram preocupação com algumas limitações propostas no plano, que podem deixar a Ucrânia vulnerável a novos ataques.
- O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, solicitou à União Europeia que apoie o plano de Trump, que inclui ceder território à Rússia e reduzir o exército ucraniano. Esta posição de Orbán reflete uma divisão entre os países da UE sobre a melhor abordagem para alcançar a paz, numa altura em que a proposta dos EUA gera tanta discordância.
- Incidindo sobre o plano de paz dos EUA, líderes europeus manifestaram a necessidade de mais trabalho e ajustes, principalmente pelo impacto que as propostas de concessões ucranianas podem ter na segurança do país e na estabilidade da região. A União Europeia e a NATO declararam que qualquer acordo que envolva a sua participação exige o consentimento dos seus estados-membros.
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Ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia avisa que "não é sustentável" países nórdicos serem quem mais contribui para apoiar Ucrânia
Em declarações a caminho de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas, Maria Malmer Stenergard lamentou que “alguns países aguentam quase todo o fardo” de apoiar a Ucrânia e que “isso não é justo nem sustentável a longo prazo”.
“O facto de os países nórdicos, com menos de 30 milhões de habitantes, fornecerem um terço do apoio militar que os países da NATO, com quase mil milhões de habitantes, forneceram este ano… Isto não é sustentável. Não é razoável de forma alguma”, comentou ao Politico, dizendo que isso constata não só “o que os países nórdicos fazem” mas mais ainda “o que os outros não fazem”.
Pedindo que os líderes dos países mais vocalmente pró-Ucrânia que juntem maiores contribuições financeiras à sua retórica, a ministra sueca afirma que a melhor opção à vista face à míngua de apoios a Kiev é utilizar os cerca de 170 mil milhões de euros em ativos russos que permanecem congelados na Bélgica.
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Associação dos Ucranianos em Portugal diz que plano de Trump é "catástrofe" para a Ucrânia
“Durante todo este período, Donald Trump diz que quer fazer a paz e parar a guerra, mas a única coisa que vemos é pressão sobre a Ucrânia e os ucranianos para se renderem”, disse Pavlo Sadokha em declarações à Lusa à margem da marcha que assinalou hoje em Lisboa o Holodomor, o genocídio russo sobre os ucranianos, conhecido como ‘A Grande Fome’, na década de 1930.
“Isto que Trump propõe, ou não, parece que foram os russos a propor, e agora Trump quer obrigar Zelensky a assinar ou então render-se. Não é um plano de paz, é um plano de catástrofe para a Ucrânia, porque ninguém acredita nas garantias da Rússia”, afirmou o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, acrescentando: “Já tivemos garantias da Rússia que foram quebradas e continuamos com esta guerra”.
Cerca de 50 ucranianos juntaram-se hoje perto do Campo Mártires da Pátria, no centro de Lisboa, para uma marcha até à igreja ortodoxa ucraniana, a poucos quilómetros, empunhando várias bandeiras e velas para assinalar mais um ano sobre o Holodomor, quando milhões de ucranianos morreram de fome, principalmente na região do Donbass.
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Zelensky discutiu com Starmer as "muitas nuances do trabalho diplomático no planeamento do processo de paz"
O Presidente da Ucrânia recorreu à rede social X para confirmar que teve uma conversa telefónica esta tarde com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sobre as negociações de paz que se avizinham.
“Tivemos uma longa conversa e abordámos muitas nuances do trabalho diplomático no planeamento do processo de paz. A coordenação continuará, e estou grato à sociedade britânica pelo seu apoio”, escreveu Volodymyr Zelensky.
I spoke with Prime Minister of the United Kingdom @Keir_Starmer. We had a long conversation and covered many nuances of diplomatic work in planning the peace process. Coordination will continue, and I am grateful to the British society for their support. Tomorrow, our advisers…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 22, 2025
O líder ucraniano aproveitou também para voltar a referir o encontro que ocorre este domingo de manhã em Genebra, na Suíça, entre representantes da Ucrânia, dos EUA, do Reino Unido, da França e da Alemanha, adiantando que “a grande maioria dos líderes europeus está pronta para ajudar e envolver-se”.
