Momentos-chave
- Dois ex-primeiros-ministros israelitas juntam partidos para derrubar Netanyahu
- Mais de 2.500 mortos desde o início dos ataques israelitas no Líbano
- Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão foi para a Rússia
- Zelensky condecora liquidadores de Chernobyl, 40 anos após o acidente nuclear
- Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão volta ao Paquistão
- Líderes do Irão e Paquistão falam após cancelamento de diálogo com EUA
Histórico de atualizações
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Continue a par da atualidade internacional neste novo liveblog.
Trump desconfia da oferta do Irão, mas EUA preparam contraproposta, diz WSJ
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Dois ex-primeiros-ministros israelitas juntam partidos para derrubar Netanyahu
Naftali Bennett e Yair Lapid, dois antigos primeiros-ministros, anunciaram este domingo que vão unir-se nas próximas eleições para tentar derrubar Benjamin Netanyahu. Nesse esforço vão juntar os respetivas candidaturas, Bennett 2026 e There is a Future (“Há um futuro”, em português).
“É uma medida com o objetivo de unir o bloco, pôr fim às divisões internas e focar todos os esforços em ganhar as próximas eleições, que são cruciais”, sublinhou o partido de Lapid num comunicado citado pelo Politico.
Os dois políticos já tinha juntado forças num governo de coligação em 2021 que pôs fim a 12 anos de Benjamin Netanyahu no poder. No entanto, a coligação acabou por dissolver-se e foram convocadas novas eleições que dariam a vitória a Netanyahu.
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Mais de 2.500 mortos desde o início dos ataques israelitas no Líbano
Mais de 2.500 pessoas morreram no Líbano desde o início dos ataques israelitas, em 2 de março, segundo dados das autoridades de saúde libanesas, que demonstram uma violência persistente, apesar de um cessar-fogo considerado frágil.
De acordo com o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês, até este sábado morreram 2.509 pessoas e outras 7.755 ficaram feridas, números que incluem vítimas registadas já durante o período de trégua.
Só no sábado, ataques israelitas terão causado pelo menos sete mortos e 24 feridos, entre os quais três crianças, acrescenta o serviço de saúde libanês, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Apesar da trégua anunciada em 16 de abril pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e prolongada por três semanas, as hostilidades mantiveram-se.
Este sábado, por exemplo, vários meios de comunicação oficiais libaneses relataram novos bombardeamentos israelitas no sul do país, após avisos de evacuação emitidos pelo Exército israelita.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou o ataque com o intuito de prevenir novas ofensivas do movimento xiita Hezbollah, acusando-o de violar o cessar-fogo.
O Hezbollah rejeitou as acusações, afirmando que as suas operações constituem uma “resposta legítima” às “violações contínuas” da trégua por parte de Israel desde o início do acordo. Em comunicado, citado pela agência de notícias francesa AFP, o movimento garantiu que continuará a retaliar e declarou-se preparado para defender o território libanês.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão foi para a Rússia
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, partiu do Paquistão rumo à Rússia.
“Durante esta visita, o ministro dos Negócios Estrangeiros vai reunir com responsáveis da Federação Russa e discutir as relações bilaterais entre o Irão e a Rússia, bem como desenvolvimentos regionais e internacionais”, indicou na conta de Telegram.
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Zelensky condecora liquidadores de Chernobyl, 40 anos após o acidente nuclear
O presidente da Ucrânia condecorou os liquidadores de Chernobyl numa cerimónia que assinalou os 40 anos do acidente nuclear.
“Entreguei condecorações aos liquidadores do desastre de Chernobyl, socorristas do Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, e aos funcionários da central que asseguraram a operação da central nuclear durante a ocupação russa em 2022 e que mitigaram as consequências do ataque de drone russo no local”, lê-se numa publicação da conta de Volodymyr Zelensky no X.
“Obrigado pela vossa coragem, resiliência, e profissionalismo sob condições extremamente difíceis. O vosso trabalho protege vidas na Ucrânia e muito além das suas fronteiras.”