“As consultas estão em curso a vários níveis, e os esforços de todos aqueles que procuram uma paz genuína e duradoura são importantes”, concluiu.
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Balanço do ataque a Ternopil sobe para 33 mortos. Uma das vítimas é uma criança polaca de 7 anos
A atualização foi anunciada esta tarde pelos Serviços de Emergência da Ucrânia através da sua conta de Telegram, dando conta da descoberta do corpo de uma mulher entre destroços.
As operações de busca e salvamento continuam em Ternopil ao fim de quatro dias após o violento ataque aéreo russo à cidade na região ocidental da Ucrânia.
Amelka miała siedem lat. Siedem. Polskie dziecko. Zginęła w Tarnopolu w czasie bestialskiego rosyjskiego ataku rakietowego. Nie spełni już żadnych swoich marzeń. Ta okrutna wojna musi się zakończyć, a Rosja nie może jej wygrać. Bo to jest wojna także o przyszłość naszych dzieci.
— Donald Tusk (@donaldtusk) November 21, 2025
Entretanto, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, fez saber através da rede social X que uma das vítimas do ataque é uma cidadã nacional já identificada, tratando-se de uma criança de 7 anos chamada Amelka.
“Morreu em Ternopil durante um ataque brutal com mísseis russos. Já não poderá realizar nenhum dos seus sonhos. Esta guerra cruel tem de acabar e a Rússia não pode vencê-la, porque esta guerra é também pelo futuro dos nossos filhos”, escreveu.
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Trump diz que plano de paz para a Ucrânia "não é, de longe" a sua proposta final para Zelensky
Apesar de ter aumentado a pressão nos últimos dias para que Volodymyr Zelensky aceite o seu plano de paz de 28 pontos — considerando que, se não o fizer, “será pior” — Donald Trump sugeriu esta tarde que a proposta poderá ainda ser revista.
[Q]: Is this your final offer to Ukraine?
President Trump:
No, not by far.No, we'd like to get to peace. It should have happened a long time ago.
The Ukraine war with Russia should have never happened. https://t.co/s02uuhEngn pic.twitter.com/iGM6Ogf1qf
— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) November 22, 2025
Em declarações aos jornalistas no exterior da Casa Branca, quando questionado se este plano era a sua “proposta final”, o presidente dos EUA respondeu “não, nem de longe”.
“Gostaríamos de alcançar a paz, que já deveria ter acontecido há muito tempo. A guerra entre a Ucrânia e a Rússia nunca deveria ter acontecido. Se eu fosse presidente, isso nunca teria acontecido. Estamos a tentar pôr fim a isso. De uma forma ou de outra, temos de pôr fim a isso”, completou.
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Estado-maior ucraniano diz ter repelido incursão russa em Pokrovsk
Um dos pontos mais contestados no combate entre tropas russas e ucranianas nos últimos dias, Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou esta tarde ter conseguido impedir que as tropas de Moscovo avançassem para o centro da cidade de Pokrovsk.
A informação foi dada pelo Telegram, com o Estado-maior ucraniano a afirmar que “durante vários dias, os ocupantes, aproveitando-se do nevoeiro denso, tentaram avançar para a parte central de Pokrovsk”.
“No entanto, essas ações não tiveram sucesso, e o inimigo está a ser eliminado na área urbana”, adianta, acrescentando que a Rússia, “devido à impossibilidade de romper a defesa de Pokrovsk”, está a tentar “contornar a cidade”.
“Em particular, o inimigo tentou, em pequenos grupos, chegar à povoação de Hryshyne, a noroeste de Pokrovsk. Todos os grupos inimigos foram destruídos”, conclui.
Controlando todo o território a sul, Pokrovsk seria uma conquista particularmente relevante para a Rússia por tratar-se de um ponto de acesso privilegiado para a restante região de Donestk ainda sob domínio da Ucrânia.
A sua conquista não só facilitaria o avanço russo como a sua perda seria ainda mais prejudicial para Kiev devido ao seu papel como centro rodoviário e ferroviário na defesa da invasão.
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Orbán pede à UE que apoie o plano de Trump que obriga a Ucrânia a ceder território
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, solicitou hoje à presidente da Comissão Europeia, Ursula von del Leyen, que apoie o plano de paz de Donald Trump que implica que a Ucrânia ceda território à Rússia e reduza o seu exército.
O ultranacionalista Orbán, o principal aliado da Rússia na União Europeia, anunciou esse pedido, que fez por carta, nas redes sociais e argumentou que a Hungria defende o que chamou de “o caminho da paz” em frente ao “beco sem saída” da guerra.
“Se os líderes belicistas da Europa, agora sem o apoio dos Estados Unidos, continuarem a investir dinheiro e armas na Ucrânia, estarão a lançar as bases para uma guerra entre a Europa e a Rússia. E a Europa já tem experiências trágicas a esse respeito”, afirmou Orbán, cujo país é um dos poucos da UE e da NATO que nunca ajudou a Ucrânia a defender-se da invasão russa.
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Delegações europeias também vão estar presentes na Suíça para negociações de paz
Depois de Kiev anunciar que negociadores ucranianos e norte-americanos vão reunir-se na Suíça para negociar o plano de paz de Washington, uma fonte entrevistada pela agência de notícias AFP à margem do G20 adiantou que os principais aliados europeus também vão tomar parte no encontro.
Segundo esta fonte, o conselheiro de segurança nacional do Presidente francês, Emmanuel Macron, “irá amanhã [domingo] a Genebra com os seus homólogos do E3 (Alemanha, França e Reino Unido)” para discutir “com os Estados Unidos, o E3 e os ucranianos” sobre o plano de paz.
*com Lusa
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Merz: "Se a Ucrânia perde esta guerra e possivelmente colapsa, vai ter um grande impacto na política europeia"
Friedrich Merz, à margem do encontro dos G20 em Joanesburgo, recordou a chamada com Donald Trump esta sexta-feira, em que reforçou que a Europa tem de participar em qualquer processo negocial para terminar o conflito na Ucrânia, deixando a mensagem: “Guerras não podem ser acabadas por grandes potências por cima dos Chefes de Estado dos países afetados”, cita a Sky News.
“Se a Ucrânia perde esta guerra e possivelmente colapsa, vai ter um grande impacto na política europeia, em todo o continente europeu. É por isso que estamos tão comprometidos com este problema”, afirmou o chanceler alemão.
“A Rússia desencadeou uma guerra ilegal contra a Ucrânia. A Rússia deve pôr fim ao terrível sofrimento e travar as repercussões na economia mundial. Todos os membros do G20 devem assumir a sua responsabilidade, não apenas por interesse económico”, salientou Merz, no plenário dos 20 países mais industrializados e emergentes.
No seu discurso, o chanceler alemão não se referiu ao plano de 28 pontos do Presidente norte-americano, Donald Trump, que prevê amplas concessões da Ucrânia à Rússia, mas lembrou aos seus homólogos do G20 que este formato, no qual se sentam alguns aliados próximos do Kremlin, como a China, tem responsabilidades, pois foi criado numa “fase de crise” e provou ser eficaz.
*Com Lusa
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Costa elogia "elementos importantes" no plano para a paz apresentado pelos EUA, mas diz que é preciso procurar consentimento da UE e da NATO
À margem do encontro dos G20, o Presidente do Conselho Europeu manifestou o seu agradecimento aos EUA pela preparação de uma plano para a paz na Ucrânia — e diz que os 28 pontos incluídos no documento incluem “elementos importantes que vão ser essenciais para uma paz justa e duradoura”.
Ainda assim, António Costa afirma que a redação atual do documento não é suficiente, e que será preciso trabalhar a proposta redigida por Washington para salvaguardar os interesses de Kiev.