I presented state awards to the liquidators of the Chornobyl disaster, rescuers of the State Emergency Service of Ukraine, and plant personnel who ensured the operation of the Chornobyl NPP during the Russian occupation in 2022 and mitigated the consequences of last year’s… pic.twitter.com/KDlSPDcLIC
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 26, 2026
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Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão volta ao Paquistão
O retorno de Abbas Araghchi ao Paquistão “nada tem que ver com negociações sobre o nuclear”, garantiu a agência noticiosa iraniana Tasnim.
O ministro dos Negócios Estrangeiros voltou a Islamabad a partir de Omã, país para onde se encaminhou depois de ter reunido com o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif. Agora, está de volta para continuar essas conversações, mas “nada têm que ver com o assunto nuclear”, indica a Tasnim.
No passado sábado, Donald Trump cancelou a ida dos seus enviados especiais Jared Kushner e Steve Witkoff a Islamabad. Depois desse cancelamento, o presidente dos EUA diz ter recebido uma melhor oferta do Irão, que não era “suficiente”.
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Agência libanesa denuncia novos bombardeamentos de Israel
A ANI avança que Israel bombardeou hoje de novo o sul do Líbano depois de ter ordenado a evacuação de sete localidades e de o primeiro-ministro israelita ter acusado o grupo libanês Hezbollah de estar a “desintegrar o cessar-fogo”.
“Aviões de guerra israelitas realizaram um ataque” em Kfar Tibnit, uma das localidades visadas pelo aviso de Israel, noticiou a agência libanesa, citada pela francesa AFP.
A agência de notícias libanesa acrescentou que havia informações sobre vítimas do ataque israelita, mas sem pormenores.
De acordo com os termos do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril, Israel reserva-se o direito de continuar a visar o Hezbollah.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o grupo xiita estava a pôr em causa a trégua na fronteira com o Líbano, num contexto de intensificação das operações militares israelitas no sul do país vizinho.
“Estamos a agir energicamente de acordo com as regras que acordámos com os Estados Unidos e, incidentalmente, também com o Líbano”, disse Netanyahu durante uma reunião do Governo, segundo uma mensagem de vídeo publicada nos canais oficiais.
“E isso significa liberdade de ação não só para responder aos ataques, mas também para frustrar ameaças imediatas”, afirmou, citado pela agência espanhola EFE.
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Portugal contribui para exercício da NATO no Mediterrâneo entre segunda e quinta-feira
A NATO vai realizar entre segunda e quinta-feira um exercício de larga escala no Mar Mediterrâneo, com contributos também de Portugal, liderada pelas forças navais de ataque e apoio da Aliança com sede em Oeiras.
Segundo um comunicado hoje divulgado, será a segunda edição da principal atividade de vigilância reforçada da NATO (eVA), Neptune Strike 26, entre 27 e 30 de abril, e “inclui contributos da Albânia, Bulgária, França, Grécia, Itália, Montenegro, Portugal, Roménia, Turquia e Reino Unido”.
“Liderada pelas Forças Navais de Ataque e Apoio da NATO (STRIKFORNATO), com sede em Oeiras, Portugal, a eVA irá combinar as capacidades de ataque marítimo do grupo de ataque do porta-aviões Charles de Gaulle da Marinha Francesa, a operar no Mar Mediterrâneo, com forças terrestres ao longo dos flancos sul e sudeste da NATO”, lê-se no comunicado.
Haverá também participação de “veículos aéreos não tripulados RQ-4D da NATO, pertencentes à Força de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento da NATO (NISRF), sediada em Sigonella, Itália”, com o apoio dos quais “os recursos aéreos táticos dos grupos de ataque irão realizar missões desde o Mar Mediterrâneo, passando pela Europa continental, até à região do Mar Negro”.
“Estas missões envolverão o empenhamento de alvos em campos de tiro na Letónia, demonstrando as capacidades de ataque de longo alcance da NATO e a interoperabilidade da Aliança nos domínios aéreo, terrestre e marítimo”, acrescenta-se.