“Ficamos preocupados com as limitações propostas às forças armadas ucranianas, que deixaram a Ucrânia vulnerável a um futuro ataque”, escreve o antigo primeiro-ministro de Portugal na rede social X. “Reiteramos que a implementação de elementos associados à União Europeia e à NATO necessitariam do consentimento dos Estados-membros da UE e da NATO, respetivamente”, acrescenta.
We welcome the continued US efforts to bring peace to Ukraine.
The initial draft of the 28-point plan includes important elements that will be essential for a just and lasting peace. We believe therefore that the draft is a basis which will require additional work.
We are… pic.twitter.com/2bXQDZZumO
— António Costa (@eucopresident) November 22, 2025
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Declaração do G20 apela a paz “justa” e “duradoura” em vários países em guerra
Os líderes do G20, reunidos numa cimeira em Joanesburgo, apelaram a uma paz “justa” e “duradoura” na Ucrânia, assim como no Sudão, na República Democrática do Congo e nos “territórios palestinianos ocupados”, numa declaração conjunta tornada hoje pública.
“Guiados pelos propósitos e princípios da Carta da ONU na sua totalidade, trabalharemos por uma paz justa, abrangente e duradoura no Sudão, na República Democrática do Congo, nos territórios palestinianos ocupados e na Ucrânia, assim como para colocar fim a outros conflitos e guerras em todo o mundo”, disseram no documento.
Esta é a única referência à Ucrânia no documento de 30 páginas, embora o plano de paz dos Estados Unidos para os ucranianos tenha interrompido a agenda da cimeira e os líderes europeus estejam a realizar inúmeras consultas para formular uma contraproposta.
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Defesa dos interesses nacionais da Ucrânia "significam mais do que qualquer ponto em qualquer documento", avisa Zelensky
A delegação já foi aprovada e todas as instruções já foram transmitidas. Volodymyr Zelensky já tem tudo pronto para abrir as negociações sobre o plano de paz apresentado esta semana pelos Estados Unidos da América.
“Os nossos representantes sabem como defender os interesses nacionais da Ucrânia e exatamente aquilo que terá de ser feito para prevenir a Rússia de lançar uma terceira invasão, outro ataque contra a Ucrânia — tal como tem cometido crimes repetidamente contra a nossa população e outras nações no passado”, afirma o Presidente ucraniano num vídeo publicado nos seus canais oficiais.
Para Zelensky, estes objetivos “significam mais do que qualquer ponto em qualquer documento”, aludindo ao plano de 28 pontos apresentado por Washington, que definiu a próxima quinta-feira como prazo para ouvir a resposta (favorável) de Kiev. “Temos de garantir que em nenhum lugar da Europa ou do mundo prevalece o princípio de que crimes contra pessoas e contra a humanidade, contra Estados e nações, possam ser recompensados de alguma forma ou perdoados”, acrescenta.
In the coming days, consultations with our partners will take place on the steps needed to end the war. Our representatives know how to defend Ukraine’s national interests and exactly what must be done to prevent Russia from launching a third invasion, another strike against… pic.twitter.com/O7pR87SHTe
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 22, 2025
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Líderes europeus: plano de paz dos EUA precisa de ser "mais trabalhado"
O plano de paz na Ucrânia apresentado pela Rússia precisa de ser “mais trabalhado”. É esta a posição dos aliados europeus representados no G20, que emitiram um comunicado conjunto em que dizem estar preocupados com a proposta de limitação às tropas ucranianas e ao efeito que isso poderia ter na vulnerabilidade do país.
O comunicado, citado pela Sky News, insiste que as fronteiras ucranianas não devem ser alteradas e que a UE e a NATO devem dar o seu consentimento nas partes do plano que se lhes referem.
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Macron avisa: "O G20 está em risco e pode estar a chegar ao fim de um ciclo"
Na África do Sul para uma cimeira do G20 onde Donald Trump decidiu não marcar presença, o Presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu lançar um aviso: “O G20 pode estar a chegar ao fim de um ciclo” e está “em risco”.
Segundo o The Guardian, que cita a AFP, Macron deixou o alerta: “Estamos a viver num momento geopolítico em que estamos a ter dificuldades para resolver grandes crises juntos à volta desta mesa, incluindo elementos que não estão presentes hoje”.
Depois de ter estado reunido com outros líderes europeus, à margem da cimeira, para discutir contra-propostas para apresentar aos EUA para o plano de paz para a Ucrânia, Macron insistiu: “Não pode haver paz na Ucrânia sem os ucranianos, sem respeito pela sua soberania”.
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Delegações da Ucrânia e EUA vão encontrar-se na Suíça para negociar paz
A Ucrânia e os Estados Unidos vão lançar novas negociações na Suíça para tentar encontrar uma forma de acabar a guerra, escreveu um negociador ucraniano no Telegram.
“Durante os próximos dias, na Suíça, vamos lançar conversas entre representantes sénior da Ucrânia e dos Estados Unidos sobre os possíveis parâmetros de um futuro acordo de paz”, disse o secretário do Conselho para a Segurança da Ucrânia, Rustem Umerov.
Zelensky já aprovou a composição da delegação ucraniana, que será liderada pelo seu chefe de gabinete, Andriy Yermak.
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EUA quer pressionar Zelensky nos próximos dias, se não acordo será "muito pior"
Responsáveis norte-americanos disseram aos aliados da NATO que esperam pressionar Zelensky de forma a que aceite o plano de paz com a Rússia nos próximos dias, ameaçando que se Kiev não assinar terá um acordo muito pior no futuro.
Segundo o The Guardian, o secretário do exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, falou com representantes dos países da NATO num encontro em Kiev na sexta-feira, depois de falar com Zelensky e com a Casa Branca.
“Não há acordos perfeitos, mas deve ser mais cedo do que tarde”, disse, num encontro em que, segundo o Guardian, vários representantes europeus questionaram o plano apresentado pelos EUA e se referiram a uma reunião “de pesadelo”.
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Macron, Merz e Meloni ponderam viagem a Washington para falar com Trump
Os líderes europeus aliados da Ucrânia estão a ponderar pedir uma reunião a Trump, em Washington, para discutir o plano de paz.
Segundo a Sky News, que cita fontes diplomáticas, líderes como o Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, fazem parte do grupo que pondera deslocar-se aos EUA no início da próxima semana. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não estará a ponderar deslocar-se a Washington.
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Líderes europeus reunidos no G20 trabalham em contra-proposta para plano de paz
Depois de vários líderes europeus terem conversado na sexta-feira, em reação ao plano de paz apresentado pelos EUA, este sábado haverá mais conversas durante a cimeira do G20, na África do Sul.
Os líderes europeus estão a tentar apresentar uma contra-proposta que volte a incluir a Ucrânia nas negociações dentro do prazo, até quinta-feira, que Trump impôs.
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JD Vance: é uma "fantasia" pensar que Ucrânia ganhará guerra se tiver mais armas, dinheiro e sanções
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, veio defender que pensar que a Ucrânia pode ganhar a guerra se tiver acesso a mais armas e sanções dos EUA é uma “fantasia”.
Na rede social X, o governante defende que um plano de paz tem de travar as mortes e preservar a soberania ucraniana, ser aceitável para Rússia e Ucrânia e “maximizar” as hipóteses de que a guerra não recomece.
“Há uma fantasia de que se dermos mais dinheiro, mais armas, ou mais sanções, a vitória está ao alcance. A paz não será alcançada por diplomatas falhados ou políticos a viver num mundo de fantasia. Pode ser alcançada por pessoas inteligentes que vivem no mundo real”.
Any Ukraine-Russia peace plan has to:
1) Stop the killing while preserving Ukrainian sovereignty.
2) Be acceptable to both Russia and Ukraine.
3) Maximize the chances the war doesn't restart.Every criticism of the peace framework the administration is working on either…
— JD Vance (@JDVance) November 22, 2025