No comunicado, refere-se que a série de exercícios Neptune Strike foi concebida em 2020 e consiste em atividades “planeadas a longo prazo, de natureza defensiva, adaptáveis aos desenvolvimentos atuais e totalmente em conformidade com o direito internacional”, que demonstram “a capacidade da NATO para integrar rapidamente forças navais e de ataque multinacionais”.
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Zelensky acusa Rússia de “terrorismo nuclear” 40 anos após Chernobil
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de “terrorismo nuclear” por ocasião do 40.º aniversário do acidente na central ucraniana de Chernobil, a pior catástrofe nuclear civil da história.
“O mundo não deve permitir que este terrorismo nuclear continue, e a melhor forma de lhe pôr fim é obrigar a Rússia a parar os seus ataques irresponsáveis”, declarou Zelensky, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Zelensky referia-se à guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
O acidente na central de Chernobil ocorreu em 26 de abril de 1986 quando a Ucrânia integrava a então União Soviética, de que se tornou independente em 1991, pouco antes da dissolução do bloco político controlado pela Rússia.
O número de vítimas permanece desconhecido, com uma contagem oficial de 31 mortos divulgada na altura, mas as estimativas variam entre quatro mil e centenas de milhares, devido a doenças contraídas por exposição à radicação.
O reator que esteve na origem do acidente foi coberto por um sarcófago construído em pouco tempo, cuja segurança tem sido posta em causa, nomeadamente devido à guerra iniciada pela Rússia.
Zelensky denunciou que drones russos sobrevoam regularmente Chernobil e que um deles embateu na cúpula de proteção em fevereiro de 2025.
A Rússia está “mais uma vez a levar o mundo ao limite de uma catástrofe provocada pelo homem”, acrescentou na mensagem alusiva ao aniversário de Chernobil.
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Pequim ameaça UE com retaliação por incluir empresas chinesas em sanções à Rússia
A China ameaçou a União Europeia (UE) de retaliação depois de Bruxelas incluir diversas empresas chinesas na vigésima ronda de sanções devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.
“A China tomará as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e a UE arcará com todas as consequências”, disse um porta-voz do Ministério do Comércio chinês em comunicado publicado este sábado à noite no site oficial da instituição.
O porta-voz falou do “forte descontentamento” de Pequim com a decisão e acusou Bruxelas de “ignorar as repetidas queixas e a oposição” do país: “Esta iniciativa da UE contraria o espírito de consenso alcançado pelos líderes da China e da UE e prejudica seriamente a confiança mútua e a relação bilateral”.
“A China exige que a UE remova imediatamente as empresas e os cidadãos chineses da lista de sanções (…) e que encontre soluções para suas respetivas preocupações por meio de diálogo e consultas”, acrescentou o porta-voz do Ministério do Comércio.
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Sultão de Omã pede a Araqchi que priorize diálogo para resolver guerra com EUA
O sultão de Omã, Haitsam bin Tariq, instou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, a “priorizar o diálogo e a diplomacia” para encontrar uma solução política para o conflito com os Estados Unidos.
Este apelo surge após o impasse nas negociações mediadas pelo Paquistão.
Segundo a agência de notícias oficial omanita, ONA, bin Tariq, cujo país mediou diversas rondas de negociações entre os EUA e o Irão antes do início da guerra no final de fevereiro, recebeu Araqchi em Mascate, onde “enfatizou a importância de priorizar o diálogo e a diplomacia para abordar os problemas, contribuindo assim para a consolidação da paz” na região do Médio Oriente.
Araqchi chegou a Mascate hoje como parte da sua viagem para tentar alcançar um consenso diplomático para retomar as negociações com Washington, após uma paragem em Islamabad, para onde regressa hoje.
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Troca de ataques aéreos entre Ucrânia e Rússia causa quatro mortes
Bombardeamentos aéreos russos mataram pelo menos três pessoas na Ucrânia, anunciaram hoje as autoridades locais, enquanto a Rússia anunciou que uma pessoa morreu durante um massivo ataque ucraniano com drones.
Na região de Sumy (nordeste), um ataque russo com drones matou dois homens, de 48 e 72 anos, na cidade de Bilopillia, a cinco quilómetros da fronteira russa, disse o chefe da administração militar local, Oleg Grygorov.
Na zona de Dnipropetrovsk (centro-leste da Rússia), ataques com drones e mísseis mataram uma pessoa e feriram outras quatro, avançou o líder da administração militar, Oleksandr Ganja.
Dnipro, a capital da região, foi alvo de vagas de ataques aéreos russos durante mais de 20 horas no sábado, resultando em pelo menos oito mortes.
O presidente da câmara, Boris Filatov, descreveu o ataque como “o maior alguma vez sofrido por Dnipro”, uma cidade industrial situada a cerca de 100 quilómetros da linha da frente.
As autoridades ucranianas anunciaram ainda ataques russos contra infraestruturas nas regiões de Cheniviv (norte) e Odessa (sul), sem relatos de vítimas até ao momento.
Também hoje, o Ministério da Defesa da Rússia disse que as defesas aéreas abateram 203 drones ucranianos durante a noite, um número muito maior do que a média do conflito.
As forças armadas russas intercetaram 71 “alvos aéreos” em Sebastopol, uma importante cidade portuária da Crimeia, península anexada unilateralmente pela Rússia em 2014, segundo o governador nomeado por Moscovo.
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Ataque israelita mata três pessoas no norte da Faixa de Gaza em dia de eleições
Três pessoas, incluindo uma criança, foram encontradas mortos após um ataque aéreo israelita que também fez vários feridos, no bairro de Sheikh Radwan, a norte da Cidade de Gaza, disse a imprensa palestiniana.
De acordo com a agência de notícias WAFA, o Hospital Al Shifa confirmou a chegada dos corpos das três vítimas, juntamente com vários feridos, após o ataque aéreo israelita de sábado, perto da escola Al Dahyan.
Antes do ataque, informou a WAFA, um palestiniano foi baleado pelo exército israelita no campo de refugiados de Jabalia, também localizado na Faixa de Gaza. A vítima, Bahjat Abu Al Eish, morreu após ter sido atingida na cabeça.
No sábado, as autoridades de saúde de Gaza, controlada pelo movimento fundamentalismo islâmico Hamas, confirmaram outras 17 mortes e 32 feridos em ataques israelitas nos dois dias anteriores.
Um total de 809 pessoas foram mortas e 2.267 ficaram feridas em ataques israelitas desde o cessar-fogo de outubro passado, de acordo com dados do Ministério da Saúde. As autoridades confirmaram a recuperação de 761 corpos.
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Líderes do Irão e Paquistão falam após cancelamento de diálogo com EUA
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, falou por telefone com o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, após o cancelamento de uma nova ronda de diálogo com os Estados Unidos em Islamabade.
Num comunicado divulgado hoje, Sharif descreveu a conversa como “uma troca cordial e construtiva” com Pezeshkian, com quem analisou o contexto atual no Médio Oriente.
O primeiro-ministro paquistanês reiterou a disponibilidade do país para desempenhar um papel de mediador num momento de grande instabilidade geopolítica.
“Reafirmei que, com o apoio de amigos e parceiros, o Paquistão continua empenhado em actuar como um facilitador honesto e sincero, trabalhando incansavelmente para promover uma paz duradoura e uma estabilidade permanente na região”, disse Sharif.
O primeiro-ministro paquistanês elogiou ainda o papel ativo de Teerão na região, destacando “o contínuo empenho do Irão, incluindo a delegação de alto nível a Islamabad liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqhchi”.
Sharif encontrou-se no sábado com o chefe da diplomacia iraniana, que esteve em Islamabade para um dia de reuniões com autoridades civis e militares paquistanesas, antes de viajar para Omã.
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Bom dia.
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